Dia 8 – Um menino nos nasceu (Isaías 9.6)

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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9.6)

O Natal é a resposta definitiva de Deus para todas as trevas do mundo e todas as decepções da vida. No Natal, a resposta para as esperanças e medos de todos os anos é encontrada em um único bebê recém-nascido.

Homens e mulheres piedosos estavam esperando o nascimento dessa criança desde a promessa daquele que esmagaria a serpente no Éden. O povo de Israel há muito aguardava a chegada daquele que encarnaria todas as suas esperanças. Os profetas estavam declarando a vinda de um Messias e a expectativa de tal libertador crescia constantemente. E, ao profetizar a vinda da luz às trevas, Isaías intensificou esse anseio, dando detalhes maravilhosos sobre a identidade e a obra desse Rei vindouro. Nos dias de Isaías, o povo de Deus ainda tinha séculos de espera antes de sua chegada. Mas nós não. Hoje, olhe comigo para aquela manjedoura do primeiro século e maravilhe-se com aquele que estava lá.

Este menino é o nosso “Maravilhoso Conselheiro”. No mundo antigo, os reis eram conhecidos em certa medida por seus conselheiros. A extensão de sua autoridade e governo ficou aparente pelo número de conselheiros que eles podiam chamar para orientação. Um governante sábio é honesto o suficiente para reconhecer que não pode saber tudo sobre tudo e, portanto, precisa de pessoas para lhe dar conselhos. E, no entanto, esse rei, disse Isaías, não teria nenhuma — não porque lhe falte sabedoria, mas porque ele é a personificação dela. Ele mesmo é o Maravilhoso Conselheiro; ele não precisa de nenhuma sabedoria externa para governar com perfeição absoluta, bem como autoridade total. Ele não requer conselhos, não comete erros e faz suposições sobre o melhor caminho a seguir, para si mesmo ou para seus súditos. Como um Maravilhoso Conselheiro, ele tem um plano perfeito.

Este menino é o nosso “Deus Forte”. E, portanto, ele tem o poder de executar esse plano perfeito. Afinal, um plano por si só não é bom se você não puder executá-lo. Mas aqui está um rei que pode andar sobre as águas, curar os enfermos e ressuscitar os mortos. Ele é o Rei divino, e nada é difícil demais para ele. A autoridade de Cristo nunca chegará ao fim, pois ele é o Senhor da criação. A maravilha das maravilhas, o milagre dos milagres, é que esse Deus entrou em nossas circunstâncias, assumiu a fragilidade das criaturas e acolheu a fraqueza humana na plenitude de seu poder. Nunca deixe de se surpreender com o fato de que, ao olhar com os olhos da fé para o bebê que está lá dentro, você está olhando para o Deus Poderoso.

Este menino é o nosso “Pai da Eternidade”. Aqui passamos do plano de Deus e seu poder para sua paternidade. O menino que foi prometido em Isaías é o nosso Pai da Eternidade. Este título aqui não é uma referência à primeira Pessoa da Trindade, pois foi Deus, o Filho, que assumiu a carne humana. Isaías está dizendo que Jesus é como um pai perfeito para o seu povo:

Ele nos cuida e nos poupa como um pai;
Nosso corpo fraco ele bem formou.
Ele nos carrega em suas mãos gentis
de todos os nossos inimigos ele nos resgatou.[1]

Em outras palavras, tendo nos trazido para sua família, Jesus nos manterá firmes para sempre. Ele não chegou ao ponto de nos procurar, nos perdoar, nos acolher e nos atrair para si mesmo para que ele pudesse simplesmente nos deixar de lado. “Eternidade” não é apenas uma referência ao seu ser eterno; é uma referência à dimensão interminável de seu cuidado. Nunca haverá um dia em que o Senhor Jesus não saiba o que você precisa. Nunca haverá um dia em que o Senhor Jesus não seja capaz de fazer o que você precisa. E nunca haverá um dia em que o Senhor Jesus não deseje fazer o que você precisa, pois o amor dele por você é semelhante ao de um pai. Não há limite e não pode haver fim para o seu amor por você. O Senhor da criação cuida de nós todos os dias, de todas as maneiras, como um pai perfeito.

Este menino é o nosso “Príncipe da Paz”. O pecado estraga as coisas para todos nós. Isso nos separa uns dos outros e de Deus. Todos nós, por natureza, somos “estranhos e inimigos no entendimento” em relação ao nosso Criador (Colossenses 1.21). Mas o Príncipe da Paz chegou! Jesus Cristo tem o poder para acabar com o conflito entre Deus e a humanidade, pois ele cruzou a divisão entre Deus e nós em sua encarnação, superando a divisão entre nós e Deus em sua morte e ressurreição. Ele é o único que é capaz de ocupar o lugar onde merecíamos estar por causa do nosso pecado; Ele é o único que nos ama o suficiente para escolher tomar nosso lugar, apesar de nosso pecado. Encontrar a verdadeira paz e prosperidade não é uma questão de realização pessoal. Não se trata de nos consertarmos ou sermos pessoas melhores no próximo ano do que fomos este ano. Trata-se de abraçar o que Cristo alcançou.

Nosso Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz chegou. Sem Jesus, se possuímos tudo, realmente não temos nada; e com Jesus, mesmo que não tenhamos nada, realmente temos tudo. Podemos nos submeter com alegria aos seus planos, dobrar os joelhos ao seu governo, confiar em seu terno cuidado e deixar sua paz habitar em nossos corações. Pois para nós nasceu este menino, este Rei.

Para reflexão:

  • Qual das quatro descrições do Senhor Jesus que desfrutamos hoje mais tocou o seu coração? Por que isso o leva a louvá-lo e o que o motiva a pedir que ele faça em você ou por você?

 

Na bela noite se ouviu dos anjos a canção,

Ao mundo proclamando boas novas, em união.

Envolve a terra doce paz do reino celestial;

Nas trevas de Belém brilhou o singular sinal.

O Cristo prometido veio aos homens resgatar

E neste mundo se ouviu hosanas a soar.

Na noite calma do Natal feliz canção nasceu

E nova esperança e paz a terra recebeu!

Predito por profetas foi o tempo do Senhor

Em que no mundo reinará de Deus o dom de amor!

Então aqui virá reinar Jesus, o Rei da paz,

E fruiremos outra vez, seu dom que satisfaz.

“Na bela noite se ouviu”
Edmund H. Sears


O devocional acima faz parte do livro O Salvador chegou!, de Alistair Begg, publicado pela Editora Fiel em português em parceria com Truth For Life. CLIQUE AQUI para baixar gratuitamente o ebook deste devocional ou CLIQUE AQUI para comprar o livro impresso.


[1] Henry Francis Lyte, “Praise, My Soul, the King of Heaven” (1834).

Por: Alistair Begg. © Truth For Life. Website: truthforlife.org. Traduzido com permissão. Fonte: O Salvador chegou! | Todos os direitos reservados. Tradução: João Costa. Revisão e edição por Vinicius Lima.

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