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Mantendo a unidade quando a doutrina pode dividir: 5 erros que pastores cometem

A história até familiar demais tem pouquíssima variação, não importa quantas vezes eu a ouça. Um pastor tenta ensinar à sua igreja alguma verdade doutrinária “profunda” enquanto uma pequena, porém barulhenta, minoria objeta a tal ensino e incita os outros contra o pastor e a “nova” doutrina. Como resultado, ou a igreja se divide e reduz em tamanho e influência, ou o pastor vai embora consolando a si mesmo com o pensamento de que ele foi martirizado profissionalmente em nome da verdade. Aqueles que se opuseram a ele na igreja, é claro, também sentem-se como se tivessem se levantado corajosamente pela verdade e resistido ao lobo em pele de cordeiro. Ambos os lados, contudo, percebem que perderam algo que será difícil reconquistar: energia, credibilidade e confiança.

Não precisa ser assim; pelo menos, nem sempre. Enquanto pregadores da verdade regularmente têm que contender com aqueles que resistem à verdade, uma vida de experiência me informa que mais frequentemente do que não, a maneira pela qual os pastores se relacionam com seus membros e apresentam a verdade promoverá a sua receptividade ou a minará.

Erro número 1: Emoção descontrolada. O pastor deve, sem dúvida, sentir o que quiser sentir. Emoções não são boas nem ruins. Quais emoções ele demonstra, contudo, é outra questão. Ele não pode se dar ao luxo de deixar sua congregação perceber medo ou ira nele. No momento em que ele agir a partir de tais emoções — e os membros perceberão isso — ele já perdeu a batalha. Ele tem que agir a partir do amor pelo Senhor, do amor pelo seu povo e do amor pela verdade.

Erro número 2: Não receber bem opiniões diferentes. Um pastor ameaçado dificilmente parece seguro em sua crença e não é capaz de inspirar confiança. Certa vez eu apresentei um novo conjunto de estatutos a uma igreja que eu servi, e um amado homem da igreja abertamente se opôs a elas. Quando terminamos, eu o agradeci por sua perspectiva e garanti que eu apreciava a sua opinião. Eu sabia que, não importa como fosse a votação, eu ainda seria o seu pastor e responsável por ministrar a ele. Eu não queria que uma divergência de opiniões a respeito de uma questão específica evitasse ou diminuísse meu relacionamento contínuo com ele ou com qualquer outra pessoa que pudesse pensar como ele. Se um pastor apoia a divergência amável e graciosa, então ele raramente terá que lidar com patifes.

Erro número 3: Pregar um sistema em vez de um texto. Quando um pastor mostra a verdade nas Escrituras, é difícil que as pessoas discordem dela a menos que estejam dispostas a negar a verdade da própria Bíblia. Por outro lado, quando ele tenta apresentar a sistematização lógica de alguém e usa controversos termos da moda que nunca são encontrados na Bíblia, ele convida um criticismo que, embora talvez seja injusto, parece crível.

Erro número 4: Evitar tensões bíblicas. O pastor que só apresenta um lado da evidência bíblica e não abraça e ensina a verdade que a contrabalanceia, não terá credibilidade com a sua igreja. A Escritura está repleta de paradoxos e tensões teológicas como a humanidade e a deidade de Jesus, a autoria divina e humana da Bíblia, a unidade e a tríplice natureza da Divindade, a absoluta soberania de Deus e a plena responsabilidade moral do homem. Qualquer pastor que apresenta apenas um lado de um argumento, nunca convencerá pessoas que pensam e, pelo contrário, abrirá a si mesmo para suas igualmente simplistas refutações e negações.

Erro número 5: Uma falha em exercer amor. O pastor nunca deve esquecer que Deus o enviou para amar os membros, não meramente impregná-los de fatos bíblicos. Quando uma congregação ouve o amor de um pastor por ela, eles aceitarão seu ensino muito mais prontamente. Pastores amorosos ainda enfrentarão oposição ocasional, mas normalmente será muito menos irada em seu tom e também menos capaz de incitar outros. Jesus disse que a maior marca do nosso discipulado é que amamos uns aos outros. Nenhum pastor é capaz de fazer de seus membros discípulos se lhe falta o mais importante elemento do discipulado.

Por: Hershael York. © 2014 The Southern Baptist Theological. Original:Maintaining Unity when doctrine can be divisive: 5 mistakes pastors make.

Tradução:Alan Cristie. Revisão: REVISOR. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original:Mantendo a unidade quando a doutrina pode dividir: 5 erros que pastores cometem.

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14 Comentários
  1. Marcos André Marques Diz

    Erros que os pastores precisam e devem evitar.

  2. Marcos André Marques Diz

    Erros que os pastores precisam e devem evitar.

  3. Ricardo Soares Diz

    Eu mesmo já passei por isso e aprendi após alguma tensão. Acho que as orientações são maravilhosas, mas quero colocar que tenho visto muita resistência por parte de pastores leigos, mal formados ou desatualizados com relação aos novos conhecimentos ou debates mais recentes da academia. Os recém formados ou os seminaristas, por vezes, tem sido censurados e, as vezes, hostilizados. O que fazer? Caminharemos em passos de formiguinha? Para que, então, tantos conhecimentos, investimentos, pesquisas e debates? Creio que existe, além da luta pela verdade, conflitos por outros motivos: ciúmes, conflitos de gerações, disputas pelo poder. Tudo isto, muitas vezes, acontece acompanhado de muita maldade a ponto de sacrificarem os novatos incautos. Tenho visto orientações para amar e orar para que Deus faça as mudanças cabíveis, mas, sinceramente, tenho visto as coisas piorarem em vários ministérios. Um irmão, já cansado, fez um comentário do tipo: cachorro quando está roendo o osso só solta na paulada. Lamentável, mas acho que externa um pouco do sentimento de um grupo seleto novos pensadores cristãos. Existe uma intelectualidade erudita propositalmente marginalizada dentro da igreja evangélica brasileira? No caso, o que fazer pela igreja brasileira? Tenho pensado em movimentos de resistência pacífica, será o caso? Acho que este conflito precisa das soluções propostas acima, porém com mais acréscimo com vista aos complicadores em questão. É sabido que quanto mais ignorante,mais fácil é manipular o povo. Isto me causa um profundo pesar. O que fazer?

  4. Marcelo Uguetto Diz

    Muito bom

  5. Hermano Pádua Diz

    Edificante !!

  6. Marcelo Uguetto Diz

    Muito bom

  7. Marcelo Uguetto Diz

    Muito bom

  8. Daniel M. Silva Diz

    Estou enviando este estudo para minha liderança porque achei muito edificando, respeitando as permissões requisitadas neste topico estou comunicando este envio. Que Deus abençoe!

  9. Alexandre Cruz Diz

    gostei muito do estudo profundo conhecimento, isso e o que muitos pastores nao querem ensinar a verdade sobre eles mesmos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Carlos Geovane Diz

    Antes de qualquer coisa, gostei muito do artigo. Parabéns! No entanto, uma crítica (ao meu ver construtiva) é necessária. Você diz: “Emoções não são boas nem ruins”. Como assim? Será que o correto não seria “emoções podem ser boas ou ruins”?! A sua frase expressa uma neutralidade quanto as emoções. Sugiro que reflita sobre isso.

  11. Marcelo Monteiro Custódio Diz

    Em determinada Igreja Batista, grande e famosa por seus jovens, aqui em Manaus, os pastorezinhos de jovens levaram para o lado pessosl minhas críticas a certos procedimentos tanto de alguns jovens como do culto.
    Sua única desculpa foi o acomodado tópico 5: pregar um sistema e não a Palavra. Como sei? Sua única resposta foi "é assim que fazemos aqui". Ponto.

  12. Marcelo Monteiro Custódio Diz

    Em determinada Igreja Batista, grande e famosa por seus jovens, aqui em Manaus, os pastorezinhos de jovens levaram para o lado pessosl minhas críticas a certos procedimentos tanto de alguns jovens como do culto.
    Sua única desculpa foi o acomodado tópico 5: pregar um sistema e não a Palavra. Como sei? Sua única resposta foi "é assim que fazemos aqui". Ponto.

  13. Marcelo Monteiro Custódio Diz

    Tópico 5, não. Tópico 3.

  14. Marcelo Monteiro Custódio Diz

    Tópico 5, não. Tópico 3.

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