Escola Cristã e outros formatos de educação | VEcast #26

Este VEcast de número 26 é a continuação do VEcast “O Cristão e a Educação Brasileira Decadente”, de número 25.

Como está a escola brasileira hoje? O que fazer diante da decadência da educação no brasil? No contexto em que nos encontramos, os pais devem optar por uma escola cristã e outros formatos de educação como o Homeschooling? Seria o Homeschooling um mandamento para os pais crentes?

Neste VEcast #26, Vinicius Musselman conversa com Mauro Meister, presidente do Conselho de Educação Cristã e Publicações da Igreja Presbiteriana do Brasil, membro do Conselho Editorial da Cultura Cristã e atuante no campo da educação básica como Diretor Executivo da Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI), e Franklin Ferreira, diretor e professor de Teologia Sistemática e História da Igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos, São Paulo, e consultor acadêmico de Edições Vida Nova.

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Por: Vinicius Musselman Pimentel, Mauro Meister e Franklin Ferreira. © Voltemos ao Evangelho. Original: Escola Cristã e outros formatos de educação | VEcast #26

11 Comentários
  1. Cedric Williams Diz

    Qual seriam as sugestões de escolas cristãs no Rio e São Paulo? Confessionais?

  2. Abraão Diz

    Mas oq ele quer dizer com engajamento cultural?

  3. Luiz Ricardo Diz

    Como um cristão reformado que morou no Brasil, Austrália e, hoje, nos Estados Unidos, tem 4 filhos, pratica educação domiciliar e tem várias pessoas da igreja fazendo o mesmo, estou extremamente decepcionado com a visão tacanha em atacar o ensino domiciliar com base num único estudo e ainda por cima com uma interpretação extremamente enviesada.

    Primeiro, se o estudo de que falam é o encontrado em http://icher.org/blog/?p=526, ele não é muito mais que uma pesquisa que comparou 2054 adultos entre 24 e 39 anos, classificando 34 deles considerados como homeschoolers que incluem ensino religioso.
    Não tem nada lá de alunos homeschoolers estarem “muuuuito abaixo” dos alunos de escola pública. O que diz realmente é que eles ganham menos, na média, e tem maior taxa de desemprego ou tendem a trabalhar períodos menores. Mesmo assim, o estudo ainda afirma que esses homeschoolers vieram de famílias mais pobres do que a média, então o fato de que eles ainda ganham menos do que a média não é significativo. Não fica claro na conclusão, mas é possível que relativamente eles tenham tipo um avanço maior do que não homeschoolers, no sentido de que os demais continuaram na mesma posição econômica de seus pais, enquanto os homeschoolers poderiam ter superado eles, ainda que no fim continuem abaixo da média.
    Ok, se não estivéssemos no meio cristão, poderíamos argumentar que eles são cidadão menos eficientes do que os demais. Contudo, o estudo aponta que eles tendem a se casar mais do que os outros, acreditam que os sexo fora do casamento é pecado, que relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é pecado. Eles também doam mais de seu tempo e dinheiro voluntariamente do que os demais, sendo seu destino igrejas e entidades cristãs, enquanto os demais geralmente focam em arte, cultura e política.
    Se você acha melhor seu filho se engajar na política do que na igreja, mais importante ter um emprego secular e ganhar tão bem quanto você, então a escola pública é a solução perfeita. Boa sorte na terceirização.

    Segundo, basear-se num único e limitado estudo, sem considerar todos os demais que encontram o exato oposto, só demonstra preconceito ou uma tentativa ridícula de defender suas circunstâncias ou convicções pessoais como se elas fossem verdade para todas as pessoas em todos os contextos.
    Por exemplo, tal estudo não leva em consideração o tipo de ensino aplicado em casa. Para os ignorantes no assunto, algumas famílias optam por unschooling, que consiste basicamente em não ter uma estrutura formal.
    Além disso, muitas famílias focam em educação moral e espiritual em detrimento do conhecimento naturalista e factual sobre os temas geralmente abordados em escolas.
    Não estou aqui advogando que tais correntes são as melhores, mas biblicamente você não pode condená-las. Primeiro, biblicamente, o ensino moral e espiritual é mais importante que qualquer coisa. Para ser sábio, é preciso primeiro temer ao Senhor. Quando a bíblia nos ordena ensinar os filhos no caminho em que deve andar, é impossível entender isto como uma ordem de prover ensino acadêmico. Isso nos leva à falácia deste e do outro vídeo onde se assume que os pais que ensinam em casa estão fazendo um trabalho pior do que os que enviam às escolas, como se Deus tivesse em algum momento tivesse dito que o conhecimento secular (sobre as coisas naturais) em algum momento fosse mais importante do que o conhecimento bíblico.
    Se eu, como pai, decidir que meus filhos não receberão conhecimento secular, mas investir todo o tempo em formá-los para servirem a Deus, serem homens e mulheres exercitados em toda a piedade cristã, eu tenho todo o direito e não posso ser repreendido por isto, mesmo que seja uma posição extrema. Dizer o oposto é inversão de valores, é priorizar o terreno e passageiro sobre o que é celestial e eterno.

    Terceiro, o Canadá, para quem acompanha o cenário geopolítico mundial, possui tendências socialistas o progressistas muito fortes, não é nem de longe o melhor lugar para avaliar o desempenho de homeschoolers.
    Canadá e Austrália são um pouco menos piores do que o Brasil no sentido legal, pelo menos eles possuem uma legislação, embora eles ainda considerem o Estado como dono dos seus filhos em algum nível. Eles exigem que você siga o plano do governo e várias outras coisas. O mesmo ocorre em alguns estados dos Estados Unidos, embora no geral aqui haja muito mais foco na liberdade individual e nos direitos dos pais sobre seus filhos.
    Sempre que o governo tenta controlar os pais, o efeito disso é que muitos fazem a educação domiciliar sem registro, ilegalmente, pois eles entendem que o Estado não tem o direito em fazer certas interferências, tal como determinar o currículo ou conteúdo que as crianças devem aprender em casa. Por causa disso, a maioria dos estudos tem dificuldades em encontrar dados confiáveis, já que as famílias que registram e seguem o que o governo exige em geral não são significativas para o movimento de homeschooling como um tudo.
    No geral, é muita inocência acreditar que o governo tem boas intenções quando ele tenta regulamentar muito o ensino em casa. A preocupação do Estado é sempre controlar o que seu filho aprende e isto inclui todo o marxismo cultural. No Brasil temos relatos cotidianamente sobre ensino sexual para crianças, doutrinação marxista, etc. Na Austrália, há o programa “Safe Schools”, que é uma versão light do kit-gay.

    Enfim, eu poderia discorrer por horas sobre este ou outros estudos, educação domiciliar, interferência do Estado em diversos países e vários outros pormenores, porém encerrarei apenas declarando minha esperança de que os pastores brasileiros acordem para a realidade de que a única solução para esta geração corrompida (ou vocês acham que nas últimas décadas, com todos os “avanços” culturais, não estamos nos afundando cada vez mais rápido no pecado como uma nação?) é devolver a responsabilidades aos pais de cumprir o mandato bíblia de ensinarem seus filhos, priorizando as esferas moral e espiritual, não a materialista.
    Sinceramente, as ditas escolas cristãs, em sua maioria, estão falhando terrivelmente em sua proposta de terceirizar a educação. Não conheço, no Brasil, uma que esteja fora do controle do MEC, inclusive o Mackenzie, e ainda se gabam de usar os últimos métodos construtivistas, como o tolo que pensa ser sábio e passa vergonha, sem ter a mínima noção do que estão fazendo. E não é comum do tolo falar mal do que não entende?

    1. Ricardo Esteves Diz

      Fantástico comentário.
      Absolutamente fantástico.

    2. Willian Porto Diz

      Meu maior problema com isso é: qual o real engajamento que os alunos dessas boas escolas tem tido? Como o Mackeinze e a IPB tem proporcionado educação de qualidade para o público, mesmo para aqueles que não tem como pagar o alto valor das escolas?

      Se acha que o homeschool não é o ideal, como quebrar o paradigma? Dizer que pessoas precisam se unir, me parece uma alternativa muito cômoda. Se querem realmente ajudar, façam um portal de metariais, conteúdos para disponibilizar aos pais, parceria com a própria denominação para criação de mais escolas e criação de um grande volume de bolsas para quem queira estudar nas escolas, mas não tenha condição.

      Sempre me parece muita fala para pouca ação.

    3. Luiz Ricardo Diz

      Tens toda a razão. Não mencionei nada em meu comentário original devido ao tamanho, mas há alguns anos, quando ainda morava no Brasil, liguei no Mackenzie para ver a possibilidade de comprar o material deles de pré-escola para começar a alfabetizar meu filho pequeno em casa.
      Mesmo não sendo um conteúdo ideal, devido às influências construtivistas, tentei relevar isto pensando na vantagem de ter um foco cristão.
      Mas qual foi a minha surpresa quando eles se recusaram absolutamente a sequer considerar a ideia de negociar o material.
      Naquela época eu já sabia que nos Estados Unidos escolas privadas costumam ter programas de parceria com homeschoolers e pensei que uma escola cristã e privada no Brasil teria mais abertura para fazer o mesmo. Ledo engano.
      Dou graças a Deus por ter vindo tão longe. Aqui nós Estados Unidos têm uma dúzia de currículos para escolher, todos com características diferentes. Posso fazer um misto deles e dosar a carga conforme o nível e o passo da criança. Ensino eles em Inglês, é claro, mas sempre comprando livros em Português. Meu filho mais velho aprende a maioria das coisas nas duas línguas ao mesmo tempo.

    4. Ricardo Esteves Diz

      Estranho, já fiz 2 comentários que ainda não forma aprovados…

    5. Ricardo Esteves Diz

      Tenho 3 comentários não aprovados ainda… Uma pena.

    6. Ricardo Esteves Diz

      Poisé, eu gosto bastante da iniciativa da Mackenzie, da iniciativa e nem tanto da execução… Porque no final das contas, parece ser um bom material de conteúdo cristão, mas que não vive muito cristianismo.
      A postura citada no comentário do Luiz sobre ter sido totalmente negada a compra do material, reflete um interesse praticamente exclusivo em fortalecer o nome da instituição, e nenhum em servir ao corpo da igreja. Você não precisa oferecer download grátis, tudo tem custo, e eu acho maravilhoso pessoas terem como sustento o retorno financeiro desse tipo de produto/material, que mais pessoas façam isso e inundem as bibliotecas, rádios, televisões e internet com material de qualidade e moral bíblica e absoluta.
      Mas a postura de ‘a bola é minha e só joga quem eu quero/pode’ não condiz com a cosmovisão que se diz utilizar. Essa restrição, digamos egoísta e nada piedosa, é incompatível com o resto do discurso.

    7. Ricardo Esteves Diz

      A utilização de uma pesquisa como base para as opiniões, expressadas como verdades absolutas, eu tenho que me indignar e chamar de desonestidade intelectual. Uma pesquisa onde apenas 5% eram Homeschoolers de 20 anos atrás, pioneiros de tudo, fazer essa ênfase para expressar os resultados não é aceitável.

  4. Ricardo Esteves Diz

    Como pai homeschooler cristão, é preciso deixar claro que nosso foco e objetivo estão muito além dos objetivos acadêmicos. Como citados no vídeo, a palavra nos ordena ao ensino, e não cita o ensino de matematica, física e etc. É uma verdade, e a verdade revelada nisso é que essas não são as matérias prioritárias. A síntese dos estudo domiciliar cristão não é como vou ensinar matemática usando um personagem bíblico, mas sim, como eu posso demonstrar aos meus filhos a glória do Criador nessa equação matemática?
    Esse é o verdadeiro desafio, e reafirmando o que o Franklin disse, dominar as matérias, sejam clássicas ou modernas, não é comum aos pais, mas tendo o foco certo, esse é o menor dos problemas e o mais é simples de ser resolvido!

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