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19 fatores que levam você a ver pornografia

Ao identificar fatores que motivam seu desejo sexual, também quero que você observe se está tratando seu pecado como um amigo, aliado, refúgio, etc. Esses insights são essenciais para o arrependimento fazer sentido como parte central da mudança. A não ser que vejamos como o nosso pecado procura substituir Deus em nossas vidas, nossa necessidade de nos corrigirmos diante de Deus surge como se Deus estivesse inibindo indevidamente a nossa sexualidade.

“Sua batalha com o vício sexual não começa com o seu comportamento. Ela começa com o que você quer, pelo que você vive” (David Powlison em Sexual Addiction, p. 6).

  1. Tédio (O Pecado como a Minha Alegria)

Quando o tédio é o que aciona o nosso desejo sexual, então o pecado se torna a nossa alegria. Quando há um momento que pode ser ocupado com algo de nossa escolha, nós buscamos o pecado para preencher o vazio, e não Deus ou algum de Seus desejos legítimos. Nós começamos a perder nosso apetite para o prazer piedoso como a criança que come doce para de querer comida saudável. Mesmo quando eles sentem o entorpecimento dos altos e baixos das guloseimas, eles não conseguem conectar isso a sua dieta, e procuram outro “barato do açúcar” como a solução “óbvia”.

“Sexo não é supremo… Ídolos começam como coisas boas a que damos importância demais, e poucas coisas transformam-se em idolatria com mais frequência ou poder que o sexo. Nós permitimos que um bom dom de Deus suplante o Deus que o deu. Sexo é bom, até ótimo, mas não é supremo”. (Tim Challies em Desintoxicação Sexual, p.61.)

Leia Neemias 8.9-12. Deus é um Deus de grande alegria e prazer. Muitas vezes, vemos Deus como algo tão sério que acreditamos que “diversão” deve ser algo contrário a Ele. Quando Deus chamou Israel ao arrependimento por meio de Neemias e Esdras, Ele pediu que eles expressassem seu arrependimento em celebração. Se o fator do tédio o leva a pecar, permita que essa passagem desafie sua visão de Deus.

  1. Solidão (O Pecado como Meu Amigo)

Quando a solidão é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso “amigo”. O pecado sexual é sempre relacional quer o relacionamento seja fictício ou físico. Assim, ele se ajusta bem à solidão. É como se nosso pecado (uma pessoa, uma sala de bate-papo ou um vídeo) nos dissesse: “conte-me seus problemas”. Nós ficamos felizes em pegar uma cadeira e desabafar. Ao fazermos isso, falar com uma pessoa real ou com alguém que não é parte de nosso pecado torna-se muito arriscado. Agora, nós tememos ser julgados ou descobertos por qualquer pessoa além do nosso “amigo”.

“Eu posso criar um mundo perfeito. As coisas sempre acontecem exatamente do meu jeito. As pessoas fazem exatamente o que eu quero. Eu estou sempre no topo. A fantasia é ótima para alimentar o ego” (Testemunho anônimo no livro de David Powlison, Pornography: Slaying the Dragon, p. 19).

Leia Provérbios 27.6. Durante o pecado sexual, nós escrevemos esse provérbio ao contrário. Nós cremos que “Leais são os beijos do inimigo; mas as feridas do amigo são enganosas”. Quando o pecado reverte os papéis de amigo e inimigo, ele nos prende até que restituamos os rótulos certos às pessoas em nossas vidas. Se o fator da solidão o leva ao pecado sexual, então examine em oração quem ou o que você está chamando de “amigo”.

  1. Stress (O Pecado como Meu Consolador)

Quando o stress é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso “consolador”. Nós corremos para ele ou ela. O pecado ou nosso parceiro de adultério torna as coisas melhores (pelo menos enquanto ela ou ele permanece escondido e conosco). Porém o consolo possui uma qualidade viciante. O stress de que somos aliviados é multiplicado pelo stress que ele ou ela cria. Isso nos mantém num ciclo de stress, retornando a uma fonte primária de stress para ter alívio.

“Nós desejamos intimidade em um nível relacional. Nós nos sentimos solitários. Mas, nós também temos medo da intimidade. Nós não temos certeza de que podemos alcançá-la ou se estamos vulneráveis o bastante para manejá-la”. (Tim Chester in Closing the Window, p. 47)

Leia João 14.25-31. Jesus descreve o Espírito Santo como o “Ajudador” ou o “Consolador” (v. 26) e como a fonte de paz que é distinta da paz do mundo que sempre nos leva ao medo (v. 27). Se uma fonte de consolo não permite que você seja mais real com mais pessoas, então não é verdadeiro consolo. É uma droga que te entorpece você antes de te deixar doente. Se o fator do stress o leva ao pecado sexual, então examine se seu “consolo” é real ou uma forma de automedicação relacional.

  1. Frustração (O Pecado como Minha Paz)

Quando a frustração é o que nos leva ao pecado sexual, então o pecado torna-se nossa fonte de paz. O pecado é tratado como um “oásis”. Quando isso acontece, nós rotulamos o pecado de nosso “abrigo” em comparação às partes da vida que nos chateiam. Isso torna o pecado nosso amigo e tudo o que se opõe ou interfere vira nosso inimigo.

Leia Romanos 16.17-20 e 1 Tessalonicenses 5.22-24. Perceba que cada passagem refere-se a conhecer o Deus de paz como alternativa a cair em tentações baseadas em desejos enganosos. Em quem você procura paz quando algo te frustra é aquilo que determina o seu caráter. Assim que você declara que algo ou alguém é a fonte de sua paz, você será leal a isso e o obedecerá.

  1. Fadiga (O Pecado como Minha Fonte de Vida)

Quando a fadiga é o que nos leva ao pecado sexual, então o pecado torna-se nossa fonte de vida. Nós buscamos no pecado nosso impulso para suportar o dia. Pensar em nosso pecado nos faz prosseguir quando pensamos em desistir. A adrenalina da satisfação sexual (física ou romântica) torna-se uma droga que usamos para artificialmente nos estimularmos, a qual começamos a questionar se conseguiríamos viver sem.

Leia 2 Coríntios 4.7-18. Essa passagem usa muitas palavras que podem ser sinônimas ou criam fadiga: aflitos (v. 8), perplexos (v. 8), perseguidos (v. 9), abatidos (v. 9) e desfalecer (v. 16). A fadiga pode fazer você se sentir só e o pecado sexual torna-se sua companhia vivificadora. Paulo diz que é somente Cristo que pode ser a vida em nós que enfrenta a fatigante morte ao nosso redor (v. 10-12). Duvidar dessa verdade revela que estamos acreditando em (ou pelo menos ouvindo atentamente) mentiras.

  1. Dor (O Pecado como Meu Refúgio)

Quando a dor é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso refúgio. Em nossos momentos de fuga pecaminosa, nos sentimos protegidos da vida e uma crescente lealdade ao nosso pecado se desenvolve. Na verdade, nosso pecado nos fornece tanta proteção quanto uma criança puxando a coberta sobre a própria cabeça, mas, em nossos momentos de dor, apreciamos mesmo o pseudo-refúgio do pecado comparado à aparente ausência de qualquer outro abrigo.

Leia o Salmo 31. Esse salmo alterna entre um pedido de socorro e uma canção de confiança. Assim, o salmo revela o realismo com que a Escritura fala. O pecado sexual é um pseudo-refúgio à disposição. Mesmo quando não podemos ter o pecado, podemos fantasiar sobre a presença dele. Entretanto, o verdadeiro refúgio de Deus está disponível pelo mesmo tipo de exercício “meditativo”. Porém, ele pode nos livrar de verdade por meio do direcionamento da Escritura, da presença de Seu Espírito e do envolvimento de Seu povo.

  1. Traição (O Pecado como Minha Vingança)

Quando a traição é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa vingança. Nós sabemos como a traição (especialmente traição sexual) é poderosa, então decidimos usar seu poder para nossos propósitos de vingar-nos daqueles que nos magoaram. Cegos pela dor, tentamos usar a dor para conquistar a dor, mas apenas a multiplicamos. Nós continuamos esse efeito dominó potencialmente infinito que nos agride, alternando as experiências da dor da traição e da vergonha de trair, apesar de sabermos como isso perpetua a dor.

Leia Romanos 12.17-21. É bastante tentador ler essa passagem como se Deus o impedisse de ter um doce alívio e satisfação. Mas, na realidade, Deus está te impedindo de transformar a traição de outro em autodestruição. Deus não está removendo a vingança. Ele está simplesmente dizendo que Ele é o único que pode manejar seu poder sem ser vencido por ela. O pecado não pode derrotar o pecado; não mais que o óleo pode remover uma mancha de suas roupas. É tolice crer que seu pecado sexual pode fazer o que somente a morte de Cristo na cruz conseguiria – trazer justiça à injustiça.

  1. Amargura (O Pecado como Minha Justiça)

Quando a amargura é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa justiça. Se o pecado como vingança é rápido e ardente, o pecado como justiça é lento e frio. Não estamos mais procurando ferir os outros com nossos atos; agora, estamos meramente nutrindo nossa ferida. Se tentássemos explicar nosso pecado em palavras, teríamos de dizer que achamos que nosso pecado tem algum poder de cura. Mas, porque isso parece tolice, tendemos mais a apenas justificá-lo com o pecado cometido contra nós.

Leia Hebreus 12.15-17. Nesta passagem, uma “raiz de amargura” é diretamente ligada ao pecado sexual (v. 16). Quando a amargura distorce nossa perspectiva, trocamos coisas de grande valor (nossa integridade e/ou unidade da família) por coisas de pouco valor (um desejo liberado ou uma fantasia rapidamente trazida à vida) como Esaú vendeu sua primogenitura por uma tigela de sopa.

  1. Oportunidade (O Pecado como Meu Prazer)

Quando a oportunidade é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso prazer. Muitas vezes, o pecado sexual não exige mais que um tempo sozinho com um computador, um momento livre para mandar mensagem ou um membro do sexo oposto para “conversar” (isto é, flerta ou permitir que leve meus fardos). Quando o caso é esse, o pecado sexual tornou-se nossa diversão normal, nosso passatempo preferido. Quanto mais o nosso pecado sexual se infiltra nas partes comuns da vida, mais abrangentes serão as mudanças de coração e estilo de vida necessárias para arrancá-lo.

“A realidade é que, muitas vezes, não gostamos da vergonha e das consequências do pecado, mas ainda gostamos do pecado em si… É por isso que a pornografia é agradável. Vamos ser honestos sobre isso. Se fingirmos que não, jamais a venceremos. As pessoas gostam de assistir pornografia – ou elas não assistiriam. A Bíblia fala sobre os prazeres do pecado. Eles são temporários. Eles são perigosos. Eles são prazeres vazios comparados com a glória de Deus. Mas, não obstante, eles são prazeres”. (Tim Chester em Closing the Window, p. 15)

Leia Filipenses 3.17-21. Paulo está abordando aqueles que têm um “deus em seu ventre” (v. 19). Essas são pessoas cujos apetites básicos, as partes cotidianas de suas vidas, estão em confronto com Deus. Paulo chorava ao pensar em pessoas nessa condição (v. 18). Se a mera oportunidade se torna um motivo central para seu pecado, que essa passagem lhe choque e acorde!

  1. Rejeição (O Pecado como Meu Conforto)

Quando a rejeição é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso conforto. Nossa cultura fez as coisas feitas por causa do “medo de rejeição” parecerem neutras, como se a motivação negativa negasse a malignidade do pecado; como se nós nos tornássemos vítimas de nosso próprio pecado quando tememos a rejeição. O problema com temer a rejeição é que isso nos torna tolos. Somente o temor do Senhor pode nos fazer sábios (Pv 1.7). Quando reagimos por medo da rejeição, naturalmente buscamos o conforto das pessoas em vez do conforto de Deus.

“Assim que entendemos que o alvo primário do comportamento sexualmente viciante é evitar a dor relacional – em essência, controlar a vida – começamos a descobrir o problema principal… Sob diversas camadas da superfície há uma força penetrante e integral que exige o direito de evitar a dor e experimentar a autorrealização. Essa energia egocêntrica é a própria essência do que a Bíblia chama de ‘pecado’”. (Harry Schaumburg em False Intimacy, p. 20, 24)

Leia Provérbios 29.25. A Escritura chama do “medo de rejeição” de “temor do homem” .Não é algo inocente porque substitui Deus como Aquele por cuja aprovação nós vivemos. São os valores, caráter e preferências de quem tememos que influenciam nossas decisões, emoções, moralidade e reações instintivas. Se a rejeição é seu motivo primário para o pecado sexual, permita que essa passagem desafie a orientação da sua vida.

  1. Fracasso (O Pecado como Meu Sucesso)

Quando o fracasso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso sucesso. No mundo da fantasia do pecado sexual (pornografia, mídia romântica ou adultério), você sempre ganha. Você fica com a garota. Você é a donzela resgatada. Nenhuma parte da vida real pode competir com a taxa de sucesso rápido do pecado. O pecado vem primeiro e o custo depois. O custo do sucesso verdadeiro vem primeiro. Em casamentos saudáveis, sacrifício é uma parte primária da alegria. Ao entregar-se ao pecado sexual como uma forma de sucesso, ele o levará a desejar o tipo de sucesso que destrói uma família. Mesmo se o relacionamento de adultério se torne estável, ele se tornará “real” o bastante para não mais jogar pelas suas regras preferidas de sucesso.

Leia Mateus 21.28-32. Por que o segundo filho disse “eu vou” e não cumpriu a tarefa (v. 30)? Um motivo potencial é o medo do fracasso. Sem dúvida, ele teria visto o pai insatisfeito com ele e se sentiria mais próximo de alguém que somente quer que ele faça o que tem vontade (i.e., pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério). Usar o pecado sexual como sucesso barato resulta em ferir relacionamentos reais, mentira, ficar na defensiva por ser “julgado” e retroceder a relacionamentos doentios ou fictícios. Em vez de avaliar os outros por como eles nos fazem se sentir, arrependa-se de seu medo do fracasso.

  1. Sucesso (O Pecado como Minha Recompensa)

Quando o sucesso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa recompensa. O seu pecado sexual se tornou o que você faz quando precisa descansar ou o que você “merece” depois de completar algo difícil? O seu pecado sexual tornou-se a cenoura que você balança na sua frente para manter a motivação? Quando o pecado se torna a nossa recompensa, nos sentimos enganados pelo arrependimento. Deus e todo mundo que fala em Seu nome tornam-se estraga-prazeres.

Leia Hebreus 11.23-28. Moisés estava diante de uma escolha entre que recompensa ele considerava mais satisfatória: o tesouro do Egito ou o privilégio de ser servo de Deus (v. 26). O pecado sexual nos dá uma escolha semelhante: um tesouro fácil ou um serviço humilde. A não ser que Cristo seja seu herói, e Deus o seu Pai admirável, então a escolha parece facilmente ser andar na direção da destruição.

  1. Direito (O Pecado como o que Mereço)

Quando o direito é nosso motivo para o pecado sexual, o pecado se torna o que merecemos. Quando você está diante do seu pecado sexual, você pensa ou diz “Como eu vou conseguir o que preciso… mereço… conquistei?”. Você consegue ver como o pecado sexual tornou-se sua medida para o que é um “bom dia” ou se alguém está contra ou a favor de você? Você está disposto a permitir que apenas Cristo, que morreu pelo pecado de onde você está tentando obter vida, seja a medida do que é “bom” em sua vida?

Leia Jeremias 6.15 e 8.12. O povo de Deus tinha perdido a habilidade de envergonhar-se do pecado. Por quê? Uma explicação possível (que pode explicar nossa incapacidade de envergonhar mesmo se não se aplica a eles) é que eles criam que mereciam seu pecado. Quando isso acontece, acreditamos que sabemos mais que Deus. Nós creditamos que as situações únicas da nossa vida são mais importantes que as verdades eternas da ordem criada de Deus. Nossa confiança para discutir nos furta a humildade necessária para se envergonhar.

  1. Desejo de Agradar (O Pecado como Minha Auto-Afirmação)

Quando o desejo de agradar é nosso motivo para o pecado sexual, então o pecado se torna nossa auto-afirmação. É fácil agradar um ator pornô ou um parceiro de adultério. Eles têm interesse em serem agradados. Toda o relacionamento é baseado em comércio (“o cliente tem sempre a razão”) ou conveniência (“se eu não estou agradando você, você tem outro lugar para ir”) em vez de comprometimento (“eu escolho você incondicional e fielmente nos tempos bons e ruins”). Muito frequentemente, o pecado torna-se um lugar de fuga quando você não está querendo fazer alguém feliz.

Leia Efésios 4.25-32. Note que o tipo de interação relacional descrita nesses versos é incompatível com um desejo exagerado de agradar os outros. Não podemos viver a vida para a qual Deus nos chamou (quer estejamos pecando sexualmente ou não) se nosso principal desejo é agradar os outros. Nossas conversas devem ser graciosas e boas para a edificação (v. 29), mas isso pressupõe que estamos dispostos a falar sobre áreas de fraquezas com aqueles que amamos.

  1. Horário (O Pecado como Tranquilizante)

Quando o horário é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso tranquilizante. Você usa seu pecado sexual para ajudar a dormir, começar o dia, acabar com o tédio, passar o tempo ou como um estimulante? Quais são os horários do dia ou da semana em que normalmente você luta contra o pecado sexual? O seu pecado sexual tem se tornado uma rotina?

Leia 1 Timóteo 4.7-10. Quando você usa o pecado como um tranquilizante, você está se exercitando na impiedade (veja o v. 7). Muitas vezes, como essas ocorrências acontecem durante períodos de inatividade, achamos que não são tão ruins. Nós as vemos mais como uma criança que ainda chupa o dedo em vez de uma criança que está desafiando a instrução direta dos pais. Se disciplinar-nos para a piedade significa algo, isso é importante quando nos sentimos indisciplinados.

  1. Lugar (O Pecado como Meu Escape).

Quando o lugar é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna o nosso escape. A natureza fantasiosa de todo pecado sexual o torna uma fuga perfeita de um local desagradável. Nós podemos estar “presentes” e “ausentes” ao mesmo tempo. Nós podemos receber presença (ou pelo menos evitar levar falta) sem precisar estar presentes. Podemos estar mentalmente com nosso amante enquanto enfrentamos um encontro chato, crianças difíceis, um cônjuge desinteressado, um apartamento solitário ou outro contexto desgradável.

Leia o Salmo 32. Perceba que o salmo começa falando sobre um tempo ou lugar desagradável (v. 1-5). Mas, em vez de fugir, Davi correu para Deus (v. 7) e encontrou a alegria que você busca por meio da fuga pelo pecado sexual (v. 10-11). Quando nós fugimos em uma fantasia sexual, estamos usando nossa fantasia como um Deus substituto. Estamos, com efeito, orando para e meditando sobre nosso pecado durante um período de dificuldade em busca de libertação.

  1. Pensamentos Negativos (O Pecado como Meu Silenciador)

Quando pensamentos negativos são nosso motivo para pecar, o pecado torna-se nosso silenciador. Na fantasia sexual (pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério), sempre somos desejados e vemos a nós mesmos pelos olhos de quem nos deseja. Nós nos entregamos a eles não apenas fisicamente, mas na imaginação. Porque nós sabemos que o relacionamento tem curto prazo, estamos dispostos a isso. Se o relacionamento fosse permanente, o poder do efeito silenciador seria diluído com o passar do tempo e negado por nosso crescente número de falhas na presença do (a) parceiro (a).

Leia o Salmo 103. O pecado (ou mesmo um relacionamento humano saudável) nunca fará o que somente Deus pode fazer. O silêncio definitivo para os nossos pensamentos negativos é a morte de Cristo na cruz – afirmando que éramos tão maus quanto pensávamos, mas substituindo nossa deficiência com Sua justiça. O pecado sexual oferece uma justiça fantasiosa. Ele só pode oferecer o tipo de cobertura zombada no clássico livro infantil A Roupa Nova do Imperador.

  1. Público (O Pecado como Meu Parque de Diversões)

Quando o público é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso parque de diversões. Nós caminhos pela vida como uma criança num parque; admirando cada pessoa que vemos como um brinquedo novo ou uma aventura romântica, fazendo insinuações sexuais grosseiras a cada comentário ou tratando todos os presentes como se eles existissem para nos divertir e nos estimular sexualmente. Nosso pensamentos particulares são alimentados por uma interpretação hipersexualizada do que está à nossa volta.

“O ato de olhar pornografia é em si mesmo parte do socorro que ela pretende oferecer. Eu posso procurar mulheres que estão disponíveis para mim. Eu posso escolher entre elas como um ser soberano. Isso oferece um senso de controle”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 50).

Leia Romanos 1.24-25. Você consegue ver na descrição do sexo como um parque o que significa “mudar a verdade de Deus em mentira, e honrar e servir mais a criatura do que o Criador” (v. 25)? Deus nos entregará a esse tipo de coração lascivo (v. 24). É por isso que uma amputação radical do pecado é uma resposta sábia e necessária para impedir que o pecado sexual se torne nosso parque de diversões (Mt 5.27-30).

  1. Fraqueza (O Pecado como Meu Poder)

Quando fraqueza é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso poder. A estimulação (física e química associada com a excitação) do pecado sexual oferece uma fachada de força. Outra pessoa se deleitando em você produz uma aparência de importância. Como acontece com muitos desses motivos, o sexo torna-se um meio para um fim. Sexo não é mais uma expressão de amor, mas uma tentativa de obter algo. Isso é sempre uma receita para sexo disfuncional e insatisfatório.

“Meu pastor pregava que a principal questão do adultério é que você quer alguém para adorar e servir você, para estar à sua disposição. Isso ecoou em mim. Eu podia enxergar esse tema em minhas fantasias”. (Testemunho anônimo em Pornography: Slaying the Dragon, de David Powlison, p. 15).

Leia 2 Coríntio 11.30. Você está disposto (expor pública e verbalmente) sua fraqueza como uma maneira de fazer Cristo mais conhecido e viver em relacionamentos mais autênticos? Essa é a única liberdade que permitirá que você desfrute o que está procurando no pecado sexual. Se isso soa retrógrado, leia o que Paulo diz em sua primeira carta aos Coríntios (1.20-25) e pergunte a si mesmo se sua “sabedoria” é ficar mais perto ou mais longe de onde você quer estar.

Liste e faça um ranking dos top cinco motivos para seu pecado sexual.

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“Pornografia sempre é um sintoma de questões mais profundas. Envolve lascívia, mas também envolve raiva, intimidade, controle, medo, fuga e assim por diante. Muitos desses problemas aparecerão em outras áreas da vida”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 109).

Para algumas pessoas, o motivo de seu pecado sexual será muito evidente. Talvez você possa rapidamente entender os motivos que o levam a acreditar que o pecado “vale a pena” ou “funcionará” dessa vez. Para outros, exige reflexão no momento de tentação para discernir o que os atrai.

O valor de entender o motivo de nosso pecado é que nos permite ouvir as promessas vazias que o pecado faz para que possamos voltar para nosso amoroso Pai Celestial que quer e pode cumprir essas promessas. Eu espero que esse post tenha te ajudado a enxergar o vazio do pecado e te preparado a aceitar a plenitude de Deus no evangelho.

Por: Brad Hambrick. © Website: bradhambrick.com. Traduzido com permissão. Fonte: 19 Possible Motive-Triggers for Pornography.

Original: 19 fatores que levam você a ver pornografia? © Reforma21 & Voltemos ao Evangelho. Website: reforma21.org & voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Josaías Jr. Revisão: Filipe Castelo Branco.

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