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Esclarecimentos quanto aos artigos sobre muçulmanos

Recentemente postamos dois artigos sobre alguns equívocos que muçulmanos têm de cristãos e vice-versa. O objetivo da postagem é evangelística, ou seja, ajudar os cristãos a compartilharem o evangelho com muçulmanos. Logo, rejeitamos abertamente qualquer “ecumenismo” ou a ideia de que haja salvação fora de Cristo.

O principal ponto de confusão foi o equívoco de que a maioria dos muçulmanos não apoie o terrorismo. O artigo não busca debater se está na raiz do Islã ser violento ou não, mas alertar que uma abordagem evangelística será prejudicada se você chegar com o pressuposto de que aquele muçulmano em específico é um terrorista ou apoia o terrorismo.

Cremos que Deus vingará o sangue dos mártires no juízo final (Ap 6.10), mas até lá amorosa e sacrificialmente buscamos a salvação de todos os inimigos de Deus espalhados pela terra, na confiança de que o mesmo Deus que salvou a Saulo pode converter os mais ávidos perseguidores do cristianismo.

Essa prioridade evangelística dos cristãos não isenta as autoridades governamentais de agirem contra as atrocidades feitas a cristãos ao redor do mundo, assim como não impede outras análises sobre o Islã. Contudo, se não conseguimos perdoar aquele que nos apedrejam e lhes estender a boa nova, não compreendemos plenamente que Cristo morreu por nós quando ainda éramos inimigos de Deus (Rm 5).

Por Cristo e pelo Evangelho (Mc 8.35), Vinícius (editor).

Por: Vinícius Musselman Pimentel. © 2015 Voltemos ao Evangelho. Original: Esclarecimentos quanto aos artigos sobre muçulmanos.

7 Comentários
  1. Isvi Diz

    Sinceramente acho irrelevante se um islâmico defende ou não o terrorismo. Nossa missão é pregar o evangelho, por acaso devemos deixar de pregar o evangelho para quem defende outros tipos de pecado? Devemos deixar de pregar o evangelho para um pedófilo, para um sodomita ou um assassino?

    Uma coisa boa da análise foi justamente abrir os olhos para uma realidade, as pessoas que vivem nesses países não compartilham da nossa cosmovisão, elas possuem muitos paradigmas que vão exigir de nós paciência e mansidão. E sinceramente, isso vale para todas as outras pessoas.

    Abraços, DEUS abençoe.

  2. Jacirene Costa Diz

    Essa parte eu creio que todos entenderam. O que não entendemos é a afirmação do autor que Alá do Islã e Jesus são o mesmo Deus!!!!!!!!! Isso se chama HERESIA.

    1. Junior Diz

      Eu não vi isso no outro texto! Eu vi ele dizendo que assim como no islã, no cristianismo existe apenas um Deus. Isso não quer dizer que esse Deus seja o mesmo. Quer dizer que ambos são monoteístas. Interpretação de texto faz toda diferença minha amiga!

    2. Jacirene Costa Diz

      Junior você realmente leu o artigo? ???? Pois lá o autor deixa isso beeeeem claro. O artigo onde essa aberração foi escrita se intitula #equivocos que os cristãos tem dos muçulmanos. Esse artigo saiu ha alguns dias atrás e eu questionei junto a página “Voltemos ao Evangelho”. Nesta Nota de Esclarecimento isso não foi esclarecido. Espero que o site não tenha “editado”. Fica na paz !!!!!

    3. Jacirene Costa Diz

      COPIEI E COLEI O EQUIVOVO 3 PARA VOCÊ:
      Equívoco 3: Muçulmanos buscam conhecer um deus diferente do Deus cristão

      Isso é controverso, mas deixe-me explicar. Muçulmanos afirmam adorar o Deus de Adão, de Abraão e de Moisés. Assim, muitos missionários acham útil começar a trabalhar os muçulmanos usando o termo árabe para Deus, “Alá” (que significa, literalmente, “a Deidade”) e, a partir daí, explicar que o Deus que os muçulmanos buscam adorar, o Deus dos Profetas, era o Deus presente em forma corpórea em Jesus Cristo, revelado mais plenamente por ele; e Aquele que é adorado pelos cristãos pelos últimos dois milênios. Isso não é o mesmo que dizer que se tornar um muçulmano é como um “primeiro passo para se tornar um cristão”, e certamente não significa que o islã é um caminho alternativo para chegar ao céu. Simplesmente significa que ambos estamos nos referindo a uma única Deidade quando dizemos “Deus”.Podemos perguntar: “Mas o deus islâmico não é tão diferente do Deus cristão que eles não podem ser, apropriadamente, chamados pelo mesmo nome?” Talvez. A pergunta de se Alá se refere ao deus errado (ou a ideias erradas de Deus) é uma pergunta com muitas nuances, e não existe resposta fácil. Não há dúvidas de que os muçulmanos creem em coisas blasfemas a respeito de Deus, e suas crenças sobre Alá nasceram a partir de uma visão distorcida do cristianismo. O mesmo pode ser dito, embora em grau menor, da visão do deus dos saduceus do primeiro século, assim como o deus da mulher samaritana e, em um grau ainda menor, o deus dos hereges pelagianos do século 5 — sem mencionar vários dos estudiosos medievais.A pergunta é se a presença dessas crenças heréticas (e qualgrau de heresia nelas) exige que digamos: “Você está adorando um deus diferente”. Claramente, os apóstolos não disseram isso a respeito dos judeus do primeiro século que rejeitaram a Trindade (muito embora Jesus tenha dito que o pai deles era o diabo!). E Jesus também não disse à mulher samaritana em sua visão étnica, de justiça pelas obras e distorcida de Deus que ela estava adorando um deus diferente. Ao invés disso, ele insistiu que ela o estava adorando incorretamentee buscando salvaçãoerroneamente. Nunca ouvi ninguém dizer que os hereges Pelagianos adoravam um deus diferente, ainda que eles tenham sido considerados (corretamente) como hereges.Ao mesmo tempo, Paulo nunca disse: “O nome verdadeiro de Zeus é Jeová”, como se o gregos estivessem adorando o Deus verdadeiro erroneamente. Assim, a pergunta é: a visão muçulmana de Alá é mais como Zeus ou como a concepção herege da mulher samaritana de Deus? Essa é uma pergunta difícil, e uma pergunta que precisamos deixar o contexto determinar. Por exemplo, muitos cristãos acham que o uso de “Alá” gera mais confusão do que ajuda. Para eles, “Alá” cai na categoria de “Zeus”.Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana.“Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil. Isso não vem de um desejo de ser mais politicamente correto, mas de um desejo de começar onde os muçulmanos estão e trazê-los à fé naquele que é o único Filho de Deus, Jesus.Quando conversamos com muçulmanos sobre o evangelho, precisamos eliminar quaisquer distrações desnecessárias. As necessárias, afinal de contas, serão difíceis o suficiente. Devemos ver os muçulmanos com amor, nos recusando a estereotipá-los. Nós vivemos em um mundo de estereótipos, mas o amor pode conquistar o que o politicamente correto não pode. Ouvir alguém sem preconceito é o primeiro passo para amá-los. Em outras palavras: “Faça ao próximo” se aplica aqui também: vejamos o próximo como ele gostaria de ser visto.

    4. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Jacirene,

      Obrigado por colocar sua dúvida. O artigo apresenta uma argumentação, com motivações missionárias, para mostrar que pode ser útil em vez de abandonar totalmente o termo Alá, mostrar que os muçulmanos “adoram que não conhecem, pois a salvação de dos judeus”, que adoram incorretamente e que o o Deus de Abraão é revelado no Deus encarnado, Cristo Jesus.

      A base que o autor toma é a estratégia que Jesus toma junto a mulher samaritana e junto aos fariseus. Eu concordo que Jesus e Alá são muitos diferentes. Assim como nosso Deus Trino e o deus que os fariseus chamavam de “pai”. Isso não impediu Jesus de usar o termo “Pai”, Elohim ou similares.

      Além disso, o artigo é claro ao afirmar que os muçulmanos possuem uma “visão blasfema sobre Deus”.

      Por fim, ressaltando novamente, a preocupação do autor é evangelística. Nas palavras dele: “Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana.“Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil.”

      Por Cristo e pelo Evangelho (Mc 8.35), Vinícius.

  3. Apologia Cristã Diz

    Muito bom o esclarecimento.

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