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Dia 9 – Boas novas de consolo e alegria (Isaías 40.1, 3-5)
O Salvador chegou! | Devocionais para o Advento
“Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus (…) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados. A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse.” (Isaías 40.1, 3-5)
Que Deus o abençoe, cavalheiro feliz é uma canção tradicional inglesa que já existe há muito tempo. Na obra de Charles Dickens, Um conto de Natal, essa canção faz uma aparição precoce, mas interrompida. Um cantor começa a cantar as primeiras linhas, mas “ao ouvir o primeiro verso… Scrooge agarrou a régua com tamanha determinação, que o cantor fugiu apavorado”.[1] Scrooge era um estranho para as “boas novas de consolo e alegria” que o coro anuncia.
Muito antes de essa história ser escrita por Dickens, muito antes de a canção ser cantada pela primeira vez, uma mensagem muito direta foi dada por Deus a seus mensageiros: “Consolai, consolai o meu povo.” Esta mensagem foi estendida àqueles que estavam em crise — isolados, oprimidos, desanimados. E (embora eles não quisessem aceitá-la) a razão pela qual eles se encontravam em tal posição era essencialmente que eles haviam parado de ouvir a Deus e a seus servos. Em vez de obedecê-lo, eles decidiram que tentariam descobrir a vida por conta própria; em vez de reconhecê-lo, eles o ignoraram. Então eles concluíram que Deus os havia esquecido: que ele não se importava com eles.
Mas a verdade era o oposto disso. O povo pode se afastar de Deus, mas ele nunca desistiria de seu povo. Que consolo!
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Esta mensagem de consolo de Isaías pode ser resumida de forma útil em quatro palavras. A primeira palavra é proclamação. É verdade dizer que Isaías proferiu essas palavras, mas é igualmente verdadeiro dizer que “a boca do Senhor o disse”. O que temos é uma estranha dualidade e a maravilhosa realidade de que Deus é o mensageiro supremo, escolhendo transmitir sua mensagem por meio de instrumentos humanos. E sua mensagem é de consolação.
Que consolo é esse que está sendo proclamado? “A guerra acabou… a iniquidade é perdoada”, e o salário do pecado foi pago (Isaías 40.2). Deus está essencialmente dizendo ao seu povo: Esse fracasso, essa desobediência, já durou o suficiente. O povo pecou e sofreu por isso, mas esse não foi o fim de sua história.
Isaías 40 é uma palavra profética — uma palavra que foi proferida na realidade dos dias de Isaías, mas que também tinha uma realidade futura ainda a ser revelada em toda a sua plenitude. Mesmo assim, ele fala conosco hoje. Pecamos e sofremos por isso, e o mundo está cheio das consequências da rebelião da humanidade contra nosso Criador. Mas — como Isaías nos lembra repetidamente — esse não é o fim da nossa história. Deus graciosamente consola seu povo eleito: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”, ele nos diz. “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Isaías 43.25; 44.22). Alguém estava vindo para levar os pecados e as tristezas (Isaías 53.4–6): alguém que, em si mesmo, oferece consolo e alegria.
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A tarefa, então, é de preparação — a nossa segunda palavra. Uma parte fundamental da proclamação dos mensageiros é clamar: “preparai o caminho do Senhor”. Foi assim que João Batista recebeu o ministério de anunciar a vinda do Senhor Jesus. Ele foi o cumprimento de Isaías 40.3. Mas há um certo aspecto em que todos nós estamos alinhados com João Batista.
Como nossos amigos, vizinhos e entes queridos saberão que Jesus veio para trazer consolo e alegria? Ouvindo a mensagem do Evangelho. Como podem ser convidados a preparar o caminho para seu segundo advento, a estarem prontos para recebê-lo? De nossos lábios. Os cristãos são mensageiros, quem quer que sejamos e onde quer que Deus nos tenha colocado. O significado de nossa tarefa não está em quem somos, mas na maravilha desta mensagem que nos foi dada para proclamar: Prepare-se para encontrar o Deus contra quem você pecou, mas que veio para acabar com todos os seus pecados e sofrimentos.
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Isso nos leva ao versículo 4 e à nossa terceira palavra: transformação. Quando lemos que o terreno irregular “será aplanado”, Deus está dizendo que quando ele vier vai lidar com os obstáculos — incredulidade, tentação, injustiça e muito mais. Há tanta coisa entre este mundo como ele é e o mundo que Deus prometeu que um dia será — de fato, muito disso está dentro de nossos próprios corações. O que você e eu podemos fazer sobre tudo isso? Em certo sentido, a resposta é: nada! Mas isso é um consolo, não um desânimo. Pois somente Deus é capaz de derrubar os muros. Somente Deus pode erguer vales, achatar montanhas e renovar um coração de pedra. E ele promete realizar essa obra.
Quais são suas lutas? Você está se sentindo incapaz de lidar com o orgulho excessivo, as profundezas da falta de autoestima ou a duração de suas provações? Lembre-se, Deus vai aplainar a sua vida. Deus pode levá-lo a vencer desafios que você nunca conseguiria vencer sozinho. Ele nunca sofre contratempos. Ele supera todos os obstáculos. Ele vem ao seu encontro, sempre chega sem falhar e nunca se atrasa.
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Isso nos leva à nossa palavra final: revelação. “A glória do Senhor será revelada, e toda a carne juntamente a verá.” A glória de Deus é o seu caráter: é quem ele é. A glória de Deus é que ele é misericordioso, gracioso, santo, abundante em amor, tardio em se irar, fiel às promessas da aliança e muito mais (Êxodo 34.6). E ele revelou essa glória, de forma mais completa e maravilhosa, quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do Filho unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (João 1.14). Isaías estava ansioso pelo Natal. Tudo o que pode ser conhecido de Deus em forma humana é encontrado em Jesus, e é por isso que seu advento é digno de uma reflexão tão profunda e grande celebração.
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Aqui, então, está o verdadeiro consolo e a verdadeira alegria. Deus falou. O pecado e o sofrimento não são o fim da história. A conclusão depende da obra de Deus e não da nossa. Essa é a esperança para a alma mais abatido e o calor para o coração mais frio. Isso é o que nos salva de nos tornarmos alguém como o Scrooge, mesmo quando lidamos com os desafios e dificuldades da vida. Deus entrou na história, vimos sua glória e é aqui que encontramos nossas maiores e inabaláveis boas novas de consolo e alegria.
Para reflexão:
- Como essas verdades trazem a você, em suas circunstâncias particulares, consolo e alegria? Há alguém que você conhece precisando que você compartilhe esta mensagem, apontando para a fonte de verdadeiro consolo e alegria?
Que Deus os abençoe, cavalheiros,
Não deixem que nada os aflija.
Lembrem-se de Jesus, nosso Salvador
Nasceu no dia de Natal
Para nos salvar do poder de Satanás
Quando nos perdemos.
Boas novas de consolo e alegria,
Consolo e alegria.
De Deus, nosso Pai celestial
Veio um anjo bendito
E a alguns pastores
Trouxe novas do Deus-menino:
Como em Belém nasceu
O Filho de Deus, o Cristo.
Boas novas de consolo e alegria,
Consolo e alegria.
“Que Deus os abençoe, cavalheiros”
Uma canção inglesa
O devocional acima faz parte do livro O Salvador chegou!, de Alistair Begg, publicado pela Editora Fiel em português em parceria com Truth For Life. CLIQUE AQUI para baixar gratuitamente o ebook deste devocional ou CLIQUE AQUI para comprar o livro impresso.
[1] Charles Dickens, A Christmas Carol (1843), pauta 1.


