Joel Beeke – Lições Fundamentais dos Puritanos #Fiel2012

Joel Beeke apresentou o que foi o movimento Puritano, fornecendo 14 preciosas lições que podemos aprender com estes homens, sendo sete para a vida pessoal e sete para a vida ministerial.

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Resumo

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. (2Tm 4:1-5)

O que você pode aprender dos Puritanos para seu ministério e sua vida pessoal? Quero delinear rapidamente sete lições fundamentais para nossas próprias vidas e mais seis para os ministros da Palavra.

Mas antes, quem foram os Puritanos? Na história da Igreja, quando temos um avivamento em uma geração, há sempre o perigo de a próxima geração ignorar as verdades pregadas, não dando o devido valor. Os Puritanos foram uma reação a esta geração que veio depois da geração dos reformadores, sendo um movimento que se deu no fim do século XVI até o começo do século XVIII.

Os Puritanos construíram em cima da teologia dos reformadores, buscando aplicá-la a todos os aspectos da vida e, assim, purificar a família e a igreja. Eles enfatizaram (1) a necessidade da restauração da pregação, (2) a necessidade de piedade pessoal e bíblia que acompanha a pregação e (3) a necessidade de restauração da pureza do culto público.

Por causa da profundidade dos livros escritos, nos últimos 50 anos têm surgido um novo interesse pelos livros e pela a teologia dos Puritanos.

Sete Lições Fundamentais dos Puritanos para nossa Vida Pessoal

Leitura Bíblia

Eles chamavam a Bíblia de o Livro Vivo, a Biblioteca do Espírito Santo. Eles acreditavam que Deus os transformava através da Bíblia. Eles ensinavam seus filhos a ler a fim de lerem a Bíblia e o alfabeto através de exemplos bíblicos. Eles guiavam tudo em suas vidas pelas Escrituras.

Você tem vivido a sua vida moldada pela Bíblia ou você decide o que você irá crer e obedecer das Escrituras? Você deixa de lado aquilo que você discorda na Palavra ou a coloca como regra para a vida?

Oração

Os Puritanos oravam em suas devocionais diárias, mas também buscavam orar sem cessar, tornando as ações corriqueiras da vida em oração. Por exemplo: quando se vestiam, oravam sobre serem cobertos pela justiça de Cristo.

Os puritanos entendiam que a oração era algo trinitariana. Expressaram isso através de uma corrente: a verdadeira oração nasce na eternidade no coração do Pai, recebe seu mérito através da morte de Cristo, é orada pelo cristão através do Espírito, que a leva até Cristo, o qual a retorna para o Pai.

Os puritanos não se contentavam com orações rasas. Que isso nos incentive a orar.

Meditação

Um sermão meditado é melhor que mil sermões engolidos sem meditação.

Provações

Os puritanos falaram muito sobre provações. A atitude que eles tinham era bem diferente das que temos atualmente. Eles não desejavam um feliz ano novo, no sentido de alguém não ter problemas, mas um ano novo abençoado, desejando que eles pudessem passar por toda e qualquer prova que Deus trouxesse de forma submissa.

Jonh Bunyan disse: “O povo de Deus é como sinos; quanto mais forte lhes baterem, melhor será o som”.

Repreender o Orgulho

Os puritanos tinham um ódio especial pelo orgulho, pois sabiam que Deus odiava de forma especial o orgulho. O orgulho é um ataque contra Deus que eleva nosso coração acima de Deus e busca se entronizar. Jonathan Edwards dizia que o orgulho é como uma cebola – quando pensamos que tiramos uma camada, encontramos outra.

John Bunyan disse a uma mulher que elogiou seu sermão: “você é a segunda pessoa que disse isso; o primeiro foi o diabo”.

Depender do Espírito Santo

Os Puritanos nos ensinam a como depender do Espírito Santo. Thomas Watson afirmou que o pregador pode bater na porta, mas é o Espírito que a abre, mostrando que o ministro sempre deve se lembrar que é o Espírito que converte pecadores através da pregação da Palavra. Eles diziam que em toda pregação havia dois ministros: o pregador é o ministro externo e o Espírito Santo o interno.

Como viver em dois mundos

Os puritanos diziam que nós temos dois olhos: um deve estar na eternidade e um no tempo.

Seis Lições Fundamentais dos Puritanos para nossa Vida Ministerial

Pregação

Os puritanos nos ensinam a acreditar na pregação. Eles acreditavam que Deus usava cada sermão.

Doutrina com Prática

Eles acreditavam na união da doutrina com a prática. Nos sermões eles buscavam alcançar as mentes com clareza (expondo as Escrituras de forma simples e metódica – Eles acreditavam que o cristianismo sem mente criaria um cristianismo sem coluna), a consciência com firmeza (muitos hoje pregam sem a intenção) e o coração com paixão (eles mostravam Cristo como desejável e atraiam o pecador a Cristo). Pela mente, através da consciência eles chegavam ao coração e levavam o pecado a Jesus Cristo, pela benção do espirito Santo.

Piedade Prática

Os puritanos enchiam suas pregações de aplicações para vários tipos de públicos: crente, não crente, desviados, novos crentes, etc. Eles faziam um aconselhamento espiritual do púlpito.

Pregar experiencialmente

Os puritanos nos ensinam a pregar de forma que as doutrinas fossem experimentadas na alma.

Era como se estivessem iluminando cada verso da Bíblia procurando Jesus para exaltá-lo. “Pregue um Cristo, por Cristo, para o louvor de Cristo”, assim termina um livro de homilética dos puritanos.

Equilíbrio Bíblico

Manter o equilíbrio entre o evangelho objetivo e a experiência subjetiva, a soberania de Deus e a responsabilidade do homem.

Catequese

Os puritanos nos ensinam a importância de catequisar a igreja e as crianças. Comumente eles iam às casas dos crentes para ensinar como se faz um culto doméstico e ensinar os pais a educarem os filhos.

O que aprendemos dos Puritanos acima de tudo é essa espiritualidade abrangente. Eles não foram perfeitos, mas, hoje, nos apontam para uma vida piedosa, tendo nossos olhos na eternidade. Temos muitos para aprender com eles e muito para segui-los no que eles seguiram a Cristo, aplicando seus ensinos à nossa geração, para a glória de Deus e pelo bem de cada alma, através de Cristo.

Por: Joel Beeke. Editora Fiel 2006 – 2012 © Todos os direitos reservados.

Resumo por: Voltemos ao Evangelho ©. Website: www.voltemosaoevangelho.com

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5 Comentários
  1. Danilo Ribeiro Diz

    nossa como preciso aprender

  2. Rosana Rodrigues Diz

    A constatação que a gente faz depois de uma pregação dessas é que há um longo caminho a percorrer na direção de uma vida piedosa e profunda. Somos tão superficiais!
    Ao mesmo tempo, as palavras do Espírito me animam a começar hoje, a correr mais depressa, a redefinir prioridades dentro de minha agenda, a reestruturar práticas e costumes domésticos na direção da glória de Cristo. Sim, Jesus Cristo, nosso alvo, nosso prêmio, nossa vida.

  3. Marcos Dias Diz

    “Sete Lições Fundamentais dos Puritanos para nossa Vida Ministerial”

    Faltou a sétima lição!

  4. Heraldo Diz

    Só esclarecendo: não foi uma pregação, e sim uma palestra.

  5. Presbitero Alfredo Narciso Diz

    excelente…

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