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Franklin Ferreira – Desconstruindo Mitos sobre Calvino

Em 2009, comemorou-se 500 anos do nascimento de João Calvino. Na ocasião, Franklin Ferreira escreveu o texto abaixo para desconstruir muitos mitos à respeito deste reformador. A intenção não é colocar Calvino em um pedestal da perfeição, mas tirar alguns preconceitos da mente de muitas pessoas, talvez até da sua.

O que é intrigante sobre João Calvino?

Grande parte da cristandade celebra os 500 anos do nascimento de João Calvino neste ano. Infelizmente, as imagens populares que se tem do reformador francês são muitas vezes distorcidas, cercadas por mitos que não representam o verdadeiro Calvino e seu decisivo ministério de quase 25 anos na cidade suíça de Genebra. Na tabela abaixo, oferecemos ao leitor um rápido panorama dos principais mitos construídos em torno de Calvino, e o quadro real que emerge do estudo sério de sua vida e influência na igreja e sociedade ocidental.

Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação.

Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado.

Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino.

Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo.

Mito: Calvino não tinha interesse em missões.

Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios.

Mito: A crença na predestinação desestimula a oração.

Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas.

Mito:Calvino é o pai do capitalismo.

Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto.

Mito: Calvino foi o ditador de Genebra.

Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.

Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.

Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra.

Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes.

Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa.

Mito: Calvino não tinha interesse em educação.

Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado.

Mito:Os ensinos de Calvino não são bíblicos.

Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria “uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas”. O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia.

Não quero tratar Calvino de forma não-crítica ou iconográfica. Ele era consciente de suas fraquezas e pecados, e suas muitas orações preservadas dão testemunho de sua humildade e dependência da graça abundante de Deus em Jesus Cristo. O que almejo é levar o amado leitor a deixar de lado as caricaturas e ir direto à fonte, estudando e meditando nas obras de Calvino, reconhecendo-o e levando-o a sério como mestre da igreja (praeceptor eccleisiae). Os benefícios de tal estudo serão incalculáveis para sua vida e para aqueles ao seu redor.

Agradeço aos amigos Augustus Nicodemus e Solano Portela por sugestões acrescentadas a esta tabela.

Por Franklin Ferreira. Cedido gentilmente para ser postado no Voltemos ao Evangelho.

23 Comentários
  1. Alexandre Nobre Diz

    Interessante esse texto. Todo mito levantado em torno de algo ou alguém deve ser argumentado e refutado quando necessário. Parabéns pelo texto e obrigado por compartilhar!

  2. Dalvan Diz

    Houve vários reformadores como Lutero, Calvino, john Knox, etc. No que diz respeito a muitos assuntos, eles tinham unidade de pensamento (acreditavam da mesma maneira), porém também pode-se notar algumas particularidades de cada um em suas ideias o que também influenciou o protestantismo em seus países.
    Gostaria de saber em qual(is) assunto(s) biblico(s) eles tinham opniões diferentes, ou seja, em que assuntos eles criam diferente? (QUEM SOUBER RESPONDER, POR FAVOR RESPONDA).
    NOTA: Apesar disso eles eram irmãos em Cristo, pois tais diferenças não afetava as principais doutrinas biblicas no qual eles acreditavam. É como no dia de hoje, em que presbiterianos creem em batismo infantil, porém batistas não, mas nem por isso, deixam de ser irmãos.

    1. SEGUINDO A CRISTO Diz

      calvino não concordava com nada não ele mandava e matar e nunca foi pastor de ovelha só vivia na alta cúpula decidindo a vidas dos fieis

    2. Pedro Vieira Diz

      Cara, é difícil resumir. Mas um pequeno exemplo é a questão da ceia:

      1) Lutero dizia que os elementos (pão e vinho) eram bastante místicos por causa da frase de Jesus “isto É o meu corpo/sangue”. Ele elaborou a doutrina da consubstanciação que, a muito grosso modo, dizia que o corpo e o sangue de Cristo estavam nos elementos (diferente da doutrina católica que diz que o pão e o vinho se transformam – transubstanciação – no corpo e sangue de Cristo);

      2) Zwinglio discorava totalmente de Lutero, baseado na afirmação de Cristo “fazei isto EM MEMÓRIA de mim”. Então, para Zwinglio os elementos eram meramente simbólicos, não místicos;

      3) Calvino, por sua vez, disse que na Bíblia está escrito tanto “isto É o meu corpo/sangue” quanto “fazei isto EM MEMÓRIA de mim”, logo, pra Calvino, a ceia é igualmente simbólica e mística.

      P.S.: nao entenda a palavra “mística” como algo necessariamente ruim. O relacionamento do crente em Cristo é também místico do ponto de vista que é espiritual, transcende este mundo material.

  3. Levy Diz

    a imagem parece com o Lutero

    1. Levy Diz

      Esqueçam, kkkk

  4. Wanderley Dantas Diz

    Seria melhor, Franklin, se a cada um destes pontos pudesse ser acrescentado bibliografia, porque do contrário é apenas argumento de autoridade. Quais são as fontes bibliográficas sobre as quais se baseiam tais e tais informações? Isso é apenas contra-opinião do Franklin ou há respaldo documental. Para o Calvinismo se apresentar de maneira séria no Brasil, respondendo aos nossos adversários e suas acusações, é preciso que haja um forte empenho das editoras, Igrejas e Mackenzie em traduzir obras que já responderam estas questões no passado e oferecer as referências daquelas que já estão em português. A batalha do Calvinismo (todo nós sabemos) se dará não contra o neopentecostalismo ou o pentecostalismo, mas será na Academia, nas universidades e nas escolas. São nestes ambientes que os jovens recebem as caricaturas da história, então é preciso que se ofereça ao brasileiro mais do que opiniões e, antes, referência bibliográfica acadêmica para que possamos começar a produzir em ambiente escolar e universitário a cultura que queremos a partir da Reforma calvinista. Do contrário, penso eu, continuaremos a produzir material apenas para quem já concorda ou detém nossos pressupostos. E não damos oportunidade para o real debate. Por exemplo, o argumento apresentado sobre Calvino não ser o pai do capitalismo é (pelo menos da maneira apresentada) muito fraco, porque o que estava em jogo na época de Calvino era o capitalismo mercantilista, ainda sob a égide fiscalizadora da Igreja Romana. Assim, o que Calvino proporciona é o advento dos burgueses, então exatamente o capitalismo burguês moderno. Então, neste sentido e guardadas as devidas proporções, sem Calvino, poderíamos ainda estar "com medo" de sermos ricos. O que leva a conclusão que o capitalismo moderno, como o conhecemos hoje, deve, e muito, ao trabalho de Calvino, que foi o que proporcionou um salto para que o sistema pudesse andar sem as rédeas da tutelagem romana (não apenas simplesmente por causa da questão de como Calvino tratou o lucro, mas, principalmente, porque ele assentou os fundamentos de uma nova mentalidade). Enfim, só pelo tamanho do meu texto já se percebe que o face não é o melhor lugar para aprofundarmos a discussão (rsrsrsrs). Abraços!

  5. Wanderley Dantas Diz

    Seria melhor, Franklin, se a cada um destes pontos pudesse ser acrescentado bibliografia, porque do contrário é apenas argumento de autoridade. Quais são as fontes bibliográficas sobre as quais se baseiam tais e tais informações? Isso é apenas contra-opinião do Franklin ou há respaldo documental. Para o Calvinismo se apresentar de maneira séria no Brasil, respondendo aos nossos adversários e suas acusações, é preciso que haja um forte empenho das editoras, Igrejas e Mackenzie em traduzir obras que já responderam estas questões no passado e oferecer as referências daquelas que já estão em português. A batalha do Calvinismo (todo nós sabemos) se dará não contra o neopentecostalismo ou o pentecostalismo, mas será na Academia, nas universidades e nas escolas. São nestes ambientes que os jovens recebem as caricaturas da história, então é preciso que se ofereça ao brasileiro mais do que opiniões e, antes, referência bibliográfica acadêmica para que possamos começar a produzir em ambiente escolar e universitário a cultura que queremos a partir da Reforma calvinista. Do contrário, penso eu, continuaremos a produzir material apenas para quem já concorda ou detém nossos pressupostos. E não damos oportunidade para o real debate. Por exemplo, o argumento apresentado sobre Calvino não ser o pai do capitalismo é (pelo menos da maneira apresentada) muito fraco, porque o que estava em jogo na época de Calvino era o capitalismo mercantilista, ainda sob a égide fiscalizadora da Igreja Romana. Assim, o que Calvino proporciona é o advento dos burgueses, então exatamente o capitalismo burguês moderno. Então, neste sentido e guardadas as devidas proporções, sem Calvino, poderíamos ainda estar "com medo" de sermos ricos. O que leva a conclusão que o capitalismo moderno, como o conhecemos hoje, deve, e muito, ao trabalho de Calvino, que foi o que proporcionou um salto para que o sistema pudesse andar sem as rédeas da tutelagem romana (não apenas simplesmente por causa da questão de como Calvino tratou o lucro, mas, principalmente, porque ele assentou os fundamentos de uma nova mentalidade). Enfim, só pelo tamanho do meu texto já se percebe que o face não é o melhor lugar para aprofundarmos a discussão (rsrsrsrs). Abraços!

  6. josé maria luiz de souza Diz

    Não dá para perceber se a sua intenção é desconstruir o mito ou reforçar o mito. Dizer que calvino não mandava no conselho de genebra é querer esconder os fatos históricos. Será que existe alguém tão inocente para acreditar que depois de ser convidado a se retirar de genebra, calvino aceitaria o convite para voltar em posição subalterna? ele podia até não ser ditador, mas dizer que ele não mandava no conselho é tentar encobrir a verdade histórica. Dizer que calvino não ordenou a morte de Serveto, é o mesmo que dizer que não foi o clero romano que mandou matar os hugenotes franceses na famigerada noite de são bartolomeu. A meu ver, no verdadeiro cristianismo, os nossos criminosos são tão criminosos quanto os criminosos deles, e, se não se arrependeram e confessaram diante de Deus os seus pecados, foram para o inferno mesmo com todo o prestígio histórico que lhes imputaram. sobre se os ensinos de calvino são ou não bíblicos a melhor posição é dizer que em parte são, mas não na íntegra. nas institutas, livro III, cap. 3, tópico 13, calvino afirma que o pecador é regenerado no sacramento do batismo. Regeneração batismal é um ensino anti bíblico. Citei somente um exemplo, mas existem centenas de outros na institutas.
    serria muito bom para o evangelho se todos os que se dizem cristãos olhassem somente para JESUS CRISTO, autor e consumador da nossa fé. Ele sim é totalmente infalivel.

    1. Pedro Vieira Diz

      José, com certeza não devemos ser tolos e acreditar na inocência de alguém memaramente porque se diz que é, TODAVIA, não devemos tratar como culpados somente por que se diz que é!
      Não sei se vc sabe, mas a acusação de que Calvino era ditador de Genebra, mandou matar Serveto e criou o Capitalismo foram muito divulgadas por inimigos do Evangelho no intuito de “provar” que o cristianismo era mau.
      Recomendo a leitura de André Bieler. O livro mais conhecido dele (O pensamento economico e social de Calvino) foi ‘auditado’ por um professor que não compartilhava a fé reformada. Isso quer dizer que, ainda que Bieler quisesse defender Calvino usando dados tendenciosos, o professor não teria motivação nenhuma para isso. Estava mais interessado na qualidade das informações e fontes do Bieler.
      Não somente Bieler, mas também Justo Gonzales entre outros historiadores cristãos não seriam tão rápidos em detonar Calvino.
      E, por último, defender a inocência de qualquer cristão (quando de fato é inocente) não é o mesmo que acreditar que tal cristão é infalível. O Rev Franklin Ferreira escreveu no final do post que Calvino não é infalível, então não entendo o por quê de sua frase final. Tome cuidado. O fato de alguém idolatrar Calvino ou Armínio não torna estes homens maus, nem torna mau quem compartilha do mesmo pensamento deles.
      Na paz do Senhor.

    2. Pedro Vieira Diz

      P.S.: a questão de Serveto talvez seja a mais controversa, mas aí, antes de julgar Calvino pela morte desse homem, devemos lembrar que:
      1) a pena de morte por heresia era prática comum na Europa, mas muito pouco comum na Genebra dos tempos de Calvino;
      2) Serveto não era somente um homem que negava a Trindade, mas muitos o consideravam perigoso (causador de desordens sociais… se era verdade não sei, mas que havia medo de tumultos por onde ele passava, havia);
      3) NÃO, Calvino não mandava nos magistrados que condenaram e ordenaram a morte de Serveto. Esses mesmos magistrados não fizeram muitas coisas que Calvino ensinava. Então, ainda que Calvino não concordasse com a pena de morte, ele não teria poder legal para mudar a sentença.

    3. José Rubens Medeiros Diz

      Pedro Vieira:
      Especificamente em relação à INVERDADE sobre a execução cruel e desumana de Miguel Serveto (queimado vivo amarrado a uma estaca), veja abaixo a narrativa fiel dos acontecimentos. Ao contrário do que MALDOSAMENTE se propaga no âmbito do segmento religioso calvinista, João Calvino, ALÉM DE TÊ-LO AMEAÇADO DE MORTE, CUMPRIU À RISCA ESSA AMEAÇA, mandando prendê-lo em pleno culto religioso, lançando-o em prisão fétida e repleta de piolhos, e acusando-o de “imperdoável heresia ” consistente em ter uma opinião diferente a respeito da Trindade e do Batismo de Crianças.
      E mais: TAMBÉM NÃO É VERDADE que João Calvino tenha tomado a iniciativa de pedir ao Conselho que, em vez de queimar vivo Miguel Serveto, simplesmente o decapitasse. A realidade nisso tudo foi que MIGUEL SERVETO (ELE MESMO) PEDIU A CALVINO QUE, EM VEZ DE “ASSADO VIVO”, FOSSE DECAPITADO. A partir, então, desse pedido de Serveto foi que Calvino tentou essa “GENEROSIDADE” junto ao tal Conselho de Genebra, mas não obteve sucesso.
      Confira o extrato seguinte, do livro THE STORY OF CIVILIZATION, de Will Durant (Prêmio Pulitzer), Sexto Volume:

      “…When Servetus heard the sentence, SAYS CALVIN, “he moaned like a madman, and… beat his breast, and bellowed in Spanish, Misericordia! Misericordia! ” HE ASKED TO TALK WITH CALVIN; he pleaded with him for mercy; Calvin offered no more than to give him the final consolations of the true religion if he would retract his heresies. Servetus would not. HE ASKED TO BE BEHEADED RATHER THAN BURNED; CALVIN WAS INCLINED TO SUPPORT THIS PLEA, BUT THE AGED FAREL, IN AT THE DEATH, REPROVED HIM FOR SUCH TOLERANCE; AND THE COUNCIL VOTED THAT SERVETUS SHOULD BE BURNED ALIVE. The sentence was carried out the next morning, October 27, 1553, on the hill of Champel, just south of Geneva. ON THE WAY FAREL IMPORTUNED SERVETUS TO EARN DIVINE MERCY BY CONFESSING THE CRIME OF HERESY; ACCORDING TO FAREL THE CONDEMNED MAN REPLIED, “I AM NOT GUILTY, I HAVE NOT MERITED DEATH”; AND HE BESOUGHT GOD TO PARDON HIS ACCUSERS. He was fastened to a stake by iron chains, and his last book was bound to his side. When the flames reached his face he shrieked with agony. After half an hour of burning he died.”

    4. José Rubens Medeiros Diz

      Concordo com você. José Maria Luiz de Souza.
      O maçom João Calvino ordenou a prisão e o assassinato bárbaro de Miguel Serveto. Isso é um fato histórico incontestável, exceto quando se consultam fontes maquiadoras. O próprio livro escrito por esse huguenote (“Institutas”) contém farto material que explicita a ira esquisita por ele cultivada gratuitamente contra o cristão Miguel Serveto. Maldade não tem época, malignidade não é modismo, impiedade não sofre mutações “evolucionistas” ao longo do tempo ou em função de eras. Amar significa sempre AMAR e odiar significa sempre ODIAR, independentemente do tempo em que se vive. A propósito, transcrevo a seguir uma pequeníssima amostra extraída da versão em inglês do citado livro do maçom Calvino: “It is truly unfortunate that these sound sentiments were not heeded by Calvin himself, when, exactly six years before this definitive edition of 1559 was published, he asked the councils of Geneva to arrest the heretic Michael Servetus, brought charges against him, carried on the debate to prove that his heresy was threatening the Church of Christ, and approved of the verdict to put him to death (although he urged beheading instead of burning at the stake). Calvin even wrote a small book defending the death sentence upon Servetus. Today there is a monument on Champel, the hill upon which Servetus perished in the flames. It was erected on the 350th anniversary of the execution, by followers of Calvin. The inscription reads: As reverent and grateful sons of Calvin, our great Reformer, repudiating his mistake, which was the mistake of his age, and according to the true principles of the Reformation
      and the Gospel, holding fast to freedom of conscience, we erect this monument of reconciliation on this 27th of October 1903.” (Nota de Rodapé, pág. 967)

    5. José Rubens Medeiros Diz

      E mais: Observe o caráter ABSOLUTAMENTE ridículo da inscrição na estátua de Miguel Serveto, quando seus patrocinadores se identificam como “…reverent and grateful sons of Calvin, our great Reformer” (“reverentes(sic) e gratos(sic) filhos(sic) de Calvino, nosso grande reformador”). Isso é DEPRIMENTE!!

  7. Diego Almeida Diz

    Da disputa entre calvinistas e arminianos acerca das doutrinas da Graça e da Predestinação. Qual é a correta pela Bíblia ? por favor

  8. Anderson Bueno de Almeida Diz

    Pergunta pra Deus… quando chegarmos todos no céu. :)

  9. Marcelino Verazani Diz

    Realmente amigo, enquanto estivermos aqui nunca saberemos. Se houvesse uma correta, a outra seria considerada heresia, o que não é, só há uma disputa ferrenha como você mesmo disse. Eu sou calvinista roxo, quando fui escolher minha vertente soteriológica tentei ver qual das duas humilhava mais ao homem e dava toda a glória a Deus, então do meu ponto de vista vi que o calvinismo atendia melhor. E também em Efésios 2:8-9 diz que a fé vem de Deus para que ninguém se glorie. Se Ele quis nos dar a nossa própria fé nele para que nem nisso nos gloriássemos, ele deixaria que a salvação que é algo ainda mais complexo depender de nós mesmos? Por que se deixasse, então isso acabaria se tornando motivo de glória da nossa parte, pois se nós não fizessemos a nossa parte para sermos salvos, Deus não a faria por nós. Não quero dizer com isso que o arminianismo é uma heresia ou ofender os irmãos arminianos, só acho que não condiz com o modo que o homem é humilhado por Deus em todo o AT e NT (sobre isso confira algumas coisas como Is 41:24, Is 64:6, Lc 17:10). Se quiser ver o que me ajudou a escolher o calvinismo e alguns versículos mostrando o embasamento bíblico do calvinismo: http://www.monergismo.com/textos/calvinismo/os-males-calvinismo_frank-beck.pdf
    http://img20.imageshack.us/img20/3010/doutrinasdagracacurves.jpg

  10. Isaque Cordeiro Costa Cordeiro Diz

    Marcelino Verazani tu não É de CRISTO roxo não deixa de noia veio procura seguir a CRISTO. CALVINO NÃO RESSUSCITOU NÃO. deixa de idolatria o seu cabra já sei e um jovem medito a rebelde sem causa. ja vi esse filme.JESUS não mandou tu ser calvinista não mandou ser simples como as pombas e prudente com as serpentes e guarde sua coroa para que niguem a tome viu nordestinamen falando com vc . me perdoe mais o conversa de saco furado veio.

  11. Wanderley Dantas Diz

    Seria melhor, Franklin, se a cada um destes pontos pudesse ser acrescentado bibliografia, porque do contrário é apenas argumento de autoridade. Quais são as fontes bibliográficas sobre as quais se baseiam tais e tais informações? Isso é apenas contra-opinião do Franklin ou há respaldo documental. Para o Calvinismo se apresentar de maneira séria no Brasil, respondendo aos nossos adversários e suas acusações, é preciso que haja um forte empenho das editoras, Igrejas e Mackenzie em traduzir obras que já responderam estas questões no passado e oferecer as referências daquelas que já estão em português. A batalha do Calvinismo (todo nós sabemos) se dará não contra o neopentecostalismo ou o pentecostalismo, mas será na Academia, nas universidades e nas escolas. São nestes ambientes que os jovens recebem as caricaturas da história, então é preciso que se ofereça ao brasileiro mais do que opiniões e, antes, referência bibliográfica acadêmica para que possamos começar a produzir em ambiente escolar e universitário a cultura que queremos a partir da Reforma calvinista. Do contrário, penso eu, continuaremos a produzir material apenas para quem já concorda ou detém nossos pressupostos. E não damos oportunidade para o real debate. Por exemplo, o argumento apresentado sobre Calvino não ser o pai do capitalismo é (pelo menos da maneira apresentada) muito fraco, porque o que estava em jogo na época de Calvino era o capitalismo mercantilista, ainda sob a égide fiscalizadora da Igreja Romana. Assim, o que Calvino proporciona é o advento dos burgueses, então exatamente o capitalismo burguês moderno. Então, neste sentido e guardadas as devidas proporções, sem Calvino, poderíamos ainda estar “com medo” de sermos ricos. O que leva a conclusão que o capitalismo moderno, como o conhecemos hoje, deve, e muito, ao trabalho de Calvino, que foi o que proporcionou um salto para que o sistema pudesse andar sem as rédeas da tutelagem romana (não apenas simplesmente por causa da questão de como Calvino tratou o lucro, mas, principalmente, porque ele assentou os fundamentos de uma nova mentalidade). Enfim, só pelo tamanho do meu texto já se percebe que o face não é o melhor lugar para aprofundarmos a discussão (rsrsrsrs). Abraços!

  12. Lúcio Reis de Andrade Diz

    Marcelino Verazani , na minha opinião, nem a doutrina arminianista, nem a doutrina calvinista sobre soteriologia estão certas. Na minha opinião, é um pouco de cada das duas teorias. Tem pontos que eu concordo e discordo de ambas as teorias.

  13. Marcelino Verazani Diz

    Isaque Cordeiro Costa Cordeiro, só hoje o facebook me mostrou seu comentário. Não quero ser rude, mas quem você é pra falar que eu tenho que me converter ainda? Nem conhece meus frutos pra dizer se sou de Cristo ou não, e quer falar que eu não sou cristão. O que fiz foi mostrar ao amigo ali que tinha repulsa sobre a eleição a base bíblica, estávamos simplesmente discutindo sobre calvinismo de forma sadia e lá vem você querer pegar o bonde andando. O cristianismo não se resume a soteriologia e eu nunca obriguei ninguém a ser calvinista, das coisas de Deus, a que eu menos penso é sobre calvinismo, e ainda vem falar que eu idolatro Calvino. Caso não saiba, a doutrina do "calvinismo" surgiu com Agostinho, no 5º século mais ou menos, por isso é certas vezes chamado de "agostinianismo", por isso eu ou ninguém pode dizer que foi Calvino quem descobriu essa doutrina. Pare com essa historinha de "Eu não sou de Calvino, nem de Armínio, eu sou de Cristo" porque quando os irmãos de Corinto brigavam e falavam que uns eram de Paulo e outros de Apolo, alguns falaram que eram de Cristo, e Paulo falou que de todos esses eram os piores. Você não pode julgar a salvação de alguém, a menos que você conheça os frutos da pessoa e perceba que ela não age como cristã. Tiago falou bem de pessoas como você que adoram dizer "esse é salvo, esse não é": "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
    Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?" Tiago 4:11-12
    Eu até discordo de outras coisas de Calvino, e vem você falar que eu idolatro ele. Já que você está tão certo que eu não sou convertido, venha aqui na minha cidade e pergunte aos irmãos da minha igreja o péssimo exemplo que eu sou. Não sou melhor do que ninguém mas sempre tento ser o exemplo no que for possível. Você é quem está com conversa de saco furado. Quando vou a igreja, agradeço é a Cristo por ter me salvado, não a Calvino. Estou vendo o grande exemplo que você é, falando de coisas que nada sabe. Não vou ficar com raiva de você, mas por favor, antes de falar sobre algo, SAIBA sobre o que está falando e não venha com suas achologias e "eu não sei nada sobre o que estou falando". Espero que também não fique com raiva de mim. Até.

  14. Marcelino Verazani Diz

    Lúcio Reis de Andrade, você tem total direito se não se ver encaixado em nenhuma das duas. Nossa interpretação das Escrituras é falível, apesar da Bíblia não o ser, por isso eu apesar de calvinista convicto sei muito bem que posso estar errado em certos pontos do calvinismo ou até mesmo em todo o calvinismo. Apesar de eu já tentar ter conciliado as duas soteriologias, não acho isso possível, pois se você for ver, uns pontos dependem dos outros. É totalmente aceitável você discordar. Só nunca faça como esse maluco aí em cima, eu disse que não acho o arminianismo heresia e o cara vem falar que eu idolatro Calvino, sendo que nem foi Calvino quem criou o calvinismo, a teologia de Agostinho no século 5º já falava dos 5 pontos que só 1000 anos depois seriam defendidos por Calvino. E o cara vem falar que eu não sou cristão só porque estava tentando responder a dúvida infundada do irmão ali em cima.

  15. José Rubens Medeiros Diz

    Uma triste verdade que NÃO MAIS IMPRESSIONA: Insiste-se em maquiar a verdade sobre a trajetória de vida de pessoas como Calvino e Lutero. Com unhas e dentes, omitem-se fatos marcantes e deprimentes que compõem a história de ambos esses meros homens.

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