um site cristão por Cristo e pelo Evangelho

4 dicas práticas para ajudar viciados

A ideia de ministrar a pessoas viciadas provavelmente seja intimidadora para a maioria dos cristãos. Vícios muitas vezes dão origem a outros pecados como mentir ou roubar, o que torna desagradável ou até mesmo perigoso estar perto de alguém que esteja nas garras de um vício. No momento em que o problema aparece, as vidas de muitos viciados estão saindo do controle, e é difícil imaginar reunir o tipo de recursos e energia necessários para poder realmente ajudar alguém dominado pelo vício. Esse tipo de ministério pode parecer o tipo de coisa que requer treinamento especial ou especialização. Certamente, não é o tipo de coisa que um membro “mediano” da sua igreja pensaria em empreender, e muitas congregações estão paralisadas quando se trata de trabalhar com pessoas que lutam contra o vício.

Duas categorias bíblicas podem nos ajudar a entender o que está acontecendo na vida de alguém quando ele está preso a um vício:

Primeiro, os viciados são idólatras. O vício é fundamentalmente sobre adoração. A Bíblia nos diz que, seja lá para o que for que as pessoas fujam buscando consolo, conforto e esperança, essa coisa desempenha funcionalmente o papel de Deus em suas vidas. Um viciado é alguém que está procurando algo destrutivo, algo que não é o único Deus verdadeiro para tirar o tédio, a dor, a solidão ou a ansiedade da vida. A alegria dos viciados quando na presença da coisa que eles anseiam – seja o jogo, álcool, narcóticos ou pornografia – tem todas as características da adoração.

Em segundo lugar, os viciados são escravos. Esse talvez seja o pensamento mais comum quando consideramos o vício. A diferença entre alguém que meramente se entrega a um vício e alguém que consideramos um viciado é que este não pode se conter, mesmo quando pensa que consegue. A pessoa viciada é escravizada por um senhor que aparentemente deve ser obedecido sempre que acena.

Essas duas categorias representam uma maneira muito diferente de entender o vício em relação ao que comumente se pensa mais amplamente no mundo. Na maioria das comunidades médicas e psiquiátricas, é tomado como verdade absoluta que os viciados estão sofrendo de uma doença e, portanto, não podem ser totalmente responsáveis ​​por seus comportamentos. Mas, embora haja frequentemente um componente físico muito real no vício, uma compreensão cristã do pecado exige que insistamos em que Deus responsabiliza os dependentes por seus comportamentos e escolhas.

Esse entendimento também ajuda a preencher a lacuna que podemos sentir entre nós e os viciados a quem ministramos, porque quando olhamos para a Bíblia, vemos que as mesmas coisas que são verdadeiras para os viciados são também verdadeiras para todos os pecadores. Por natureza e sem Cristo, todo homem, mulher e criança é culpado de falsa adoração (Rm 1. 21-23). Todos nós nos exaltamos e olhamos para a criação, em vez do Criador, buscando significado e ajuda; somos todos idólatras. Além disso, à parte de Cristo, somos todos escravos do pecado (Jo 8.34). Não podemos deixar de pecar e, sozinhos, nada podemos fazer para mudar essa situação (Rm 1.28–31; Ef 2.1–3).

Se olharmos para a questão sob essa luz, veremos que temos uma comunalidade básica com alguém que está lutando com um vício. Seus comportamentos destrutivos podem fazê-los parecer muito diferentes de nós, mas na realidade temos as coisas mais importantes em comum. Em Adão, somos todos pecadores escravos adoradores de ídolos; na verdade, você pode dizer que somos todos viciados em pecado. Podemos ficar tentados a olhar para alguém que seja viciado em álcool, drogas, pornografia ou jogos de azar e pensar: “Essa pessoa é muito diferente de mim; não posso ajudá-la”. Mas, em vez disso, devemos pensar: “Essa pessoa é fundamentalmente igual a mim. À parte de Cristo, somos todos escravos do pecado e da idolatria”.

Uma vez que vemos que o problema do vício é realmente o problema do pecado, vemos que a solução para o vício é a mesma que a solução para o pecado: a mensagem do evangelho. Os viciados precisam ter o amor de seus corações reordenados pela graça de Deus. Ambos precisam assumir a responsabilidade pelo pecado em arrependimento e também realocar sua esperança em Cristo. Essa é, em última análise, a única esperança para os viciados, e é esperança suficiente. Como as igrejas procuram ministrar aos viciados, não precisamos de nada mais do que já temos no evangelho e na igreja que o evangelho cria.

Com tudo isso dito, no entanto, devemos admitir que ministrar às pessoas presas no poço dos vícios apresenta alguns desafios especiais. Para esse fim, aqui estão quatro coisas práticas que você deve ter em mente ao tentar ajudar as pessoas nessas circunstâncias:

1. Não negligencie as famílias. Muitas vezes, os cônjuges e filhos de um viciado experimentam grande estresse emocional e financeiro. Programas de tratamento do vício às vezes colocam a pessoa viciada no centro do universo, mas suas famílias são muitas vezes vítimas inocentes que merecem apoio e compaixão.

2. Cuidado com as falsas soluções. Muitos dos programas populares de tratamento não conseguem resolver uma questão central para os viciados: sua própria idolatria, egoísmo, falta de autocontrole e más escolhas. Em vez disso, os viciados são, às vezes, encorajados a trocar seus vícios prejudiciais por obsessões menos perigosas ou socialmente mais aceitáveis.

3. Considere o custo. Para uma igreja caminhar ao lado de um viciado, haverá um preço em termos de tempo e energia. Muitas vezes, os únicos amigos de um viciado são outros viciados. A igreja precisa prover uma comunidade alternativa onde os viciados possam estar perto de pessoas espiritualmente saudáveis ​​e aprender a viver por algo diferente de si mesmos.

4. Tenha expectativas razoáveis. Muitas pessoas não mudam completamente e imediatamente. Se você e eu mudamos lentamente, por que deveríamos esperar que os viciados não o fizessem? Não desista quando surgirem contratempos, mas persevere em trazer o evangelho para suas vidas.

Por: Mike McKinley. © Ligonier Ministries. Website: ligonier.org. Traduzido com permissão. Fonte: Ministering to Addicts.

Original: 4 dicas práticas para ajudar viciados. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Paulo Reiss Junior. Revisão: Filipe Castelo Branco.

3 Comentários
  1. Cristiane Batalha Diz

    Boa noite ,tenho um sobrinho que entrou nas drogas,até onde sei desde os 10 anos,descobrimos ele tinha 13,bom trouxe ele para minha casa e estava levando ele para a igreja comigo,conversava muito com ele e o pastor dos adolescentes e líderes TB abraçaram ele,mas minha irmã começou levar eles aos finais de semana para a cidade que ela mora ,impedindo assim ,que ele fosse aos cultos e aos encontros de adolescentes,mas tarde tb descobrimos que ela quem dava o dinheiro desde o início para ele comprar drogas,qdo ela negou ele roubou o cartão do banco e sumiu por uns 3 ou 4 dias no me lembro na época .Bem disse a ela que sendo assim eu não ia ficar com ele ,pois a idéia de ajudar ele era para ele ir a igreja e conviver com meninos da idade dele que enfrentam as mesmas tentações da idade ,mas que optaram por seguir a Cristo no temor e obediência a Deus.Bom ela levou ele embora,continua dando dinheiro para ele sustentar o vício,hoje sai com meninas,faz sexo,pornografia,já era um vício anterior TB ,e agora juntou com bebidas alcoólicas e energéticos ,fiquei muito abalada qdo o vi pela última vez ,estava drogado,bebado ,sabe a aparéncia desses drogados que vemos na rua ,pois é ,era a aparència dele ,senti uma dor na minha alma,nas sou sozinha e tenho 3 filhas,hoje ele tem 17 anos ,fiquei com ele qdo ele tinha 13 ,tenho medo de não conseguir ajudá-lo e ainda por as minhas filhas em risco,já que demonstrou ser viciado em pornografia e já tem práticas sexuais .Orem por ele o nome dele é Renato

    1. Samuel Diz

      Prezada Cristiane:
      Você não é responsável pela conduta da sua irmã, nem pelo vício do seu sobrinho.
      O que você pode fazer é orar. Peça a Deus que ilumine cada decisão que eles tomarem daqui pra frente.
      Por outro lado, você é responsável pela educação das suas filhas e não tem o apoio do pai delas em casa.
      Não sei a idade das meninas, mas a convivência com um primo viciado dentro da própria casa, pode ser pressão demais sobre elas. Já basta o desafio de lutar contra as tentações em ambientes externos como a escola.
      Sendo assim, eu diria que você deve proteger suas filhas do convívio próximo com alguém que atualmente não tem nada de bom a acrescentar no seu lar.
      Que o Senhor te abençoe e te guarde, juntamente com toda a sua família.

    2. Ricardo LUIZ Diz

      Ola não sei -se serei Respondindo mais bem não vou mais a igreja e não faço minha devocionais um bom tempo tive e tenho recaídas costantes fiquei 4 anos tem consumir drogas e claro que tudo foi pela graça de Deus esse tempo…. nesse momento estou quebrando a lei do silêncio pela primeira vez vou buscar ajuda na IPB aqui em MG, e quero voltar a estar com meus irmãos e irmãs claro que tudo isso é obra da graça de Deus e sua misericórdia não e fácil fiquei 24 anos usado. mais esse artigo e exatamente a expressão de tudo isso que vivo mais não quero ser assim mais obrigado pelas palavras …. Que Deus continue iluminando pessoas mike McKinley

Comentários estão fechados.