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Lidando com nossos altos e baixos

O texto abaixo foi extraído do livro A Depressão de Spurgeon, de Zack Eswine, da Editora Fiel.

Em uma manhã de domingo, Charles compartilhava abertamente em sua pregação: “esta semana foi em alguns aspectos uma semana gloriosa em minha vida, mas se encerrou com um horror de grande escuridão sobre o qual não direi mais do que isso.” Charles então falou de sua propensão a altos e baixos. “Suponho que alguns irmãos não tenham muitas elevações ou depressões. Quase poderia desejar compartilhar suas vidas pacíficas.”. Continua: “Pois muito sou arremessado para cima e para baixo e embora minha alegria seja maior do que a da maioria dos homens, minha depressão de espírito é tamanha, de que poucos teriam ideia.”

Charles compartilhou esse testemunho pessoal como ilustração da referência que fez a Elias, profeta do Antigo Testamento, e de seu sucesso sem precedente na vida, seguido de uma terrível depressão. Tanto é assim que Elias pediu para morrer. “Altas exaltações envolvem profundas depressões”, observou Charles espirituosamente. Em seguida, volta a utilizar dessa verdade diretamente para aqueles que também sabem o que significa “cair nas profundezas da depressão”. Ela se aplica aos cuidados do Deus que se encontra próximo ao nosso abismo diário.

Não importa o quão profundo você caia, a graça é ainda mais profunda. “O que estava sob Elias quando ele caiu naquele desmaio debaixo de um zimbro e por quê? Pois, embaixo estavam os braços eternos. “Não importa o quão longe você caia em sua depressão, os braços eternos estarão sob onde você estiver.”

A graça vai mais fundo não importa a causa. “Irmãos, há muitas ocasiões nas quais o espírito afunda, por vezes através de decepções, de deserções de amigos, da observação do declínio da obra do Senhor, de uma falta de sucesso em nosso ministério, de um sentimento de pecado ou mil outros males que podem todos nos lançar para baixo.” Jesus é capaz de compadecer-se e nos recuperar não importa o que enfrentemos.

Em outra pregação, Charles igualmente revelou sua condição: “Estou bastante descontrolado para me dirigir a vocês esta noite. Sinto-me extremamente indisposto, excessivamente pesado e profundamente depressivo.” Mas o que o ajudou naquela noite foi “o prazer de tentar dizer algumas palavras” sobre o evangelho àqueles que estavam reunidos. O prazer de compartilhar a visão mais ampla do sofrimento e compaixão de Jesus pode misteriosamente nos fortalecer em nossa depressão.

Nós aprendemos a contar a nossas histórias

Por que Charles falava sobre sua depressão tão abertamente? Ele enfrentou aqueles que o estigmatizavam, o envergonhavam ou o discriminavam. Como? Assim como a história de Jesus nos diz que Deus lá esteve para nos dar esperança real, nós que estivemos lá com ele aprendemos a contar nossas histórias também. No fundo do poço temos dúvidas de que nossa história possa interessar a alguém, muito menos a Deus ou a nós mesmos. Na verdade, aqueles que já atravessaram o imenso deserto têm coisas para dizer que ninguém mais realmente pode.

  1. Contamos nossas histórias, não para parecermos simpáticos ou para roubarmos a história de outra pessoa para nossa própria atenção, mas para simpatizar, isto é, para sintonizar os sentimentos. “A dor física aguda sucede a depressão mental, e esta é acompanhada pelo luto e pela aflição na pessoa de um querido nesta vida. As águas rolaram continuamente, onda após onda. Não menciono isso exatamente pela simpatia, mas simplesmente para deixar o leitor ver que sou marinheiro em terra seca (…) conheço o agitar das ondas e a força dos ventos.”
  2. Contamos nossas histórias, não porque desejamos essa experiência, mas porque tivemos essa experiência. “‘Bem’, diz alguém, ‘não quero experimentar esse tipo de sentimento’. Com certeza, não. Porém suponha que você o tivesse sentido, e na próxima vez que encontrar alguém que esteve preso no castelo do Gigante Desespero saberá como simpatizar com ele.”
  3. Contamos nossas histórias para que os sofredores saibam o que Jesus sente, não em relação às forças deles, mas para com suas enfermidades. “A nossa dor, a nossa depressão, o nosso tremor, a nossa sensibilidade, Jesus é tocado por elas, embora não caia no pecado que muito frequentemente advém delas. Agarre rapidamente essaverdade, pois em algum outro dia ela pode servir fortemente para o seu consolo. Jesus é tocado, não com o sentimento de sua força, mas de sua enfermidade (…) como a mãe que sente a fraqueza de seu bebê, assim sente Jesus em relação aos mais pobres, mais tristes e mais fracos”.
  4. Contamos histórias para prover a esperança real. “Se você passou pela depressão da mente, e o Senhor apareceu para seu conforto, se exponha para ajudar outros que estão onde você costumava estar.”

A Depressão de Spurgeon

Eu sei, pessoalmente, que não há nada no mundo que o corpo físico possa sofrer que se compare à desolação e à prostração da mente. – Charles Spurgeon A depressão afeta muitas pessoas, tanto pessoalmente quanto através da vida daqueles que amamos. Neste livro, vemos como o Príncipe dos Pregadores do século XIX, C.H. Spurgeon, lutou com a depressão. O fato de um pastor cristão tão proeminente ter vivenciado a depressão, e dela ter falado tão abertamente, convida-nos à empatia com um companheiro sofredor. Porque esse pastor e pregador saiu à luta com fé e dúvida, sofrimento e esperança, nós ganhamos um companheiro na jornada. O que ele encontrou de Jesus na escuridão pode nos servir de luz para as nossas próprias trevas.

CONFIRA

Por: Zack Eswine. © Editora Fiel. Website: EditoraFiel.com.br. Traduzido com permissão. Fonte: Extraído do livro: Zack Eswine, A Depressão de Spurgeon: Esperança realista em meio à angústia.

Original: Lidando com nossos altos e baixos. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados.

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