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Quais são algumas das bênçãos de um longo tempo de pastorado?

Por quanto tempo um pastor deve servir a mesma igreja? A Bíblia não responde a essa pergunta. O tempo médio de serviço para pastores nas igrejas protestantes nos Estado Unidos é cerca de 4 anos. Para que essa seja uma média verdadeira, pense em quantos pastores devem servir a menos de 4 anos. Há muitas situações e circunstâncias em que um ministério de curto prazo é completamente legítimo, como os ministérios curtos do apóstolo Paulo em vários lugares do livro de Atos.

Certas bênçãos pastorais acontecem melhor em tempos mais curtos. Um pastor interino, por exemplo, pode ser muito usado pelo Senhor para levar saúde e estabilidade necessárias a uma igreja durante um período difícil de transição, falando coisas importantes que um estranho pode expressar mais facilmente do que uma pessoa de dentro.

Embora haja verdadeiras bênçãos para os pastores que servem quatro anos ou menos, há outras bênçãos que realmente começam a se acumular depois de cinco anos.

A qualificação número um para servir como pastor é estar acima de qualquer acusação de acordo com 1Timóteo 3.2 e Tito 1.5. Isso significa que um homem tem que ter um histórico fiel entre as pessoas a quem ele serve para ser qualificado para ser um líder na igreja. Embora certamente haja benefícios em verificar as referências básicas de um novo pastor, levará tempo até que uma congregação experimente seu caráter e possa pessoalmente confirmá-lo.

A Bíblia sempre assume que os líderes servirão no contexto de sua comunidade. A grande maioria das qualificações para o ministério nas seções de 1Timóteo 3 e Tito 1 trata de qualificações de caráter como humildade, disciplina e não ser ganancioso. A família do homem também deve ser examinada. Como ele conduz sua esposa e filhos? Seus filhos são fiéis e respeitosos? Paulo até menciona a reputação do homem entre as pessoas de fora da comunidade. A maneira como um homem trata aqueles, na cidade, com os quais ele faz negócios dirá muito sobre o tipo de homem que ele é.

Quando um homem serve apenas por alguns anos em um lugar antes de seguir em frente, perde o transbordar de seu ministério para fora da vida piedosa vivida diante de uma congregação.

Um homem que vive entre as mesmas pessoas por décadas terá uma galeria completa de esboços de caráter que foram desenhados para a igreja e a comunidade observar. Enquanto nenhum pastor é perfeito, todos os pastores são chamados a fazer progresso espiritual visível. “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso afieln todos seja manifesto”. (1Tm 4.15). Mesmo quando os pastores falham, eles podem fornecer um bom exemplo de arrependimento e perdão.

A vida cristã é tanto demonstrada quanto ensinada.

Um pastor provado mostra às pessoas como viver, em vez de apenas pregar sobre isso no púlpito. O exemplo é formidável na Bíblia. Paulo diz aos Filipenses: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”. (Fp 4: 9).

Quanto mais tempo uma igreja tiver seu pastor, mais exemplos há para seguir. Uma coisa é um pastor provar que a vida cristã pode ser vivida por dois anos seguidos, outra coisa é provar que pode ser vivida por dez, quinze ou trinta anos seguidos. Uma coisa é mostrar a um grupo de cristãos que você pode ser um jovem casado sem filhos e conseguir orar e estudar a Bíblia e procurar vivê-la. Outra é fazer isso tendo vários filhos em diferentes fases da vida. Pode um homem viver para Jesus depois que seus filhos saem de casa? Pode um homem servir ao Senhor mesmo quando se aproxima da idade da aposentadoria? Uma igreja com um ministro piedoso de longo prazo poderá assistir a um exemplo de todas essas coisas em carne e osso.

Um homem que permanece em uma igreja por muito tempo serve a igreja nos bons e maus momentos.

A maioria das igrejas tem essas ondas. Se um homem só aparece quando as coisas parecem estar em ascensão e depois parte à medida que começam os tempos difíceis, a igreja provavelmente desenvolverá ideias erradas sobre o homem e a igreja. Há grandes benefícios para uma igreja ter um líder que resista às dificuldades com eles. Esse pastor pode não se parecer com o líder espiritual súper bem-sucedido se ele passar pelos tempos difíceis e, também, pelos bons tempos, mas a realidade de sua vida e ministério marcará as vidas daqueles que estão naquela igreja de uma maneira profunda.

Viagens espirituais individuais também têm altos e baixos. Quando um homem pastoreia o mesmo rebanho com outros líderes piedosos, ele caminha pelos altos e baixos com as pessoas. Já que o Espírito Santo está trabalhando para tornar todos os cristãos mais parecidos com Jesus, os verdadeiros cristãos voltarão quando eles se desviarem. Seria triste ver as dificuldades das pessoas e não experimentar as alegrias da restauração. Por muitos anos, um pastor fiel vê isso tudo.

Finalmente, os pastores que servem na mesma igreja por muitos anos investem pessoalmente na igreja. Embora pareça bom para um novo pastor dizer que ele faz parte da família, em vez de apenas um estranho contratado para fazer um trabalho, leva tempo para que essa palavra de compromisso e conexão se torne realidade. Depois de um tempo suficiente, todos dirão que é a nossa família da igreja. Estamos procurando servir ao Senhor juntos.

Quando um homem passa por igreja após igreja por dois anos de cada vez, ele poderia lembrar de fato como é pertencer pessoalmente à família da igreja?

Ser pastor traz muitas bênçãos. Quando Deus permite e fortalece um homem para servir a mesma igreja por um longo tempo, essas bênçãos se multiplicam. Lembre-se sempre de orar pelo seu pastor. Sempre seja o tipo de membro da igreja que encoraje seu pastor em momentos bons e difíceis, tudo por um longo tempo.

Por: John Crotts. © Practical Shepherding, Inc. Website: practicalshepherding.com. Traduzido com permissão. Fonte: Quais são algumas das bênçãos de um longo pastorado?

Original: Quais são algumas das bênçãos de um longo pastorado? © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Paulo Reiss Junior. Revisão: Filipe Castelo Branco.

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