Como a mulher cristã pode se libertar da opinião dos outros e abraçar a feminilidade bíblica?

Episódio do Podcast John Piper Responde

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Transcrição do vídeo

Hoje recebemos a pergunta de uma jovem que luta com a pressão das redes sociais e com a insegurança sobre sua identidade como mulher cristã. Ela pergunta: como não depender da aprovação das pessoas em um mundo de comparação constante e abraçar a feminilidade bíblica? A Bíblia nos lembra que nossa identidade não nasce da opinião alheia, mas da criação e da redenção em Deus. Pastor John, que palavra você tem para encorajar essa jovem?

Seguros na aprovação de Deus

O poder da pressão social não é novidade. Desde que o pecado entrou no mundo, todos nós, em nossa pecaminosidade, ansiamos pela aprovação alheia. Evitamos dizer e fazer coisas que deveríamos ter feito e dito, mas não queremos que os outros nos considerem estúpidos, tolos, fracos ou covardes. Todos conhecemos essa tentação. Ela não é nova.

Mas há algo novo em nossa época — a onipresença das redes sociais, em que as mulheres jovens, em especial (os homens também, mas estamos falando de mulheres jovens aqui), são diariamente colocadas na posição de comparar a si mesmas e seus corpos com os corpos, as modas, as atitudes e a popularidade de outras mulheres ou meninas online. Esse tipo de comparação fez com que a ansiedade, a depressão e o suicídio disparassem na última década. Basta pesquisar no Google para descobrir as estatísticas trágicas.

Portanto, creio que minha primeira preocupação aqui seria ajudar todas as mulheres e homens jovens — mas especialmente as mulheres jovens — a terem tanta confiança, segurança e paz em si mesmas, em virtude da criação de Deus e da nova criação de Cristo, que se tornem completamente imunes à opinião alheia, totalmente inabaláveis ​​diante das pressões externas e profundamente livres do poder da opinião dos outros.

Considere o exemplo de Jesus e Paulo. Os fariseus aproximaram-se de Jesus e disseram: “ Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus” (Marcos 12.14 NAA). Uma das características marcantes do nosso Senhor Jesus era que Ele não ajustava suas palavras ou ações para agradar pessoas poderosas. Isso mostra que Ele simplesmente não se importava. É esse tipo de liberdade que eu desejo para as jovens mulheres. Por que você deveria se importar? Por que você deveria se importar com a opinião de outras pessoas que estão em desacordo com a palavra do Criador do universo? Deus já falou — o que mais precisa ser dito?

Ou considere o apóstolo Paulo, seguindo os passos de Jesus. Enquanto Pedro, num terrível lapso de julgamento, abandonava sua conduta piedosa para evitar as críticas do grupo de Jerusalém em Antioquia, Paulo, por outro lado, disse: “Porventura, procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se ainda estivesse agradando a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1.10).

Então, eu gostaria de incentivá-la, como jovem mulher, a seguir os ensinamentos de Jesus, Paulo e da Bíblia, e simplesmente não se importar com as críticas, o isolamento, as reviradas de olhos ou os comentários maldosos pelas costas. Simplesmente não se importe. Você não precisa disso. Você tem a aprovação do Deus Todo-Poderoso em Jesus Cristo.

Foi Deus quem assim o quis

Quanto ao que a Bíblia ensina sobre os papéis distintos de homens e mulheres — reflita sobre o fato de que estamos falando aqui da própria revelação do Criador do universo. Não estamos falando de opiniões de jovens versus idosos, ou de pessoas instruídas versus não instruídas, ou de pessoas modernas versus pré-modernas. Estamos falando da diferença entre o Deus infinito, eterno, onisciente, onipotente, onibenevolente e onipotente, e mulheres e homens insignificantes. Nos acostumamos tanto a ouvir certas coisas que perdemos a capacidade de sentir a força cataclísmica das implicações que elas carregam.

Por exemplo, Gênesis 1.27: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” O Criador infinitamente sábio e todo-bondoso do universo trouxe a humanidade à existência como homem e mulher, e os abençoou e disse-lhes para terem muitos filhos e encherem a terra com a Sua glória através de suas famílias. Ele os fez homem e mulher, cada um com sua glória única — não iguais, não intercambiáveis, mas com diferenças maravilhosas que se complementam tão bem que, quando unidos, criam algo novo.

No segundo capítulo da Bíblia, ele estabelece essa novidade; ele a chama, ou nós a chamamos, de casamento (assim como a Bíblia a chama mais tarde): “Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gênesis 2.24). Em seguida, ele eleva essa distinção e essa união entre homem e mulher a um nível incrível quando revela que o propósito desde o princípio era que o homem e a mulher representassem Cristo e a igreja em um casamento eterno de alegria.

Oro para que você compreenda que toda essa dimensão da masculinidade e da feminilidade é uma ideia de Deus. É uma ideia de Deus. Não é uma ideia do homem. É algo maravilhoso. É uma das mais belas manifestações da bondade e sabedoria de Deus. Portanto, quando seres humanos insignificantes — homens ou mulheres — se opõem à Bíblia, tenha isso em mente. É sábio ficar do lado de Deus e não do homem.

Você foi criada maravilhosamente

Com relação à hesitação pessoal que alguma jovem cristã possa ter em abraçar com alegria sua individualidade feminina — eu a encorajaria a tornar tudo o que discutimos aqui muito pessoal, e não apenas abstrato. Traga isso para você e Deus — não apenas para o masculino e o feminino em geral, mas para você em particular, para você e Deus. E então, leia o Salmo 139.13-14 e faça dele seu próprio testemunho pessoal, sincero e fiel:

Pois tu formaste o meu interior,

tu me teceste no ventre de minha mãe.

Graças te dou, visto que de modo

 assombrosamente maravilhoso me formaste;

as tuas obras são admiráveis,

e a minha alma o sabe muito bem.

Essa é a palavra de Deus sobre você, uma mulher em particular, não sobre as mulheres em geral. Deus te formou, com seu corpo e sua alma femininos. Ele te formou — individualmente, pessoalmente — no ventre de sua mãe. Ele fez isso com um sorriso no rosto, com amor no coração. Ele te amou. Ele te criou, e não te criou mal. Ele te criou gloriosamente.

Então, deixe de lado a opinião alheia; não se importe com o que os outros pensam. Abrace a visão abrangente de Deus sobre o homem e a mulher, conforme a Bíblia. E então diga a Ele, de forma bem pessoal: “Obrigado por me fazer como sou. Tu és um Deus bom, e eu te aceito e aceito tudo o que fizeste de mim.”


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Por: JOHN PIPER. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: The Gospel of Gorgeous | Revisão e edição por Vinicius Lima.

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