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Eduardo Mano – Esta geração de “ministros”

Balaão era um profeta que não tinha lá muita ética.

Um dia ele estava tranquilo em sua casa quando chegaram uns homens a mando do rei Balaque pedindo que ele os acompanhasse, pois este queria que Balaão amaldiçoasse um povo por ele.

Só que o povo era Israel. A nação escolhida pelo Senhor. O mesmo a quem Balaão consultaria.

Balaão vendeu seu dom pela promessa de ouro e prata. Justamente aquilo que pertence a Deus, conforme lemos em Ageu 2.8. Ele não teve problemas em colocar à disposição dos inimigos de Deus um dom que Deus concedeu para a glória Dele mesmo.

E o que acontece nos dias de hoje? Músicos, pastores e ministros que não saem de casa sem saber que receberão uma “oferta” (e ainda confundem oferta com cachê, os “abençoados”) gorda, dormirão em camas de hotéis confortáveis, comerão das delícias de restaurantes caros. Geralmente churrascarias. Engraçado que quando Balaão chegou a Moabe, foi recebido justamente por um belo churrasco. Pode conferir: Números 22.40.

Em tempo: eu também gosto de churrascarias. Só achei engraçada a referência.

Eu já soube de muitas histórias de estrelas gospel. Mais até do que gostaria. Gente da antiga e gente que mal chegou aos holofotes e já banca de estrela. Querem o brilho para si próprias, querem a glória que não pertence a eles. Desconheço exemplos bíblicos para o que fazem: lucrar com o serviço a Deus.

Na verdade, o que conheço na Bíblia, é que o poder de Deus é mais explicitado e grandioso na falta que na abundância. Quer exemplos? Eu lhe mostro exemplos. O povo que, saído do Egito, não teve falta de comida, nem água, nem roupas, pois Deus tudo provia a eles. Maná dos céus, as águas de Meribá, tecidos e sandálias que o atrito com a areia não podiam puir ou desgastar.

A viúva, que não tendo com o quê se sustentar endividada e correndo o risco de perder seus filhos para os credores, teve abundância de azeite – suficiente para pagar suas dívidas e sustentar a si mesma e a seus dois filhos (2 Reis 4.1-7). O coxo de nascença que recebeu cura de Deus através de Pedro e João, quando Pedro lhe disse: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos 3.1-10).

Muitos (a maioria, na verdade) certamente discordam comigo. Creem que estão certos em cobrar, pois chegaram em um determinado “patamar”. Bom, eu creio que se a pessoa colocou a mão no arado, ela deve confiar no Senhor da colheita. Se quer servir a igreja, deve confiar que Deus dará seu sustento digno e merecido. Creio que ao estabelecer valores (qualquer valor na verdade) ela está confiando em homens, como quem diz: “por menos de determinado valor eu não posso nem sair de casa, pois tenho gastos…” e assim por diante. Besteira. Seria melhor que a igreja que convidou não aceitasse e deixasse o “ministro” em casa. E pior que estabelecer valores, é estabelecer valores altos.

Bandas que pedem de “oferta” 20, 30 mil reais por uma noite de evento (claro que há as “boazinhas” que fazem promoção: 15 mil por três dias de evento, mas tocando, no máximo, 1 hora e meia por noite), enquanto há membros da mesma igreja, pais de família, que não ganham este valor nem em um ano de trabalho. Igrejas que aprovam salários de 25, 30 mil reais por mês aos seus pastores e que têm em seus bancos membros que há 2 ou 3 meses não conseguem emprego e estão atrasados com suas contas.

A estes, não eu, mas o próprio Deus, fala através do apóstolo Pedro em sua segunda carta. São palavras para os que conhecem a Deus e preferem o caminho perverso. O caminho de Balaão. Eis o texto de 2 Pedro 2.1-22

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas); Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades; Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor. Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco; Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça; Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta. Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva. Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo. Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.”

O Senhor tenha misericórdia de nós e envie jumentos, já que a Bíblia, infelizmente, alguns insistem em deixar de lado.

Eduardo Mano

Por Eduardo Mano Website: EduardoMano.net

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26 Comentários
  1. Lucas Diz

    Olá VE!

    Gostaria de fazer uma pergunta: o artigo falou sobre músicos que cobram para fazer seus shows, então eu gostaria de saber o seguinte, existem bandas cristãs que, creio eu, existem, de fato, para a glória de Deus e para o evangelismo sincero, sem esperar fortunas por isso. Vocês estão criticando o ato de receber por um show ou o ato de receber muito dinheiro por um show? Eu pergunto isso pois tem bandas bastante conhecidas como o Palavraantiga que cobram 4 mil reais por um show (acreditem, isso é muito barato mesmo em comparação com várias outras bandas) e que acabam por não ter uma agenda tão lotada assim (como muitos que tem show todos os dias!) e o dinheiro, além de ser distribuido entre os membros que possuem famílias e despesas, utiliza para melhorar ainda mais a banda como, por exemplo, na compra de instrumentos musicais melhores, gravações de CD de modo independente (o que é mais penoso do que estar no conforto de uma gravadora). Enfim, gostaria de saber qual é o posicionamento de vocês sobre isso. Há algum problema uma banda viver para a obra de Deus e cobrar por seus shows um valor que vai ser investido de forma honesta sem tanto enriquecimento?

    Obrigado!

    1. EduardoMano Diz

      Lucas, obrigado pelo seu comentário. espero que você leia minhas palavras em amor – a internet é um espaço frio e sem sentimentos, e muitas vezes não conseguimos perceber a forma como as respostas são lançadas.

      Eu não posso dizer que o texto reflete o pensamento de todos os membros do VE. O texto é meu, publicado originalmente em meu blog, e foi repostado aqui. Pode ser que alguém pense diferente, mas vou responder a partir do meu ponto de victa, se você não se importa. Caso algum outro membro do VE queira explicar seu ponto de vista, certamente o fará depois.

      Há três pontos a serem tocados na sua resposta, e espero responder de forma satisfatória. Não pretendo com minha resposta mudar sua opinião, mas sim esclarecer algo quer talvez tenha passado batido no texto.
      1 – Eu tenho um problema muito sério com a utilização da palavra show quando falamos de Evangelho. Show lembra ostentação (luzes, fumaça, excessos). O Evangelho não é nada parecido com isso. de forma, Jesus não fez nada parecido com shows em seu ministério, e os apóstolos tampouco. Se o que estamos fazendo é show, beleza, acho que deveríamos também desconectar isso com o nome de Jesus. Aí sim, tudo se aplicaria.
      2 – Quanto ao valor cobrado pelo Palavrantiga. Mesmo que 4000 seja um valor baixo, me pergunto se não estamos, com isso, limitando as igrejas que poderiam receber ministros. Todas as igrejas têm em caixa 4000 para serem gastos em uma noite, mais hospedagem em hotel, mais alimentação e mais aluguel do equipamento de som? A não ser que o pensamento seja “é assim mesmo, paciência”, então o valor cobrado está ok. Não vou entrar no mérito da agenda – se tem muitos eventos ou não -, mas no quesito gravadora, acho que o tempo dirá em relação a isso.

      3 – Quanto ao viver da obra. Este é um ponto, infelizmente, relativo. O que é viver bem para você? Segundo o IBGE, 10% da população brasileira vive, hoje, com uma renda de R$1500. Ou seja, são os 10% mais ricos do país. Só que em muito municípios, 1500 é um valor inviável para se viver. Também segundo o IBGE, no censo de 2010, o salário médio do brasileiro é de R$1200 – novamente, um valor que, em muitas cidades (em especial nas capitais) é inviável. Mas tem muita gente que vive com isso. E até menos.

      Ser sustentado pela obra é errado? É crime? não. Não é. os apóstolos eram sustentados pela obra, mas todos tinham outras profissões. Boa parte dos pastores hoje em dia é bi-vocacionado. Além de pastores exercem funções de professores, funcionários públicos, taxistas, contadores, advogados e etc. Há alguns (pouquíssimos, mas há) que abrem mão do sustento oferecido pela igreja e vivem apenas de sua profissão. O que eu me pergunto é: por que os músicos não têm uma segunda profissão? o que eles fazem é tão especial a ponto de exigir dedicação total? Certamente há aqueles que diriam que um músico não pode estudar menos de 8 horas por dia. Ok. Então por que não exigimos isto dos professores voluntários de EBD, que estudem ao menos 8 horas por dia? Ou de nossos pastores?

      É justificável aceitarmos e pagarmos aquilos que bandas e cantores exigem das igrejas para que eles venham nos entreter por algumas horas? Eu tenho uma resposta em meu coração. E não espero, como disse no início, mudar sua cabeça, e nem espero que os irmãos concordem com tudo o que eu disse. Mas é preciso refletirmos e nos posicionarmos em relação a muitas coisas que acontecem na igreja: seja para discordarmos, seja para concordarmos e aceitarmos. Fico feliz em, ao menos, ter iniciado o debate.

      Um abraço irmão. Mais uma vez, espero que a resposta tenha sido lida em amor, de verdade. :)

  2. Alex Diz

    Concordo com o texto, só acho que o autor deveria mudar o título, pois dá a entender que toda essa geração de ministros está corrompida nos mesmos termos de Balaão… Devemos exaltar que muita gente boa neste Brasil de meu Deus que honra o nome ministro…Conheço vários! Deus abençoe!

    1. EduardoMano Diz

      Alex, obrigado pelo cometário.

      A utilização das aspas no título (e por isso que ministros apareceu assim – “ministros”) foi justamente para dar a entender que há muitos que utilizam o título de ministros de forma indevida. Certamente devemos honrar aqueles a quem a honra é devida! Também conheço vários servos de Deus que merecem honra.

      Um abraço, e Deus abençoe!

  3. Felipe Diz

    Boa tarde!

    gostaria de dar um parecer sobre o texto. sou músico, toco na minha igreja… não tenho banda ou algo parecido. eu tenho pra mim que cobrar valores exorbitantes para realizar um show é triste e inaceitável…(visão pessoal)… bom, seu texto provoca uma certa reflexão, porque a alternativa seria ter o seu emprego e servir a obra de Deus como músico, visto que não deveria-se cobrar… só que existe a profissão músico, aí fico me perguntando, então o músico cristão não poderá exercer essa profissão por que seu dom vem de Deus? tudo bem… soa estranho… mas o ímpio, que serve a si mesmo como músico, também recebeu esse dom do alto! toda boa dádiva vem de Deus… e este dom da música Deus deu para o homem, e Ele espera que este o devolva, no entanto pertence ao homem!
    Acho que a grande questão que não pode ser calada é, o músico cristão, servo de Cristo, não deveria deixar de abençoar a igreja ou a obra por valor algum, se for de suas condições bancar os gastos (por que eles existem, gostando disso ou não, e muitas vezes são caros!) caso a igreja não possa, que o músico assim o faça, mas se não for, a igreja deve abençoar este irmão! ora, todos queremos receber, não é possível que eu queira tirar um irmão de outro estado para vir nos abençoar e querer que ele se vire nos 30 para vir… é um pouco complicado.
    de toda forma, eu concordo com sua visão sim! só acho que alguns pontos deveriam ter sido citados…
    por último quero acrescentar que a igreja que convida (contrata soa melhor) um músico cheio de exigências, cheio de “não me toque” e por um valor bastante gordo, deve ter conciencia plena que contratou um profissional, e que este pode ter deixado de ser irmão! deve saber que o que ele vai ter no altar ministrando provavelmente será um script musical e uma ministração repetida ou palavras de homens coberta com “doçura aos ouvidos”… e se a igreja está ciente disso, então não resta nada a dizer, ambos receberam sua recompensa… uma ministração de mente humana e um bolso cheio de dinheiro.

    um abraço!

    a paz do Senhor a todos!

    1. EduardoMano Diz

      Felipe, e aí, tudo bem?

      Acabei deixando pra responder seu comentário por último. Você tocou em alguns aspectos importantes, que não foram mencionados no texto por se tratar de algo dirigido a um público mais abrangente, mas certamente eu falaria dessas questões se o mesmo fosse dirigido a músicos, profissionais ou não.

      Queria dividir em pontos o seu comentário, beleza? Vamos lá.

      1 – O músico profissional cristão pode exercer sua profissão? Sim. Ele pode fazer concurso público para dar aula em escolas municipais e estaduais, atuar como pesquisador e professor em faculdades públicas e particulares, pode dar aulas particulares de música, pode abrir uma escola de música, pode trabalhar com musicoterapia… enfim, há uma gama diversificada de áreas em que o músico profissional pode trabalhar.

      O músico profissional cristão pode exercer a música como ministério? Deve. De fato, todo dom procede de Deus e é dado com o intuito que o mesmo seja utilizado para a glorificação do Pai. Este músicos pode fazer parte de um ministério itinerante que sirva no auxílio a outras igrejas? Claro que sim. esta é uma forma de levar seu dom ao Corpo, instruindo, ensinando e auxiliando os demais irmãos no louvor a Deus.

      O músico profissional cristão pode ter, no ministério, sua fonte de renda principal? Sim. Ele pode vender CDs? Claro. Ele pode cobrar por workshops e masterclasses em igrejas? Claro. Agora, ele pode condicionar a direção e ministração do louvor a Deus em uma igreja ao recebimento ou não de um cachê? Não, em hipótese alguma. Creio que nem preciso explicar as razões pelas quais ele não possa fazer isso, mas vou dar apenas um: o louvor do músico profissional cristão não é e nunca será mais especial que o de pessoas sem educação musical ou então de músicos amadores. A condição financeira ao culto é o que torna o “ministro” como alguém que segue o caminho de Balaão: subvertendo um dom de Deus por benefícios financeiros.

      Sei que o irmão pode discordar de mim, mas peço que medite nestas coisas: uma igreja abençoar financeiramente um ministro ou ministério, daquilo que Deus colocou em seu coração, é uma coisa. O cara cobrar para ministrar é outra. Trocando em miúdos: Não vejo nada de errado em uma igreja, que possua uma situação financeira favorável, oferte de bom grado aos ministro ou ministério uma quantia de, por exemplo, 7000 reais (embora ache muito dinheiro). Mas acho errado, sim, o cara condicionar a ida dele a alguma igreja a receber este valor.

      2 – Concordo que a igreja que convida o ministro ou ministério deveria arcar com algumas facilidades, e aqui as enumero: transporte, acomodação e alimentação. Mas acho que as exigências por parte dos ministérios deveriam ser reconsideradas. Hotéis são desnecessários quando há casas e famílias dispostas a receber os convidados com conforto. Restaurantes caros são desnecessários quando há pessoas capacitadas que se voluntariam para fazer cozinhar para os convidados. Entenda: são gastos extras que não fazem sentido, e acabam por piorar a imagem de estrelas que muitos têm.

      Quanto às ofertas, creio que os ministros devam estabelecer que esta é, sim, de coração. E creio que as igrejas deveriam se esforçar para, dentro de suas possibilidades, honrar os convidados da melhor maneira possível. É o que penso.

      3 – Rapaz, você matou a questão: quando a igreja se submete às frescuras de celebridades gospel, elas não devem depois reclamar que o alimento que receberam foi comida de crianças, carnal e desprovida de inspiração do Espírito.

      Espero que o irmão receba estas considerações em amor, ok?

      Um abraço!

  4. Dalvan Diz

    De fato vivemos dias em que a igreja tornou-se sinomimo de negocio, empresa e lucro, tempos que a verdadeira Palavra de Deus está sendo trocada por heresias como a teoria da prosperidade e “bençãos” imediatas e sem fim. O Evangelho deve ser dado de graça, pois o recebemos de graça. Não nego a importancia e a necessidade que existe em sustentar aqueles que se dedicam em levar as mensagens biblicas, mas da maneira, como alguns fazem atualmente fazem já é exploração. Mas devemos também sermos gratos a Deus e glorifica-lo, pois ainda existem pessoas honestas, íntegras levando sua Palavra sem ganancia e avareza no coração. Devemos também lembrar de orar por aqueles que estão sendo enganados por falsos ensinamentos e por aqueles que os divulgam porque eles não sabem o que dizem.

    1. EduardoMano Diz

      Dalvan, amém! Glórias a Deus pelo seu pensamento e cometário.

  5. Ademir Pereira Diz

    Concordo plenamente com o texto, creio que o cara que é “ministro de louvor” ou deva trabalhar ou possa sim viver do “Reino” de venda de seus cds, mas cobrar para ministrar, acho um absurdo… Creio que a pessoa deva ir e receba uma oferta, algo do coração de Deus proposto para a pessoa… não há mal nisso. Talvez alguem pense: mas se a oferta for pouca, eu tenho filhos…, e minhas contas,….. Bem e onde estar o viver pela fé, onde está o confiar em Cristo, é isso que me deixa irritado com esses caras… se não confiam em Deus para poder sustenta-los seja lá como for, a que Deus é esse que estão ministrando, com certeza não é o Deus da Bíblia… pense nisso!!!!!

    1. EduardoMano Diz

      Ademir, este é exatamante o meu pensamento e prática. Obrigado por compartilhar. deus te abençoe.

  6. EduardoMano Diz

    amigos, estou lendo todos os comentários e devo responder o material aos poucos, já que estou trabalhando no momento. se demorar pra responder, por favor, me perdoem. abraços.

  7. Lucas Bernardes Diz

    Comentário nada a ver com o post,
    Eu tenho uma dúvida, já estudei o blog de vcs. E preciso ter claro aqui, É ERRADO mulheres pregarem nas igreja ?

  8. Andre Luis Diz

    Infelizmente!!! ser “ministro”de louvor nos tempos de hoje é a vida que todo “cristão” quer ter,viver aqui na terra uma vida prospera financeiramente,ter fama,e ainda por cima viver na certeza de que quando morrer será salvo,a diferença entre cantores gospel e segulares a cada dia que passa se torna menos,em todos os aspectos !!!

  9. Samm Ribeiro Diz

    Engraçado…esse artigo me fez lembrar de uma passagem que diz que quando somos meninos agimos como meninos…
    E então deixa-se de ser ‘menino’ e começamos a comer uma comida mais substancial, mais forte…

    Por que falei nisso?

    Penso que quando nos convertemos tudo é festa, escutamos todo tipo de música, ouvimos todo tipo de palavra, vinda de quem seja e de como seja e nos emocionamos.
    Mas, quando vamos crescendo, quando vamos ‘clareando’, vamos aprendendo a discernir
    e a separar as coisas.

    Por que falei isso?

    Por que hoje creio que o dom é de Deus, é dado de graça e há sim, pessoas ‘gentis’ (ou ímpio como quiserem) que recebem o dom que vem de Deus e passam sua vida inteira usando em seu proveito. Vozes maravilhosas estão aí pra nos provar isso….mas a palavra não, por favor. Ministrar é levar o povo à presença do Senhor! A ídéia de vender isso me entristece e muito…isso é deplorável, é triste demais, amados!
    Concordo que ‘cantores gospel’s’ ganhem dinheiro comercializando os CD’s, concordo que ministros ganhem dinheiro com seus artigos, seus livros, seus workshop’s, palestras ou em qualquer outra área que não envolva a congregação, a noiva, mais na comunhão com Deus, não, não pode!
    Por que mexe com a Noiva e Cristo, com a intimidade e comunhão e qualquer coisa externa arranha isso…
    Imaginem se Deus ainda agisse como no AT? quem entraria no santos dos santos hoje?
    Os ministros de louvor levam o povo a adoração, preparam o coração do povo!

    1. Samm Ribeiro Diz

      Esqueci de dizer que os artigos do VE tem me edificado e muito…
      Que Deus cumpra o Seu propósito em suas vidas!
      Graça e Paz!

  10. Ademir Borba Cordeiro Diz

    O que mais eu estranho lendo os comentários, é que todo mundo critica o que os outros exigem. A igreja, segundo o NT, não tinha prédios suntuosos chamados de ” templo “, porque o verdadeiro templo somos nós, por isso a igreja se reunia nas casas. Mas os mesmos que criticam a atitude dos outros, são os mesmos que sustentam a ostentação dos chamados templos de hoje, prédios de luxo!!!! E ai dos pastores que não concordarem em colocar ar condicionado, poltronas estofadas, não só na nave do “templo”, e nas salas das classes de EBD, para que os nossos filhinhos aprendam a Palavra. Na hora do luxo para o nosso conforto pessoal, não vivemos pela fé, não lembramos dos irmãos que estão desempregados, se eles estão tendo o que comer, não lembramos dos órfãos e das viúvas para visitá-los, que é ” verdadeira religião, pura e sem mácula “. Precisamos deixar de ser demagógicos com relação ao que cremos, vivendo a nossa fé, sem ficar achando quem está certo ou errado!!!!!!! Com amor ao Senhor da Igreja – Jesus!!!!!

  11. José Eduardo Diz

    Olá Mano e VE. Achei pertinete não só o artigo, mas a primeira resposta do Mano, principalmente quando é falado sobre as agendas dos músicos. Eu sou músico e sinceramente até hoje me receio em gravar alguma coisa para não me seduzir posteriormente. Até que eu amadureça em caráter nesta área não pretendo produzir algo. Essa linha fina entre a vida do músico cristão e seus afazeres gerais estão quase sempre sendo pre estabelecidos por uma espécie de formato de midia gospel. Quando trata de Evangelho, sobre aquilo que recebi pela graça, eu tenho profundo temor em torná-lo um mercado ou que seja algo futil que, atenda a demanda estética que muitos esperam.

  12. Hugo Melo Diz

    Belo Texto Eduardo Mano! (Concordo com você e já deixei, pela graça de Deus, de escutar tais “artistas gospeis” que cometem os abusos que você citou).

    Mas eu gostaria de seu auxílio sobre dois assuntos:

    1) Gostaria que vocês me dessem uma definição Bíblica de Ministério (um termo brutalmente desgastado no atual cenário nacional “gospel”). É correto colocar a palavra ministério no nome de um grupo “evangélico”?

    2) Não sou músico, mas ajudo o grupo de louvor da minha igreja tocando, precariamente, violão (sou péssimo…). Eu não posso renunciar ao cargo porque não vejo alguém para me substituir na minha igreja (Ela é pequenininha). Contudo, apesar de não ser músico, eu comecei a criar um senso crítico escutando o Stênio o João e outros… Minha visão sobre música cristã (e música em geral) foi sensivelmente transformada. Entretanto, a líder do grupo da minha igreja é muito influenciada pelo mercado “gospel” (Ela é inteligente. Ela critica algumas letras, porém, ela escolhe outras que são tão frágeis e equivocadas quanto as que ela critica. Ela é daquela turma que consegue ouvir tanto o pessoal da lagoinha quanto um Jorge Camargo (por exemplo). Eu não consigo fazer essa mescla). Gostaria de um conselho seu meu amigo! Como devo agir diante de tal situação ?

  13. Guest Diz

    tudo bem, vamos dizer que
    isso não seja “servir a Deus”, aí vem Paulo e diz o seguinte: Mas que
    importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com
    fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.
    Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo
    socorro do Espírito de Jesus Cristo. Filipenses 1:18-19

  14. Lucas Yahn Diz

    tudo bem, mas aí vem
    Paulo e diz o seguinte: Mas que importa? Contanto que Cristo seja
    anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto
    me regozijo, e me regozijarei ainda. Porque sei que disto me
    resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de
    Jesus Cristo. Filipenses 1:18-19

    1. Silvan Porto Diz

      Fala Lucas! Tranquilinho? Bom, estava lendo o artigo do Eduardo Mano e achei-o muito bom, vi sua posição com relação a forma como os “ministros” estão fazendo o seu trabalho. Daí então leio a citação que você colocou da carta de Paulo aos Filipenses e isso me chamou a atenção para um outro problema (e esse eu considero gravíssimo) e este é o seguinte:

      Quanto Paulo escreve essa passagem creio que ele está partindo de sua experiência de que seus acusadores, ao o apresentarem diante das autoridades romanas, eram de certa forma levados a expor todas as “ideias” que levou Paulo a está ali sendo julgado. Esse pensamento é exatamente a pregação do Cristo crucificado que Paulo anunciava e que o levava a causar escândalos para os judeus.

      Bom, com relação a realidade dos “Cantores gospel” (Claro, não são todos) a conclusão que eu chego é que não existe em suas letras e ministrações o que é de mais importante para a salvação que vai desde o confronto de quem está ouvindo com o pecado e a necessidade das pessoas se voltarem para Deus em arrependimento e fé pela graça Dele em Cristo Jesus. O grande problema que eu vejo nesses “shows” e “pregações” (volto a falar, não são todos) é que eles partem do pre-suposto que a maioria ali já tem suas “faculdades mentais” exercitadas pela pregação da palavra e isso não é a realidade. Como se não bastasse a maioria das ministrações são voltadas ao Antropocentrismo. Pare alguns momentos para fazer uma análise em muitas pregações e ministrações gospel e você vai perceber a escassez do evangelho da salvação, algo que deveria ser prioridade está sendo deixado de lado. Como disse um grande homem de Deus (e creio que ainda seja) “Hoje se convidam para a igreja, não mais para Jesus”. Enfim, como líder do louvor de minha igreja tenho me preocupado com a coerência das letras e evitado músicas que não tragam em seu conteúdo o verdadeiro sentido do evangelho da salvação. Não está sendo fácil para mim, mas afinal, apenas entendi que a semente precisa ser jogada.

      Abração meu irmão!

      Com amor, Silvan Porto

    2. Phill Felix Diz

      existe um contexto aí. Paulo se referia aqueles que o acusando (ele estava preso em Roma) acabavam divulgando o evangelho de Cristo. Esse texto não justifica o Cristão, que conhecendo a verdade, se utiliza de qualquer método (ainda que fingido) para proclamar o evangelho. Isso é no mínimo abominação.
      Quanto a cobrar pela apresentação ou show acredito que viver para o reino é depender total mente do soberano desse reino. tenho uma banda que gera despesa mas nunca cobramos um real para tocar em qualquer lugar, todavia apresentamos nossas necessidades ao Senhor e ele as tem suprido. 4.000, 20.000, 60.000 (Thalles Roberto) são valores fixados para suas apresentações. se não tiver, paciência! e a glória de Cristo? e as almas necessitadas? e a causa? Cristo abriu mão de sua condição celeste para vir nos redimir. o que renunciamos por amor Dele? ser músico profissional ou “palestrante” é uma coisa, ser servo de um reino é outra.

  15. Wilson Moreira Tavares Diz

    Graça e paz,
    Defendo fielmente que devemos buscar espalhar as boas novas sem buscar qualquer recompensa pessoal, e isso é o que devíamos fazer, mas os ministros e suas respectivas equipes também precisam de sustento. Não me abstendo da primeira afirmação, uso o exemplo do Thalles Roberto (não para exaltá-lo!), que não cobra para ministrações em Igrejas, mas, para eventos bilhetados (onde, obviamente o lucro é visado) ele e sua equipe cobram determinado valor, para terem a possibilidade de se sustentarem e poder investir todo o tempo e energia para o Reino, existem abusos sim! Mas creio que devemos ver que este ponto é delicado de se discutir, e é também relativo.
    Abraços!

  16. David Avila Diz

    Olá, gostaria de dizer que achei seu texto muito esclarecedor em alguns pontos, porém eu tenho uma dúvida a qual o sr. não frisou, e gostaria, se possível, que o sr. me ajudasse biblicamente.

    Eu não sou músico profissional pois não sou formado em música, nem tão pouco fiz anos e anos de aula, porém Deus me abençoou com o talento de tocar quatro instrumentos bem (segundo algumas pessoas). Fiz 2 anos de aula de guitarra e nunca mais fiz aula de nenhum instrumento, e com a base que tive das aulas de guitarra aprendi por "sozinho" a tocar os outros (bateria, contra-baixo e teclado). Em fim, a minha dúvida é: eu não sendo um músico profissional, eu posso dar aula aula remuneradamente de tais instrumentos?!
    Obs: vale ressaltar que eu já dou aula remunerada de violão, teclado e contra-baixo, porém quando comecei com este "projeto", eu deixei a mercê das pessoas que me procuravam o valor das aulas, e a partir daí, estipulei um "padrão" do valor das aulas de acordo com o que me ofereciam no início. Eu não trabalho, apenas faço faculdade e tiro das aulas o dinheiro para sair, comprar algo que eu queira, namorar, etc. Sou sustentado pela minha mãe e ela hoje em dia só dá a mim e a meu irmão o "necessário" para sobreviver rs ( eu acho certo ).

    Desde já agradeço!

  17. David Avila Diz

    Olá, achei seu texto muito esclarecedor em diversos pontos, porém eu gostaria que o sr. me ajudasse, biblicamente se possível, numa dúvida minha, visto que o sr. não frisou muito neste aspecto.

    Eu não sou músico profissional pois não sou formado em música, nem tão pouco fiz anos e anos de aula, porém Deus me abençoou com o talento de tocar quatro instrumentos bem (segundo algumas pessoas). Fiz 2 anos de aula de guitarra e nunca mais fiz aula de nenhum instrumento, e com a base que tive das aulas de guitarra aprendi “sozinho” a tocar os outros (bateria, contra-baixo e teclado). Em fim, a minha dúvida é: eu não sendo um músico profissional, eu posso dar aula aula remuneradamente de tais instrumentos?! Eu estaria sendo um “mercenário” com meus dons e talentos dados por Deus?!
    Obs: vale ressaltar que eu já dou aula remunerada de violão, teclado e contra-baixo, porém quando comecei com este “projeto”, eu deixei a mercê das pessoas que me procuravam o valor das aulas, e a partir daí, estipulei um “padrão” do valor das aulas (para não ser injusto com os demais) de acordo com o que me ofereciam no início. Eu não trabalho, apenas faço faculdade e tiro das aulas o dinheiro para sair com os amigos, comprar algo que eu queira, namorar, etc. Sou sustentado pela minha mãe e ela hoje em dia só dá a mim e a meu irmão o “necessário” para sobreviver rs ( eu acho certo ).

    Desde já agradeço!

  18. Cléde Oliveira Moreira Diz

    Glórias a Deus! Ainda há alguns que não se dobraram diante de mamon

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