Evangelismo não é: manipulação (2/3)

Nessa série de textos retirados do livro “Deliberadamente Igreja” (Editora Fiel), iremos analisar mais de perto o que é e o que não é o evangelismo:

Evite a manipulação

Muitos pastores bem intencionados nunca pretendem manipular qualquer pessoa, para que ela se arrependa e creia. Mas alguns dos métodos que usamos em compartilhar o evangelho podem ser sutilmente manipuladores, quer os percebamos assim, quer não. Às vezes, os pastores usam a música de maneira que despertam as emoções, especialmente música suave durante um convite ou uma oração que atrai as afeições dos ouvintes e estimula erroneamente uma decisão por Cristo baseada em sentimentos. Por outro lado, há pastores que usam músicas tão estimulantes, que acabam levando os ouvintes a um frenesi de expressividade que não é necessariamente espiritual. Outros pastores fazem pressão social cantando diversas vezes a mesma estrofe de um hino, visando que pessoas façam uma oração ou venham à frente, até que alguém finalmente se renda. Alguns outros até usam táticas de linguagem agressiva a fim de pressionar as pessoas a fazerem a oração de salvação.

Não devemos querer que nossas apresentações ou convites do evangelho sejam moldados por aquilo que pensamos que “consumará a venda”. Se nossa apresentação do evangelho for moldada desta forma, isso revelará que entendemos a conversão como algo que podemos orquestrar; e tal entendimento não corresponde à verdade. Em vez de usarmos toda a nossa capacidade para convencer e mudar o pecador, mantendo Deus em segundo plano, como um homem cordial que esperando tranquilamente que o cadáver espiritual, seu inimigo espiritual declarado, O convide a entrar em seu coração, devemos pregar o evangelho como pessoas amáveis que tentam persuadir, mas sabem que não podem converter. Fiquemos em segundo plano enquanto Deus usa todo o seu poder para convencer, converter e mudar o pecador. Então, veremos com clareza quem possui o poder de vivificar os mortos.

 

Texto retirado do livro Deliberadamente Igreja, do capítulo 3 “Evangelização com Responsabilidade“, trecho “Evite a manipuLação” (Pg 68 e 69).

Copyrigh © Editora FIEL

Autores: Mark Dever e Paul Alexander

Do original: “The Deliberate Church” (Pg 54 a 57).

Tradução: Francisco Wellington Ferreira

10 Comentários
  1. Larissa Florindo Diz

    Pessoal, não me recordo da parte 1 desse artigo e tentei buscar na barra de pesquisa do blog e também não achei. Alguém pode me enviar o link da primeira parte dessa série? Grata desde já!

  2. Julio Cesar Guimarães Diz

    Fato,… uma vez li sobre uma conferência evangelística do Pr. Billy Grahan num país europeu a alguns anos atrás, que os jornais locais diziam que a música suave, o coral maravilhoso é que faziam as pessoas virem a frente receber a Cristo, o Pr. Billy, indignado, pediu a sua equipe que não mais cantassem música alguma durante o apelo, muito menos o coral,… O que ocorreu foi o mesmo nos demais dias, muitas pessoas descendo as escadas do ginásio em lágrimas, confessando seus pecados e recebendo a CRristo em seus corações,… a obra é tão somente do Espírito Santo, a parte que nos cabe é somente expor o evangelho de uma maneira compreensível, e simples, e esse "compreensível e simples" que nos cabe será cobrado rigorosamente por Ele,…

  3. Alexandre de Oliveira Diz

    …E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.
    Atos 2:47

  4. José Jorge Jorge Diz

    ??????????

  5. José Jorge Jorge Diz

    ??????????

  6. Ely Santos Diz

    #aplausos

  7. Matheus Borcarte Diz

    pode crer

  8. Marcelo Diz

    É importante ressaltar que esse tipo de propaganda , evangélica resulta em uma conversão fictícia onde a pessoa não tem a clareza do esta fazendo.
    Ser sincero não tentar fazer desse momento tão sublime uma simples atitude da emoção, é responsabilidade dos pregadores.
    Por diversas vezes me preocupei com alguns acontecimentos que presenciei em minha caminhada cristã, eram aqueles cultos onde havia um esforço muito grande do pregador chamando as pessoas a frente,todos que se aproximavam eram contabilizados, a frase que se houvia era que Deus havia determinado um numero X de pessoas a serem salvas,,,,bom nem sempre esse numero era alcançado, outras vezes ele era ultrapassado,causando um êxtase espiritual na igreja,potencializando a fala do pregador,Muitos desses novos crentes,não permaneciam.

  9. Dilza Diz

    Excelente. Gosto do “apelo” bem feito, mas detesto a “apelação”.

  10. Clésio Idélio Ti Martins Diz

    Paz e graça…
    Gostei do artigo…
    Se os pregadores parassem de usara palavras persuasivas e demostrassem mais o poder (1Co2:4-5); se fossemos pregar e nos lembrassemos do At 13:48; Jo16:8…
    Se parassemos de confiar em nossa sabedoria, inteligencia e começassemos a confiar no Espírito da verdade… HTG

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