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Cara, eu me sinto como uma mulher

Tivemos o nosso primeiro “Dia de Treino Feminino do 20schemes” na terça-feira. Isso era algo que sempre quisemos fazer, mas parecia impossível torná-lo realidade; trazer todas as esposas ocupadas e mulheres do ministério, (muitas das quais são mães), para um local durante um dia para ensino, comunhão e almoço. Mas agora está acontecendo, e com sucesso!

O dia, das 11 da manhã às 2 da tarde, foi simples: devocionais, sessões de ensino e depois almoço. Para os devocionais, cada uma de nós terá sua vez em conduzir a meditação sobre “Fruto do Espírito” (Gálatas 5) e o ensino, que tem como tópico temas como abuso, dinheiro ou paternidade, será conduzido por Miriam ou Sharon. Vamos fazer um rodízio mensal pelos diferentes locais das igrejas plantadas, o que é ótimo, já que muitos de nós não pudemos visitá-los até o momento.

Liderada por Miriam, o ensino da primeira semana era sobre relacionamentos e o que a Bíblia diz sobre eles em relação a Deus, família e outros. Um grande tema era “Permanecer Nele”, lembrando-nos que ele é a videira e nós somos os ramos, como ela ensinou em João 15. Para sermos eficazes, devemos permanecer conectados. A permanência diária em Cristo é difícil para uma mãe ocupada e que sofre a tentação constante de tentar ser autossuficiente, pois naturalmente recorro a meus próprios recursos para passar pela vida; mas esta é uma solução fútil e de curta duração. Não é apenas fútil, mas pecaminosa, pois o versículo 6 descreve ramos mortos como inúteis e destinados a serem destruídos. Somente com responsabilidade regular e fazendo parte de um corpo vivo de crentes, eu conseguirei enraizar-me profundamente em Cristo.

Miriam também cobriu o frequentemente mal-entendido mandamento de submissão das mulheres; que somos iguais aos homens, mas temos papéis diferentes. A vida de humilde submissão é um alto chamado para uma mulher, e Jesus é nosso exemplo final. Jesus se tornou um ser humano normal (Isaías 53. 3), viveu ao lado de pessoas normais fazendo coisas normais por trinta anos, sendo perfeitamente Deus, mas nunca exigiu glória terrena porque ele sabia que sua glória não era do tipo que procuramos, mas tipo maravilhosamente celestial, a qual não podemos entender. Ele então sofreu a morte de um criminoso e suportou a ira de Deus por nós. Somos frequentes buscadores da glória do mundo, tentando encontrar segurança em nosso próprio senso de utilidade ou na admiração dos outros. Amar a Deus, nossa família e outros pode ser difícil, especialmente quando o “outro” não é amável, mas somos lembrados de que isso não é opcional, é um mandamento e o fruto de nossa própria fé viva em Cristo.

Miriam ainda ensinou que, em nossos relacionamentos com os outros, o ódio e a falta de perdão anulam nossa própria fé. Mandamentos não fáceis de engolir, mas verdadeiros e úteis, especialmente em nosso contexto. Ela falou sobre o modo como muitas vezes gravitamos em torno de pessoas que são semelhantes a nós e evitamos aqueles que nos tratam com desdém, dizendo: “Tentei me dar bem com eles, mas simplesmente não consegui”. Essa é uma atitude pecaminosa em face da graça que recebemos de Deus em Cristo. Somos repugnantes egoístas e feios em comparação com a glória de Deus, mas Romanos 5. 8 diz: “… pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Como podemos então nos voltarmos para o nosso próximo e dizer que eles são uma causa perdida e nós não podemos estar perto deles e muito menos amá-los?

Então, qual é o objetivo de realizar esse evento de treinamento mensal para mulheres? Informalmente, acho que precisamos de um nome melhor, como as “Heroínas Humildes” ou algo igualmente sarcástico. Meu primeiro pensamento (cínico) sempre que sou convidada para um evento feminino é que ele será manso, delicado, com ensinamentos incontestáveis, com muita conversa fiada, chá e bolo. Eu não tenho certeza de onde exatamente eu tirei essa ideia, mas este não é o caso das “Heroínas Humildes” (OK, talvez não), embora eu ame bolo. Nós não estamos nos reunindo como mulheres apenas por causa disso, como algum grupo de apoio ao Girl-Power/feminismo. Estamos nos reunindo para momentos essenciais de encorajamento e ensino relevante sobre as mesmas coisas com as quais lutamos diariamente, sendo treinadas para trabalhos pesados, porém privilegiados.

Como eu, muitas de nós somos copilotos com nossos maridos enquanto plantamos igrejas e o papel não é apenas exaustivo, mas também repleto de perigos, já que não há distinção prescrita entre a vida no lar e no trabalho; no entanto, essa é a natureza do plantio de igrejas. Com a direção do Espírito de Deus, precisamos nos certificar de que estamos cumprindo os papéis que Deus nos deu como esposas, mães e co-plantadores. Evitar negligenciar ou exagerar nesses papéis significa responsabilidade e encorajamento regulares por meio do ensino bíblico e da comunhão. Sem limites práticos e estratégias de gerenciamento de tempo, a esposa de um plantador de igrejas pode emocionalmente e espiritualmente se quebrar e se queimar e, eventualmente, nada estará sendo bem feito, em casa ou fora de casa. De acordo com Hoover em The Church Planting Wife, “sem dependência [de Deus], ​​começamos a desempenhar mecanicamente a função”. Esse tipo de divórcio entre coração e ações é o que queremos evitar como cristãos. Não podemos simplesmente “atuar” como plantadores de igrejas e esperar que tudo dê certo. Devemos estar enraizados na Videira Verdadeira, como Miriam nos ensinou, a fim de sermos frutíferas.

Estou animada com a perspectiva de recuperar o atraso e aprender com essas maravilhosas mulheres de Deus que estão se tornando queridas amigas, espero que sejamos capazes de nos estimularmos mutuamente a correr a corrida com alegria, perseverança e com os olhos fixos. em Jesus. Eu amo o fato de estarmos todos juntos nisso e que não haja competição, sentimento de ciúme ou orgulho em nosso trabalho, porque tudo é dele, por ele e para ele.

Por favor, ore para que, quando nos encontrarmos, Deus nos encha, nos una, nos ensine, nos proteja e abençoe nossos respectivos ministérios para sua glória e para a promoção de Seu Reino.

Por: Cara Bell. © 20schemes. Website: 20schemes.com. Traduzido com permissão. Fonte: Man, I Feel Like A Woman.

Original: Cara, eu me sinto como uma mulher. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Paulo Reiss Junior. Revisão: Filipe Castelo Branco.

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