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Dia 21 – O Natal em onze palavras (Tito 2.11)
O Salvador chegou! | Devocionais para o Advento
“A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.” (Tito 2.11)
A história do Natal — a história de Jesus — é a mais linda que o mundo já teve o privilégio de ouvir. Certamente, é em parte por causa de sua maravilha e beleza que cerca de um terço da população mundial vai, pelo menos, prestar alguma atenção à essa história nos próximos dias. No entanto, muitos ao redor do mundo não ouviram o nome de Jesus e a mensagem do Evangelho; muitos não acreditam que o Jesus da narrativa do Natal seja realmente o Jesus da história; e muitos pensam que ele é apenas um caminho entre muitos a seguir ou que existe um caminho melhor.
Se quisermos estar bem equipados para contar aos outros sobre Jesus, precisamos saber do que realmente se trata a história do Natal. Às vezes, temos dez minutos para explicar o Evangelho a um vizinho ou membro da família durante o período de Natal. Outras vezes, porém, não temos mais do que dez segundos. E Paulo resume de forma útil a glória da história do Natal em onze palavras em sua carta a Tito: “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.” A palavra grega para “manifestou” é epephánē, que é a raiz etimológica do termo “epifania”. Houve uma epifania, diz Paulo, e foi o próprio Deus que graciosamente se manifestou para trazer a salvação.
A graça de Deus — sua bondade imerecida — se manifestou quando Jesus nasceu como Salvador, porque este é um mundo que precisa de salvação. Ele apareceu não por causa do nosso grande desempenho, mas por causa da nossa grande necessidade. Mesmo naquela primeira noite, enquanto o menino Jesus dormia na manjedoura, a sombra da cruz já estava projetada sobre o berço.
Jesus era um homem com uma missão. Ele foi a ponte sobre as águas turbulentas da nossa alienação, vazio, rebelião e indiferença. A história do Natal é uma ótima história porque é a história do Evangelho — as boas novas do que Deus, em sua imensa e imerecida bondade, fez para salvar seu povo. É uma linda história. Uma história envolvente. E é uma história que transforma vidas. Então, por que nem todo mundo acredita nela?
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Na minha experiência, quatro sentimentos comuns impedem homens e mulheres de compreenderem a graça de Deus que se manifestou na vinda do Filho de Deus.
Em primeiro lugar, não somos honestos conosco nem com os outros. Temos tendência a fugir de questões ou preocupações que são mais profundas do que a superfície. Podemos nos fixar em nossa autoestima — queremos ser valorizados, não humilhados — e desafiá-la se tornou uma das grandes heresias sociais de nossa época. Portanto, a ideia de que um indivíduo é, como diz a Bíblia, um rebelde contra o governo de Deus, culpado aos seus olhos e sujeito à condenação não é bem aceita. A salvação só faz sentido se for para pessoas que precisam de resgate, mas isso não condiz com nosso senso moderno de nós mesmos como basicamente bons e fundamentalmente capazes de resolver nossos problemas.
Em segundo lugar, nossa compreensão da tolerância se desvinculou de como a Bíblia a vê. É importante praticar a tolerância, a paciência e o amor para que possamos viver em paz com aqueles que se opõem ao nosso pensamento. Nunca sabemos quando Deus pode usar nossa bondade para atrair alguém para si. Mas é um salto quântico desse tipo de tolerância para a sabedoria contemporânea, que sugere que todas as visões são igualmente válidas e que ninguém pode falar com certeza sobre a verdade ou absolutos morais.
Em terceiro lugar, muitos de nós acreditamos na mentira de que podemos resolver isso. Achamos que podemos trabalhar com Deus como se ele fosse um parceiro de negócios — qualquer sucesso depende de nós dois. Ou achamos que ganharemos seu favor por meio de nossas boas obras — qualquer conquista depende de nós. “A graça de Deus se manifestou” não terá a menor semelhança de significado para aqueles que confiam em seus próprios esforços em vez de sua bondade.
Em quarto lugar, pensamos erroneamente que Deus nos perdoará porque esse é o seu trabalho. Alimentados na época do Natal pelo sentimentalismo e pelo fato de que o Papai Noel sempre vem com presentes, por mais travessa que a criança tenha sido, assumimos a visão (talvez inconscientemente) de que Deus é obrigado a nos amar e nos aceitar. Perdoar é o que ele faz. Mas embora o perdão seja oferecido gratuitamente, ele deve ser recebido. Deus não exige nada além de que aceitemos quem ele é, quem nós somos e quem, portanto, está no comando de nossas vidas — que nos arrependamos. Não podemos receber o perdão se mantivermos nosso legítimo Governante à distância.
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É por isso, então, que o Evangelho do Natal é tão maravilhoso e, ao mesmo tempo, tão rejeitado. No entanto, para todos esses quatro grupos há esperança. Temos a alegria e o privilégio de dizer às pessoas ao nosso redor:
Há alguém que morreu por você, em parte para lhe mostrar o quanto você vale para ele — um senso de valor que você nunca conseguirá extrair de si mesmo, mas que reside na humildade.
Há alguém que disse e provou que ele é “o caminho, a verdade e a vida”, trazendo clareza às maiores questões de nossas vidas e, portanto, paz ao tomarmos nossas maiores decisões (João 14.6).
Há alguém que disse: “Está consumado”, pois completou a obra que somente ele poderia fazer, para que você não precise se perguntar se fez o suficiente para Deus e viver a oscilar entre orgulho e ansiedade (João 19.30).
Há alguém que ofereceu perdão a todos — se confessarmos com nossas bocas e crermos em nossos corações que ele é o ressurreto Senhor de tudo, inclusive de nossas vidas (Romanos 10.9).
Ninguém entenderá a alegria do Natal até entender a necessidade do Natal. A graça de Deus se manifestou salvadora a todos as pessoas. Talvez haja alguém hoje, ou na próxima semana, cuja eternidade possa ser transformada pelos dez segundos que você levará para compartilhar essa verdade de Natal com essa pessoa.
Para reflexão:
- Por quem você vai orar para que tenha a oportunidade de compartilhar este resumo de onze palavras do Evangelho com eles nesta semana?
- Qual dos quatro motivos para rejeitar o Evangelho você acha que essa pessoa provavelmente enfrentará mais dificuldades e como você pode ajudá-la a refletir sobre isso?
Ó, noite santa de estrelas brilhantes
O Salvador nessa noite nasceu
Estava o mundo pecador errante
Até que Cristo, na terra, apareceu
O mundo vive nova esperança
Em clara aurora, nova luz se ergueu
Ajoelhai, ouvi, os anjos cantam
Jesus nasceu, o Redentor nasceu
Jesus nasceu, o Redentor nasceu
Com os corações alegres nos curvamos
Aqui no berço de Cristo Jesus
Magos também do Oriente aqui chegaram
Guiados por uma estrela de luz
O grande Rei nascido tão pobre se fez
Eterno amigo, se revelou a nós
Cristo é o Senhor e Deus
A ti nos prostramos e erguemos a voz
A ti nos prostramos e erguemos a voz
Ele ensinou: Amai uns aos outros
A sua lei sobre nós é o amor
A escravidão que nos trouxe o pecado
Ele esmagou com um grito de dor
Se rendam, cantai a doce melodia
E todo ser, adore, pois és Rei
Cristo Senhor, o Grande Eterno
Seu poder e glória para sempre proclamarei
Seu poder e glória para sempre proclamarei
“Ó, noite santa”
Placide Cappeau, traduzido por John S. Dwight.
O devocional acima faz parte do livro O Salvador chegou!, de Alistair Begg, publicado pela Editora Fiel em português em parceria com Truth For Life. CLIQUE AQUI para baixar gratuitamente o ebook deste devocional ou CLIQUE AQUI para comprar o livro impresso.


