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A igreja é hipócrita por condenar a homossexualidade e não o divórcio?

Não é hipocrisia da parte dos cristãos que eles protestem tão ruidosamente sobre a homossexualidade quando o problema real do casamento nas nossas igrejas é o divórcio? Ao longo de muitos anos debatendo essas questões em minha própria denominação, frequentemente me deparei com a réplica do divórcio: “É fácil para você implicar com a homossexualidade porque esse é o problema na sua igreja. Mas você não segue os seus próprios princípios. Se você seguisse, estaria falando a respeito do divórcio, visto que esse é o maior problema nas igrejas conservadoras”.

Uma cortina de fumaça

Quando se trata de debater homossexualidade entre cristãos, a questão do divórcio é tanto uma cortina de fumaça quanto um incêndio. É uma cortina de fumaça porque as duas questões — divórcio e homossexualidade — estão longe de serem idênticas.

Para começar, não existem grupos em nossas denominações cuja razão de existência seja a celebração do divórcio. As pessoas não estão advogando por novas políticas nas nossas igrejas que afirmam o bem intrínseco do divórcio. Conservadores, na cultura e na igreja, continuam falando sobre homossexualidade porque essa é a linha de falha no momento. Nós adoraríamos conversar (e nós conversamos) sobre como ter um casamento saudável. A propósito, nós adoraríamos gastar todo o nosso tempo falando sobre a glória da Trindade, mas a batalha no momento (pelo menos uma delas) é quanto a homossexualidade. Então não podemos nos silenciar nessa questão.

O que também é muito importante, a proibição bíblica do divórcio explicitamente permite exceções; a proibição contra a homossexualidade não. A posição protestante tradicional, conforme afirmado na Confissão de Fé de Westminster, por exemplo, mantém que o divórcio é permissível com base em infidelidade conjugal ou a deserção de um cônjuge incrédulo (CFW 24.5-6). Embora a verdade seja que a aplicação desses princípios é difícil e a questão do recasamento após o divórcio fica ainda mais complicada, mas quase todos os protestantes sempre consideraram que o divórcio às vezes é aceitável. Em outras palavras, homossexualidade e divórcio são questões diferentes porque, de acordo com a Bíblia e a tradição cristã, aquela sempre está errada, enquanto esta não.

Por fim, o argumento “e quanto ao divórcio?” não é tão bom quanto parece, porque muitas de nossas igrejas levam o divórcio seriamente. Sei que muitas igrejas não o fazem (falarei mais sobre isso daqui a pouco). Mas muitas das mesmas igrejas que se pronunciam contra a homossexualidade também se pronunciam contra o divórcio ilegítimo. Eu preguei sobre divórcio diversas vezes, incluindo um sermão de alguns anos atrás intitulado “What Did Jesus Think of Divorce and Remarriage?” (“O Que Jesus Pensava Sobre Divórcio e Recasamento?”) Eu já falei mais sobre homossexualidade na blogosfera porque existe uma controvérsia em torno do assunto na cultura e na igreja em geral. Mas eu nunca me esquivei de falar sobre divórcio. Eu levo a sério tudo o que a Confissão de Fé de Westminster diz sobre casamento. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher (CFW 24.1). É dever dos cristãos casar apenas no Senhor (CFW 24.3). Apenas adultério e deserção obstinada são bases para o divórcio (CFW 24.6).

Como conselho de presbíteros, nós tratamos essas questões com a seriedade que elas merecem. Nós pedimos a novos membros que se divorciaram que expliquem a natureza do divórcio e (se aplicável) o recasamento. Isso já resultou em ocasiões de potenciais novos membros abandonarem a nossa igreja. A maioria dos casos de disciplina que encontramos como presbíteros têm sido sobre divórcio. A maioria das crises de cuidado pastoral em que nos envolvemos têm se tratado de casamentos que fracassaram ou estão fracassando. Nossa igreja, como muitas outras, levam a sério todo tipo de pecado, incluindo o divórcio ilegítimo. Nós nem sempre sabemos como lidar com cada situação, mas posso dizer com a consciência completamente limpa que nunca fizemos vista grossa ao divórcio.

E, indubitavelmente, um incêndio

Tendo dito tudo isso, é indubitável que muitos evangélicos têm sido negligentes ao lidar com o divórcio ilegítimo e o recasamento. Pastores não têm pregado sobre o assunto por medo de ofender um grande número de seus membros. Os conselhos de presbíteros não têm praticado a disciplina eclesiástica naqueles que pecam nessa área porque, bom, eles quase nunca praticam a disciplina. Conselheiros, amigos e pequenos grupos não se envolveram a tempo de fazer uma diferença em situações de pré-divórcio. Advogados cristãos não pensaram sobre sua responsabilidade em encorajar a reconciliação conjugal. Líderes de igreja não ajudaram seus membros a entender o ensino de Deus sobre a santidade do casamento, e não ajudamos aqueles erroneamente recasados a experimentar o perdão por seus erros passados.

Então sim, temos cristãos com traves nos olhos entre nós. A igreja evangélica, em muitos lugares, desistiu e cedeu à pressão do divórcio e do casamento. Mas a solução para essa negligência não é mais negligência. A cura lenta e dolorosa é mais exposição bíblica, mais cuidado pastoral ativo, mais uso fiel da disciplina, mais aconselhamento impregnado pela Palavra e mais oração — pelo divórcio ilegítimo, pelo comportamento homossexual e por todos os outros pecados que são mais facilmente tolerados do que confrontados.

Por: Kevin DeYoung. © The Gospel Coalition. Website: thegospelcoalition.org. Traduzido com permissão. Original: And What About Divorce?

Original: A igreja é hipócrita por condenar a homossexualidade e não o divórcio? © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel.

113 Comentários
  1. Felipe Wagner Diz

    Bom dia, irmãos.

    Eu respeito e muito a confissão citada, mas acredito que foi um erro permitir que se houvesse recasamento de pessoas que não eram viúvas. Adultério e deserção obstinada, não são critérios bíblicos, mas humanísticos que tem atrapalhado e muito o pensamento sobre casamento. Recomendo que leiam em oração e calmamente os textos bíblicos referente a casamento, e que “adultério” em Mateus 19, é traduzido da palavra Pornéia, ou seja, muito mais comumente usada para relações sexuais ilícitas. Igualmente 1 Co 7:39 fala que a esposa está ligada ao marido enquanto vive. Romanos 7, Paulo como em outras cartas, faz a associação do casamento com Cristo e a Igreja, e mais uma vez prova que casamento só é desfeito na morte.

    Não estou falando isso para causar ira ou revolta, eu mesmo tenho 27 anos, sou separado a 3 anos, e digo que Jesus é suficiente. Deus não depende de casamento para trazer alegria e estabilidade a uma pessoa, Ele é essa alegria e estabilidade.

    O Senhor os guarde e guie, e lembrem-se,

    Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
    Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;

    Efésios 1:3-4

    Em Cristo,
    Felipe Wagner

    1. Mario belsoli Diz

      Meu irmão eu acredito fielmente no que você disse ,sobre não haver chance para o divórcio e depois o recasamento.
      Fiz o curso de noivos e tenho lido e estudado sobre a santidade real que Deus quer imprimir em nossos casamentos.Acho que falta é as pessoas levantarem a bandeira de que “é até que a morte os separe, sempre”!!!!
      MAS se o Marido ou Esposa deixar o Cristão (recém convertido) por sua própria dureza de coração, acredito que o recasamento ainda não é uma opção válida.

    2. Douglas Vieira Diz

      Irmão Felipe Wagner,

      Continue firme no seu propósito. Com certeza, uma vida de comunhão plena com Deus vale mais que um ‘recasamento’. Já vi exemplos como o seu e a pessoa nunca perde por confiar em Deus.

      Abraço,

      Douglas Vieira

    3. Rafael O Diz

      Paulo incetiva aqueles que conseguem controlar o desejo sexual a não se casarem. Já aqueles que não tem controle sobre seus desejos, Paulo incetiva que eles casem “[…]pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo”(1 Coríntios 7:9).

      Lembrando: caso a separação seja causada por atos de infidelidade conjugal há uma permissão de casar-se novamente(Mateus 19:9). Se a pessoa se separou e consegue controlar os desejos, então é melhor nem casar-se novamente. Mas se a pessoa que passou por uma separação fica pensando em sexo, então é melhor casar-se(a única condição de casar-se novamente foi escrita anteriormente) novamente, pois a Bíblia diz: “[…]não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.”(Romanos 13:14)

      A Bíblia diz: “Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês”(Tiago 4:7). E também diz: “Foge também das paixões da mocidade”(2 Timóteo 2:22). Como podemos podemos ver, a Bíblia pede para enfrentarmos o Diabo, mas pede para fugir dos desejos sexuais. Portanto o desejo sexual é mais forte que o Diabo e devemos tomar cuidado com nossos desejos.

    4. Felipe Wagner Diz

      Boa tarde Irmão,

      Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.
      Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.

      1 Coríntios 7:8-9

      No texto que você se referiu, Paulo fala aos solteiros e às viúvas, conforme acima. Em Mateus 19:9, o versículo fala em pornéia, que é comumente descrita como Relações Sexuais Ilícitas e quase nunca por adultério. Fora o fato de parecer ser uma contradição com o ódio do Senhor com o divórcio, pois seria incoerente que Deus abra mão de sua natureza para ceder aos desejos carnais dos homens.

      Em relação às pessoas que tem dificuldades nessa área, e eu não sou eunuco de nascença, digo que a Bíblia dá diversas orientações, como não tocar em mulher, cuidar do que pensa, do que vê. Somos estimulados pelo que vivemos e vemos, principalmente os homens. É o caso de cuidar de tais pessoas e não de aceitar que ela pode se recasar pela dificuldade. Não existe nada impossível para Deus, e somos vencedores em Cristo. O Espirito Santo está em nós.

      Deus esteja contigo.

      Em Cristo,
      Felipe Wagner

    5. Rafael O Diz

      Querido amigo, eu sei que 1 Coríntios 7:8-9 não apoia um segundo casamento uma vez que ele só se dirige às viúvas e solteiros. Se prestar atenção perceberá que não apliquei esse versículo para apoiar um segundo casamento!

      “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, NÃO SENDO por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” – Mateus 19:9

      No versículo anterior vemos claramente que Jesus não proíbe casar-se novamente caso a razão da separação seja infidelidade conjugal. Se sua mulher te trair, então você terá liberdade para casar-se com outra pessoa.

      Devemos também lembrar que Deus usa diversas formas para ajudar seus filhos a se santificarem. Conheço diversos casos de pessoas que tiveram um melhor relacionamento com Deus depois do casamento, logo sempre devemos tomar cuidado com a escolha de permanecer solteiro já que a vontade de Deus pode ser contrária a sua. Darei meu exemplo: eu peço a Deus que ajude-me a controlar os desejos sexuais uma vez que quero partir para o campo missionário e portanto não quero ter a responsabilidade de um marido. Mas até onde sei, Deus pode querer que eu case e é por esse motivo que eu pergunto a Deus se ele quer que eu case ou se ele quer que eu continue sendo solteiro.

      Amigo outro detalhe: é muito estranho sua separação. Há uma pregação do Paul Washer sobre casamento e lá na pregação Paul afirma que a responsabilidade do marido é manter o casamento saudável e continuo. Logo, pelo fato de você se separar pode ser um detalhe negativo na sua vida.

    6. Felipe Wagner Diz

      Olá amigo,

      Certo, acho perfeito que queria a vontade de Deus. Essa é sempre a pergunta certa para todas as coisas e eu encorajo a isso, Deus te sustenta solteiro e te sustenta casado, Deus te sustenta em qualquer situação porque Ele é não tem limites, se é solteiro e quer casar, Deus te guiará da mesma forma que sendo solteiro não quiser casar. Não concordo apenas com o recasamento, exceto em viuvez.

      Agora com relação à meu casamento, estou separado a 3 anos, tento reconciliação desde então, por 1 anos nós tentamos, todavia ela não quer. Não é por repúdio meu, não ouve adultério, nem relacionamento sexual posterior à separação, da minha parte. Eu me mantenho castro, e me sirvo das palavras de Jesus em Mateus 19 quando fala de eunucos pelo Reino de Deus, justamente após Pedro dizer que se é assim, melhor não casar.

      Eu sempre deixei claro que minha casa esta aberta a reconciliação e que eu a perdoei como Jesus me perdoa, ou seja, eu amo como Cristo amou a igreja e se entregou por ela. Perdoo de qualquer pecado que ela possa ter ou virá a cometer, pois fui perdoado muito mais do que qualquer perdão que eu possa conceder.

      Diante disso, não depende somente de mim, mas dela também e Paulo diz que devemos deixar ir em paz em 1 Corintios 7. Mas jamais eu pretendo casar novamente, penso nisso quando for ou se eu for viúvo. Mas prefiro eu morrer antes que ela, pois ela não tem a Cristo e independente de casamento, o mais importante é a salvação dela.

      Casamento não é detalhe negativo, “Todas as coisas cooperam para aqueles que amam a Deus” (Rm) e “Nunca deixarei de lhes fazer o bem” (Jr)

      Em Cristo,

    7. Rafael O Diz

      Que Deus o ajude. Só pelo jeito que você escreve já percebo que você é um cristão!

    8. Felipe Wagner Diz

      Amém Irmão. Que o Senhor nos de Graça para sempre viver por amor a Ele.

    9. Juliana Sanri Diz

      Concordo com o irmão Felipe. Na bíblia não há brechas para o “recasamento”. Quem se divorciar deve voltar para a mulher ou ficar solteiro. É uma verdade dura, os próprios discípulos falam isso no texto de Mateus 19: 8-11, versículo 10.
      “8. Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
      9. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
      10. Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.
      11. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.”
      O que acontece é que Jesus diz que por questões de infidelidade é permitido separar, mas não diz que pode casar de novo. No entanto, Jesus diz que não foi isso que o Pai estabeleceu desde o princípio.
      O que acontece é que as pessoas fazem interpretações erradas a cerca das escrituras. O que nos coloca em xeque: criticamos outras culturas que o homem pode casar com mais de uma mulher, mas permitimos casar de novo dentro da igreja? A discussão ainda é muito longa… Shalom!

    10. Tiago Corrêa Diz

      Felipe Wagner, Graça e Paz da parte de nosso Senhor!

      Muito me orgulho de saber que ainda há homens com sua determinação e AMOR a Deus acima de toda e qualquer coisa.
      Estou me regozijando por dentro, agradecendo a Deus e o Louvando por manifestar-se tão veementemente em sua vida.

      Que Deus continue a usá-lo como Coluna e Baluarte da Verdade.

      Não tive a experiência que o irmão teve, graças a Deus casei-me com uma mulher temente a Deus.
      Talvez por isso muitas pessoas não dão valor a meus conselhos pré-divórcios, isso já ouvi delas já.
      Mas seu testemunho é de muito importância e valor para nossos dias e nossas igrejas.
      Sou da mesma posição que o irmão acerca do divórcio e recamento.

      Deus o abençoe e o sustente firmemente! Saiba que estarei orando pelo irmão e para que Deus levante mais homens e mulheres com seu compromisso com Cristo!

    11. João Victor Diz

      A obediência a Deus sempre é acompanhada pela graça de Deus para atende-la. Que o Senhor lhe fortaleça mais e mais irmão. Infelizmente essa posição sobre o recasamento não é a das mais bem vistas pela igreja.

  2. Anônimo Diz

    Acho um verdadeiro escândalo que igrejas passem por cima de declarações expressas da Bíblia e permitam o divórcio em situações diversas das citadas em Westminster, retiradas diretamente do texto bíblico. Tenho visto completas aberrações, como o caso de uma igreja que permitiu que um homem deixasse a mulher com quem vivia há décadas e que não tinha nenhuma capacidade de sustento próprio para se casar com outra que era membro da igreja. Acho que a situação do divórcio é ainda mais grave do que do homossexualismo, pois vejo muito mais permissividade das igrejas em relação a isso. Além do que, o homossexual é uma pessoa como outra qualquer, pecando ou não, e deve ser respeitado e ajudado como qualquer outra pessoa. É uma questão individual. Já um casamento ilícito celebrado pela própria igreja significa uma agressão direta a Bíblia praticada pela própria instituição.

  3. Nathan Selis Diz

    Paz e graça, irmãos. As palavras abaixo trazem bastante clareza sobre o que creio!

    “É permitido ao homem ou à mulher divorciar-se e casar-se novamente?

    Deus aprova que alguém se case com um a pessoa divorciada?

    Para tratar esse complicado e controverso tema, creio que seja necessário seguir uma certa ordem metodológica:

    Primeiro, analisar as passagens que tratam o assunto mais clara e diretamente e depois estudar as que são mais difíceis de compreender à luz destas. A revelação no Antigo Testamento aparece gradual e progressiva até chegar a Cristo, que é a revelação plena de Deus para todos os homens de todos os tempos. Por isso, penso que seja melhor abordarmos primeiro as passagens do Novo Testamento. Creio ser mais correto começar pelas palavras de Jesus registradas nos evangelhos, para depois considerar as passagens do Antigo Testamento à luz delas.

    Segundo, enfocar primeiro a regra geral sobre o tema e depois abordar as exceções. Se tratarmos os casos de exceção primeiro, sem antes estabelecermos a regra, terminaríamos fazendo da exceção a regra e da regra a exceção, desvirtuando o ensino do Senhor.

    Terceiro, resolver primeiro o aspecto bíblico do tema e depois o pastoral. Ou seja, o tratamento pastoral dos casos particulares constitui a segunda instância. Se considerarmos os casos sem ter definido o enfoque bíblico corremos o risco de emitir nossos próprios juízos baseados em raciocínios e sentimentos humanos não na Palavra de Deus.

    1) O Que Jesus Disse Sobre o Assunto

    Para seguir a ordem proposta, consideremos primeiro as declarações de Jesus sobre o divórcio e o recasamento, aquelas que, sem dúvida, sejam claras completas e conclusivas. Trataremos primeiro a regra geral em seguida a exceção assinalada por Jesus e por Moisés.

    Os evangelhos citam quatro vezes as palavras de Jesus sobre a questão:

    Marcos 10.11-12 Qualquer que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra ela; e se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

    Lucas 16.18 Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério.

    Mateus 5.32 Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério; e quem casar com a repudiada, comete adultério.

    Mateus 19.9 Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

    Como se pode observar, Jesus estabelece sobre essa delicada questão uma regra geral e uma cláusula de exceção. A exceção a regra é: “a não ser por causa de fornicação”; ou o “salvo por causa de fornicação”.

    Cabe destacar que nem Marcos nem Lucas incluem a cláusula de exceção; só Mateus o faz nos dois textos citados. (O fato de Mateus ser o único a incluir essa cláusula de exceção, em meu entendimento nenhuma razão que mais a frente mencionarei).

    A Regra Geral

    Como Já mencionei anteriormente, a primeira coisa que temos que ter claro é a regra geral estabelecida pelo Senhor. Depois abordaremos a cláusula de exceção.

    É obvio que a regra geral envolve os casos daquelas pessoas que se divorciam e se casam de novo sem que exista o precedente da “fornicação”, aqueles que o fazem por sinceramente já não se quererem mais, ou não se davam bem, ou por outras razões não compreendidas na cláusula de exceção.

    Analisemos algumas possibilidades:

    Caso 1:

    Deus permite a um homem divorciar-se de sua esposa e casar-se com outra mulher? Ou a uma mulher divorciar-se de seu marido e casar-se com outro homem?

    Resposta: (Não estou interpondo nenhuma explicação ou interpretação humana, apenas me limito a transcrever a clara e definitiva resposta de Jesus);

    “Qualquer que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra ela; e se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério” (Mc10:11-12).

    Caso 2:

    É permitido a uma mulher que foi repudiada casar-se com outro? (Cabe a mesma pergunta a um homem repudiado por sua mulher).

    Resposta: “Todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério; e quem casar com a repudiada, comete adultério” (Mt5:32). Ou como diz a Bíblia de Jerusalém “a expõe a cometer adultério”.

    Caso 3: O senhor permite que alguém se case com uma pessoa divorciada?

    Resposta: “e quem casar com a repudiada, comete adultério” Mt5:32, Mt19:9, Lc 16:18).

    Caso 4: Já vimos que se um homem se divorcia de sua mulher e se casa com outra, adultera. Mas, seu adultério libera a primeira mulher para casar-se com outro?

    Resposta: “Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério” (Lc16:18).

    Qual é a condição espiritual dessas pessoas diante de Deus?

    Segundo as declarações de Jesus, os que se divorciam e se casam de novo, ou os que se casam com pessoas divorciadas estão em adultério. Todos os textos reiteram isso de modo claro e conclusivo.

    A gravidade dessa condição é que enquanto as pessoas continuam com essa relação ilícita, seguem estando em adultério. Jesus, quando se encontrou com a mulher samaritana que estava nessa situação, lhe disse: “cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido” (Jo4:18).

    2) Jesus Interrogado Pelos Fariseus

    Mateus 19:3-12

    A Pergunta dos Fariseus

    Os fariseus foram até Jesus com a seguinte pergunta: “é permitido ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” Mateus, como Marcos, esclarece que a intenção dos fariseus era “tentar” a Jesus. Queriam surpreender a Jesus em alguma contradição com a lei de Moisés, a fim de desacreditá-lo como enviado de Deus. Mas Jesus nunca contradisse a Moisés. Ele declarou: “Não vim para revogar a lei, mas sim para cumpri-la” (Mat.5.17-19). Moisés não falou por sua própria conta, senão da parte de Deus, o mesmo que Jesus. No que se refere à lei moral, Jesus e Moises coincidiram em tudo. Jesus não exigiu uma justiça maior que a de Moisés, senão maior que a dos escribas e fariseus, que faziam uma aplicação tendenciosa e errônea da lei.

    A Resposta de Jesus

    Diante dessa pergunta dos fariseus, a resposta de Jesus foi um sonoro “não”. E fundamentou seu “não” citando justamente Moisés no texto de Gn2:24. Trata-se da lei fundamental estabelecida por Deus ao instituir o matrimônio: “Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne”. E Jesus o reforçou adicionando: “Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem”.

    (É interessante que Marcos em seu Evangelho, ao relatar o mesmo episódio, diz que os fariseus perguntaram se “era lícito ao marido repudiar sua mulher”, sem agregar “por qualquer motivo”, e a resposta de Jesus em ambos os casos foi a mesma).

    O Contra Ataque dos Fariseus

    Diante da resposta negativa de Jesus, os fariseus acreditaram ter finalmente descoberto uma contradição entre Jesus e Moisés e perguntaram: “Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?” Querendo dizer “como é que tu dizes não quando Moisés diz sim?”

    Jesus não ignorava a única exceção que a lei fazia quanto ao divórcio, de acordo com Deuteronômio 24:1-4. Mas os fariseus, escondendo-se atrás dessa exceção (texto que logo analisaremos), haviam convertido a prática do divórcio numa alternativa válida e permitida por Deus, e a exceção havia se tornado quase uma regra geral, tal como acontece em nossos dias.

    Jesus lhes apontou a razão da exceção: “Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio”.

    O Único Caso de Divórcio Permitido no A.T.

    Em que caso Moisés permitiu o divórcio?

    A resposta está em Dt24:1-4: “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio…”

    Esse texto diz duas coisas: A primeira é o tempo. O momento que se pode produzir o divórcio é logo que o casamento é consumado: “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela”. A segunda tem a ver com as condições em que esse divórcio é permitido: “se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa”. Como essa expressão não foi muito explícita, deu lugar a diferentes interpretações entre os judeus. Nos dias de Jesus, os mais liberais, da escola de Hiliel, sustentavam que o homem podia repudiar sua mulher por qualquer motivo. Outros seguiam a interpretação do rabino Sammai, que afirmava que “coisa vergonhosa” se referia ao adultério.

    Os versículos 2,3 e 4de Dt24 dizem várias coisas:

    1. Que a ruptura ou o divórcio devia acontecer formalmente, por escrito, e era de caráter definitivo.
    2. Que neste único caso, os divorciados ficavam livres para casar-se com outra pessoa. Praticamente significava a anulação do matrimônio recém-contraído.
    3. Que o primeiro marido não podia volta a tomar a mulher que havia repudiado se ela tivesse se unido a outro marido depois.

    A dificuldade principal com essa passagem está no verso 1, por sua aparente falta de clareza. Diante disso, Jesus (que nunca caiu em contradição com Moisés), deu a correta interpretação ao declarar “Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete” adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt19:9).

    A Cláusula de Exceção

    O Que significa “a não ser por causa de fornicação”? A chave para interpretar bem estas palavras de Jesus é conhecer o significado da palavra fornicação especificamente nessa passagem. Nos equivocaríamos se aplicássemos a este texto significados que a palavra “fornicação” pode assumir em toda a Bíblia, pois sabemos que nas Escrituras, uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos.

    Vejamos alguns exemplos:

    A palavra “mundo” (em grego “cosmos”) tem nas Escrituras diferentes significados: em Ef1:4, é sinônimo de universo; no salmo 24:1 do planeta Terra; em Jo3:16 de toda a humanidade; em 1Jo2:15 se refere ao sistema da sociedade atual rebelde e inimiga de Deus.

    Seria um erro de interpretação fazer uma soma total dos diferentes significados e aplicá-lo a cada versículo da bíblia onde aparece o termo “mundo”.

    O mesmo acontece com a palavra “carne” (“sarx” em grego). Às vezes significa a carne física, o corpo; outras vezes, a humanidade; em outras, a fragilidade humana; e em outras ocasiões se refere a nossa natureza pecaminosa.

    Do mesmo modo, a palavra “fornicação” (em grego “porneia”) tem na Bíblia pelo menos cinco significados diferentes:

    1. Fornicação = relação sexual entre solteiros (ex: 1Co7:7, Dt22:21, Lv 19:29, 1Ts4:3-4).
    2. Fornicação = união ilícita, proibida pela lei de Deus (1Co5;1, Dt22:30, Lv18:8, Dt27:20).
    3. Fornicação = Todo tipo de pecado sexual incluindo o adultério (1Co6:13-18, Nm25:1)
    4. Fornicação = Prostituição e comércio sexual de prostitutas. A palavra prostituta em grego é “porne”, tem a mesma raiz de “porneia”. (Lc15:30, 1Co6:16).
    5. Fornicação = Infidelidade espiritual, idolatria (Jr3:6, Ez 23, Ap17:1-2)

    Fica claro que não se pode dar à palavra fornicação a soma de todos esses significados.

    Pois bem, quem é a autoridade que determina qual o significado da palavra “fornicação” em cada caso, ou pelo menos na cláusula de exceção que estamos considerando? A interpretação correta é dada pelo sentido lógico o próprio texto, do contexto e do resto das Escrituras.

    Cristo afirma em Lc16:18 que “Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério”. Observemos que o adultério cometido por um homem não libera a esposa inocente para poder casar-se com outro.

    O mesmo texto de Mt19:9, se lermos com cuidado, nos impede de darmos á palavra fornicação o significado de adultério, pois ainda que o marido haja cometido adultério ao divorciar-se e casar-se com outra mulher, Cristo adverte que a mulher repudiada e inocente comete adultério se se casar com outro.

    Portanto, não se pode considerar o adultério como motivo de divórcio com a possibilidade de contrair novo matrimônio.

    De acordo com o sentido do texto e de outros textos comparativos, a palavra fornicação em Mt19:9 e 5:32, não tem o significado de adultério. Os dois possíveis sentidos são: Ter praticado relações sexuais sendo solteiro(a), ou estar em uma união ilícita, que deve ser dissolvida.

    É também importante notar que Jesus nunca disse “a não ser por causa de adultério” (grego “moicheia”), e sim “a não ser por causa de fornicação (grego “porneia”). E quando uma pessoa divorciada se casa com outra nunca disse “porneia”, e sim “moicheia”.

    As próprias declarações de Jesus impedem de darmos a palavra “porneia” em Mt19:9 e 5:32 o significado de adultério.

    Isso explicaria o que foi dito por Moisés: “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio…”. O que pode um homem encontrar de indecente em uma mulher ao casar-se com ela? O sentido mais provável é que descubra que sua mulher não é virgem. Quando aparecia esse tipo de situação ao casar-se, existiam dois procedimentos a seguir segundo a lei: Se o casal estava em litígio, o marido poderia enfrentar um julgamento público. Se a questão fosse sem litígio, e ele não a quisesse como esposa, deveria escrever uma carta de divórcio e despedi-la definitivamente.

    Dt22:13-21 explica o procedimento a ser seguido em caso de litígio entre o marido e a mulher e que requeria para sua resolução um julgamento oficial. Se fosse comprovava a inocência da mulher e sua virgindade, ele deveria pagar uma multa ao pai dela “e ela ficará sendo sua mulher, e ele por todos os seus dias não poderá repudiá-la” (v19). Mas se fosse demonstrado que ela não era virgem no momento em que se casou, devia ser apedrejada e morta (v20-21).

    Dt24:1-4 fala de outro procedimento a seguir quando surgia o problema. Se o marido quisesse anular o casamento recente “por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa”, que ela não negava, escrevia uma carta de divórcio e ambos ficavam livres.

    Cristo se refere a esses casos ao dizer “a não ser por causa de fornicação”. Ou seja, somente nessas circunstâncias se o home se divorcia e se casa de novo não comete adultério e se a mulher repudiada se casa com outro não comete adultério (nem o que se casa com ela).

    Naturalmente, o marido tem outra possibilidade: perdoá-la e recebê-la como sua esposa.

    De modo que o ensino de Moisés e o de Cristo coincidem. Cristo não contradisse Moisés, mas o confirma e o esclarece.

    Por que Mateus é o único a incluir a cláusula de exceção?

    Na minha opinião, como Mateus escreve seu evangelho para os judeus, toma o cuidado de mencionar a exceção para que não pareça que houvesse uma contradição entre Moisés e Jesus. A cláusula de exceção na verdade tem um uso prático e muito remoto.

    Qual era a intenção da lei em Dt22:13-21 e Dt24:1-4 ?

    1. Advertir todas as meninas e donzelas de Israel a manterem sua virgindade até o dia do casamento.
    2. Que se alguma donzela tivesse pecado e perdido sua virgindade, sabendo os riscos que corria, confessasse, antes de casar, seu estado ao seu pretendente (o mesmo devia fazer o marido).
    3. Que no caso em que a mulher estivesse em falta e o marido não a quisesse como esposa, houvesse uma opção pacífica para resolver o conflito sem necessidade de recorrer ao julgamento público e a conseqüente pena de morte.
    4. Proteger a mulher repudiada para que o homem que a houvesse repudiado não tivesse, dali em diante, mais nenhum direito sobre ela.
    5. Deixar ambos livres para contrair novo patrimônio, pois praticamente se tratava de uma anulação do casamento recém realizado.

    3) As Instruções do Apóstolo Paulo

    1 Coríntio 7 Esta é a passagem mais extensa e talvez a única das epístolas que aborda essa questão. Pelo que disse n 1º versículo, Paulo está respondendo uma série de questões que os irmãos de Corinto lhe haviam feito. Trata-se de uma das poucas ocasiões em que Ele distingue com clareza o que disse o Senhor e o que é sua opinião pessoal.

    Enquadrado dentro desse conselho pessoal, Paulo recomenda aos solteiros, às donzelas e às viúvas que, se elas têm o dom de continência, sigam seu exemplo de manter-se celibatário, pois “o tempo é curto”, e para dedicar-se ao Senhor. Mas deixa muito claro que, se casarem, “não pecam”; se casarem “fazem bem” e se não casarem “fazem melhor”. Mas em nenhum lugar diz aos divorciados que se se casarem não pecam.

    Nos vs10-11 fala da situação dos casados: “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.

    O Senhor disse claramente “que não se separem”. Mas se a separação de qualquer forma ocorrer, seja por desobediência ao Senhor, ou porque a convivência se tornou insustentável, ou porque o cônjuge incrédulo decide se separar o s divorciar; as alternativas são duas: “fique sem casar ou se reconcilie com seu marido”.

    A separação é um primeiro erro (que às vezes não se pode evitar). O novo casamento seria um segundo erro, muito mais grave do que o primeiro, que seria, segundo as palavras de Jesus, cometer adultério. Assim, Paulo enfatiza: “Ordeno não eu, mas o Senhor”.

    Nos vs12-16 o apóstolo aborda uma situação pontual: o caso de um casamento em que um dos dois se converte e o outro não. Lendo cuidadosamente esses versículos vemos que:

    1. O cônjuge crente não deve abandonar o não crente.
    2. Se o cônjuge não crente se separa, o crente deve aceitar com paz essa situação.
    3. Em nenhum lugar nesse capítulo se diz que o crente abandonado por seu cônjuge infiel pode voltar a casar-se.

    Os que vêem no versículo 15 uma liberdade para se casarem com outro, estão tirando o texto do contexto. Nos vs10 e 11, Paulo deixa bem estabelecido que se acontecer a separação, deve-se ficar sem casar.

    Aqueles que argumentam que a palavra grega “corizo” significa “separação por divórcio vincular”, se equivocam, pois o mesmo verbo “corizo” aparece nos vs10 e 11 do mesmo capítulo, onde se diz claramente que nenhum dos dois tem liberdade de casar-se de novo. Além disso, o mesmo termo é usado em At1:4 e 18:1 onde facilmente se verifica que não se refere a um divórcio vincular, senão simplesmente a uma “separação”, e às vezes uma separação temporária como a de Onésimo e Filemon. De modo que, à luz das declarações de Cristo, e do que foi escrito por Paulo em 1Co7:10-11, o verso 15 deve ser interpretado simplesmente como que uma mulher crente, abandonada por seu marido incrédulo, não está obrigada a continuar sendo sua esposa, pode ficar sozinha e em paz. Mas o texto não diz que está livre para casar-se de novo com outro homem. Os que afirmam tal coisa o fazem por uma simples dedução.

    O único caso que Paulo explicitamente diz que a mulher está livre para contrair novo matrimônio é se ela ficar viúva: “A mulher está ligada enquanto o marido vive; mas se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”.

    Em Rm7:2-3, Paulo está falando de outro assunto, mas faz referência ao mesmo princípio: “Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamado adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido”.

    Paulo diz aqui exatamente o mesmo que Jesus (e não poderia ser de outro jeito). A mulher casada que, estando seu marido ainda vivo, se casar com outro homem, será chamada “adultera”. Tanto para Jesus quanto para Paulo a segunda união é um adultério.

    4) Deus Odeia o Divórcio

    No último livro do A.T., através do profeta Malaquias, Deus fala muito irado contra os sacerdotes de Israel. Em seu enérgico protesto lhes diz: “amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado…” (Ml2:2). Por que? No capítulo 2 de Malaquias ele lhes aponta concretamente três pecados: O fazer acepção de pessoas (v9-10). O profanar o santuário casando-se com mulheres pagãs (v11-12); e o divorciar-se de suas esposas (v13-16). Essa passagem é tremenda:

    “Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis”.

    “El Señor es testigo de que tú has faltado a la promesa que le hiciste a la mujer con quien te casaste cuando eras joven. ¡Era tu compañera y tú le prometiste fidelidad… El Señor, Dios de Israel, el Todopoderoso, dice : ¡Cuiden, pues, de su propio espíritu, y no sean infieles ; pues yo aborrezco al que se divorcia de su esposa y se mancha cometiendo esa maldad !” (versión D.H.H.)

    Deus odeia o que se separa de sua esposa, porque falta em seu compromisso, ao pacto que fez ao casar-se com ela.

    Simplificando, Deus odeia todo tipo de divórcio, e tolera unicamente a exceção estabelecida por Ele.

    5) O Mínimo e o Ideal

    Alguns sustentam que o ideal é não divorciar-se e passar toda a vida com o mesmo cônjuge, mas dada a realidade do pecado e a complexidade dos seres humanos, devemos ser mais flexíveis e admitir a possibilidade de que a pessoa possa refazer sua vida contraindo um novo matrimônio.

    Eu pergunto: Quem é que manda, nós ou o Senhor? Qual é a palavra que define, a nossa ou a Dele?

    Se para Cristo o divorciar-se e casar-se de novo é adultério, eu pergunto: o não cometer adultério é o ideal ou o mínimo que Deus exige?

    Não diz a palavra de Deus que os adúlteros não herdarão o reino de Deus? (1Co6:9-10)

    O ideal é que o marido ame sempre sua esposa como Cristo amou a Igreja.

    O ideal é que a mulher sempre, com um espírito manso e tranqüilo, respeite seu marido e se sujeite a ele.

    O mínimo que Deus exige é que não cometamos adultério abandonando nosso cônjuge e contraindo novo matrimônio.

    Resumindo

    1. Divorciar-se e casar-se de novo é cometer adultério.
    2. Casar-se com uma pessoa divorciada é cometer adultério.
    3. O repudiar o cônjuge é expô-lo ao adultério.
    4. O adultério de um dos dois, não libera o cônjuge inocente para casar-se com outro.
    5. Se um casal se separa, ambos têm apenas duas alternativas: ficar sem casar ou reconciliar-se.
    6. Em um matrimônio misto, o cônjuge crente não deve tomar a iniciativa da separação.
    7. A única exceção permitida de divórcio com a possibilidade novo casamento é quando ao casar-se, se descobre que houve imoralidade sexual; e essa permissão é por causa da dureza do coração.

    O fato das leis de um país permitirem o divórcio vincular, não modifica em nada a situação dos cristãos, pois nós estamos sob o governo de Deus e de suas leis, que permanecem para sempre.

    Para um estudo mais amplo sobre esse tema, recomendo o livro: “Hasta que La Muerte Los Separe”, por Keith Bentson, Editora Logos.

    Jorge Himitian”

    1. Felipe Wagner Diz

      Irmão, boa tarde!

      Esse foi o primeiro estudo que tive contato sobre o assunto, é de fato extremamente esclarecedor e bem fácil de ser entendido. Fico muito feliz de ter visto este estudo novamente aqui e de fato, mata a questão de forma clara.

      Que a Graça e a Paz do Senhor esteja sempre sendo domado a ti.

      Em Cristo,
      Felipe Wagner

    2. Rafael O Diz

      No texto bíblia está a palavra “porneia” ao invés de “moicheia”, pois aquela é mais geral do que essa, ou seja, a palavra “porneia” engloba todo tipo de imoralidade sexual. Logo, a condição de separar-se e casar-se novamente não é concedido somente àqueles que casaram com uma pessoa que não é virgem, mas também àqueles que sofreram adultério.

      O texto acima é bem escrito, mas fiquei com medo de aceitar tudo o que está escrito uma vez que o autor do texto acrescentou diversos detalhes aos versículos citados. Me parece aquela situação onde o ator faz o versículo dizer muitas coisas que não está dizendo.

      Por acaso Deus não permitiu a Abraão, Isaque, Jacó, Davi, Salomão e outros a casarem com mais de uma mulher? Então é totalmente compreensível Jesus discordar de Moisés em algum ponto. Lembre o que Moisés disse: “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”(Êxodo 21:24). Jesus posteriormente discordou do versículo anterior, mas nem por isso Moisés estava errada NAQUELA época. Portanto é errado o autor do texto afirmar que Moisés só afirmava que a separação era permitida em caso do cônjuge não ser virgem na hora de se casar.

    3. Felipe Wagner Diz

      Porém, ha de convir que, poligamia é inconsistente com a Bíblia pois nunca foi o princípio de Deus. E é interessante que no escrito de Mateus, tenha-se usado duas palavras diferentes no mesmo texto, “Moicheia” e “Porneia”, um para falar de adultério e outra para falar de adultério também?! Tem alguma informação por traz desta mudança de palavras, uma vez que uma se relaciona com a outra no texto. Jesus estava fazendo um contra ponto, neste texto. Falando de Moicheia como adultério e Pornéia é o caso do “a não ser”. Porque Ele invalidaria o dito anterior “O que Deus uniu, não separe o homem”? Ou como explicar os outros texto que afirmam ser apenas em caso de viuvez? Um texto mais claro explica outro mais complexo e não vemos qualquer exceção em outros textos para novo casamento. Ainda que possamos argumentar a favor da separação, como 1 Co 7 fala, devido ao descrente que não quer ficar com o crente.

      Em Cristo,

    4. Rafael O Diz

      Sabemos que poligamia é errado, mas devemos concordar que Deus permitiu a poligamia no Velho Testamento.

      Jacó que precedeu Moisés tinha mais que uma mulher e Davi que sucedeu Moisés também tinha mais do que uma mulher. Logo, a poligamia era permitida antes e depois da Lei ser entrega à Moisés. Portanto, em Deuteronômio 24:1-4 Moisés não tinha concedido uma permissão de separar-se e casar-se novamente somente àqueles que casaram com uma que não era mais virgem. Se você quisesse você sem precisava separar-se da sua mulher para casar com outra. Você poderia ter duas mulheres ao mesmo tempo(ou dezenas, no caso de Salomão).

      Na Bíblia está a palavra “porneia”, pois essa palavra dá uma permissão de separar-se e casar-se novamente àqueles que sofreram adultério e àqueles que casaram com uma pessoa que não era virgem. Se na Bíblia estivesse “moicheia”, então você não teria permissão de separar-se e casar-se novamente caso sua mulher não casasse virgem uma vez que tal palavra é bem específica e significa “adultério”.

      O autor do texto acima acrescentou muitos detalhes aos versículos.

    5. Felipe Wagner Diz

      Certo, mas o que Jesus disse foi justamente que casa-se de novo se houver Pornéia, ou seja, não houve matrimonio, não é casamento. como por exemplo, incesto, homossexualidade, zoofilia, fornicação, entre outros que faz com que não seja casamento genuíno. Entendo que pornéia me leva a crer que o que Jesus quis dizer é que em caso de ser um falso matrimonio, ambos estão livres para casarem.
      Obviamente porque não era casamento.

      E sobre poligamia, de fato, eles tinham duas esposas mas como você verdadeiramente expôs, não era divórcio e novo casamento, mas dois casamentos. Sem repúdio.

    6. Rafael O Diz

      Mas adultério também está contido no conjunto de significados da palavra “porneia”. Devemos lembrar que adultério é um pecado gravíssimo. Lembre que o casal se torna somente uma carne após o ato sexual, logo se um dos casais ter relação sexual com outro, então ele acaba se tornando “uma única carne” com a segunda pessoa. Isso já seria praticamente um cancelamento do casamento já que toda a santidade do casal foi destruída. Não há um motivo bíblico que proíba um segundo casamento caso a separação seja causada por atos de infidelidade conjugal. Aquele que pratica o adultério já praticamente destruiu o primeiro casamento pois tornou-se um com outra pessoa(1 Coríntios 6:16).

      Só citei a questão da poligamia para mostrar que o autor do texto interpretou erroneamente o versículo de deuteronômio. Ele praticamente adicionou mais significados aos versículos citados.

    7. Felipe Wagner Diz

      Certo, entendi o que falou sobre a poligamia.

      Agora, não podemos tomar a Lei sem a Graça de Jesus, que ao instituir em si mesmo o perdão (como vemos na parábola do credor incompassivo, em que nós devemos perdoar, pois fomos perdoados), nada pode anular aquilo que foi consagrado por Deus. O fato de Deus odiar o divórcio, mostra o caráter e a santidade de Deus, em que nada disso pode ser violado. Como Deus pode odiar algo e aceitar, apenas para algo humanista, já que não existe nada que faça com que Deus seja insuficiente? Deus é o bastante independente de qualquer dificuldade.

      Sim, é um pecado gravíssimo, visto que Deus odeia o divórcio, mas a orientação é sempre arrependimento, que é o ato de mudar de mente. Quem mentia, agora não menta mais, todavia fale a verdade. Aquele que se divorcia, reconcilie-se com seu cônjuge, conforme orienta 1 Co 7, caso aquele que não é crente, não queria viver com o crente, que fique só conforme 1 Co 7:39.

      Pecado não pode ser aliviado ou tratado sem arrependimento. Se Deus quiser tirar a consequência, Ele o fará convertendo o descrente, dando força para suporta (Ele sempre faz, pois é fiel quando diz que todas as coisas cooperam para o bem), matando a pessoa ou a outra. Mas Deus não é obrigado a isso, Ele decide de acordo com o que Ele sabe que será melhor para que Cristo seja formado no seu filho. Ainda que seja essa dificuldade.

      Deus odeia o divórcio, não pode ter exceções, pois senão, Deus permite a prática daquilo que Ele próprio odeia. E para não contradição, eu atribuo a tradução da palavra porneia para, relação sexual ilícita, conforme a imensa maior parte da Palavra faz.

    8. Nathan Selis Diz

      Olá, irmãos! Os textos claros são o ponto de partida, por meio, claro do Espírito Santo. Para mim está claro que cristãos recasados estão em adultério! Olhem esse texto abaixo:

      “Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive? Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido. Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (Romanos 7:1-6).
      Esse texto é tão forte e claro que não deixa dúvida com a possibilidade do famoso “se”! Aqui Paulo deixa bem claro e compara a relação do marido e esposa com Cristo e a igreja. Ou seja, antes nós pertencíamos a um dono (“marido” – o pecado), e somente após a morte (do velho homem, nesse caso) houve a quebra do domínio (casamento) que o pecado tinha sobre o homem. A partir de então poderia haver um novo casamento porque houve a morte (que é a única possibilidade de um novo casamento). Aleluias porque Cristo é o nosso noivo, dono e Senhor. Não há como desprezar isso que Paulo fala por mais “justificativas teológicas” que possamos ter. Aprendi há algum tempo que o texto fora de contexto é motivo para pretexto. Não acho que minhas palavras convencem, mas sim o Espírito! Quando João fala em seu primeiro capítulo no evangelho, encontra-se que Jesus era cheio de graça e verdade. E quando leio isso, vejo que a graça é o Espírito Santo e a verdade é a Palavra. Não há como ser cheio de Palavra e desprezar o Espírito ou vice-versa. São bases que não podem faltar e que nos equilibram no caminho estreito para que não haja legalismo (letra morta) ou “modismos espirituais”, mas apenas a vida abundante de Cristo em nós! Deus nos abençoe a entender a sua Palavra como Ele quer que entendamos e nos livre de nós mesmo. Toda glória ao Senhor Jesus Cristo.

    9. Rafael O Diz

      Nathan, a questão aqui é sobre o seguinte versículo: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, NÃO SENDO por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” – Mateus 19:9

      Como podemos ver há uma exceção no versículo anterior. A palavra usada no versículo acima é “porneia” e estamos discutindo se a palavra está ou não englobando o adultério. Se você prestar atenção, no versículo que você citou não há nenhuma exceção. Paulo em Romanos 7 não diz sobre nenhum tipo de exceção em relação a separar-se e casar-se novamente, mas em Mateus Jesus fala sobre uma exceção.

      É claro que aquele que separou-se e casou-se novamente, não sendo em caso de “porneia”, está cometendo adultério.

      Imagine que duas pessoas se casem. Após o ato sexual, sendo este o ato que torna os dois um só carne, o homem descobre que a mulher não é mais virgem. Então, de acordo com Jesus, o homem tem a permissão de separar-se e casar-se novamente. Devemos lembrar que no momento do ato sexual o homem e a mulher foram “unidos” por Deus e eles se tornaram um casal, mas, mesmo o homem sendo um com a mulher, ele pode separar-se da mulher uma vez que esta não casou virgem. Portanto o homem ganhou uma permissão de separar aquilo que Deus uniu – de acordo com Mateus 19:9. Agora a grande dúvida é se essa exceção é aplicada em caso de adultério.

    10. Isac Diz

      Olá Rafael, creio que a exceçao de Mt. 19.9 impede vc de ver claramente a regra geral que está escrita no no mesmo versiculo. Confesso tb que a excessao me confundiu no principio. Mas o Espirito de Deus traz esclarecimento, quando nós o buscamos com um coraçao aberto e sincero. É isso o que vc tem feito?
      Na época de Jesus era muito comum um judeu se divorciar da esposa, até mesmo razoes banais (como falar alto com o esposo ao ponto dos vizinhos ouvirem, ou a mulher nao ser boa cozinheira) lhes davam o direito do divorcio. Na regra geral nós vemos que Jesus está dizendo o seguinte: Se vc se divorciou de sua esposa por ela ter feito um sopa ruím e casar com outra, entao vc estará comentendo adultério. Veja que o marido está cometendo adultério. Agora, medite naquilo que Jesus disse em relaçao à mulher repudiada: “e que que casar com a mulher repudiado comete adultério”. Medite bem na situaçao da mulher. Ela foi deixado por algo banal , o marido está em adultério quando casou com outra, em outras, palavras é está totalmente inocente e foi vitima de uma injustiça enorme. Mas o que foi que Jesus disse em relaçao à mulher? Ele disse que ela poderia casar-se de novo? Se ela se casasse com outro, mesmo sendo completamente inocente, estaria adulterando. Como vc mesmo pode observar a excessao nao se refere ao novo casamento e sim ao divorcio que era o tema que Jesus está combatendo. Há excessoes para o divorçio, mas nao para um novo casaemento. No amor de Cristo, Isac

    11. Rafael O Diz

      Isac, com todo respeito, acho que você não entendeu o que estou escrevendo. De fato aqueles que separarem-se e casarem-se, a não ser em caso de “porneia”, estará cometendo adultério. O que estamos discutindo é quais significados, no contexto de Mateus 19:9, está contido na palavra “porneia”.

    12. Felipe Wagner Diz

      Bom dia Irmão, Paz seja contigo!

      Como expliquei acima, creio que a tradução correta de Porneia seja Relação sexual ilícita, porque se não for essa que é a mais comum, ela fica muito contraditória com as falas de Deus acerca do divórcio. abrir uma exceção a Santidade de Deus é inconsistente com o Deus imutável. Deus odeia o divórcio, e todos os textos apresentam um viés contra isso.

      No sentido de divórcio, tanto o texto combate essa prática, que define que é pela dureza do coração. Jesus disse que nem todo nascido em israel é judeu e Paulo diz que se o descrente quer se separar, que se deixemos em paz. A Lei foi dada a um povo para regulamentação, como não comer carne de porco, coisas do tipo. Não pela inviabilidade da Lei, tanto que pode haver divórcio no caso presente em 1 Co 7. Mas isso não justifica novo casamento, porque aqueles que são discípulos de Jesus não casarão novamente ou se arrependeram para restituição da mesma ou ficando só.

      Se unirmos todos os textos de casamento, e os exemplos bíblicos de casamento, mesmo os mais complicados, veremos que não houveram divórcios, ainda com poligamia…

      E me lembro que João Batista morreu por denunciar um caso de recasamento de Herodes. Davi só tomou a mulher de Urias por esposa de pois de matá-lo. (Exemplos de coisas ruins claro, mas entende onde quero chegar.)

      Em Cristo,

    13. Rafael O Diz

      Eu ia concordar com texto acima, mas antes eu enviei uma pergunta ao programa “Na Mira da Verdade”. Leandro é um cara inteligentíssimo – ele praticamente já decorou a Bíblia toda – e entende bastante sobre grego. No programa ele respondeu que a palavra “adultério” está contida no conjunto de significados da palavra “porneia”. Logo, Mateus 19:9 concede uma exceção àqueles que sofreram adultério.

      Vemos que Deus concede uma exceção àqueles que querem separar-se e casar-se novamente. Eu facilmente acreditaria no texto acima uma vez que nunca iria pensar em um segundo casamento. Meu problema é a exegese. Claramente o autor adicionou significados aos versículos citados. O autor tinha uma premissa e fez de tudo para que os versículos se adequassem à sua ideia inicial. Logo, não posso aceitar o texto acima como uma boa exegese.

    14. Felipe Wagner Diz

      Sim, eu respeito a opinião deste irmão Leandro, mas não tenho por habito me impressionar por títulos, vide que estamos discutindo um irmão dos EUA, Augustos Nicodemus, e a Reforma. Mas penso que posso referenciar por outros como Agostinho, Tomás de Aquino, o tradutor da Bíblia Wilbur Pickering, John Piper… enfim, todos eles tem a visão de casamento e da palavra porneia conforme o entendimento que citei.

      Sabe os maiores problemas de se obter exceção em algo difícil de ser entendido? É que podemos esquecer que a Bíblia é completa e que um texto explica outro por não haver contradição nela, e muitas vezes apela-se para tradição, e o mais grave é que se os que se casam novamente estão certos, então quem não casa não tem nenhum problema, mas se é adultério, os que recasaram estão com um grave problema, pois os adúlteros não herdaram o Reino dos Céus.

      Biblicamente é muito difícil de entender que neste texto, Jesus disse parafraseando, que quem casa com o divorciado é adultero a não ser que adultere, ai se torna adultero e pode casar de novo. Entende?

      Sobre Herodes eu entendi o que disse. E justamente, por não haver viuvez, não podia casar novamente.

    15. Rafael O Diz

      Há uma grande divergência de pensamentos. Acho que esse assunto é tão polêmico quanto arminianismo versus calvinismo. Assim como vemos grandes pregadores arminianistas(John Wesley) também vemos grandes pregadores calvinistas(Jonathan Edwards).

      Estou procurando na internet mais sobre a palavra “porneia”. Vejo pessoas incluindo “adultério” ao conjunto de significados da palavra “porneia” e outros não. Veja o site abaixo:
      bibleapps*.*com*/greek/4202.htm (coloquei os “*” para esta mensagem ser aprovada automaticamente)

      Vou estudar sobre esse assunto. Quero saber se há algum ponto concreto que apoie uma de nossas visões sobre o assunto. Tentarei procurar sobre peritos em grego!

    16. Rafael O Diz

      Há uma grande divergência de pensamentos. Acho que esse assunto é tão polêmico quanto arminianismo versus calvinismo. Assim como vemos grandes pregadores arminianistas(John Wesley) também vemos grandes pregadores calvinistas(Jonathan Edwards).

      Estou procurando na internet mais sobre a palavra “porneia”. Vejo pessoas incluindo “adultério” ao conjunto de significados da palavra “porneia” e outros não. Veja o site abaixo:
      bibleapps*.com/greek/4202.htm (coloquei o “*” para esta mensagem ser aprovada automaticamente)

      Vou estudar sobre esse assunto. Quero saber se há algum ponto concreto que apoie uma de nossas visões sobre o assunto. Tentarei procurar sobre peritos em grego!

    17. Felipe Wagner Diz

      Certo. A diferença entre “batalha” Calvinismos x Arminianismo, e questões de adultério, penso que seja pelo fato de que se for adultério, os adúlteros não estarão no Reino dos Céus, enquanto que Calvin x Armin não define salvação de ninguém.

      Vou também observar os texto que incluem a palavra pornéia como adultério, para ver os contextos. O Senhor no guie a Sua Vontade e Verdade.

    18. Rafael O Diz

      De fato não se pode traduzir “porneia” como “adultério” uma que aquela palavra engloba diversos significados.

      CLARO que o matrimônio é sagrado. Há uma pregação do Paul Washer que diz que o casamento é mais importante que o ministério. Portanto, não podemos de forma alguma menosprezar a santidade da união de um casal. Mas estamos tratando aqui o caso de adultério. De acordo com 1 Coríntios 6:16 o ato sexual une duas pessoas. Sendo assim, o adultério faz com que os adúlteros se tornem um e praticamente destrói o casamento do primeiro casal.

      Torno a repetir aquele exemplo: um homem casa com uma mulher e percebe que esta não casou virgem. Lembrando que o ato sexual já foi consumado e, portanto, se tornaram uma só carne, o homem tem duas opções disponíveis: uma é continuar com sua esposa(sua outra metade) e outra opção é separar-se e/ou casar-se com outra pessoa uma vez que Jesus permite a separação e outro casamento nessa situação. Caso o homem escolha a segunda opção, ele separá aquilo que Deus uniu. Por causa de um erro no passado daquela mulher(no caso o ato de fornicação), ela passará por uma separação. Minha pergunta é: se nesse caso descrito Jesus permite a separação, então qual a lógica de Jesus proibir a separação no caso de adultério? (Lembre que o adultério é mais grave uma vez que ele é consumado durante o casamente enquanto a fornicação precede a união do casal).

      Obs.: encontrei muitos sites que dizem que a palavra “adultério” está contida no conjunto de significados da palavra “porneia”.

    19. Felipe Wagner Diz

      Essa é a pergunta, para mim não teria lógica, por isso que defendo que a palavra pornéia, ainda que tenha em seu conjunto de significados a palavra Adultério, não significa que a intenção tenha sido esta. Justamente porque a definição da palavra por adultério fica sem lógica. Por isso penso que Jesus não permite em adultério, mas em relação sexual ilícita como o caso que citou acima.

      Ps1.: Os pontos em comum entre nós são maiores que os pontos de divergência como: Casamento é Sagrado, “casamento” em que se verifica a pornéia como incesto, homossexualidade, entre outros, que configuram um casamento ílicito. Vimos o mesmo vídeo e concordamos com Paul Washer.

      Ps2.: Eu encontrei sites, mas não encontrei na Bíblia a tradução que configure pornéia como adultério.

      (Opinião minha: aceitar que adultério configure divórcio é anular o perdão. Se entrarmos nesse viés, acabamos por querer justificar ao invés de agir por Graça e com o Perdão dado a nós. Se não perdoamos, não poderemos ser perdoados, e se o perdão não restaura, então é apenas formalidade legal ao invés de Graça.)

    20. Rafael O Diz

      A palavra “porneia”, em algumas traduções e versículos, é traduzida na Bília como “imoralidade sexual”. Esta tradução expressa muito bem os diversos significados contidos na palavra “porneia”.

      Você está partindo do pressuposto de que todos os adúlteros tentam reconciliar-se com seu cônjuge. Há um caso próximo à minha casa de uma mulher que largou o marido – não se separaram legalmente – e está vivendo com outro homem. Ela declara que seu antigo cônjuge a atrapalhava e que ele é sem caráter. Também fala que não há nenhuma possibilidade de voltar ao seu antigo cônjuge. Aqui vemos um caso de adultério contínuo. Será que podemos aplicar aquela exceção de Mateus 19:9 nesse caso?

      Nitidamente vemos que estamos tratando de um assunto polêmico. Estou realmente interessado em saber a verdade, pois se algum dia alguma pessoa me pedir conselho sobre o assunto eu terei capacidade de responder de acordo a Bíblia. Infelizmente vemos a opinião entrando nesse assunto. Aqueles que defendem a exclusão da palavra “adultério” do conjunto de significados da palavra “porneia” usam outros versículos isolados para apoiarem seu pensamento. Estou tentando aplicar um boa exegese e estou tentando realmente entender o assunto. Não quero ser iguais aos testemunhas de jeová que usam a Bíblia para negar a trindade ou outras denominações hereges que pegam versículos e aplicam-lhes significados para apoiar suas ideias.

      Tentarei pesquisar mais sobre o assunto. Imagine se algum dia eu apoiar uma separação e um outro casamento em caso de adultério sendo que Deus não permite esta prática. Ou imagine eu forçar um indivíduo, que vê seu cônjuge praticando adultério continuamente, a ficar sozinho! Então quero realmente saber a verdade.

    21. Felipe Wagner Diz

      Pronto, eu tenho a mesma pretensão que você, descobrir a verdade e não formar nova doutrina. Qualquer das duas situações tem consequências e penso que ambos estamos tentando chegar a conhecer a Vontade de Deus.

      Posto isto, digo primeiramente que em Deuteronômio 24 descreve o caso do repúdio, por encontrar coisa indecente. Jesus respondeu explicando justamente este texto. O que seria coisa indecente que o outro casamento também encontrou e a repudiou? O próprio fato de que ela não era mais virgem, até porque fala do repudio dela, mas não fala sobre homens, o que seria impossível. (Ainda que se argumente sobre o patriarquismo, devemos igualmente entender que quando se fala de adultério em Levítico, a morte é devida aos dois. Levítico 18 fala que adultério não tinha carta de divórcio, mas tinha morte de ambos os culpados). Adultério não gera divórcio, mas morte de ambos na Lei.

      Verifiquemos então a fala de Jesus e a tradução por adultério.

      Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de ‘adultério’, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

      Mateus 19:9

      O texto em questão perde a lógica se tomarmos essa tradução.

      Ps.: A situação acima, que você descreveu, acredito que para ambas as partes, a mulher está em adultério. Pois não se encaixaria no que falamos, já que não houve adultério.

    22. Rafael O Diz

      Em Deuteronômio 24 mostra uma possibilidade do segundo casamento também se desfazer e abre uma terceira oportunidade de casamento para mulher sendo o único que ele não pode casar é com o primeiro marido.

      “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de ‘adultério’, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” – Mateus 19:9

      Se olharmos atentamente as palavras “não sendo” vemos que há lógica no versículo. O versículo está dizendo que você se você casar com outra pessoa não cometerá adultério caso o motivo da separação seja o adultério por parte de seu cônjuge.

    23. Felipe Wagner Diz

      Mas pense comigo, se é adultério casar com pessoa divorciada, então este está livre para casar, com a própria divorciada, já que houve adultério.

      O que vejo abrir precedente é para o caso de expor alguém ao adultério para casar de novo, vejo pessoas adulterando e depois da separação casando… Justamente porque esse entendimento de que o adultério libera faz com que se busque ele para casar novamente, nem que seja por expor o outro a esse julgo.

      E em nenhum momento é descrito que pode haver casamento da aparte dela. E depois podemos discutir sobre se pode pode ter a mulher de volta, o que é outro tema. E a possibilidade no entendimento que dei sobre Deuteronômio, foi devido a questão “Maria e José”.

      Adultério leva à morte e não ao divórcio: Levítico 18. Uma coisa é achar coisa indecente, outra é dizer que isso é adultério.

    24. Rafael O Diz

      Se eu conhecesse alguém que sofreu adultério provavelmente o incentivaria a perdoar seu cônjuge, mas há casos que o perdão é possível e a união não. Você está cometendo um erro que cometi: pensar nas pessoas tendo como referência seu pensamento. Lembre: houve 12 apóstolos, mas somente um “Paulo”, ou seja, dos apóstolos somente Paulo(talvez houve outros) abraçou o celibato. Eu quero dizer com isso que cada pessoa age de forma diferente. Se eu tivesse uma mulher e soubesse que ela estava me traindo provavelmente eu conseguiria perdoá-la, mas há pessoas que quando descobrem que seu cônjuge a está traindo praticamente perde o sentido da vida e nunca mais conseguirá estabelecer a antiga confiança no cônjuge. Lembre que Deus tratou o povo do antigo testamento de forma diferente uma vez que aquelas pessoas tinham pensamentos diferentes(estou tendo em mente aqueles que saíram do Egito).

      Acho que minha resposta não foi respondida satisfatoriamente. A pergunta é: por que uma pessoa que descobre que seu cônjuge não casou virgem pode desunir aquilo que Deus uniu e aquele que sofreu adultério não pode?

      “Não cometerás adultérios”. Este mandamento está contido nos 10 Mandamentos de Deus. O pecado é tão grave que Deus o incluiu nos mandamentos fundamentais. É muito estranho você poder separar daquela pessoa que não casou virgem, mas não poder separar caso sua mulher cometa adultério.

      Uma pessoa que casou virgem e trata o casamento como um união sagrada não aceitará o adultério. Ela até perdoará o adúltero, mas dificilmente se deixará com aquele que a traiu.

    25. Felipe Wagner Diz

      Primeiro respondo a pergunta: O divórcio é pela dureza do coração, ou seja, pela mácula da pornéia, uma pessoa que não entende o perdão ou o amor de Deus, pode se separar, vide que o perdão resolve a parte emocional, senão, não é perdão. Nesse caso Deus permite que anule-se o casamento, ou seja, é como se não tivesse havido casamento. Mas o coração duro é de fato Cristão? Deus mostra na parábola do Credor Incompassivo que que é indesculpável quem recebe o perdão de Deus e não o entrega a outrem.

      A questão do adultério não é anulação do casamento, é a ruptura do mesmo, Paulo fala disse permitindo a separação, dizendo que fique só em casos por parte do cônjuge descrente. Mas nunca casar novamente. E não podemos dividir a Bíblia, porque ainda que sejam apóstolos diferentes, a Bíblia foi forjada pelo Espirito Santo.

      Como participar da ceia do Senhor com um “perdão” que não restaura, ou não busca isso. Não podemos ir pela dificuldade, porque de fato, muitas coisas são extremamente difíceis na Palavra, mas pela veracidade do que Deus esta falando e da Sua Natureza Santa de odiar o pecado e repudiar quem o pratica conforme Salmos 5:5.

      (Um detalhe acrescento, quando Jesus disse: “porem eu vos digo” Ele está anulando as interpretações anteriores e ratificando a sua como a correta.)

      Não estou levando para o lado pessoal, ainda que eu viva isso, porque se eu estiver errado, não altera em nada meu relacionamento com Deus. E não vou correr atras de casamento rs. Mas eu também estudo este assunto a alguns anos para que eu não coloque um julgo pesado demais e nem seja permissivo demais, mas ser Fiel a Palavra de Deus.

    26. Rafael O Diz

      Imagine que você tem um grande amigo e certo dia esse amigo te dá uma facada nas suas costas. Provavelmente você perdoará seu amigo, mas acho difícil você aceitar a andar novamente com ele. Você pode até andar, mas ficará apreensivo caso perceba que tal amigo está próximo às suas costas.
      Deus perdoou Davi quando este contou o povo de Israel, mas Deus não deixou de punir Davi mesmo tendo perdoado-o. Ou seja, o perdão não necessariamente exclui as consequências. Posso muito bem perdoar meu cônjuge, mas também posso me distanciar dele.

      Nas cartas de Paulo a separação está sendo explicado ao contexto no qual os gentios viviam. Você não verá Paulo concedendo exceções à certos tipos de separação. Acho que é injusto aplicar o texto de Paulo neste debate já que não há nenhuma concessão nas cartas escritas por Paulo. Portanto, acho que as cartas que Paulo escrevera tinha como objetivo simplesmente alertar aqueles gentios sobre o pecado contido no ato de separar-se do cônjuge e casar-se com outra pessoa.

      De fato estou vendo a palavra “porneia” sendo traduzido como “imoralidades sexuais”. Adultério é uma imoralidade sexual!

    27. Felipe Wagner Diz

      É ai que as coisas ficam complicadas. Obviamente eu não confiaria em alguém após isto, eu esperarei que ele faça novamente, mas isso não impede que eu restaure o convívio no caso de este amigo estar arrependido. Mas se ele me ameaça a vida, eu me separo dele. Essa consequência que você diz de separação é lógica em casos extremos, mas pela dureza do coração. Todavia a consequência de permanecer só também permanece.

      Agora, referente a carta de Paulo, em Romanos 7 ele não está falando aos gentios como proceder, mas usando o casamento como forma de mostrar o relacionamento de Cristo e a Igreja. E em 1 Coríntios, ainda que o contexto seja aos gentios, a Palavra de Deus é uma só, se numa hora diz que está ligado enquanto vive como em 1 Co 7, então ele está retirando qualquer exceção. Ele não está direcionando a um grupo de pessoas nessa hora, ele está ensinando sobre casamento e como resolver questões ligadas a isso.

      E no caso de Mateus 19, vemos que existe sim uma dificuldade de interpretar uma palavra chave, pornéia. Mas precisamos entender o seguinte, esta carta serviu para falar aos judeus acerca da Lei, e em nenhum outro evangelho se vê a “exceção”. Se de fato a exceção houvesse e a intenção do autor fosse essa, porque não haveria nos outros evangelhos, já que falaram disse e obviamente não esqueceriam deste detalhe que na própria época seria bastante polêmico?

      Como eu disse, ao invés de buscar uma palavra que valide o erro, deve-se olhar a bíblia por inteiro para chegar a ideia principal. Deus não faz exceções a Sua Santidade e natureza, se Ele odeia, não pode aceitar.

      Reitero que Adultério na Lei não obtinha divórcio, mas morte. O que tinha divórcio era justamente o que Jesus veio explicar, porneia como ato antes do casamento, conforme o que é imensamente mais comum. E não achei textos que traduzissem pornéia como adultério na biblia.

      Em Cristo,
      Felipe Wagner

    28. Rafael O Diz

      Infelizmente aquela exceção não está em outros livros do Novo Testamento, pois se tivesse provavelmente não teríamos essa dificuldade. Mas, para complicar a situação, ela está contida em Mateus e portanto devemos levá-la consideração. Veja umas das mais fiéis traduções do versículo:
      “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico)

      No versículo acima a palavra “porneia” foi traduzida por “imoralidade sexual”. Adultério é uma imoralidade sexual.

      Acho que não conseguiremos uma resposta absoluta neste caso. Eu acho mais razoável acreditar que a palavra “adultério” está contido no conjunto de significados da palavra “porneia”.

    29. Felipe Wagner Diz

      Ou felizmente não está, justamente para mostrar algo. Eu acredito justamente porque se usa uma palavra diferente de mochéia, que se refere a uma tradução que seja coerente. Acho justo para com a Santidade de Deus, e toda a interpretação da Bíblia, não nos apegar a um texto de difícil entendimento para explica-lo, mas a Bíblia como um todo.

      A resposta absoluta teremos com o Espirito Santo guiando na Palavra, ainda que demoremos anos para isso. Não fecho este tema em minha mente, pois é a vida de outros que cuido, por isso e por Temor a Deus, eu me abstenho de colocar em dúvida outros textos sem a exceção e que são maioria. Se esta interpretação estiver errada, não incorreremos do inferno, quem casa novamente e nem quem não casa. Mas se esta interpretação estiver correta, aqueles que recasaram acabam por se verem em adultério e os adúlteros não herdaram o Reino de Deus. Espero que igualmente não feche seu coração ao tema em questão e sempre nos renovemos pelo Conhecimento de Deus

      Não quero também ser permissivo conquanto algo que fatalmente Deus odeia, dando uma resposta a meu ver, humanista para um problema que nós criamos, afim de aliviar a nossa barra aquém da Santidade e da Justiça de Deus. Como bem sabe, não faço isso pela facilidade de se viver deste modo ou como quem não sabe o quão difícil é aguentar a consequência disto, mas falo como quem a despeito da dificuldade, sabe que Deus é suficiente para nos guardar em qualquer situação.

      Ainda que não tenhamos chegado a um consenso, foi muito bom poder discutir um assunto tão relevante e importante contigo irmão, principalmente nos nossos dias de muitos divórcios de forma leviana até. Acredito na seriedade de suas palavras e no seu zelo pelo Senhor. Que nos encontremos em outros comentários deste blog rs.

      Que o Espirito Santo esteja sempre nos instruindo e nos guiando à Vontade Dele.

      Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão.
      ¶ Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.)
      Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.
      Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti.
      O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no Senhor a misericórdia o cercará.
      Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração.

      Salmos 32:6-11

      Em Cristo,

    30. Rafael O Diz

      Qual é a necessidade de haver quatro livros que contam o ministério de Jesus? Os evangelhos praticamente contam a mesma história. Parece desnecessário haver quatro livros uma vez que a história sobre Jesus poderia estar em apenas um livro, certo? Não! Os quatro livros são complementares. Um complementa o outro. Se prestar bastante atenção perceberá que há detalhes que está somente contido em um dos evangelhos e é por tal motivo que há quatro livros na Bíblia contando a mesma história. Não há nenhuma regra que permita excluir um detalhe de um livro somente pelo fato deste fato não estar contido em outro livro.

      Se pelo menos a tradução de Mateus 19:9 fosse duvidosa, eu até concordaria em “anular” a exceção uma vez que ela seria suspeita. Mas a tradução é clara: “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico). Não há dúvidas sobre esta tradução. A única dúvida é sobre os significados da palavra “porneia”.

      Como você vê em uma das traduções mais fiéis, a palavra “porneia” é traduzida como “imoralidade sexual”. Esta tradução é mais geral e engloba diversas imoralidades sexuais, tais como: cônjuge que não casou virgem, adultério e outros. Se no lugar de “porneia” estivesse a palavra “moicheia”, a única tradução possível seria: “adultério”. O caso do cônjuge não casar virgem não estaria contida nessa tradução uma vez que a palavra “moicheia” é muito específica.

      Veja a tradução modificada: “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de PORNEIA, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico). Esta tradução está corretíssima, pois não traduzi a palavra “porneia”. Tendo em mente que o versículo foi corretamente traduzido; que a palavra “porneia” pode ser traduzido por “imoralidade sexual” e que adultério é uma imoralidade sexual, podemos afirmar, sem dúvidas, que separar-se do cônjuge adúltero e casar-se com outra pessoa, de acordo com Mateus 19:9, não é errado!

    31. Felipe Wagner Diz

      O fato de que dentre varias traduções, você encontra uma que permite não significa ser verdade, tendo em vista que neste caso Jesus estaria fazendo diferente do que estava fazendo até então. Ele estaria “aliviando” a Lei, coisa bem diferente, como quando falou que qualquer que olhar uma mulher de forma impura é adúltero.

      Apesar de você encontrar uma palavra que assista a sua hipótese, encontre na Palavra de Deus algo que encoraje você a essa ideia. Não podemos desassociar a Bíblia. Não disse que o fato de os outros texto invalidam este, mas que eles ajudam a explicar. É uma questão de concordância, assumir esta tradução é contradizer Romanos 7, 1 Corintios 7, Levítico 18… entre outros textos referentes a Palavra de Deus. Sequer temos exemplos de divórcios na Bíblia que nos faça assumir esta posição.

      Mais uma vez, se moisés estivesse falando de adultério, porque depois diria que aqueles que são pegos em adultério são mortos, sendo que haveria uma “fuga” da morte? Você mesmo diz que Jesus veio cumprir e explicou a Lei, pois então, Jesus não haveria de invalidar, mas como no caso da mulher adultera, ele perdoou e disse, vai e não peques mais. Ele perdoou porque não tem resgate da morte senão pela Cruz.

      Precisamos olhar a palavra para encontrar seu significado, o contexto para entender, e a Palavra como um todo para concordância. Porque pelo que você está me dizendo, Jesus diz que não apenas adultério, mas qualquer imoralidade sexual, ou seja, olhar de forma impura uma mulher é adultério, pornografia, masturbação… todas são imoralidades sexuais. Se você levar a esse lado, basta que uma mulher espere o marido caia para se separar, ou o marido pode adulterar afim de separar e contrair outro matrimônio…

      Não é o texto difícil e duvidoso que explica todos os outros, mas justamente o contrario. Não procure uma forma de fujir, mas de se enquadrar.

    32. Rafael O Diz

      Veja o seguinte vídeo no Facebook:
      facebook*.com/video.php?v=734869619925144 (tire o “*” do link)

    33. Felipe Wagner Diz

      O que este homem está dizendo é, esqueça Romanos 7, esqueça que Deus odeia divórcio, se houver imoralidade sexual, está livre para casar novamente. E diz que Jesus está ampliando as liberdades para o divórcio, como se O próprio Deus estivesse dando ainda mais liberdade para o divórcio. O perdão fica de lado nessa unica questão em toda a Bíblia.

      Se apegando interpretação aquém de toda a Natureza Santa de um Deus imutável. Me diga irmão, você estuda e busca conhecer Deus, você enxerga um Deus mutável? Pois se Ele odeia, como aceita? Não existe mudança de mente, ou seja arrependimento? Inclusive consentir em viver com a pessoa como disse o irmão do vídeo em questão, pedofilia é crime e este homem deve ser preso. Não significa que existe divórcio, ele na verdade força a barra para justificar o recasamento, sendo humanista e apelando para os sentimentos das pessoas sem levar em conta o que Deus fala.

      Desafiaria ele a explicar este texto com o texto de “Deus odeia o divorcio” e “A esposa esta ligada ao marido enquanto vive”. Porque não existem contradições. Não é porque ele diz que existe uma tradução por adultério que de fato essa era a intenção do autor.

      Traduza todos os textos de pornéia como ele diz que deve ser feito e verá que fica inconsistente em muitos textos.

      Veja o vídeo de John Piper : https://www.youtube*.com/watch?v=LfJZ8MCqPys (Sem o “*”)

    34. Rafael O Diz

      Romanos 7 e outros versículos semelhantes à esse estão falando sobre a santidade do casamento. Os versículos dizem que não devemos separar dos nossos cônjuges e casar com outra pessoa. Mas os versículos então dizendo isso sem levar em consideração os casos de imoralidade sexual. Em nenhum momento tais versículos falam sobre como proceder em casos de adultério ou até mesmo casos mais graves, como aqueles onde o marido abusa de seus filhos. Os versículos estão apenas dizendo que devemos respeitar a santidade do casamento.

      Agora não estou entendo o esforço de tentar esquecer Mateus 19:9. Se não estou enganado, esse versículo é único, no Novo Testamento, que fala sobre casos de imoralidade sexual no contexto do casamento e, consequentemente, fala da exceções em casos de tais imoralidades. Como disse, os tradutores estão de acordo em colocar aquela exceção na versão traduzida do versículo Mateus 19:9. A ÚNICA DÚVIDA é sobre o conjunto de significados da palavra “porneia”. Se a pessoa quiser esquecer a exceção contida em Mateus 19:9, então acabou a discussão. Agora se a pessoa, de forma honesta, aceitar a exceção contida em Mateus 19:9, então ela deve aceitar “adultério” como um significado da palavra “porneia”. Lembre que de acordo com um texto que foi postado aqui, SEPARAR-SE do cônjuge e CASAR-SE com outra pessoa no caso do cônjuge não casar virgem É PERMITIDO. Porque neste caso é permitido e em caso de adultério não?

    35. Felipe Wagner Diz

      Vou tentar explicar mais claramente, o caso permitido para divórcio e novo casamento é se não houver casamento, ou seja, o casamento ser falso.

      A bíblia católica por interpretação, veja que não to falando da tradução, coloca como falso casamento, e sempre foi assim, em todas as épocas.

      Não quero esquecer Mateus 19:9, mas quero ler Mateus juntamente com o resto da Bíblia. Interpretar este texto a luz de tantos outros.

      Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
      De sorte que, VIVENDO O MARIDO, será chamada ADÚLTERA se for de outro marido; mas, MORTO O MARIDO, livre está da LEI, e assim não será adúltera, se for de outro marido.

      Romanos 7:2-3

      Irmão, se existisse exceção de fato, não haveriam outros textos? Se você analisa esta passagem com a exceção, explique precisarmos morrer para que estejamos com Jesus?

    36. Rafael O Diz

      Novamente leia umas das traduções mais fiéis da Bíblia: “Digo-lhes, entretanto, que quem se DIVORCIAR de sua mulher, A NÃO SER por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico)

      As palavras destacadas mostram o que o versículo quer dizer. Outro versículo: “Mas eu lhes digo: Quem se DIVORCIAR da mulher, EXCETO por causa de fornicação, transforma-se em adúltera; e quem se casar com a divorciada comete adultério”(Mateus 5:32, Novo Testamento Judaico)

      Novamente as palavras destacadas mostram qual é o real sentido do versículo.

      Eu gosto MUITO do John Piper. Suas pregações são excelentes e já vi diversos vídeos dele, mas infelizmente ele empregou uma história errada nesse versículo. Naquele caso de João e Maria não houve DIVÓRCIO uma vez que eles NUNCA casaram. João simplesmente cancelou o casamento. Biblicamente o casamento é duas pessoas tornando-se uma só carne e essa união só ocorre APÓS o ato sexual(1 Coríntios 6:16). João não teve relações sexuais com Maria(no contexto que estamos falando), logo não tinha como ele se divorciar de Maria e consequentemente as exceções de Mateus são se aplica no caso de João e Maria.

    37. Felipe Wagner Diz

      Mas é justamente isso que ele quer dizer, que este pornéia é o sentido de algo que aconteceu que invalidaria o casamento e com isso poderia casar novamente. Jesus explicou justamente para comprovar o texto que diz anteriormente, “o que Deus uniu, não separe o homem”. Não estou dizendo que muitos diriam haver adultério no significado de porneia, mas me mostre textos bíblicos que apontem isso. Sempre se é feito uma justa posição entre as duas mostrando a diferença em que uma anula é contra a outra.

      “Se divorciou e casou, é adultério. Casou com a divorciada é adultério. A não ser que não seja legitimo, então podem se separar e casar novamente.”

      Se divorciou e casou, é adultério. Casou com a divorciada é adultério. A não ser que não seja por adultério, então podem se separar e casar novamente.”

      Leia estes dois e veja o sentido. Você está se apegando aos significados da palavra e esquecendo o sentido do texto. Se pegar outras passagens e vier a fazer o mesmo, sem levar em conta o toda a Bíblia, incorrerá em diversos erros. Exemplo:

      Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.
      1 João 3:6

      Significa que Cristão não peca? Claro que não, em 1 João 1 e 2 fala da prática e que temos um advogado no Céu, Jesus Cristo.

      Entende o que quero dizer?

    38. Rafael O Diz

      O casamento só é consumado após o ato sexual. Aqueles versículos NÃO estão dizendo sobre casos parecidos como aquele de João e Maria. Desculpe, mas você está distorcendo o versículo. Mateus 5:32 e Mateus 19:9 estão está dizendo sobre casamento “não-legítimos”. Os versículos estão dando permissão àqueles que já casam, ou seja, aqueles que já tiveram relações sexuais com seus respectivos cônjuges.

      “E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.” – Jeremias 3:8

      Deus pegou aquela exceção e aplicou no caso descrito acima. O povo adulterou e Deus deu-lhe uma carta de divórcio. Veja o site abaixo pois há diversas traduções do versículo Mateus 19:9:

      bibleapps*.com/matthew/19-9.htm (Tire o “*”)

    39. Felipe Wagner Diz

      E quando Deus casou novamente? Jesus disse que pela dureza do coração que Moisés deu carta de divórcio, mas vejamos o que não é permitido é casar novamente com cônjuge vivo. E penso que seja esta a idéia da exceção. O que é confirmado com Paulo em 1 Corintios 7.

      Veja, casamento ilícito pode sim haver consumado, homossexualidade e incesto, assim como recasamento, está em ato consumado. O que não significa que é casamento legítimo diante de Deus.

      Eu posso entender divórcio, ainda que eu veja que o Cristão perdoa, mas o recasamento é que para mim é inconsistente, visto que lendo 66 livros não existem duvidas. no texto que colocou de Jeremias, Deus fala de divórcio mas não fala de recasamento.

    40. Rafael O Diz

      Tentarei escrever uma mensagem concisa sobre o assunto – na verdade acho que vai ficar um pouco grande =] – que está sendo discutido. Acho que há evidências suficientes que mostram que é permitido separar-se do cônjuge e casar-se novamente em caso de adultério.

      Vamos focar no Novo Testamento. Me mostre um versículo, que não foi escrito por Paulo, que permita casar com outra pessoa após o cônjuge morrer. Se não estou enganado(talvez estou), no Novo Testamento somente Paulo escreve sobre a exceção de casar-se com outra pessoa no caso do cônjuge morrer. Então devo ignorar tal exceção uma vez que só Paulo escreveu sobre ela? Vocês estão, como o respeito, distorcendo Mateus 19:9 só porque Mateus foi o único que escreveu tal exceção. Logo, acho que é conveniente achar outro significado sobre aquelas exceções no caso de morte já que somente Paulo as escreveu no Novo Testamento.

      O detalhe é que não vi Jesus colocar o caso da morte do cônjuge naquela exceção. Então, por que devo considerar como literal aquela exceção que Paulo escreveu? Lembre que Jesus nem citou sobre aquela exceção que Paulo escreveu. Logo, se fosse usar sua lógica, eu poderia afirmar que a pessoa só pode casar novamente caso o “cônjuge” morresse antes do casamento se consumasse. Usando aquele caso de Maria e José, poderia falar que José, usando sua lógica, só poderia casar novamente caso Maria morresse antes do ato sexual(que o casamento propriamente dito). Qual a diferença entre esse pensamento e o seu?

      Em mensagens anteriormente você pediu para analisar o sentido de Mateus 19:9. Vamos analisar: “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico).

      Digamos que o versículo acima só se aplica àquela situação de José e Maria. Imagine que você marque um casamento com uma pessoa e antes de vocês irem à Igreja para se casar, você decide cancelar o casamento pois você verificou que o caráter de sua futura mulher é um grande problema. Então, se você cancelar o casamento – lembre que você não casou e não teve relações com sua pretendente – e depois encontrar outra pretendente e casar-se com a outra, você cometerá adultério? Se a exceção de Mateus 19:9 se aplicar somente àquele caso de João e Maria, então se você cancelar o casamento e casar com outra pretendente você cometerá adultério, pois: “[…]A NÃO SER por causa de imoralidade sexual, e se COM OUTRA outra mulher, COMETERÁ adultério!”(Mateus 19:9). Se a exceção se aplica àquele caso de José, então todo o versículo também se aplica. Logo, qualquer pessoa que cancelar o casamento e casar-se com outra pretendente cometerá adultério. Sinceramente não acho que o versículo está dizendo isso.

      Vamos olhar novamente o versículo:
      “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!”(Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico).

      O versículo anterior está falando sobre o casamento propriamente dito. Não está dizendo sobre àquele caso de José e Maria, mas sim do casamento, que é consumado após o ato sexual. Então se o versículo de Mateus 19:9 se aplica ao casamento propriamente dito, podemos falar, como toda a tranquilidade, que “adultério” está contido no conjunto de significados da palavra “porneia” e, portanto, separar-se do cônjuge e casar-se com outra pessoa em caso de adultério é permitido!

    41. Felipe Wagner Diz

      Vou também buscar explicar, com base nos pontos que você levantou. Espero ser breve, confesso que esse assunto é extenso e você tem mostrados bons pontos, inclusive o motivo de tamanha discussão.

      Estamos vendo por pontos diferentes, temos que ver a Bíblia como um todo. E ainda que somente Paulo tenha falado sobre a questão de casamento, justo porque ele tem a grande maioria das epístolas e excluir Paulo é como excluir Mateus e isso é ser tendencioso a uma ou outra linha de pensamento. O que não é nosso foco ainda que defendamos nossos pontos.

      Usar somente o Novo testamento é perder a essência de Mateus, já que Jesus estava explicando o Velho Testamento.

      Pelo que entendi, você deu um bom exemplo e justamente por não ter havido casamento, poderia sim casar com outra pessoa e não seria casamento. Seu exemplo foi bom e reforça o que eu venho dizendo.

      Suas palavras:
      “você decide cancelar o casamento pois você verificou que o caráter de sua futura mulher é um grande problema. Então, se você cancelar o casamento – lembre que você não casou e não teve relações com sua pretendente – e depois encontrar outra pretendente e casar-se com a outra, você cometerá adultério?”

      Nesse caso, obviamente não é adultério, porque não houve casamento. No caso de ser um casamento contrario a Palavra de Deus, então separa-se e então pode-se casar.

      Acredito que chegamos num ponto que circularemos muito tempo. A definição de pornéia. Você usa traduções da palavra e como tendo muitos significados, você se apegou a um deles. Eu enxergo conforme tudo o que se é falado acerca de Deus e de Sua Palavra, Com Mateus, Paulo, Marcus, Jeremias, Oseias, enfim… Ainda que uma das raras traduções de pornéia seja adultério, não encontro motivos para acreditar que essa seja a melhor palavra a ser usada para fazer o que Deus odeia e ir contra os outros textos sobre o assunto.

      Não existiria essa questão se houvesse perdão, dar a outra face, amar como amamos a nós mesmos, se cumpríssemos os mandamentos, não haveria divórcio ou recasamento, então porque Deus daria nesse unico caso uma exceção. Eu não acredito que o a não ser seja uma explicação e não uma exceção a uma regra clara, que se refere a natureza de Deus Santo e Imutável.

    42. Rafael O Diz

      Nesta vez destacarei o que você escreveu e comentarei.

      “E ainda que somente Paulo tenha falado sobre a questão de casamento, justo porque ele tem a grande maioria das epístolas e excluir Paulo é como excluir Mateus e isso é ser tendencioso a uma ou outra linha de pensamento”

      Mateus e Paulo tiveram tarefas diferentes. O Espírito somente inspirou Mateus para escrever sobre o ministério de Jesus. Já Paulo foi inspirado pelo Espírito Santo à escrever cartas à diversas Igrejas e é por esse motivo que há muitas cartas de Paulo na Bíblia. Na minha opinião excluir a exceção de Mateus é equivalente a excluir a exceção de Paulo pois elas foram somente defendidas, respectivamente, por Jesus e por Paulo. Há somente Paulo defendendo uma exceção e há somente Jesus defendendo outro tipo de exceção.

      “Usar somente o Novo testamento é perder a essência de Mateus, já que Jesus estava explicando o Velho Testamento.”

      Não levei em consideração o Velho Testamento, pois parece que o Velho é mais “liberal” do que o Novo Testamento em relação ao divórcio e casamento. No Velho, ao contrário do texto inicial, a pessoa poderia divorcia-se de sua esposa a qualquer momento ou poderia simplesmente manter duas esposas ao mesmo tempo. Após o rei Salomão não vemos casos de poligamia, mas vemos que a poligamia era praticada antes e depois da Lei ser dada aos judeus. Logo, você nem precisava separar para casar-se com outra. Um filho de Davi(Absalão) teve relações sexuais com as esposas de seu pai. Davi, após descobrir o que aconteceu, mandou embora as esposas que foram possuídas por Absalão e nunca mais teve relações sexuais com elas. Após essa separação, Davi poderia casar com qualquer outra mulher!

      “Nesse caso, obviamente não é adultério, porque não houve casamento. No caso de ser um casamento contrario a Palavra de Deus, então separa-se e então pode-se casar.”

      Então aquela exceção de Mateus 19:9 não se aplica à casos semelhantes aos de José e Maria, pois se você não é casado você pode romper a proposta de casamento a qualquer momento e, portanto, não haveria lógica de Jesus falar daquela exceção uma vez que não há nenhum erro em cancelar o casamento(John Piper aplicou erroneamente aquela exceção de Mateus no caso de José e Maria).

      “Acredito que chegamos num ponto que circularemos muito tempo. A definição de pornéia. Você usa traduções da palavra e como tendo muitos significados, você se apegou a um deles.”

      Na verdade eu não me apeguei somente à uma tradução. A melhor tradução, no contexto de Mateus 19:9, para “porneia” é “imoralidade sexual”. Sabemos que adultério é uma imoralidade sexual, logo há uma exceção para aqueles que sofreram adultério. Não estou dizendo que devemos traduzir “porneia” para “adultério”, mas sim para “imoralidade sexual”, que a tradução mais correta no contexto de Mateus 19:9.

      “Não existiria essa questão se houvesse perdão, dar a outra face, amar como amamos a nós mesmos, se cumpríssemos os mandamentos, não haveria divórcio ou recasamento, então porque Deus daria nesse unico caso uma exceção. Eu não acredito que o a não ser seja uma explicação e não uma exceção a uma regra clara, que se refere a natureza de Deus Santo e Imutável.”

      O que acontece se o adúltero não se arrepender? Uma pessoa que sofre adultério continuamente pode se separar-se do cônjuge adúltero e casar-se com outra pessoa?

      Vou colocar aqui o que escrevi para o Isac:

      Não generalize as pessoas. Para Deus tudo é possível, mas para as pessoas não.
      Há pessoa que se descobrir que seu cônjuge a está traindo até se mata. Conheço poucos casos de pessoas que ficaram praticamente loucas depois que descobriu que seus cônjuges as traíram. Portanto, cada pessoa reage de forma diferente. Algumas pessoas simplesmente perdoam seus parceiros adúlteros, mas há outras pessoas que simplesmente nunca mais conseguirão conviver com seus cônjuges após sofrer adultério.

      Veja alguns versículos abaixo:

      “E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.
      E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.”Atos 15:37-39

      Como podemos ver um tal de João havia largado Paulo em uma obra, mas provavelmente esse João se arrependeu e tentou acompanhar Paulo e Barnabé novamente. Vemos também que Paulo não aceitou o João novamente e ainda teve um contenda com Barnabé(lembre que contender é pecado) que causou a separação de irmãos.
      Paulo poderia simplesmente aceitar João novamente uma vez que nós largamos Deus o tempo todo e Este sempre nos aceita de novo. Logo, acho que Paulo deveria aceitar o irmão que o abandonara e isso evitaria um contenda.

      O versículo acima mostra que não podemos generalizar as pessoas. Cada uma age de uma forma diferente. Há casos que o perdão é possível, mas a reconciliação não.

    43. Felipe Wagner Diz

      Primeiramente, Paulo e Jesus estão falando aquilo do mesmo assunto e concluindo a mesma questão. Se a Escritura é inspirada pelo Espirito Santo, eu penso que os dois chegaram a um mesmo denominador comum e não a uma contradição. O que digo não é validar Paulo em detrimento de Jesus, mas concordância entre ambos.

      Pelo que entendi de Piper, ele deu um exemplo de algo que não era casamento e isso faz com que ele pudessem se separar, mas o faria em secreto porque, o que aconteceria a Maria? Isso denota a condição dos dois.

      Davi era polígamo e não divorciado, veja que antes de Bate-Seba ele tinha 2 esposas e depois ainda teve Bate-seba.

      Não entendo este trecho como que houvesse uma dissensão entre ambos, mas que tinhão visões diferentes acerca do ministério a partir dali e não havendo como iram juntos já que não houve concordância, decidiram cada um seguir caminho. Mas não tem nada a ver com perdão e reconciliação em casamento, porque o mandamento é claríssimo. Maridos amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela e Esposas sede submissas a vossos maridos como ao Senhor. Ambos os mandamentos são claros e a não ser que não sejam Cristãos de fato, há separação. Jesus restaurou relacionamentos, essa é o contraponto da vingança, 70×7.

      (Como posso amar minha esposa como Cristo e divorciar para casar novamente, e no caso de minha esposa se arrepender e quiser voltar? Poligamia?)

      Sobre pornéia nós sabemos a mesma coisa, todavia imoralidade sexual para mim é mais relação sexual ilícita (do casal) do que adultério, pois não encontro base alguma para chegar a essa conclusão. Nem sequer interpretando com textos em comum, chegar a essa interpretação. Nenhum mandamento para casamento, sobre perdão, sobre Cruz, sobre o partir do pão em comunhão, com essa interpretação de divórcio.

      O fato de haver adultério continuamente ou não, é cruz, mas nem por isso devemos deixa-la e pegar uma menor.

      Não tem divórcios na Bíblia, apenas separações de Deus e exílio como forma de disciplina, mas Deus sempre restaura o casamento. Somos feitos para ser como Ele é.

    44. Rafael O Diz

      De fato Jesus e Paulo estão tando o sentido completo da mensagem. Um completou o outro uma vez que tudo foi inspirado pelo Espírito Santo. Logo, não podemos dizer que a exceção de Jesus é falsa só porque Paulo não cita sobre ela, e também não podemos dizer que a exceção de Paulo está errado só porque só ele a cita. Só mostrei que se você ignorar Mateus 19:9 somente pelo fato desse versículo não se encontrar em outra parte da Bíblia, então você também terá que ignorar as exceções de Paulo, pois ambas exceções somente são defendidas, respectivamente, por Jesus e Paulo, ou seja, somente uma pessoa está relatando cada uma.

      Tudo indica que John Piper associou erroneamente a história de José e Maria ao versículo Mateus 19:9. Ele disse que a exceção só se aplicava à casos semelhantes àqueles de José e Maria. Mas esse pensamento está errado, pois não há nada de errado em você cancelar o casamento com sua pretendente. José quis se separar de Maria pois pensou que esta fornicou, mas ele também poderia se separar dela por qualquer coisa. Logo, aquela exceção não se aplica ao caso que John Piper descreveu.

      Davi tinha esposas e concubinas. Depois Davi separou-se de suas concubinas pois estas tiveram relações sexuais com seu filho Absalão(2 Samuel 16:21).

      Você não entendeu muito bem aquele caso de Paulo, Barnabé e João. Este largou Paulo e Barnabé em uma certa obra, mas se arrependeu e tentou acompanhar novamente eles. Entretanto, Paulo não permitiu, e Barnabé foi contra a opinião de Paulo. Vemos também que houve uma contenda entre Paulo e Barnabé sobre aquele que os abandonara, e por causa dessa contenda houve uma separação de irmãos, pois depois desse momento não vemos Paulo andando com Barnabé. Obrigatoriamente Paulo deveria aceitar novamente João pois este se arrependeu, mas, ao invés de Paulo simplesmente perdoar, ele ainda teve uma confusão com seu parceiro, Barnabé. Portanto, não vemos reconciliação entre Paulo e João. Lembre que nós lembre abandonamos Deus e Ele sempre nos aceita de volta. Paulo foi abandonado por João e nunca mais o aceitou novamente.

      “Como posso amar minha esposa como Cristo e divorciar para casar novamente, e no caso de minha esposa se arrepender e quiser voltar? Poligamia?”

      Digamos que você se casa com outra pessoa após sofrer adultério. Se sua mulher se arrepender do pecado que cometera, então felizmente ela será perdoada por Deus, mas as consequências nunca irão embora. Uma vez Davi pediu à Joabe para que contasse o povo de Israel(1 Crônicas 21). Depois de Joabe contar quantas pessoas havia em Israel e avisar sobre o número obtido à Davi, este se arrependeu do pecado que cometera(Deus falou para ninguém contar o povo de Israel) e pediu perdão a Deus. Deus o perdoou, pois Deus perdoa todo aquele que se arrepender de seus pecados. Mas após Davi pedir perdão, Deus pergunta: “Escolha: três anos de fome, três meses fugindo de seus adversários, perseguido pela espada deles, ou três dias da espada do Senhor, isto é, três dias de praga, com o anjo do Senhor assolando todas as regiões de Israel”.

      O versículo anterior mostra que o perdão não evita consequências. Deus perdoou Davi, mas este sofreu consequências graves. Sua esposa se arrependeu do adultério, mas como consequências terá de permanecer solteira uma vez que seu antigo marido já casou com outra mulher.

      Em relação a palavra “porneia”, lembre que a exceção de Mateus 19:9 é concedida àqueles que estão no contexto do casamento(senão, o versículo não faria sentido). Uma pergunta: quais tipos de imoralidades sexuais uma pessoa pode cometer dentro do contexto do matrimônio?

      Não lembro de divórcio na Bíblia, mas lembro que Abraão teve relações sexuais com a escrava de sua mulher e depois mandou a escrava embora sem problema algum. Vemos que o Velho Testamento é mais liberal do que Novo(em relação ao casamento). Salomão tinha CENTENAS de mulheres, logo no Antigo você poderia ter várias mulheres ao mesmo tempo.

      [Há alguns versículos que mostram que adultério não está associado à imoralidade sexual: “pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os ADULTÉRIOS, as IMORALIDADES SEXUAIS, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias.” -Mateus 15:19

      No versículo anterior há uma distinção entre “adultério” e “imoralidades sexuais”. Mas há versículo onde a adultério está contido em imoralidades sexuais: “ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.” – Gálatas 5:19-21

      Vemos também vemos no versículo acima que orgia não está associado à imoralidade sexual(sabemos que orgia é uma imoralidade sexual). Portanto, não acho que os versículos acima apoiam uma distinção entre adultério e imoralidade sexual. Veja o significado de “imoralidade”:

      “Característica ou particularidade do que é imoral; ausência de moralidade; despudor ou indecência.Maneira de agir da pessoa que não respeita regras morais; cinismo.
      Comportamento devasso ou libertino; devassidão ou libertinagem.
      Ação ou dito desprovido de moral (mais usado no plural).”

    45. Felipe Wagner Diz

      Concordo com você no ponto do primeiro parágrafo e eu estava tentando mostrar a mesma coisa, no segundo parágrafo ainda tenho dificuldade devido a consequência de Maria no caso de José expô-la, o que não aconteceu.

      Sobre Paulo, ficarei com o seu argumento até por não conhecimento atualmente da questão e falta de tempo para procurar agora. Mas no caso de Daví não havia como desfazer o pecado, mas aquele que rouba deve devolver o dinheiro ou restituir se possível e se entregar a polícia, não sendo possível isto, apenas fica com a consequência do pecado. No caso de recasamento em que o cônjuge está vivo, pode-se haver restauração, só não restauram se não quiserem, mas tudo em Cristo nos indica a restauração, já que o dano pode ser desfeito. Consequências sempre existem depois de qualquer pecado, com ou sem o cônjuge junto.

      (Sem que entre em debate, apenas para compartilhar com o irmão, eu vejo claramente inclusive os prós de se manter só, tendo em vista que Deus se revela a seus filhos e se torna o bastante mesmo nesses casos, jamais abandonando, e sempre enchendo a pessoa do conhecimento de Deus através das aflições.)

      Acredito que esses versículos alimentam ainda mais a discussão (rs) justamente pela diferença que se faz, deixando inconsistente a interpretação de Pornéia em Mateus.

      Mas no caso de Galatas 5:19

      Φανερα δε ειναι τα εργα της σαρκος, τα οποια ειναι μοιχεια, πορνεια, ακαθαρσια, ασελγεια,

      Gálatas 5:19

      Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,

      Gálatas 5:19 (Tradução Bíblia Fiel)

      Estes versículos fazem diferença entre mocheia e Porneia conforme pode ver no texto em Grego acima.

    46. Rafael O Diz

      Assim como Paulo não aceitou João, uma pessoa pode também se recusar a reconciliar com o cônjuge adúltero. E também há pessoas que simplesmente não conseguem ficar sozinhas.

      Veja o que aquele está escrito naquele primeiro texto:

      “Do mesmo modo, a palavra ‘fornicação’ (em grego ‘porneia’) tem na Bíblia pelo menos cinco significados diferentes:

      1. Fornicação = relação sexual entre solteiros (ex: 1Co7:7, Dt22:21, Lv 19:29, 1Ts4:3-4).
      2. Fornicação = união ilícita, proibida pela lei de Deus (1Co5;1, Dt22:30, Lv18:8, Dt27:20).
      3. Fornicação = Todo tipo de pecado sexual incluindo o adultério (1Co6:13-18, Nm25:1)
      4. Fornicação = Prostituição e comércio sexual de prostitutas. A palavra prostituta em grego é ‘porne’, tem a mesma raiz de ‘porneia’. (Lc15:30, 1Co6:16).
      5. Fornicação = Infidelidade espiritual, idolatria (Jr3:6, Ez 23, Ap17:1-2)”

      No caso de Gálatas a palavra “porneia” não está associada à “moicheia”, mas há versículos onde a palavra “moicheia” está implícita na palavra “porneia”.

      Em 1 Coríntios 6:13-18 a palavra “porneia” está incluindo a palavra “moicheia” e ela foi traduzida como “imoralidade sexual”. O mesmo ocorre em Números 25:1.

    47. Felipe Wagner Diz

      E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.
      Números 25:1

      Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
      1 Coríntios 6:13

      Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo.
      1 Coríntios 6:18

      Ambos textos traduzidos pela Bíblia Fiel, que é mais literal das traduções que tenho.

      Se observar em Corintios 6:13 vê-se que existem as duas palavras “μοιχεια, πορνεια” (Moicheia e Porneia respectivamente).

      A questão de Paulo ainda me deixa incomodado, porque não diz o como foi resolvido, apenas que depois de uma discussão, eles decidiram ir por caminhos diferentes e ainda que haja arrependimento, ambos podem concluir que o melhor para o Reino é que se separem… enfim, sem dados da “conversa” não temos como saber como eles chegaram a conclusão.

    48. Rafael O Diz

      Tornarei a postar um site:
      bibleapps*.com/greek/4202.htm (Tire “*”)

      Naquela parte “Thayer’s” vemos diversos significados da palavra “porneia”. Lá também está mostrando um detalhe que você ressaltou: que em Gálatas 5:19 “porneia” não está associada com “moicheia”.

    49. Felipe Wagner Diz

      Eu respeito a opinião do irmão Leandro, mas não sou de me impressionar muito com títulos, já que os apóstolos não tinham(Não tome como desmérito, acho justo e creio que sejamos estudiosos igualmente), já estamos num embate sobre este irmão dos EUA referente ao artigo acima, Augustus Nicodemus, entre outros, mas não somente por isso, também porque eu poderia citar outros nomes como os católicos Agostinho e Tomás de Aquino, também poderia citar o tradutor da Bíblia irmão Wilbur Pickering, John Piper… que possuem este entendimento que citei sobre casamento e sobre a tradução de Pornéia.

      Existe inclusive um vídeo no youtube sobre casamento que John Piper fala sobre isso, é bem curto.

      O grande problema está na aceitação de uma tradução que aceite o recasamento, ainda que em todos os 66 livros da bíblia pregue a favor de um casamento santo e contra o recasamento. Usar uma palavra para negar aquilo que a Bíblia mostra claramente acredito ser um equivoco que muitos podem cair, tendo em vista que a divórcio só foi aceito depois da reforma. Se a interpretação sobre recasamento for verdadeira, os que se mantem só, não pecam. Se for errada, os que se mantem só também não pecam, todavia os que recasaram são adúlteros e os adúlteros não herdaram o Reino dos Céus. Há de haver temor para interpretar a Bíblia como um todo.

      O irmão Leandro pode ser muito bom em todas as partes da Bíblia, mas inclusive pela exegese devemos ser prudentes em dar uma tradução muito rara e dificilmente coerente para uma palavra com tantas traduções. Reitero que é muito estranha a palavra de Jesus nessa interpretação, parafraseando, “Quem casar com a divorciada se torna adultero, a não ser em caso de adultério, então fica livre para casar” então quem casa com a divorciada está livre para casar porque é caso de adultério? Fica incoerente.

      Sobre Herodes eu entendo suas palavras, mas justamente só pode haver casamento depois da viuvez, por isso era adultério.

    50. Isac Diz

      Caro Rafael, me parece que vc nao entendeu o que eu escrevi. Em outras palavras eu escrevi que a palavra “porneia” ou “moicheia”, ou seja, qualquer pecado sexual, nao dá absolutamente nenhuma razao de novo casamento, mas sim (e apenas) para o divorcio. Era este o tema que Jesus estava discutindo com os judeus. O que Jesus lhes disse é que a porta para o perdao deve manter-se sempre aberta, porque é isso que Jesus faz conosco e Ele espera nehuma outra coisa diferente. Veja como a Palavra de Deus introduz o assunto acerca do divorcio: “Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt. 18:35).
      A reconciliaçao nao é uma opçao, é antes um mandamento. Quando Jesus disse isto aos farizeus e discipulos Dele, Ele estava caminhando para Jerusalém a fim de nos reconciliar com Deus. Jesus vivia o que pregava, Ele era a Palavra encarnada. Concentrar-se num preciso e perfeito significado da palavra “Pornéia” é fechar os olhos para um (no final das contas) clarissimo ensinamento de Cristo. Nao seja o seu caso de ter comichão nos ouvidos. Pequinissimas minúcias do significado de palavras gregas é a mais pura vaidade. Nao se perca no meio da floresta por causa de uma agulha. Mantenha sempre o panorama da floresta diante dos seus olhos. No amor de Cristo, Isac

    51. Rafael O Diz

      Amigo Isac, você está interpretando mal o versículo. Leia-o novamente: “Eu digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual(porneia), e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério”. (‭Mateus‬ ‭19‬:‭9‬ NVI)

      O versículo acima está dizendo: todo aquele que que divorciar-se de sua mulher e casar-se com outra mulher, exceto em caso de porneia, estará cometendo adultério. Ou seja, se sua separação for por causa de porneia, então não adulterará caso case-se com outra mulher.

      Acho que houve uma pequena confusão de sua parte. Leia o versículo e preste atenção no “exceto”.

    52. Isac Diz

      Caro Rafael, SE eu interpretei mal Mt. 19:9, entao a minha confusao nao foi pequena mas muito grande!
      Vou explicar isso e o faço pela ultima vez, depois de falar algo sobre a NVI.
      Nao adianta usar a NVI, que infelizmente peca muito em abreviar textos que originalmente eram mais longos. Mt. 19:9 é um exemplo. Alguns poucos manuscritos antigos omitem a ultima parte do verso. A NVI escolheu seguir esses poucos manuscritos por serem antigos, em vez de seguir centenas de outros manuscritos gregos (tb antigos) onde aparece sempre a ultima parte do verso 9 (a NVI faz isto regularmente). Isto a NVI fez apesar da possibilidade do erro copista conhecido por homöeoteleuton, onde o copista pula a ultima parte de uma frase pelo fato de que a primeira parte da frase termina como a ultima parte da mesma frase. No nosso caso a primeira parte do versiculo termina com μοιχαται (moichatai=adultera) e a segunda parte do mesmo modo. Uma discussao mais prolongada acerca deste pormenor nao é necessário por causa de Lucas 16.18, onde esta “ultima parte” aparece.
      A afirmaçao de Lucas 16.18 é igual à de Mt 19.9, se lermos Mt 19.9 sem a exceçao. Em Lc 16.18 nao há variantes nos manuscritos gregos, Por isso vou tentar mostrar para vc quais os ensimentos ou conclusoes da oraçao principal de Mt. 19:9 (que é igual a Lc 16.18) e depois vou mostrar pra vc que a exceçao de Mateus está subordinada à oraçao principal e nao a pode contradizer.
      “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério” (Mt. 19:9 sem a exceçao; Lc 16:18).
      Isto significa que se o homem repudiar a mulher por qualquer motivo (que nao seja adultério) e casar com outra comete adultério. Entao se o homem por exemplo se divorciou da esposa por ela nao ser uma boa cozinheira (isto era uma realidade, segundo Targuns antigos judeus) e casar com outra comete adultério. Conforme Mt. 5.32 o propria ato da escritura da carta de uma carta divorcio nestas condiçoes já torna o homem culpado de adultério (“a expoe a tornar-se adultera” Mt. 5.32b).
      Nestas condiçoes, se um homem casar-se com outra mulher ele vai estar vivendo em adultério. E quanto à mulher? O marido divorciou-se e casou-se com outra mulher, vivendo assim em adultério contínuo. Note: Ele está em adultério. A ex-mulher, estáo, está livre para casar-se com outro homem? Esta foi a resposta de Jesus (Mt. 19:9c): “e quem casar com a mulher repudiada comete adultério (veja tb: Lc 16:18b e Mt. 5:32c). Ou seja, se ela casar-se vai estar tb em adultério, do mesmo modo que o seu ex-esposo.
      Segundo vc o adultério quebra os laços do casamento e por isso a parte inocente pode casar-se de novo. Esta opinao começou com o humanista Erasmo de Roterdao, e foi seguido por Lutero, Calvino e pela Confissao de Westminster. Mas, segundo Jesus, o adultério nao anula o casamento nem dá direito a recasamento.

      Conclusao. Na oraçao principal de Mt. 19:9 o adultério nao dá direito à contraçao de novas núpcias. Como vc pôde observar, a posiçao erasmiana é uma total contradiçao de Mt. 19:9. Isto porque eles se concentram na excessao em vez de se concentrarem na oraçao principal.

      Outra contradiçao da posiçao erasmiana, é que ela só dá o direito da parte inocente casar-se de novo, pelo fato de os laços do casamento terem sido desfeitos, pelo adultério da parte culpada. E por qual razao a parte culpada nao pode casar-se de novo? Se vc ligar duas pessoas com um laço e posteriormente cortá-lo, os dois ficam livres, nao é assim?!! Entao, se o adultério quebra os laços do casamento dando direito a um novo casamento, entao o direito serve para os dois. Vc ja pode entao entender que esta opiniao acabaria por cair num absurdo, pois se eu quisesse quebrar os laços do casamento, tudo que o que teria que fazer, seria cometer adultério, deixando, assim, cada conjuge livre para seguir seu proprio destino.

      O exemplo da polémica entre Joao Batista e Herodes exemplica muito bem tudo isto. Segundo Flavio Josefo (século I) Herodias divorciou-se de Filipe e casou-se com o irmao dele, Herodes. Segundo Jesus tanto Herodes como Herodias estao em adultério. Isso quebrou os laços matrimonias entre Herodias e Filipe? Observe bem qual foi a resposta de Joao Batista: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Mc. 6:18). Ele nao disse “a mulher que era de teu irmao”, e sim a mulher (que é) do teu irmão. Aos olhos de Joao Batista Herodias era ainda a mulher de Filipe.
      Adultério nao desfaz nenhum casamento aos olhos de Deus.

      E quanto à excessao?
      Segundo Mt. 5.32 a própria escritura de uma carta de repúdio (por qualquer motivo) já torna o homem culpado de adultério. Veja. “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério” (Mateus 5:32). É claro que se o homem lhe der carta de repudio por causa da fornicaçao dela, entao, neste caso, o ato de dar à mulher carta de divórcio nao faz com que o homem exponha a mulher ao adultério, porquanto ela já adulterou. Neste caso o ato de escrever uma carta de repudio à mulher nao torna o marido culpado de adultério. Mt 19:9 segue a mesma linha. Em Mateus 19 Jesus explica aos judeus, que tanto o divorcio quanto o novo casamento sao pecado. Mas Mateus, colocando a exceçao ele lembra que o divorcio nem sempre é pecado conforme o ensinamento de Jesus em Mt. 5.32. Porém, Jesus sempre condenou o segundo casamento (Mt. 5:32; Mt. 19:9; Mc. 10:10-11; Lc. 16:18) e contrariou assim os Judeus que pensavam que uma carta de divorcio lhes dava todo o direito a um novo casamento. É por isso, que Jesus transfere a enfase do divorcio para a condençao do segundo casamento. Observa-se isto quando eles perguntaram a Jesus (se referindo a Dt. 24:1-4): “por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?” (Mt. 19:7). Jesus lhes falou que Moisés nao mandou e sim permitiu dar carta de divorcio por causa do coraçao duro deles (Mt. 19:8a). Entretanto, Jesus lhes lembrou que a vontade santa de Deus está descrita na criaçao, quando lhes disse: “no principio nao foi assim” lembrando a citaçao Gen. 2:24, que Ele fez no verso 5 (de Mt. 19). A parte central do argumento de Jesus é: “portanto o que Deus ajuntou (sendo testemunha do casamento, ou aliança, deles, conforme Malaquias 2:14) nao o separe o homem”.
      O CASAMENTO É INDISSOLÚVEL.
      Foi por isso que os discipulos ficaram escandalizados após ouvirem Mt. 19:9. Isto os arrasou, porque era algo que um judeu nunca tinha ouvido. Os judeus estavam divididos em duas posiçoes. A maioria seguia a posiçao da escola do rabino Hillel que dizia que o homem podia separar-se da esposa por qualquer motivo (mesmo por causa de uma sopa ruim feita por ela). A escola de Shamai, porém, dizia que só em caso de adultério o homem poderia escrever carta de repudio. Jesus, entretanto, apresentou um padrao a seus discipulos tao mais elevado que eles concluiram que nao convém nem mesmo casar. É entao que Jesus lhes coloca a opçao de viverem solteiros. Às vezes essa é a unica opçao, quando Jesus disse: “e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus (Mateus 19:12). Ou se escolhe o Reino de Deus ou os padroes deste mundo.
      Um país como o de Israel e como os demais países hoje, nao podem proibir o divorcio e novo casamento. Mas do povo de Deus, que foi escolhido entre os gentios (os que nao conhecem Jesus) espera-se que eles reflitam os padroes santos de Deus, especialmente a aliança do casamento. Efésios 5 diz que o homem deve amar a esposa como Cristo ama igreja. Como tem sido a igreja ao longo dos séculos? Muitos vezes infiél, nao é assim? Cristo abandonou a igreja? Nao, antes Ele sempre manteve a porta do perdao aberta. Um novo casamento porém, fecha essa porta, destruindo o proprio coraçao do evangelho que é o PERDÃO.
      No amor de Cristo. Isac

    53. Isac Diz

      correçao: PERDÃO E RECONCILIAçAO é o coraçao da mensagem do evangelho (perdao sem reconciliaçao é falso, exceto se alguém já morreu.

    54. Rafael O Diz

      Falso! O filho de Davi teve relações sexuais com as mulheres de seu pai. Quando Davi descobriu o que aconteceu ele perdoou as mulheres, mas nunca mais teve relações como elas. Ou seja, houve perdão e não reconciliação.

    55. Isac Diz

      Logo Jesus te perdoou, mas nao te reconciliou com Deus?

    56. Rafael O Diz

      Não generalize as pessoas. Para Deus tudo é possível, mas para as pessoas não.
      Há pessoa que se descobrir que seu cônjuge a está traindo até se mata. Conheço poucos casos de pessoas que ficaram praticamente loucas depois que descobriu que seus cônjuges as traíram. Portanto, cada pessoa reage de forma diferente. Algumas pessoas simplesmente perdoam seus parceiros adúlteros, mas há outras pessoas que simplesmente nunca mais conseguirão conviver com seus cônjuges após sofrer adultério.

      Veja alguns versículos abaixo:

      “E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.
      E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.”Atos 15:37-39

      Como podemos ver um tal de João havia largado Paulo em uma obra, mas provavelmente esse João se arrependeu e tentou acompanhar Paulo e Barnabé novamente. Vemos também que Paulo não aceitou o João novamente e ainda teve um contenda com Barnabé(lembre que contender é pecado) que causou a separação de irmãos.
      Paulo poderia simplesmente aceitar João novamente uma vez que nós largamos Deus o tempo todo e Este sempre nos aceita de novo. Logo, acho que Paulo deveria aceitar o irmão que o abandonara e isso evitaria um contenda.

      O versículo acima mostra que não podemos generalizar as pessoas. Cada uma age de uma forma diferente. Há casos que o perdão é possível, mas a reconciliação não.

    57. Rafael O Diz

      Não estou usando somente a NVI. Outras versões bíblicas também incluem as exceções. Veja uma das traduções mais fiéis possíveis ao original:
      “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua mulher, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério!” – (Mateus 19:9, Novo Testamento Judaico)

      Qual é a necessidade de haver 4 livros que contam praticamente a mesma história? Os 4 primeiros evangelhos contam sobre o ministério de Jesus, logo parece ser muitos livros para contar uma mesma história, certo? Errado! Há 4 livros contando a mesma história, pois eles são complementares. O Espírito Santo inspirou esses 4 livros para que eles pudessem dar toda a mensagem de Jesus. Se não fosse o livro de Mateus não saberíamos sobre essa tal exceção. Logo, não podemos desconsiderar um versículo por motivo de tal versículo não se encontrar nos outros evangelhos.

      Sobre o resto que você escreveu está praticamente respondida acima, pois se houver exceção não há lógicas nas suas objeções. Infelizmente você está executando um má exegese. A exceção existe e você a está vendo em das traduções mais fiéis da Bíblia(Novo Testamento Judaico). Você acredita que não existe exceção e está fazendo de tudo para os versículos apoiarem sua premissa. Você está fazendo igual aos testemunhas de jeová que usam a Bíblia para negar a Trindade e igual à denominações hereges que pegam versículos isolados e fora do contexto para apoiarem suas doutrinas. Com todo respeito, não vi uma boa exegese sendo aplicada na sua mensagem.

      A exceção está lá, ou seja, há uma possibilidade de você separar-se do seu cônjuge e casar com outra pessoa. A única dúvida agora é saber se a exceção está ou não englobando a palavra adultério. Na versão do Novo Testamento Judaico a palavra “porneia” foi traduzida por “imoralidades sexuais”. Adultério é uma imoralidade sexual, logo “adultério” está incluindo no conjunto de significados da palavra “porneia”.
      http://bibleapps*.com/greek/4202.htm(coloquei “*” para a mensagem ser aprovada automaticamente)

    58. Isac Diz

      Caro Rafael, quando é que eu escrevi que a cláusula com a exceçao nao estava no texto original grego???
      Vc mais uma vez leu e nao entendeu nada.
      Se vc nao entende as coisas mais simples, como é que vc vai entender aquelas um pouco mais complexas?

    59. Rafael O Diz

      Veja o que você escreveu: “Por isso vou tentar mostrar para vc quais os ensimentos ou conclusoes da oraçao principal de Mt. 19:9 (que é igual a Lc 16.18) e depois vou mostrar pra vc que a exceçao de Mateus está subordinada à oraçao principal e nao a pode contradizer”

      Após ler o trecho anterior, eu pressupus que você não aceita a exceção contida em Mateus 19:9 como uma permissão de separar-se de seu cônjuge e casar-se com outra pessoa.

    60. Isac Diz

      Caro Rafael, desculpe so escrever agora. Deixe-me entao explicar o mais simples possivel o que escrevi. Em Resposta ao Nathan Selis vc usou uma versao mais tradicional da Biblia, a qual contém um texto mais longo do que aquelas que vc mais tarde exibiu. Primeiro vc usou a versão da NVI e para entao passar a usar a versão N.T. Judaico. Ambas versoes apresentam um texto mais curto, pois omitem a ultima parte do versiculo («e o que casar com a repudiada também comete dultério»). Compare as versoes que vc usou de Mt. 19.9:

      Versao tradicional: Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (esta versao vc usou para responder ao Nathan Selis)

      Versao NVI: Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério”. (esta vc usou uma vez para responder a mim)

      N.T. Judaico: Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério. (esta parece ser sua versao preferida)

      Deu para perceber que vc passou a usar este texto mais curto, porque este, além de simplificar muito o versículo, lhe pareceu que provaria melhor sua opiniao. Isto é muito suspeito.

      O que eu disse na minha ultima resposta foi que a ultima parte de Mt. 19.9 («e o que casar com a repudiada também comete adultério») existia na redaçao orignal grega, assim como ela existe em Lc. 16.18 (onde o texto é indiscultivel). Existe um texto grego padronizado chamado Nestle-Aland. Ele já vai agora na 28° versão. Por haverem pequenas divergências (variantes) em muitas passagens nos manuscritos gregos do N.T. (existem mais de 5 mil, além dos óstracos), a comissão de peritos que está por detrás desta versao, explica em cada passagem onde há divergência, o porqueê que eles resolveram escolher as variantes que escolheram. As sociedades Biblicas quando traduzem esse texto padronizado de Nestlé-Aland podem concordar ou discordar das justificações feitas pelo texto padronizado em escolher uma variante em detrimento de outra. O texto padrão de Nestle-Aland quase sempre tem a tendência de escolher o texto mais curto, porque eles afirmam que as variantes mais longas foram acréscimos dos copistas.
      As nossas traduçoes tradicionais que usam a versao mais longa de Mt. 19.9, por razoes muito boas, discordam da explicaçao dada para a escolha da forma mais curta que o texto padrao de Nestle-Aland apresenta em Mt. 19.9.

      Existem apenas 10 manuscritos gregos, onde a ultima parte de Mateus 19.9 nao aparece:

      01 (Códice Sinaiticus; séc. IV), C3 (correçao no séc. IX no Códice Ephraemi datado do séc. V); 05 ou D (Códice Bezae; séc. VI), L (Códice Regius; séc. VIII), S (Códice Vaticanus Graecus (949 d.C.) e nos Manuscritos chamados «minúsculos» que sao mais modernos: O manuscrito 2* (séc. XII); 69 (XV); 209* (XIV); 828 (XII); 1241 (XII).

      Os Manuscritos minúsculos sao mais modernos e têm pouco peso histórico e a ultima parte de Mateus pode ter sido omitida por «homöeoteleuton», onde o olho do copista pulou o texto entre o verbo «adultera» (moichatai) no final da terceira parte do verso e o mesmo verbo (na mesma forma verbal) no final frase (“e casar com outra comete ADULTÉRIO e o que casar com a repudiada comete ADULTÉRIO”). Assim, a omissao da ultima parte «e o que casar com a repudiada também adultera» está explicada. A mesma coisa pode ter acontecido no Códice Regius e no Vaticanus Graecus. No Códice Ephraemi datado do séc. V, foi feita uma correçao 4 séculos mais tarde apagando a ultima parte de Mateus (como foi escrito em Pergaminho dá para ver que foi apagado). O Códice Beza nao apresenta em Mateus 19.9 nem em Mt 5.32 a parte «e quem casar com a repudiada também comete adultério». Por resta razao este texto cai em descrédito porque é o
      unico manuscrito grego com a variante mais curta em ambas as passagens (Mt. 5.32 e Mt 19.9). Por ultimo, temos o Códice Sinaiticus que é o segundo mais antigo Códice grego. O texto que ele usa em Mt. 5.32 corresponde à vasta maioria dos manuscritos gregos. Mas o texto Mateus 19.9 é praticamente uma cópia do texto de Mt. 5.32, omite apenas a ultima parte que o copista usou em
      Mt. 5.32 (e o que casar com a repudiada comete adultério). Compare os textos do Códice Sinaiticos de Mt. 5.32 e 19.9: Vou transliterar o texto grego para vc entender melhor):

      Mt. 5.32: ego de legô ümin oti pas o apolüôn tês günaika autu parektos logu pornias poiei autên
      moicheuthênai kai os an apolelümenên gamê sê moichate

      eu porém vos digo aquelo que repudiar sua esposa, exceto por causa de prostituiçao, a expõe ao adultério e o que casar com a repudiada dele adultera (traduçao minha para português)

      Mt. 19.9: de legô ümin oti pas o apolüon tês günaika autu parektos logu pornias poiei ütên moicheuthênai.

      eu porém vos digo aquelo que repudiar sua esposa, exceto por causa de prostituiçao, a expõe ao adultério

      Vc pode observar que este manuscrito copiou quase exatamente o texto de Mt. 5.32 e o escreveu no texto de Mt. 19.9, omitindo apenas a ultima parte de Mt. 5.32. Por esse motivo, esta variante cai em descrédito. Além disso, a variante de copiar o texto de Mt. 5.32 para o texto de Mt. 19.9 ocultando apenas “e quem casar com a repudiada” nao tem apoio em nenhum outro manuscrito grego.

      Quanto às testemunhas que apoiam o texto tradicional das versoes portuguesas, elas sao simplesmente arrasadoras tanto em antiguidade quanto em quantidade. Veja os mais antigos:

      O Papiro “P25” (séc. IV) e os seguintes Códices (os Códicees sao chamados tb de «Uncias» pelo
      fato de as palavras terem sido escritos com letras maiúsculas):

      02 ou Vaticanus (IV); 04 ou Ephraemi (séc V); 032 (ou Codice Washingtonianus: séc. V); 035 (ou Codice Dublinensis: séc. VI; 042 ou Codice Rossanensis (VI), 043 ou Codice Beratinus (séc. VI) e 078 (este nao tem nome: séc. VI); 07 ou Códice Basilensis (VIII); 09 ou Codice Boreelianus (IX); 013 ou Codice Seidelianus II (IX), 017 ou códice Cyprius (IX); 034 ou Codice Macedoniensis (IX); 037 ou Codice Sangallencis (IX); 038 ou Codice Coridethianus (IX); O Minúsculo 33 e o Minusculo 1500 ambos séc. IX.

      Além destes, existem centenas de manuscritos gregos posteriores ao século IX que contêm a versao
      mais longa de Mateus 19.9. Como vc pode observar, nao há nenhuma razao para usar a versao mais curta de Mateus 19.9. Vc estará melhor servido se usar a versao “Corrigida Fiél” em vez da versao que vc acha que é a mais fiél ao texto grego.

      Com base nisto vc pode entender a ultima mensagem que eu lhe escrevi que é:
      Tanto Lucas 16.18 quanto a afirmaçao principal de Mt. 19.9 (“o nao sendo por” é apenas uma exceçao à afirmaçao principal) afirmam que adultério nem destrói os vínculos matrimôniais (apesar
      de os danificar) nem dá liberdade para um segundo casamento. Veja o principio de Lucas 16.18. O homem divorciou-se da mulher, casou-se com outra e está está em adultério. Entretanto Jesus falou em seguida, que quem casar-se com a divorciada comete adultério. Porquê, que ela adúltera se casar com outro, se o ex-marido está em adultério contínuo com a outra mulher que ele casou? Como vc vê no texto, o adultério nao desfaz o casamento aos olhos de Deus nem dá liberdade
      para o segundo casamento.

      Veja que Mateus confirma Lucas. Por exemplo se vc disser assim: No segundo turno das eleições vote na Marina, exceto se ela perder no primeiro turno. O afirmaçao principal desta frase é a seguinte: “No segundo turno vote na Marina”. A exceção “exceto se la perder no primeiro turno” está subordinada à afirmaçao principal. A exceção existe por causa da regra, senão ela não existiria como tal.

      Assim a mensagem principal de Mt 19.9 está quando, primeiro, se lê o texto sem a exceção. Assim, a afirmaçao principal em Mt. 19.9 é esta: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério”. Vc pode observar que o texto sem a exceçao é praticamente idêntico ao de Lucas. Os dois estão apresentando o mesmo sentido. O segundo casamento é sempre adultério. Em Mt. 19.9, a discussão de Jesus com os fariseus estava girando em torno do divórcio. Os fariseus achavam que dando uma carta de divórcio a um a mulher lhes dava total liberdade
      para casarem-se com quem eles queriam (“Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar?”). Jesus os corrigiu dizendo que foi uma permissão por causa do coração duro deles, fazendo-os lembrar que originalmente não foi assim. E o final ele reforçou a sua resposta em Mt 19.9. Resumindo , o que Jesus disse na afirmaçao principal foi: “Todas as vezes que vcs derem carta de divórcio pensando que podem casar com outra, vcs se tornam culpados de adultério quando vcs homens ou as vossas mulheres repudiadas contraírem um novo casamento. Jesus condenou o divórcio e o segundo casamento.

      E o que significa então a exceção de Mateus “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”? Ela refere-se à cláusula que está antes (“quem repudiar sua esposa”). A mesma coisa acontece em Mt. 5.32, aqui a exceção refere-se ao que a antecede, ou seja, tb ao ato de repudiar a mulher, e nao ao texto que a sucede.
      Em Mateus 19.9 acontece a mesma coisa. Entretanto, há uma pequena diferença na exceção de Mt. 5.32 e na de Mt. 19.9. Em Mt. 19.9, o apóstolo não usa a palavra “parakletos” (exceto) e sim “mê epi”, que literalmente significa “não sobre”, ou seja, “não sobre o fundamento”, ou “não com base em”. Pelo fato de Jesus estar condenando tao enfaticamente o divorcio, Mateus achou por bem colocar o “nao sendo” para dizer que Jesus nao está se referindo aqui aos casos em que houve “porneia”, porque esses casos já foram explanados antes no seu Evangelho, em Mt. 5.32. Aqui (5.32), Jesus falou que o homem ao dar carta de repúdio nao se torna culpadado de adultério, quando a razao foi o adultério da mulher. Mas o segundo casamento foi condenado, tal como em Lucas 16.18 e Mt. 19.9.

      Mateus, ao acrecentar a exceção, lembra os seus leitores em que há uma exceção quando o homem não peca ao dar uma carta de divórcio à sua mulher, que é quando a mulher comete “Porneia”. No entanto, o segundo casamento sempre é adultério. Existem muitas mais razoes que fundamentam ainda mais esta conclusao, no contexto tanto no contexto histórico, cultural e geográfico como no contexto que antecede e sucede o texto de Mt. 19.9.
      Em Cristo,
      Isac

    61. Rafael O Diz

      Para não cometer o mesmo erro tentarei sintetizar o que você escreveu.

      O versículo seguinte é aquele que você traduziu: “eu porém vos digo aquelo que repudiar sua esposa, exceto por causa de prostituição, A EXPÕE ao adultério e o que casar com a repudiada dele adultera”.

      Sua tradução fala que todo aquele que se separar de seu cônjuge já comete adultério, a não ser em caso de porneia. Certo? Sua tradução fala que o único que comente adultério é aquele que sofre a separação e não aquele que causou a separação(eu destaquei as palavras que dão a entender isso). Mas, levando em consideração que sua tradução não está aperfeiçoada, acho que você quer dizer que ambos estão cometendo adultério somente pelo fato de se separarem, correto?

      Se o que você falou é aquilo que eu escrevi acima, então você está errado:
      “Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer, que PERMANEÇA sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.” – (1 Coríntios 7:10-11)

      Não há nenhum erro em separar-se. Se eu quiser me separar e nunca mais casar estarei tranquilo uma vez que não estarei cometendo pecado algum. Paulo ainda adverte: se você se separar, então “permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com seu marido”. Logo, sua tradução(levando em consideração as palavras que destaquei) não está correta. Portanto, estando sua tradução errada, a tradução certa é: “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério.” (Mateus 19:9, N.T. Judaico)

      Imagine um homem que se separa da sua mulher e casa-se com outra. Então a mulher que sofreu a separação poderá casar novamente? Na verdade não sei. O versículo parece ser claro em dizer que se a mulher se casar novamente ela cometerá adultério. Talvez a mulher repudiada terá que ficar sempre sozinha OU, já que ela sofreu adultério, poderá casar novamente uma vez que o versículo está dizendo somente em casos de separação não levando em consideração um segundo casamento por parte daquele que causou a separação. Talvez estou errado… acho que vou me aprofundar nesse assunto.

      No Novo Testamento há duas exceção: uma exceção fala que você só pode separar-se do cônjuge e casar-se com outra pessoa em caso de porneia, e a outra diz que você só pode casar-se novamente caso seu cônjuge morra. Ambas exceções são defendidas, respectivamente, por Jesus e Paulo. Se prestar atenção perceberá que há somente uma pessoa defendendo cada exceção. Logo, fica difícil dizer o que os versículos realmente querem dizer uma vez não temos outras referências sobre essa exceção.

    62. Isac Diz

      Primeiramente gostaria de lhe dizer que me sinto grato por vc ter tentado entender minha ultima mensagem. Ela era muito grande e entendo que a tarefa não tenha sido fácil para vc.
      Mesmo assim, tenho que dizer que vc não entendeu uma grande parte daquilo que eu escrevi. Entretanto, deu-me a impressão que o principal da minha interpretação vc já começou a “captar” e isto é um enorme progresso para nos entendermos um ao outro. Eu recomendo que antes de vc responder qualquer mensagem, vc deva lê-la pelo menos 3 vezes. Isto é que eu sempre faço (para não haver mal-entendidos).

      Antes de começar a responder sua mensagem vou lhe explicar o que eu escrevi no primeira metade de minha mensagem. Mt. 19.9 poderia ser dividido assim:
      1. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher,
      2. não sendo por causa de relações sexuais ilícitas,
      3. e casar com outra comete adultério
      4. e o que casar com a repudiada comete adultério

      A sua versão da Bíblia (N. T. Judaico) e a versão da NVI não têm a última parte do versículo 9 (que está no ponto 4. “e o que casar com outra comete adultério). As traduções tradicionais da Bíblia em português (edição revista corrigida, edição revista corrigida Fiel, e a revista atualizada) todas elas
      têm esta última parte. Na primeira parte da minha mensagem eu tentei explicar para vc que por causa de apenas 10 manuscritos gregos não conterem a 4° e última parte do verso 9 (“e o que casar com a repudiada comete adultério”), a comissão de Nestlé-Aland (os que tentam reconstruir o texto grego original, padronizando-o) considerou que última parte do verso 9 não fazia parte do original. É por isso que a NVI e a sua versão preferida tb não têm esta última parte do verso 9 de Mateus 19, porque elas seguem o texto padronizado de Nestlé-Aland. Leia de novo o que eu escrevi a respeito desses 10 manuscritos gregos.

      Agora vou responder à sua mensagem.
      Vc escreveu:

      “Para não cometer o mesmo erro tentarei sintetizar o que você escreveu. O versículo seguinte é aquele que você traduziu: ‘eu porém vos digo aquele que repudiar sua esposa, exceto por causa de prostituição, A EXPÕE ao adultério e o que casar com a repudiada dele adultera’”. Sua tradução fala que todo aquele que se separar de seu cônjuge já está exposto ao adultério, a não ser em caso de porneia. Certo? Sua tradução fala que o único que está exposto ao adultério é aquele que sofre a separação e não aquele que causou a separação(eu destaquei as palavras que dão a entender isso). Mas, levando em consideração que sua tradução não está aperfeiçoada, acho que você quer dizer que a separação não é permitida, correto?

      Vou tentar responder por partes este parágrafo seu. Minha resposta é: nem certo, nem correto :-) O versículo que eu traduzi é do códice Sinaiticos do século IV. Eu transliterei o texto de Mt. 5.32 e 19.9 deste códice e em seguida eu o traduzi para que vc pudesse observar que o copista simplesmente copiou o texto de Mt. 5.32 e o escreveu em Mt. 19.9, omitindo apenas a última parte de Mt. 5.32 (“e o que casar com a repudiada comete adultério), algo que nenhum outro manuscrito fez. Eu não tenho nenhuma tradução própria. Eu uso a versão corrigida, a Fiel ou a revista

      atualizada (versões tradicionais). Talvez Mt. 5.32 o confunda. Vou explicá-lo. Ele diz o seguinte: “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que
      ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (versão revista corrigida de Mt. 5.32, a sua versão do N.T. Judaico é semelhante). A versão revista atualizada diz “a expõe a tornar-se adultera” em vez de “faz que ela cometa adultério”. A versão corrigida faz uma tradução literal do grego, mas a versão atualizada deixa o texto mais claro e foi por isso que eu a usei quando mencionei Mt. 5.32. Este texto está no sermão da montanha onde Jesus faz uma explanação dos valores éticos e morais do Reino de Deus. Em Mt. 5.28 Jesus começou a ensinar acerca do adultério. Os judeus pensavam que adultério é só quando o homem casado pratica o ato com outra mulher. Jesus os corrige e disse: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt. 5.28). Isto significa que os homens tornam-se culpados de adultério até mesmo quando cobiçam em pensamentos (de maneira impura) uma mulher. E em seguida Jesus explica algo sobre o divórcio. Os judeus apoiados em Deut. 24.1-4, achavam que podiam dar carta de divórcio por qualquer razão a sua esposa e casar de boa
      consciência com outra (“Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio” Mt. 5.31”). Jesus corrige imediatamente esta falsa concepção, dizendo que o homem ao dar carta de divórcio (a uma mulher que não adulterou) torna-se culpado de adultério. Veja: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério” (Mt. 5.32a). Porquê? Porque ela a deixa desprotegida, fora do matrimônio e assim, ela está exposta ao adultério. Isso se consuma na última parte do verso: “e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”. O homem que deu carta de divórcio torna-se culpado do adultério da ex-mulher que casa com outro homem. Deste modo Jesus fala que todas as 3 pessoas envolvidas estão em adultério, mas a ênfase cai sobretudo naquele que deu a carta de divórcio, ele é o culpado principal. E se a mulher cometeu adultério? Então, logicamente, o homem não se torna culpado de
      adultério se lhe der carta de divórcio, porquanto ela já se tornou adultera. Na sociedade judaica o homem era mesmo obrigado a fazê-lo se ele não o fizesse a família dele o obrigava a isso (aqui seria interessante apresentar o contexto histórico, mas por falta de espaço não da para fazê-lo). No entanto a exceção não muda o resto que a segue. Se um homem casar-se com uma divorciada culpada de adultério, continua culpado de adultério. Vou explicar Mt. 5.32 assim:
      Um homem dá carta de divórcio a sua esposa quanto não houve adultério, então:

      Homem 1: culpado de adultério (porque expõe ou faz com que a mulher cometa adultério)

      Mulher: Torna-se culpada de adultério (porque casa-se com outro homem; v. 32b)

      Homem 2: Torna-se culpado de adultério (porque casou-se com uma divorciada; v. 32b)

      Agora o homem dá carta de divórcio a sua esposa, porque ela adulterou, então segundo Jesus:

      Homem 1: inocente de adultério (porque a mulher já tinha se tornado adúltera)

      Mulher: culpada de adultério (porque cometeu “porneia”, e casando-se com outro adúltera tb.

      Homem 2: culpado de adultério (porque casou-se com uma divorciada. Seja ela culpada ou inocente, o casamento com uma divorciada, com base em Mt. 5.32, sempre é adultério).

      Como vc pode observar a exceção de Mateus não muda o que vem a seguir ela, mas somente aquilo que a antecede. Este mesmo principio ocorre em Mt. 19.9.

      Vc escreveu a pergunta:
      “Sua tradução fala que todo aquele que se separar de seu cônjuge já está exposto ao adultério, a não ser em caso de porneia. Certo?”

      Não está certo. Ele nao está exposto, antes ele já é culpado de adultério (veja a explicação que acabei de escrever).

      Vc escreveu:
      “Sua tradução fala que o único que está exposto ao adultério é aquele que sofre a separação e não aquele que causou a separação(eu destaquei as palavras que dão a entender isso)”.

      Não está certo. O homem que causou a separação já se tornou culpado de adultério e a mulher fica exposta ao adultério, porque pela lei da sociedade ela estaria livre para casar com outro, mas pela lei de Jesus, ela adulteraria casando-se com outro.

      Vc escreveu a pergunta:
      “Mas, levando em consideração que sua tradução não está aperfeiçoada,
      acho que você quer dizer que a separação não é permitida, correto?”

      Nao. Jesus falou de uma exceção, que havendo adultério da parte da mulher, o homem nao peca se lhe der carta de divórcio. Entretanto, não lhe deu liberdade para casar com outra. O segundo casamento da mulher estando inocente ou culpada foi condenado por Jesus (veja a exposição acima que eu dei sobre Mt. 5.32). Logo, o mesmo principio deve ser aplicado ao homem.

      Vc escreveu:
      “O homem dá carta de divórcio a sua esposa quando não houve adultério. Se o que você falou é aquilo que eu escrevi acima, então você está errado:

      Eu não escrevi aquilo que vc interpretou.

      Vc escreveu:
      Não há nenhum erro em separar-se. Se eu quiser me separar e nunca mais
      casar estarei tranquilo uma vez que não estarei cometendo pecado algum. Paulo
      ainda adverte: se você se separar, então “permaneça sem se casar ou,
      então, reconcilie-se com seu marido”.

      Isto certamente é um erro segundo Jesus em Mt. 5.32 (veja a minha exposição acima desse versículo). O homem separando-se da mulher, não sendo por adultério dela, torna-se culpado de adultério . Lembre-se que Jesus estava corrigindo concepções errados que os judeus tinha sobre o adultério: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu porém vos digo…”(Mt. 5.27-28a).
      Não se pode aplicar aqui o texto de Paulo, porque Paulo não especificou a razão do separação. Ele não disse, se houve adultério, ou violência por parte do marido, se o homem se desviou da fé, se ele a abandonou, se ele a deixou e casou com outra etc. Ele não específica. Mas o principio é o mesmo: Jesus condenou o segundo casamento para não fechar as partas para a reconciliação, pois para Deus o casamento, que foi feito com juramento (Deus é testemunha dos nossos votos de casamento (Mal. 2.14), é indissolúvel. Se houver segundo casamento por parte de um dos conjuges, entao a outra parte deve continuar solteira até à morte do ex-conjuge.

      Vc escreveu:
      “Logo, sua tradução(levando em consideração as palavras que destaquei) não está correta. Portanto, estando sua tradução errada, a tradução certa é: “Digo-lhes, entretanto, que quem se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, cometerá adultério.” (Mateus 19:9, N.T. Judaico)”

      Eu não usei nenhuma tradução própria de Mt. 19.9. Eu usei nossas Bíblias tradicionais e disse que vc deveria usá-las para ler Mt. 19.9, pois sua versão (N.T. Judaico) não contém a última parte do versículo de Mt 19.9. Na minha última mensagem e no começo desta, eu lhe expliquei que isso é um erro.

      Vc escreveu:
      Imagine um homem que se separa da sua mulher e casa-se com outra. Então a mulher que sofreu a separação poderá casar novamente? Na verdade não sei. O versículo parece ser claro em dizer que se a mulher se casar novamente ela cometerá adultério. Talvez a mulher repudiada terá que ficar sempre sozinha OU, já que ela sofreu adultério, poderá casar novamente uma vez que o versículo está dizendo somente em casos de separação não levando em consideração um segundo casamento por parte daquele que causou a separação. Talvez estou errado… acho que vou me aprofundar nesse assunto.

      Parabéns, Rafael! Vc começou a entender Mt. 19.9, Lc. 16.18, Mt. 5.32, Mc 10.11-12 e Rom 7.2-3. Gostaria de lhe dizer, que o versículo não somente parece ser claro, antes ele está “preto no branco”, que se um ex-marido de uma mulher casar-se com outra (cometendo assim adultério), então a divorciada, apesar do adultério do marido, cometerá tb adultério se ela casar-se com outro homem. Vc já pode observar que o adultério não destrói os laços de casamento e que para
      Jesus ele é indissolúvel. Mesmo assim, vc parece ainda estar confuso.

      vc escreveu:
      “Talvez a mulher repudiada terá que ficar sempre sozinha OU, já que ela
      sofreu adultério, poderá casar novamente uma vez que o versículo está dizendo
      somente em casos de separação não levando em consideração um segundo casamento
      por parte daquele que causou a separação. Talvez estou errado… acho que vou
      me aprofundar nesse assunto.”

      Vamos por partes. Vc escreveu:
      “Talvez a mulher repudiada terá que ficar sempre sozinha”.

      RESPOSTA: Sim, ela terá que ficar sozinha, até que o ex-conjuge morra. “Mas, se o descrente se
      apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?¶ E ASSIM CADA UM ANDE COMO DEUS LHE REPARTIU, CADA UM COMO O SENHOR O CHAMOU. É o que ordeno em todas as igrejas” (1 Coríntios 7:15-17).
      Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido (1 Coríntios 7:10-11)

      Vc escreveu:
      “OU, já que ela sofreu adultério, poderá casar novamente uma vez que o versículo está dizendo somente em casos de separação não levando em consideração um segundo casamento por parte daquele que causou a separação”

      Não sei se entendi a sua afirmação. Mas o principio a ser aplicado é o mesmo: O adultério não destrói os laços matrimonias, por isso não é relevante se ele aconteceu antes ou depois do divórcio.

      Sim, aprofunde-se no assunto. Analise o contexto imediato de Mt. 19.9. Veja que Mateus tinha
      terminado de falar sobre o perdão. Note que os discípulos ficaram escandalizados com Jesus (“Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar” Mt. 19:10). A resposta radical dos discípulos provém certamente de uma afirmação radical de Jesus. Se tiver condições veja o contexto histórico tb. O rabino Shammai e sua escola (eles estavam na minoria) ensinavam que a única razão para o divórcio e segundo casamento era o adultério, enquanto o rabino Hillel e a sua escola ensinavam que praticamente qualquer razão era uma boa razão. Se Jesus falou que o
      adultério daria liberdade ao novo casamento, então ele estaria concordando com a escola de Shammai e os discípulos teriam ficado aliviados com a resposta, pois a escola de Hillel tinha baixíssimos padrões nesta área.Veja um exemplo. R. Jochanan b_Nuri (110 d.C.) respondendo ao rabino R. Aqiba, por este defender o divorcio por qualquer razao, escreveu certa vez: “Neste caso nao sobraria nenhuma filha de Abraao que pudesse permanacer com seu marido”). Concluindo: Os discípulos ficaram escandalizados porque Jesus superou em muito a rigorosidade da escola de Shammai.

      Observe também como o capitulo 19 de Mateus começa: “E aconteceu que, concluindo Jesus estas palavras, deixou a Galiléia e foi para o território da Judéia, além do Jordão” (19.1). Este território era governado nada mais nada menos por Herodes, aquele que mandou matar João Batista. Foi então que chegaram uns fariseus para criar uma armadilha a Jesus: “Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe:”. Vc pode observar que sempre que alguém tentou Jesus, o tal saíu humilhado, como no caso dos Herodianos sobre imposto aos romanos, e os Saduceus sobre a ressurreição (Mt. 22.16-32). Temos tb o caso dos Fariseus acerca da pergunta sobre João Batista (Mt. 21.23-27). Vc pode observar que Jesus sempre deu uma resposta além daquilo estes grupos
      pensavam ou imaginavam. Foi o que aconteceu aqui em Mt. 19.9.

      Vc escreveu:
      “No Novo Testamento há duas exceção: uma exceção fala que você só pode separar-se do cônjuge e casar-se com outra pessoa em caso de porneia, e a outra diz que você só pode casar-se novamente caso seu cônjuge morra. Ambas exceções são defendidas, respectivamente, por Jesus e Paulo. Se prestar atenção perceberá que há somente uma pessoa defendendo cada exceção. Logo, fica difícil dizer o que os versículos realmente querem dizer uma vez não temos outras referências sobre essa exceção.”

      Vamos por partes. Quanto à sua primeira exceçao. Vc escreveu: “No Novo Testamento há duas exceção: uma exceção fala que você só pode separar-se do cônjuge e casar-se com outra pessoa em caso de porneia”

      Como já foi visto acima, o N.T. nao dá liberdade para contrair um novo casamento, concede apenas liberdade ao divorcio por causa de adultério, pois o adultério nao anula o casamento, embora certamente o danifique.

      Quanto à segunda exceçao que vc mencionou:
      “e a outra diz que você só pode casar-se novamente caso seu cônjuge morra”.

      Esta correto, segundo Rom. 7:2-3, 1 Cor. 7.39 e 1. Tim. 5.14
      Romanos 7:2-3 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. 3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.

      1 Coríntios 7:39 A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.

      1 Timóteo 5:14 Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência

      Vc escreveu:
      “Ambas exceções são defendidas, respectivamente, por Jesus e Paulo. Se prestar tenção perceberá que há somente uma pessoa defendendo cada exceção. Logo, fica difícil dizer o que os versículos realmente querem dizer uma vez não temos outras referências sobre essa exceção.”

      Isso nao está muito correto. Em Mt. 5.32 e Mt. 19.9 encontramos a exceçao para o divorcio. A
      Palavra de Deus diz que basta duas ou 3 testenhumas para provar algo. Sobre o divorcio temos duas passagens, embora sejam do mesmo autor. Mas, se cremos que as Escrituras sao inspiradas, entao duas passagens sao suficientes.

      Quanto ao caso das viuvas, temos 3 passagens biblicas. Por isso elas sao suficientes para concluir. só a morte de um dos conjuges dá liberdade a um segundo casamento.

      Os pais da Igreja eram unanimes neste assunto e isto é indicutivel na teologia. A lingua materna de muitos deles era o grego. Impressionante como hoje parece haver alguns teologos que acham que entendem melhor o grego do que aqueles que a tinham como lingua materna. Para os primeiros cristaos “remarem contra a maré” da prática da época em relaçao ao divorcio e novo casamento, entao é porque eles entenderam bem a mensagem das Escrituras Sagradas.

    63. Rafael O Diz

      Me desculpe pela demora. Está chegando o vestibular do ITA e estou estudando muito. Infelizmente estou sem tempo e não poderei escrever muito. Apenas destacarei um detalhe, mas depois voltarei aqui e escreverei mais.

      “AOS CASADOS dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa NÃO se separe do seu marido.Mas se O FIZER que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.” – 1 Coríntios 7:10-11

      Paulo está se referindo aos casados. Ele pede à todos os casados que não se separem de seus cônjuges, mas ele diz que se separarem então deverão permanecer solteiros ou então voltarem aos seus ex-cônjuge. Logo não há nenhum problema em separar-se do seu cônjuge. Não há necessidade de porneia para poder se separar, pois você pode se separar quando quiser!

    64. Isac Diz

      Bom, creio entao que vc ainda nao entendeu o propósito das palavras de Jesus em Mt. 5.32, que diz que se o homem se divorciar da sua esposa (nao havendo adultério por parte dela), ele proprio se torna CULPADO de adultério,
      Abr. e bom estudo,
      Isac

    65. Rafael O Diz

      Um ano depois… kkkkk

      Demorei, mas estou aqui para esclarecer alguns detalhes.

      Vejamos novamente o versículo sobre o qual estamos discutindo.

      “Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério.” – Mateus 19:9

      Tentarei destacar o que você quiz dizer. Você está dizendo que a palavra “exceto” está concordando com o início do versículo(não sei a terminologia correta), ou seja, a exceção é concedida àqueles que querem “[…]se divorciar de sua mulher”. Um homem, de acordo com você, não poderá separar-se de sua mulher antes de sofrer adultério.

      Digamos que um homem, que não sofreu adultério, quer se separar de sua mulher. Se ele concretizar a separação então qual tipo de pecado ele cometerá? Adultério? Não! Adultério é quando uma pessoa casada tem relação sexual com uma pessoa que não é seu cônjuge ou quando ela cobiça uma pessoa alheia. Se o homem que se separou de sua mulher, mas permaneceu solteiro, não pode cometer adultério uma vez que adultério só é cometido em relações sexuais ilícitas(ou em cobiças). Se não há relações sexuais ou cobiça não há adultério. Portanto se você está certo então o versículo que estamos discutindo não faz sentido.

      Reforçando: se eu sou casado e me separo de minha mulher, mas não caso novamente e também não cobiço, então será impossível cometer adultério, pois adultério tem um significado bem específico. Portanto, a exceção contida em Mateus 19:9 não é destinada àqueles que querem se separar, mas àqueles que querem casar novamente. O versículo seguinte concorda com o que estou dizendo:

      “Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido. Mas, SE O FIZER, que PERMANEÇA sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.” – (1 Coríntios 7:10-11)

      Esses dias estava lendo os evangelhos e percebi que há diversos detalhes que estão contidos em um evangelho mas não estão contidos em outros. Portanto não podemos desconsiderar um detalhe simplesmente pelo fato deste detalhe não estar contido nos outros livros da Bíblia. Há duas exceções no NV sobre um segundo casamento. Paulo cita um e Jesus cita o outro. Você disse que a exceção de Jesus somente se aplica à separação e não ao segundo casamento, mas se lermos todo o versículo sobre o qual estamos discutindo percebemos que a exceção não pode ser aplicada à separação.

      Agora vou destacar uma questionamento seu e comentar.

      — Você fez um questionamento sobre Herodes e Filipe e vou responder.

      Pesquisei um pouco e encontrei a seguinte informação: “Herodíade(ou Herodias) separou-se de Herodes Filipe para casar com outro meio-tio, Herodes Antipas”

      Percebe-se que Herodias largou Filipe e casou-se com Herodes enquanto aquele estava vivo. Portanto Herodias estava adulterando uma vez que seu primeiro marido ainda estava vivo e também porque o motivo da separação não era adultério.

    66. robson Jesus de Souza Diz

      Irmãos uma coisa que Jesus disse foi oque Deus uniu homem não separa.(ou seja pode dois se tornarem um, mais pode um se tornar dois novamente) por isso que Paulo fala em romanos que a mulher esta presa ao marido até a sua morte .

  4. Pastora Lucilene Diz

    Casamento é pra sempre! Portanto devemos sim pregar mais aos solteiros a aliança que estão fazendo quando se casam pois diante da lei do homem existe divórcio mas diante de Deus nãose ddesfaz !CASAMENTO É ALGO. MUITO SÉRIO !

  5. Daniel Diz

    A igreja evangélica é um dos lugares aonde mais há “compulsão gay”. Acho uma hipocrisia os cristãos acreditarem em “libertação gay”. A questão, é que os gays da igreja evangélica tem uma característica peculiar: eles são casados. Engano de que acha que gay fica solteiro ou saem da igreja e “vão para o mundo”. Os meus amigos gays da Presbiteriana, Batista, Assembléia… etc. casaram bonitinho, com a bênção do pastor e tal…. mas sempre pulam a cerca com os piás da igreja.

    Pergunta retórica: O que Jesus disse sobre os gays que ele convivia na época dele? NADA. Não disse nada. Por quê? Porque não incomodava Ele. Não estava na pauta de Jesus discutir a homoafetividade.

    Graça e paz

    1. Rafael O Diz

      Provavelmente os homossexuais judeus escondiam-se muito bem. Nenhum judeu era louco o suficiente para afirmar que era gay. É por esse motivo que Jesus não disse muito sobre homossexualidade.
      Já Paulo, depois de ir aos gentios, falou muito sobre homossexualidade. Onde Paulo pregava a homossexualidade era mais evidente e por isso há diversos advertências de Paulo sobre homossexualismo nas cartas que escrevera.

    2. marcelino Diz

      Na época de Jesus existiam milhares de outras pessoas que não eram judeus e que viviam entre eles, gregos e romanos então nem se falam e se vc examinar um pouquinho a historia, veras que tantos os gregos
      quantos os romanos não tinham nenhuma preocupação em serem discretos no que se refere a homossexualidade, então Jesus não falou nada sobre homossexualismo porque não era da conta dEle se meter em assuntos alheios, como muitos hoje em
      dia estão fazendo e acabam trazendo a mente de muitos outros uma intolerância diabólica.

    3. Rafael O Diz

      Quantas vezes Jesus direcionou suas pregações aos romanos? Nenhuma! Como Ele mesmo disse, as pregações eram destinadas somente aos judeus. As mensagens somente foram entregues aos gentios após a ressurreição de Jesus.

    4. marcelino Diz

      Vc precisa se contextualizar mais com sua biblia, Jesus nao era legalista como vc acha (joao:1:11-14). O que dizer dos inumeros casos como o do centuriao, a mulher grega helenica de sirofinicia, os samaritanos e os outros milhares q a biblia nao cita (joao: 21:25) Jesus pregava para todos q estavam a sua volta e se vc acha q só os judeos eram os q estavam a volta dEle vc esta mais uma vez equivocado!

    5. Rafael O Diz

      Veja o que Jesus disse quando um não judeu pediu sua ajuda.

      “E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
      Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
      E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado SENÃO às ovelhas perdidas da casa de Israel.
      Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
      Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. “- Mateus 15:22-26

      Ele direcionava suas pregações somente aos judeus – mas há algumas exceções!

    6. marcelino Diz

      É, entrar em um local e pregar o evangelho para uma cidade inteira como a dos samaritanos,
      pregar para uma multidão totalmente mesclada que eram as pessoas que o seguiam, se isso se
      chama de algumas exceções eu não sei mais o que é regra; sem dizer, mas já dizendo que é um
      grande equivoco dizer que Jesus direcionava as suas pregações somente para os judeus, muito pelo contrario essa sim eram as exceções(direcionar a pregação para um grupo especifico) e a prova de
      que Jesus raramente direcionava a sua pregação para um grupo especifico é que varios gregos,
      romanos, samaritanos e cia criam nEle e o seguiam. Ou vc acha que eram só os judeus que o
      seguiam? Mateus:4:25 E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.

    7. Rafael O Diz

      Então o que você diz dos versículos que postei?
      “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.” – Mateus 15:26

    8. Marcelino Diz

      Simples, Jesus realmente tinha uma missão; buscar primeiro as ovelhas perdidas da casa de Israel, mas nao significa que Ele era legalista; o próprio texto q vc citou mostra isso, pois Jesus atendeu o pedido dela e de muitos outros q nao eram judeus. E nao era pq Ele tinha essa missao q sua mensagem era direcionada para os judeus, pois Jesus nao pregava para atingir um determinado publico (isso era a exceçao, pregar direcionando a sua mensagem, e geralmente era contra os religiosos) Ele pregava para pessoas nao importava da onde elas eram, por isso o evangelho de Cristo é universal e nao restrito aos judeus, se Ele pregasse direcionando a sua mensagem somente para os judeus a sua mensagem nao teria aplicacao para nós.

    9. Rafael O Diz

      Isso que você falou está evidente nos versículos da Bíblia. É claro que Jesus também falou com não judeus. Única coisa que estou dizendo é que a maioria das pregações feitas por Jesus eram destinadas aos judeus e por esse motivo Jesus não tratou muito sobre homossexualismo uma vez que tal prática era incomum entre os judeus. Após Jesus ressuscitar e destinar algumas pessoas para pregar aos gentios, vemos que o homossexualismo virou um assunto mais comum. Enquanto nos evangelhos há poucos versículos que falam sobre homossexualismo, nas cartas de Paulo o homossexualismo é tratado mais frequentemente.

    10. Rosi César Aragão Diz

      É Daniel, pelo visto você está na mesma linha de Kevin DeYoung. Como
      fez com os saduceus, o próprio Jesus responde: Errais, não conhecendo as
      Escrituras nem o poder de Deus. Mateus 22.29.

      Quanto ao seu questionamento, já
      sabe, não é? Tal qual o seu erro. Igualmente a resposta: zero.

      Também palavras diretas de Jesus, em
      Mateus 5.17-18: Não vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim
      para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem
      um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. E a Lei está
      expressa no livro de Levítico – livro da Lei -, e no capítulo 20, versículo 13,
      a Lei diz: Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos
      praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. Por
      isso que Jesus quando questionado pelos fariseus sobre o divórcio, Mateus 19.3-12,
      Ele diz: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e
      mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua
      mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois,
      porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Mateus
      19.2-6. Como se pode ver – só não vê quem não quer -, não era preciso falar de
      relação homoafetiva. O tema é intrínseco, mas a relação é homem e mulher.

      No tocante à libertação gay, quem a
      busca são os próprios, aqueles que se sentem presos nos seus traumas e
      frustrações, tencionando que todo mundo seja gay. Os cristãos creem – e
      realmente existe – na libertação do homem do homossexualismo, das drogas, do
      adultério, do roubo do homicídio, da ambição, da inveja, das doenças, dos
      traumas, frustrações, aflições, neuroses, covardia, idolatria, avareza,
      desamor, do pecado, das trevas, do mal.

      Já com referência à ocorrência de gay
      nas igrejas, com certeza acontece, não muitos, mas deve acontecer – você mesmo
      está dando exemplos. Como também de ladrões, mentirosos, covardes, fornicadores,
      avarentos, gananciosos, e outros. Ora, Jesus também disse: O Filho do Homem
      veio salvar o que estava perdido. Mateus 18.11. É por isso que Romanos 10.13,
      diz: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Aprenda que Igreja
      não é lugar de compulsão, ma, sim, de comunhão, adoração, libertação, salvação.

      Por fim, veja Mateus 13.24-30, a
      parábola do joio, onde Jesus ensina que trigo e joio estão juntos, mas quando se
      questiona sobre arrancar o joio (VS.28), Ele responde: Não! Deixai-os crescer
      juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai
      primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimados; mas o trigo, recolhei-o
      no meu celeiro. Mateus 13.29a-30.

      Deus sabe todas as coisas e, em
      Isaías 43.13, diz: Agindo eu, quem o impedirá?

      Quem sabe se o joio de hoje não será o
      trigo de amanhã?

      Fica a reflexão.

  6. Joabe Marques Diz

    Enquanto alguns pastores estão numa "Guerra Santa" contra a homossexualidade, dizem eles que estão defendo a família cristã, as famílias estão perdendo e, consequentemente, a igreja também.

  7. diva Diz

    tanto um quanto o outro são condenados na biblia na palavra do senhor e isso nao muda

    1. Alysson Silva Diz

      Verdade.

  8. Gerson Rosa Diz

    Creio que o protesto veemente da igreja quanto a homossexualidade não é propriamente em relação aos homossexuais mas sim em relação as leis que querem votar e impor que todos aceitem, desde criança, esta união como normal diante de Deus e diante da sociedade. Quanto ao divórcio acredito que as igrejas precisam abrir os olhos para ministérios ligados ao casal e a família. As igrejas sabem desenvolver ministérios de crescimento em volume, mas a base muitas vezes está ruindo à frente dos nossos olhos e o mundo consequentemente está invadindo as igrejas.

  9. Paulo Sérgio Carvalho Diz

    Falarei com sinceridade: O que importa não é a Confissão de Fé de Westmister (CFW), mas a Bíblia, e ela é clara como a luz do dia no tocante a esse tema, ela permite o divórcio somente em caso de infidelidade sexual, conforme Marcos 5.31 e 32: Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério. Já a CFW "acrescenta" ao texto bíblico "a deserção de um cônjuge incrédulo". Onde o adultério não está envolvido, a decisão de divorciar é um ato de rebelião contra o Senhor. Aos olhos de Deus, não há tal coisa como divórcio "sem culpa."

  10. Fabiana P Souza Diz

    O que está acontecendo em muitas igrejas é que o "mundo secular" está entrando nas igrejas e não o contrário! Somos a Luz do Mundo!

  11. Geruza Freitas Rocha Diz

    Falou falou e não disse nada

  12. Alysson Silva Diz

    Desisti de ler quando vi que tinha uma opinião tendenciosa a respeito do Divórcio. Daqui a pouco vão estar aprovando a poligamia, e os Cristãos vão achar normal, porque de acordo com suas palavras, nada disso tem a ver com a condenação do homossexualismo. Sempre aprendi que a família (pai e mãe) é fundamental para a construção da família, e pretendo ensinar isso a meus filhos. Apesar de não ter tido uma família tradicional, pois minha mãe me criou sozinha, aprendi com ela os princípios e valores cristãos. Ela minha mãe, e meu segundo pai, pois o meu primeiro pai foi Deus.

    O fato é que vocês Evangélicos Não-Cristãos querem apagar seus erros em cima dos erros dos outros. O homossexualismo é um pecado, tanto quanto o adultério, divórcio, poligamia, masturbação ou tantos outros que vocês FALSOS CRISTÃOS não falam para esconder suas sujeiras. Sendo assim, como a bíblia diz, TODOS NÓS somos pecadores. Então, vamos parar de julgar os homossexuais, e parar pra pensar sobre nossas falhas, que pode ser muito maior que a deles. Pois eles podem até pecar por causa da ignorância, mas VOCÊS HIPÓCRITAS E FALSOS CRISTÃOS pecam por conta de sua soberba, pois acham que nunca vão ser julgados pelos pecados que vocês tanto escondem. Se todos que se dizem Cristãos, fizessem jus ao nome que carregam, e seguissem o exemplo de Cristo que é primeiro amar e compreender pra depois julgar, então não teríamos uma guerra desnecessária de Cristãos x Homossexuais. É por causa da hipocrisia de vocês que as boates estão a cada dia mais cheias, e as igrejas cada dia mais vazias. HIPÓCRITAS!

  13. Alysson Silva Diz

    Desisti de ler quando vi que tinha uma opinião tendenciosa a respeito do Divórcio. Daqui a pouco vão estar aprovando a poligamia, e os Cristãos vão achar normal, porque de acordo com suas palavras, nada disso tem a ver com a condenação do homossexualismo. Sempre aprendi que a família (pai e mãe) é fundamental para a construção da família, e pretendo ensinar isso a meus filhos. Apesar de não ter tido uma família tradicional, pois minha mãe me criou sozinha, aprendi com ela os princípios e valores cristãos. Ela minha mãe, e meu segundo pai, pois o meu primeiro pai foi Deus.

    O fato é que vocês Evangélicos Não-Cristãos querem apagar seus erros em cima dos erros dos outros. O homossexualismo é um pecado, tanto quanto o adultério, divórcio, poligamia, masturbação ou tantos outros que vocês FALSOS CRISTÃOS não falam para esconder suas sujeiras. Sendo assim, como a bíblia diz, TODOS NÓS somos pecadores. Então, vamos parar de julgar os homossexuais, e parar pra pensar sobre nossas falhas, que pode ser muito maior que a deles. Pois eles podem até pecar por causa da ignorância, mas VOCÊS HIPÓCRITAS E FALSOS CRISTÃOS pecam por conta de sua soberba, pois acham que nunca vão ser julgados pelos pecados que vocês tanto escondem. Se todos que se dizem Cristãos, fizessem jus ao nome que carregam, e seguissem o exemplo de Cristo que é primeiro amar e compreender pra depois julgar, então não teríamos uma guerra desnecessária de Cristãos x Homossexuais. É por causa da hipocrisia de vocês que as boates estão a cada dia mais cheias, e as igrejas cada dia mais vazias. HIPÓCRITAS!

  14. Alberto Fortes Diz

    Realmente são tratados de forma discriminatória no entanto todos pecado aos Olhos de Deus.

  15. Estêvão Reis Diz

    Gente, que coisa horrível esse texto.
    Acho que as pessoas se preocuparam tanto em pregar Confissão de Westminster que esqueceram de pregar a graça.

    Ia ser muito engraçado se um dia, assim como esse pastor diz que "Nós pedimos a novos membros que se divorciaram que expliquem a natureza do divórcio e (se aplicável) o recasamento". Imagina ele chegando para um gay na igreja e falando "Por favor, me diga, qual a natureza the sua orientação sexual?".

    Pelo amor de Deus.
    Voltemos ao Evangelho sim, mas às boas novas de Cristo, não a um discurso vazio que não apresenta nenhum argumento sólido.

  16. Rosi César Aragão Diz

    Kevin DeYoung, como pastor, mostra desconhecer a Bíblia e, certamente, acha que suas práticas são a de todos. Éis o porquê da sua dúvida. A Bíblia faz repreensões tanto para o divórcio como para o homossexualismo. Assim como é para estes, também para a mentira, o roubo, o homicídio, a fornicação, a avareza, a idolatria, o álcool, as drogas, a preguiça, a ganância… Compete aos líderes das igrejas dá os devidos eninamentos e fazer os consequentes acompanhamentos. Isso é o que pode fazer toda diferença, e é o que está faltando por parte dos líderes das igrejas. Agora, querer aparecer por causa do polêmico tema homossexualismo e com isso explicar seu relaxamento, é outra coisa. Aliás, apesar da Bíblia tratar do tema sexo, os líderes de igrejas fogem de tudo que se relacione com o mesmo. Alguém pode perguntar: E o casamento? É sempre tratado como realização de sonho, cerimônia de rei e rainha, constituição de família. Casam-se porque já sabem tudo. E muitas das vezes o divórcio ocorre por causa de um erro lá atrás, no início de tudo, e sempre, sempre a sensualidade de alguma forma está presente – a simples atração por ponto de partida, por exemplo -, algo que a omissão em prestar os ensinamentos e acompanhamentos já citados, com certeza, pode evitar. Portanto, mãos à obra, polemizar não adianta nada.

    Como dizem, fica a dica:

    Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente! – Jeremias 48.10a

    Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. – Provérbios 6.6

    Nem todo que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus. – Mateus 7.21a

    1. Alysson Silva Diz

      Perfeita Análise Rosi César Aragão. Fico feliz que ainda existam Cristãos autênticos e sensatos como você.

    2. Rosi César Aragão Diz

      Também fico feliz por ti Alysson Silva, pois fazemos parte destes. Saiba que estes existiram, existem e sempre existirão. Deus tem os seus renovos.

  17. Anônimo Diz

    Alysson, você realmente não leu o texto todo.
    Póde ler.

  18. Alysson Silva Diz

    mrochari Eu li o texto todo, e me arrependi de ler quando vi que tinha uma opinião tendenciosa.

  19. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Alysson Silva ,

    1) A pergunta do título é respondida com um não pelo autor. O autor claramente condena a homossexualidade. Além disso, ele argumenta que historicamente alguns acreditam que existem casos de divórcio legítimo, apesar de ser algo controverso.

    2) O artigo não condena o homossexual, mas fala contra a homossexualidade. O artigo nem fala que não há salvação para homossexuais. Aliás, já postamos outros artigos sobre o assunto.

    Sendo assim, pergunto-me se sua resposta não é tendenciosa.

    Por Cristo e pelo Evangelho (Mc 8.35), Vinícius.

  20. Alysson Silva Diz

    Vinícius Musselman Pimentel Sim, mas o problema é na resposta do Autor quando diz "não", pois ele afirma que a Igreja NÃO é hipócrita ao não condenar o divórcio.

    E eu afirmo o contrário, que a Igreja, não de forma geral, mas de forma maioritária, é HIPÓCRITA sim ao não condenar o divórcio. Vocês pregam como se os homossexuais fossem destruir as famílias, quando na verdade são vocês mesmos que estão destruindo a base familiar, quando se separam de suas esposas para viverem uma vida "mais feliz" ao lado de outra mulher/homem. Vocês preferem distorcer os versículos bíblicos para não serem condenados do que reconhecerem que o divórcio é um pecado como qualquer outro. Vocês são tão hipócritas que são rápidos em encontrar passagens que condenam o homossexualismo, que é um pecado como qualquer outro, mas não são tão rápidos assim para encontrar os inúmeros versículos que condenam o divórcio.

    Portanto, Sr. Vinicius, eu lhe afirmo que um divórcio legítimo é tão errado quanto um casamento gay legítimo. Pois, em Mateus 5:32 afirma que se um homem se divorciar de sua mulher, ele deverá ficar solteiro até que a sua mulher venha falecer. Mas vocês não condenam a prática do divórcio porque estariam dando um tiro na própria hipocrisia. Estariam condenando metade de uma Igreja doente que vive à base se casamentos e separações. E depois ficam colocando os homossexuais como culpados pela desestruturação da base familiar, para assim esconder a real causa do problema. Vocês preferem viver uma vida fantasiosa de "santidade" e "obediência", do que reconhecer os próprios erros e lutar contra a própria soberba.

    O fato é que todos nós somos pecadores, pois como está escrito em Romanos 3, não existe um justo sequer que não tenha cometido algum tipo de pecado. Assim, todos nós somos tão pecadores quanto o pior homossexual da face da terra, pois enquanto eles pecam por ignorância, nós pecamos muitas vezes por soberba. A diferença é que alguns reconhecem os próprios pecados, e outros preferem escondê-los ou transformá-los em pecados legítimos para assim vender uma imagem de santidade e procedência. E a isso é dado o nome de hipocrisia, pois com a mesma medida que vocês julgam os outros, vocês também serão julgados, e com a mesma felicidade que condenam os outros, vocês também serão condenados.

  21. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Alysson Silva,

    Tenho a impressão que você não leu o entendeu o artigo. O artigo não é uma defesa do divórcio. O artigo é uma defesa contra aqueles que dizem que a igreja deveria se silenciar sobre o pecado da homossexualidade porque existe um grande número de divórcio entre pessoas que se dizem cristãs e alegam que pouco é falado sobre este pecado. O artigo não está estabelecendo uma teologia do divórcio e recasamento.

    Agora, se me permite, deixe-me dar um conselho a você. Conheça melhor a opinião das outras pessoas ou sites antes de chamá-los de hipócritas. Este blog não é o representante de todo que se nomeia evangélico. Então, não faz sentido despejar nele suas frustrações com o restante do que é chamado igreja. Se você quer nos chamar de hipócrita, por favor, conheça o que defendemos:

    – Posição do VE sobre homossexualidade: postado em fevereiro de 2013 – http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/02/como-deveriam-ser-os-debates-sobre-homossexualidade/

    "Bom, eis que volta o debate sobre a homossexualidade. Algumas considerações rápidas:
    1) Um discurso sem amor, sem graça e sem evangelho não é uma resposta cristã. Moralismo, mesmo em defesa da família, não é uma resposta cristã.
    2) A prática homossexual é pecaminosa. Orgulho também. Farisaísmo também. Todos enviam a pessoa para o inferno e Cristo pode salvar cada um daqueles que se arrependerem e crerem no Evangelho.
    3) Um cristão deve, sim, abandonar a prática homossexual. Agora entenda, isso não é como trocar de camiseta. Ame mais do que julgue. Você tem tentações heterossexuais (e muitas vezes cai nelas) e nem por isso acha que está cortado da graça. Não seja hipócrita.
    4) Estude o assunto antes de falar besteira."

    Você pode ver mais postagens aqui: http://voltemosaoevangelho.com/blog/?s=homossexualidade

    E, por favor, releia o ponto (2).

    – Posição do artigo sobre divórcio:

    "muitas das mesmas igrejas que se pronunciam contra a homossexualidade também se pronunciam contra o divórcio ilegítimo."
    "Tendo dito tudo isso, é indubitável que muitos evangélicos têm sido negligentes ao lidar com o divórcio ilegítimo e o recasamento. Pastores não têm pregado sobre o assunto por medo de ofender um grande número de seus membros."

    – Quanto a Mateus 5.32, Jesus afirma: "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério."

    Quem repudiar uma mulher leva a ela e a pessoa que se casar com ela a cometer adultério. Mas Jesus coloca uma exceção: "a não ser por causa de fornicação". O debate sobre o que seria essa "fornicação" é amplo e não é meu intuito, nem o intuito do artigo, fazer uma análise minuciosa dele. Ao contrário do que você sugeriu, o versículo nada se diz sobre esperar a pessoa morrer.

    Por Cristo e pelo Evangelho (Mc 8.35), Vinícius.

  22. Alessandra Silva Diz

    Hipocrisia é os homossexuais querem os mesmos direitos que os heteros aonde está na bíblia
    que diz que Deus criou Homem, mulher e homonexual em??? Deus fez o mundo perfeito mais
    os próprios homens o destruirão com suas crenças e seitas diferentes da palavra que ele enviou
    aos apóstolos, hoje em dia as pessoas acham legal casamento do mesmo sexo mais aonde está
    na Bíblia que isso é permitido??? Tenho é pena destas pessoas manipulados pelo diabo que acham
    homossexualidade é uma coisa natural ou que já nasceram assim.

  23. Sujeito Anônimo Diz

    Só tenho uma coisa a falar:

    Levítico 18, 22-24 – Disse o Senhor: Não te deitarás com um homem como se faz com mulher; é coisa abominável. Não terás comércio carnal com nenhum animal, contaminando-te com ele. A mulher não se ponha diante de um animal para unir-se com ele: é uma perversão. Não vos contaminareis com nenhuma dessas coisas, porque com todas elas se contaminaram os povos que eu expulsarei de diante de nos.

    Levítico 20, 13 – Se um homem usar com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma torpeza abominável; serão punidos de morte e sua morte recairá sobre eles.

    I Coríntios 6, 9-10 – Acaso não sabeis que os injustos não terão parte no reino de Deus? Não vos iludais: nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem gananciosos, nem ébrios, nem maldizentes, nem rapaces terão parte no reino de Deus.

    Viram só. Homossexualismo não é natural. Homem é homem, mulher é mulher e não existe meio termo, Deus fez assim e pronto.
    Arrependão-te do mal, procure a Deus, ele pode te livrar de todos os problemas.

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