O convite celestial de Cristo

Anne Steele dedicou grande parte do seu tempo à escrita de hinos e poesias. Procurando desenvolver o dom que Deus lhe dera, trabalhou firme para a edificação da igreja de Cristo. Muitos dos seus hinos ficaram bem conhecidos, tendo entre eles 62 que foram incluídos no hinário batista de 1769. Conheça a letra de um desses hinos e analise conosco a profundidade das palavras escritas por essa serva de Deus:

No último mês de setembro, fiz uma caminhada num dia chuvoso de Salisbury, Inglaterra, até a cidade próxima de Broughton, Hampshire – uma cidade localizada praticamente no meio do caminho entre Salisbury e Winchester, onde fiquei por um tempo observando uma casa, uma capela e um túmulo. Todos eles associados à Anne Steele (1717-78), a filha de William Steele, o pastor de uma igreja batista calvinista, cujos hinos eram conhecidos pelos amantes do evangelho no mundo todo. Convertida em 1732 e batizada no mesmo ano, ela foi criada para ser uma mulher de piedade profunda, alegria genuína e uma mente faminta pelo conhecimento. A piedade dela foi forjada na fornalha da aflição. Ela teve lutas na maior parte de sua vida adulta, ao que parece, com ataques contínuos de malária terçã e dor de estômago terríveis.

O celibato de Anne deu a ela tempo para dedicar-se à escrita de poesias e hinos, um dom com o qual o Senhor a abençoou ricamente. Cerca de dez anos antes da sua morte, sessenta e dois de seus hinos foram publicados em um hinário batista – A Collection of Hyms Adapted to Public Worship (1769) [Uma Coleção de Hinos Adaptados à Adoração Pública] – editado por John Ash e Caleb Evans. Esse hinário deu aos hinos de Anne uma ampla circulação nos grupos batistas. Em certo tempo, os seus hinos tornaram-se tão conhecidos quanto os de Isaac Watts, John Newton e William Cowper.

Um dos poucos hinos de Steele que ainda são cantados hoje revela como a ampla circulação dos mesmos tiveram participação na revitalização de áreas da igreja batista calvinista em toda a Inglaterra. Originalmente intitulado “O Convite do Salvador”, o hino tinha como base as palavras de Jesus em João 7:37: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

O Salvador chama – que cada ouvido responda ao som do céu.
Ó almas duvidosas, mandem o medo embora, a Esperança sorri e revive.

Para cada coração sedento e desejoso, fluem correntes de generosidade.
E Vida, e Cura, e Felicidade concede, para banir a angústia mortal.

Aqui, nascem as fontes do sagrado Prazer para aliviar todas as suas dores.
(Fonte Imortal! Provisão completa!) Você não sofrerá em vão.

Ó Pecadores, venham até a Voz da Misericórdia.
Ao chamado da graça obedecei.
A Misericórdia convida para as Alegrias celestiais,
Você ainda consegue adiar?

Querido Salvador, atraia os corações relutantes,
A Ti corram os pecadores.
E tomem da Felicidade que o Teu amor concede, e
Bebam e não morram nunca mais.

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Novembro2012Michael Haykin é professor de história da igreja e espiritualidade bíblica no Southern Theological Baptist Seminary, em Louisville, Kentucky, onde também trabalha como diretor do Centro de Estudos Batistas Andrew Fuller. Haykin é autor de inúmeros livros.

Por Michael Haykin. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: The Free Offer of the Gospel

Este artigo faz parte da edição de Novembro de 2012 da revista Tabletalk.

Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: O convite celestial de Cristo

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