20 citações de A Treliça e a Videira, de Tony Payne e Colin Marshall

O livro A Treliça e a Videira, de Colin Marshall e Tony Payne, pode mudar (ou ajustar) o foco do ministério de discipulado de sua igreja. O resultado de investir na videira é que a treliça, embora ocultada pela videira, cumpra seu papel de dar suporte à vida. Aqui estão 20 citações:

“A obra fundamental de qualquer ministério cristão é pregar o evangelho de Jesus Cristo no poder do Espírito de Deus e ver pessoas convertidas, mudadas e crescendo para a maturidade nesse evangelho. Essa é a obra de plantar, regar, fertilizar e cuidar da videira.” (p. 14)

“Ser um discípulo significa ser chamado a fazer novos discípulos.” (p. 20)

“Quando planejamos o ministério para o ano seguinte, há duas abordagens que talvez adotemos. Uma abordagem é considerarmos os programas existentes na igreja (como as reuniões de domingo, trabalho com jovens, ministério infantil e grupos de estudos bíblicos) e, depois, elaborarmos maneiras como esses programas podem ser mantidos e melhorados. A outra abordagem é começarmos com as pessoas na igreja local, não tendo em mente estruturas ou programas específicos, e, depois, considerarmos quem são essas pessoas que Deus nos confiou, como podemos ajudá-las a crescer na maturidade cristã e que forma seus dons e oportunidades podem assumir.” (p. 24)

“Se quisermos que nossa estratégia seja focalizada em pessoas, devemos concentrar-nos em treinamento, o que aumenta o número e a eficácia de comunicadores do evangelho (ou seja, pessoas que podem falar as boas-novas em conversas pessoais e em contextos públicos). Esse tipo de estratégia envolve identificarmos e equiparmos mais os comunicadores, e isso aumenta o número, a variedade e a eficácia dos eventos.” (p. 25)

“Quando gastamos tempo e recursos em treinar líderes, logo ficamos com medo de perdê-los. Entretanto, um de nossos alvos em treinar pessoas deve ser encorajar algumas delas a receberem treinamento formal posterior, a fim de que sigam para o ministério denominacional ou missionário. Devemos ser exportadores de pessoas treinadas, em vez de acumuladores de pessoas treinadas.” (p. 32)

“Independentemente dos outros sinais de vida e crescimento que busquemos em nossas igrejas – envolvimento, atividades, novos frequentadores, finanças, número de empregados, prédios e assim por diante – o único crescimento que tem importância nos planos de Deus é o crescimento de crentes. Isto é o que a videira próspera realmente é: indivíduos crentes, nascidos de novo e enxertados em Cristo por ação da Palavra e do Espírito, integrados em comunhão mutuamente edificante, uns com os outros.” (p. 47)

“A Grande Comissão não é apenas para os Onze. É a agenda básica para todos os discípulos. Ser um discípulo é ser um fazedor de discípulo.” (p. 51)

“O cristão que não tem um coração missionário é uma anomalia. O coração missionário será visto em todas as maneiras: em orações pelos perdidos, em assegurar-nos de que nosso comportamento não ofenda alguém, em conversas sobre o evangelho com amigos (em jantares!) e em fazermos todo esforço possível para salvar alguns. Somos escravos sem direitos, embora sejamos livres (cf. 2 Co 4.5; Fp 2.7).” (p. 61)

“Aquilo sobre o que estamos realmente falando é um movimento de leitura da Bíblia – em famílias, em igrejas, em vizinhanças, em locais de trabalho, em todos os lugares. Imagine se todos os cristãos, como parte normal de seu discipulado, fossem envolvidos numa rede de leitura bíblica regular – não somente aprofundando-se na Palavra em particular, mas lendo-a com seus filhos antes de dormirem, com seu cônjuge durante o café da manhã, com um colega de trabalho não cristão, uma vez por semana, durante o almoço, com um novo cristão, a fim de acompanhá-lo, uma vez a cada quinze dias, para encorajamento mútuo. Seria uma rede incrível de relacionamentos pessoais, oração e leitura da Bíblia – mais um movimento do que um programa – mas, em outro nível, seria profundamente simples e ao alcance de todos.” (p. 67)

“No Novo Testamento, treinamento é muito mais a respeito do pensar e do viver cristão do que a respeito de habilidades e competências específicas.” (p. 78)

“O âmago do treinamento não é transmitir uma capacidade, e sim transmitir sã doutrina. Bom treinamento bíblico resulta em vida piedosa baseada em sã doutrina que produz maturidade.” (p. 80)

“Devemos lembrar que tipo de exemplo Paulo estava dando em sua imitação de Jesus. Era a aceitação de hostilidade e rejeição social – uma adoção do caminho abnegado de sofrimento e maus tratos em benefício de outros. Como argumenta Edwin Judge, o tipo de imitação que Paulo exigiu era bem contra cultural em seus dias. Não consistia de seguir regras éticas específicas ou tradições, e imitar o senhor espiritual de alguém, mas de renunciar a própria vida em benefício dos outros. Esta “chamada a sacrificar seus próprios interesses visando a um objetivo mais elevado era uma inversão surpreendente da vida ética como os gregos a haviam definido” (p. 82)

“Treinamento é paternidade. É uma pessoa amando tanto a outra que deseja vê-la crescer, progredir e estar preparada para engajar-se na obra fiel e de longa duração que (na misericórdia de Deus) verá isso acontecer. A natureza relacional do treinamento significa que o melhor treinamento acontecerá frequentemente por osmose e não por instrução formal. Será assimilada tanto quanto ensinada. Os treinados acabarão se parecendo com seus treinadores, assim como os filhos acabam se tornando como seus pais.” (p. 84)

“Aqueles que são treinados precisam ver o coração de seu treinador os pecados e confissões, os temores e a fé, as visões e as realidades, os sucessos e os fracassos. A vida e o ministério do treinador são um modelo para o treinado – não de perfeição, mas de desejos santos em um vaso de barro. Isto exige o compartilhamento honesto e franco de nossa vida.” (p. 85)

“No entanto, para você fazer verdadeiro progresso em ajudar os crentes de sua igreja a se tornarem “encorajadores”, eles precisam mais do que um curso de seis semanas. Precisam do exemplo prático para observarem como pode ser feito; e precisam de instrução, acompanhamento e oração pessoal que abordam as questões espirituais que estão no âmago do “tornar-se um encorajador”. Isto exige tempo e atenção pessoal – antes, durante e depois da oportunidade de treinamento planejada.” (p. 88)

“Onde a “palavra da verdade” é ensinada e crida, ela produz fruto. Pessoas são mudadas. São transferidas de um reino para outro (como Paulo afirma depois, no versículo 13 de Cl 1). Começam a ter fé em Cristo Jesus e amor por todos os santos e ansiar por sua herança celestial. Suas prioridades mudam, sua cosmovisão muda; e sua vida é refeita, pouco a pouco, na imagem do próprio Filho de Deus.” (p. 90)

“Uma vez que uma pessoa responde à mensagem do evangelho e coloca sua fé em Cristo, algum tipo de acompanhamento inicial é necessário para firmá-la na fé e ensinar-lhe as coisas básicas. Dependendo de seu contexto e circunstâncias, este estágio inicial de tornar-se firme pode levar poucos meses ou vários anos, mas, ainda que seja demorado, é vital que alguém se achegue ao novo crente para ensinar, cuidar e orar por ele.” (p. 92)

“Crescer como Cristo é crescer em amor e num desejo de servir e ministrar aos outros.” (p. 93)

“O discipulado cristão diz respeito à sã doutrina e a uma vida piedosa; portanto, treinar ou equipar pessoas para ministrar aos outros significa treinar e equipá-las com piedade e maneira de pensar corretos, e não apenas equipá-las com um conjunto de habilidades – porque isso é, por sua vez, o modo como precisarão ministrar aos outros. Para acompanharem um novo crente, por exemplo, crentes mais maduros precisam não somente saber como seguir um conjunto básico de estudos bíblicos; precisam também ser modelos de vida e de fé cristã madura.” (p. 94)

“Se fazer a videira crescer significa o crescimento de pessoas, precisamos ajudar cada pessoa a crescer, começando de onde ela está neste exato momento. Precisa haver o ministério minucioso e individual de pessoas, bem como os ministérios bastante eficientes que acontecem em grandes grupos.” (p. 97)

A Treliça e a Videira

A Mentalidade de Discipulado que Muda Tudo

Fruto de 25 anos de trabalho, este livro esboça como trabalhar de perto com as pessoas, torná-las discípulos, ajudá-las a crescer e a florescer no ministério do evangelho e ficar ao lado delas em longo prazo.

 

 

CONFIRA

Por: Renata Gandolfo. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Traduzido com permissão. Original: 20 citações de A Treliça e a Videira, de Tony Payne e Colin Marshall.

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