Um blog do Ministério Fiel
Mulheres que influenciam mulheres
Formando discípulas que discipulam
Você com certeza já percebeu como o mundo está cheio de pessoas que influenciam outras. Há aquela apresentadora de programa infantil que mantém as crianças por horas a fio em frente à TV, presas a cada fala, brincadeira e até mesmo aos chavões repetidos diariamente. Ou, então, aquela personagem de um seriado estrangeiro que lança uma tendência de roupa e faz uma legião de fãs adotarem o mesmo estilo.
Vivemos em uma era de tantos e múltiplos canais de comunicação que existe muita gente perdida no rolo compressor das redes sociais e de outras mídias. Canais de vídeos na internet têm gente de todo tipo, idade, linha de pensamento, além daquelas pessoas que não pensam em nada; apenas falam o que lhes vem à cabeça. É preciso ter consciência de que, se você não está influenciando as pessoas ao seu redor com a verdade, o mundo as está influenciando — e a má notícia é que essa é uma influência literalmente do mal.
Meninas e mulheres, expostas diariamente às mensagens das mídias, estão sendo moldadas por mentiras — ou melhor, deformadas por elas. Estão sendo contaminadas com todo tipo de lixo que o mundo despeja em suas mentes. Quando não são confrontadas com a verdade, que é Jesus, essas mulheres se tornam fracas em sua teologia, tornando-se presas fáceis do engano.
Mas, quando uma mulher cristã se dispõe a ser instrutora de outra mulher, uma sequência de bons frutos tem início. Uma mulher que caminha ao lado de outra mulher, recebendo instruções para a vida, é treinada não apenas para ser imitadora de Cristo, mas também para ser instrutora de outras mulheres. Isso acontece porque um coração discipulado é um coração grato. E a mulher grata pelo ensino recebido, que a faz crescer, amadurecer e florescer em santificação, deseja contagiar outras mulheres com a alegria da salvação.
Por outro lado, quando uma mulher não é discipulada, tende a caminhar sozinha em sua jornada cristã. Sem uma mentora ou alguém que a acompanhe na vida espiritual, dúvidas vão se acumulando em silêncio, e sua fé corre o risco de se tornar superficial. Ela pode até frequentar a igreja, participar de atividades e ouvir sermões, mas, sem discipulado pessoal, terá dificuldades para aplicar as verdades do evangelho às situações reais da vida — no casamento, na maternidade, no trabalho e nas lutas do coração.
A ausência de discipulado pode fazer com que essa mulher permaneça espiritualmente imatura, sem firmeza para enfrentar as tentações e provações da vida. Ela pode sentir-se sozinha em suas lutas, sem alguém que a encoraje com a Palavra, sem um exemplo próximo de piedade prática e sem uma comunidade mais íntima com a qual caminhar. Nessa condição, torna-se vulnerável — facilmente influenciada por ideologias e filosofias contrárias às Escrituras, justamente por não estar firmemente enraizada na verdade.
Se você é uma discipula de Jesus, então também é uma influenciadora. E, ainda que tenha pouco conhecimento doutrinário ou teológico, Mulheres tornam -se discípulas de Jesus pode impactar a vida de alguém que sabe menos que você. Quando mulheres cristãs, discípulas de Cristo, se reúnem, elas, inevitavelmente, influenciam-se mutuamente.
Este artigo é um trecho adaptado e retirado com permissão do livro Discipulado na prática: mulheres cuidando de mulheres na igreja local, por Renata Gandolfo e Luciana Sborowski, em breve pela Editora Fiel.


