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Devemos ter cultinho para crianças?

Hoje em dia é comum termos um cultos dos jovens, “cultinho” das crianças e assim vai. Mas você já parou para pensar que as Escrituras em nenhum lugar comandam a separação do culto por idade e que essa é uma prática bem recente na história da igreja? Então, de onde vem essa prática? Tom Ascol, em seu artigo Uma Família Para Deus, instiga nosso pensamento com sua resposta:

Ele estava fazendo uma pergunta que eu havia ouvido várias vezes durante meus anos como pastor: “Vocês têm um culto infantil?”. Desta vez, ao invés de dar uma longa explicação sobre a nossa prática de não separar os nossos cultos de adoração por idade, eu decidi dar uma resposta breve, exata e intencionalmente provocativa. Veja como foi:

“Sim, nós temos. Todos os domingos”.

“Ótimo. Você pode descrever como o culto é estruturado?”.

“Claro. Há cânticos, oração, leitura bíblica, oferta e ensino. Também há celebração da Ceia do Senhor mensalmente e, periodicamente, realiza-se o batismo”.

“Que interessante. Os adultos podem participar?”

“Com certeza! Na verdade, nós encorajamos os adultos a frequentarem esses cultos com os seus filhos”.

Minha consciência não me permitiria sair dali deixando esse jovem pai com uma falsa impressão, então passei a explicar que, apesar de termos um culto para as crianças, não temos um culto separado exclusivamente para elas. Pelo contrário, o nosso culto, como toda a nossa igreja, é projetado para todas as idades.

Com certeza, uma igreja que tem o compromisso de ministrar a pessoas de todas as idades enfrenta um difícil desafio. Em nossos dias de “especialização”, é muito mais fácil “focar” o ministério naqueles que compartilham uma mesma fase da vida do que ministrar para pessoas cujas idades incluem várias décadas diferentes.

Talvez esse seja o motivo pelo qual alguns tentam estruturar igrejas fazendo exatamente isso, resultando em igrejas de jovens, igrejas de estudantes e igrejas de idosos. O que é ainda mais comum é a fragmentação intencional das igrejas em ministérios independentes e separados por idade, os quais, na melhor das hipóteses, coexistem em uma congregação local. Nesse modelo de ministério, é possível que o estacionamento seja o único lugar onde os avós, os pais e os filhos se veem quando vão às reuniões da igreja.

Esse pode ser um assunto um tanto quanto polêmico, mas certamente você deve considerar os argumentos de Ascol.

Leia o artigo completo

Sinta-se à vontade para discutir o assunto, “falando a verdade em amor” .

2013_TBT_03_March_200x1000Dr. Tom Ascol é pastor da Grace Baptist Church em Cape Coral, na Florida, diretor executivo do Ministério Founders e editor do Founders Journal.

Por Tom Ascol. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: One Family Under God

Este artigo faz parte da edição de Março de 2013 da revista Tabletalk sobre “Uma Cultura Fascinada pela Juventude”.

Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Uma Família Para DeusDevemos ter cultinho para crianças?

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62 Comentários
  1. Julio Palhoto Diz

    Eu até concordo com a linha de pensamento de Ascol, mas ao menos da ministração da palavra, não seria interessante as crianças terem uma ministração exclusiva para elas em uma linguagem que elas possam entender? Oq vcs acham?

  2. Beatriz Cristina Diz

    Eu concordo que eles possam ter essa opinião…
    Mas eu acredito que o culto/cultinho infantil é uma forma das igrejas investirem nas crianças , e se essa é Uma das formas de investirmos nas crianças ; assim o faremos, pois a mídia investem muito nas crianças, porém nem tudo o que as crianças absorvem da mídia é bom pra elas. Geralmente nas igrejas o período que os lideres e/ou pastores usam para dar cultinho é pequeno, devido aos Louvores que as Crianças participam juntamente com a igreja. Esse não seria um um momento das famílias(mão, pai, avô, avó , filhos/netos) dedicarem um culto a Deus juntos ?

  3. Sérgio Manoel Propst Júnior Diz

    Descordo do Autor. Em minha igreja, nós investimos pesado na vida das crianças, tanto nos cultos de celebração, chamados domingo kids ( culto infantil ), como nas células própria para elas, e em paralelo com a dos adultos, chamadas células kids. Os pais são ensinados a investirem pesado em seus filhos. Muitas crianças alcançam outras para Jesus, através de um simples convite para o culto ou célula. Equipes de trabalho se revesam, por final de semana, para trabalharem com excelência, visando servir ao Senhor, servindo as crianças. Em seis anos, saímos de 2 crianças, para mais de 180 crianças tocadas por Jesus. A maioria não tem pais na igreja, e por isso, não podem agarrar na saia de ninguém para assistir um culto. É a igreja que se torna sua família "adjunta", pois muitas famílias, que deveriam ajudar, se tornam em pedras de tropeço para elas. Bebidas, drogas, abusos, descaso, religiosidade, entre outras. Muitas não tem família, estão no 3° padastro, ou vivem em total desatenção por parte da família e sociedade. Igreja não é culto de domingo. O culto é a adoração prestada pela igreja adultos, jovens e crianças. Igreja são vidas transformadas por Jesus, em todas as idades. Uma vez por mês, nós fazemos o culto da família, na qual as crianças permanecem no culto de celebração, dito pelo autor, como "exclusivo"a determinadas idades. O CULTO DA IGREJA, APESAR DA LINGUAGEM SEPARADA PARA ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS DO DAS CRIANÇAS, É COESO E ÚNICO, COM A MESMA MENSAGEM, ENTRETANTO COM CIFRAGENS DIFERENTES. NÓS FOCAMOS TANTO EM TER A MESMA MENSAGEM, QUE, ATÉ ALGUMAS MÚSICAS, USADAS NOS CULTOS DOS ADULTOS OU DAS CRIANÇAS, SÃO AS MESMAS. A criança precisa de uma linguagem própria, simplesmente por ser criança. Isto não significa que a família "desconecta" da formação espiritual dos filhos, ou a igreja peca em não comportar todos em um mesmo salão de culto. Nossas mulheres, a maioria mãe das próprias crianças e tantas outras jovens sem filhos, são ensinadas a serem mães espirituais dos pequeninos, para que Cristo seja conhecido no coração delas. Dezenas de líderes mulheres, são geradas para atenderem esta demanda. O mundo tem sua linguagem para atingir os infantes. Em minha igreja há diversos testemunhos de crianças que foram tocadas por Deus devido ao nosso investimento próprio, na idade própria. Muito do argumento usado pelo autor estava presente na vida dos discípulos, que enxotavam crianças que se aproximavam de Jesus. Para eles, os kids " atrapalhavam o culto " e, por isso, não mereciam atenção. Jesus mostrou o contrário. Deixe vir a mim as criancinhas, pois o reino é dos que são semelhantes a elas, ou seja, não as desprezem, pois virão muitos semelhantes a elas, que poderão estar debaixo dos seus narizes e vcs nem perceberão. A alimentação em cada fase da vida é diferente. A idade que mais merece atenção, neste item, é a infância. Quantos já não fizeram aviãozinho ou fizeram um boneco desenhado no prato, com os legumes? Deixe vir a mim…

  4. Felipe de Souza Diz

    Sinceramente, entendo o ponto de vista do autor em relação a não promover uma familia separada que se preocupa mais com o seu bem estar e vontades do que com outro. O autor não incita o fim do culto específico por idade, vale ressaltar que isso não deve ser feito! O que seria importante trazer a tona é que a liderança teria a mentalidade da igreja mais amadurecida se promovesse também cultos para todas as idades, ensinando os membros a abrirem mão de seu “conforto” em prol da família. isto também pode ser ministrado nos cultos específicos. E por fim é muito importante compreender que embora o pr. autor do artigo, parecia estar cansado da pergunta “tem culto para crianças” é muito importante que esta mensagem específica exista, pq sabemos que crianças não pensam como jovens, que não pensam como pais que por que sua vez não pensam como idosos e que cada um tem necessidades diferentes. o questionamento do autor traz uma boa pergunta para o amadurecimento da liderança, porém jamais deveria ser usado para erradicar o culto específicos das igrejas.

  5. Luiz Ricardo Silva Diz

    O que alguns que se mostraram contrários ao autor devem entender é que não ter o culto infantil não implica em não falar às crianças, pois a responsabilidade de ensiná-las é dos pais. Além disso, devemos mudar nossa mentalidade de que cada faixa etária deve falar sua própria linguagem. A tarefa da criança, assim como o adolescente e o jovem, é crescer e amadurecer para se tornar um adulto.
    Queremos "proteger" nossas crianças da pregação "difícil" dos adultos, mas vá ver por aí se essas mesmas crianças não estão perdendo seu tempo com jogos, filmes e sites bem acima da sua faixa etária. Damos "bíblias infantis" para elas porque queremos "poupá-las" da dureza da Palavra de Deus.
    Apenas estamos postergando, se não impedindo, que elas alcancem a Verdade.
    David Wilkerson converteu-se com 8 anos de idade. Algo semelhante ocorreu com Corrie Ten Boom e muitos outros.
    Continuemos com as "programações infantis" e assistiremos uma nova geração de jovens voltados ao entretenimento, sem maturidade emocional e espiritual e sem compromisso real com a Igreja e a Palavra de Deus. Afinal… não diz o slogan da TV "criança tem que brincar" ou "criança tem que ser feliz"?

  6. Vinícius Silva Pimentel Diz

    Na igreja onde congrego, não há um culto separado para as crianças. Todos os pais são incentivados a trazerem seus filhos para o culto público e ensiná-los, desde cedo, a estarem na igreja dominicalmente para adorar o Senhor.

    O pastor costuma repetir que "o choro dos filhos não atrapalha o culto; pelo contrário ele nos lembra de que há crianças ali e, portanto, o sermão deve se dirigir também a elas, inclusive com aplicações específicas".

    Quando os pais não conseguem conter rapidamente o choro de seus filhos, há uma "sala de treinamento" no fundo do salão principal, com isolamento acústico, para onde eles podem levar as crianças até que elas parem de chorar. A sala é separada por um vidro e tem caixas de som, o que permite aos pais e filhos continuarem a participar do culto, vendo e ouvindo, mesmo quando estão ali.

    Apenas na escola dominical há separação por idade e, mesmo assim, só até os 12 anos. A partir dessa idade, os filhos já participam da sala com os adultos.

    Há razões teológicas e práticas para procedermos assim, que não convem expor neste pequeno espaço. Escrevo este comentário apenas para frisar uma coisa: é possível termos nossas crianças junto conosco no culto, e é lindo quando isso acontece!

  7. Vinícius S. Pimentel Diz

    Na igreja onde congrego, não há um culto separado para as crianças. Todos os pais são incentivados a trazerem seus filhos para o culto público e ensiná-los, desde cedo, a estarem na igreja dominicalmente para adorar o Senhor.

    O pastor costuma repetir que “o choro dos filhos não atrapalha o culto; pelo contrário ele nos lembra de que há crianças ali e, portanto, o sermão deve se dirigir também a elas, inclusive com aplicações específicas”.

    Quando os pais não conseguem conter rapidamente o choro de seus filhos, há uma “sala de
    treinamento” no fundo do salão principal, com isolamento acústico, para onde eles podem levar as crianças até que elas parem de chorar. A sala é separada por um vidro e tem caixas de som, o que permite aos pais e filhos continuarem a participar do culto, vendo e ouvindo, mesmo quando estão ali.

    Apenas na escola dominical há separação por idade e, mesmo assim, só até os 12 anos. A partir dessa idade, os filhos já participam da sala com os adultos.

    Há razões teológicas e práticas para procedermos assim, que não convem expor neste pequeno espaço. Escrevo este comentário apenas para frisar uma coisa: é possível termos nossas crianças junto conosco no culto, e é lindo quando isso acontece!

    1. Ana Oliveira Diz

      concordo Vinicius

  8. Antonio Neto Diz

    Primeiro, é bom que entendamos que não se faz um “culto separado”. O culto a Deus é um momento unificado, onde desde o irmão que vigia os carros fora da igreja, o pastor que prega, o outro irmão que cuida do som, e o outro que fica no porta da igreja, todos estão cultuando a Deus. O que as igrejas fazem é conduzir as crianças para que elas ouçam um sermão apropriado para a sua idade. Essa de dizer que o pastor é capaz de falar às crianças não é verdade. Uma criança de 4 anos não é capaz de acompanhar uma introdução, idéia central, pontos e etc…

    1. João Camilo Da Silva Silva Diz

      uma igreja onde o espirito santo é que fala..até o bebe de colo ouve.

    2. carlos Diz

      Fala sério! então peça para o seu pastor começar a pregar em latim, como era na igreja católica para ver se você entende ou é edificado em alguma coisa. Lembre que Paulo defende que o culto deve ser realizado com entendimento, por isso ele dizia que se alguém falasse em línguas (dadas pelo Espirito Santo) deveria ter alguém para interpretar. O papel dos mestres e pregadores é deixar a palavra de Deus mais fácil de entender, o de convencer e regenerar é do Espirito Santo.

    3. João Camilo Da Silva Silva Diz

      quer dizer que na tua igreja o espirito santo só fala em lingua estranha ..complicado hein.

    4. carlos Diz

      meu amigo, acredito que você entendeu o que eu falei. Usei o exemplo bíblico, o que não significa que em minha igreja se fale em línguas. O que reforço é que a pregação da palavra deve ser realizada da forma mais clara e de fácil compreensão, pelo que o chamado culto infantil ( que se refere apenas no momento da pregação) tem significado e importância. Continue com o sarcasmo que ninguém se aproximará de você
      .

    5. Alexandre Rodrigues Diz

      AVA. Bebe entende teologia…

    6. Ana Oliveira Diz

      concordo tbm.

    7. Luiz Ricardo Diz

      Uma criança de 4 anos não é capaz? Sério? Desculpe, mas crianças de 4 anos já conseguem tocar pianos, jogar vídeo-games, praticar esportes e escrever.
      Mesmo que elas não tenham 100% compreensão isso não é motivo para levá-las a uma salinha e mandá-las desenhar os animais que entraram na arca de Noé, pintar uma imagem de Davi e Golias. Várias crianças nem aguentam mais isso.
      Crianças precisam aprender disciplina e responsabilidade ou virá outra geração como a nossa. Pessoas sem compromisso que não conseguem ouvir nem 30 minutos de mensagem.

    8. Jaque Conrad Diz

      frequentava uma igreja pentecostal, agora uma igreja batista, e nas duas fui e sou professora de culto infantil, e participei até meus 12 anos, e nunca pintamos Davi e Golias. No “cultinho” é contado histórias de forma bíblica e adequada para uma criança entender, elas aprendem a orar e a decorar versículos da Bíblia, elas não estão lá para não atrapalhar o culto e nem as professoras são babás, estão ensinando elas a amarem a Deus e como o Pastor Neto colocou, elas também estão cultuando a Deus.

  9. Dionizio Neto JJ Diz

    Provavelmente esses cultinhos e ministérios tão separados uns dos outros, sejam o motivo das Igrejas estarem seguindo a tendência da "moda". Evidenciar o jovem e vigoroso e desprezar os mais velhos.
    Deixando de lado a experiência maravilhosa de deixar com que os jovens sentem-se ao lado de seus anciãos, para aprender um pouco da sabedoria que eles carregam. Evitando a segregação de idade, por causa da influência do "culto à juventude" do mundo moderno.
    As crianças devem participar do culto, assim como devem ter um tempo para elas de comunhão, mas talvez em reuniões extra dominicais!!!

  10. João Camilo Da Silva Silva Diz

    SE A BIBLIA NÃO MANDA NÃO FAÇA SIMPLES ASSIM.

    1. E. Rodrigues Diz

      A Bíblia não manda você tomar banho! Não toma que é pecado! rs Fala sério!

    2. Alexandre Rodrigues Diz

      João, você tem razão. Jesus não mandou deixar as
      crianças irem até ele.

    3. João Camilo Da Silva Silva Diz

      presta atenção camarada uma coisa ,não tem nada ver com a outra .

    4. João Camilo Da Silva Silva Diz

      só conseguiu chegar até ai .gênio!

  11. Ana Lúcia Landim Diz

    trabalhei muitos anos ensinando no Culto infantil, e tenho q discordar de vc Luiz Ricardo Silva.Ñ poupamos as crianças da verdadeira mensagem biblica de forma alguma,apenas falamos de forma que elas possam compreenderem melhor. Em minha igreja ñ usamos essa palavra (cultinho infantil) É CULTO COM AS CRIANÇAS.

  12. Daniel Brust Diz

    Legal, e imaginar que um culto desse seja destinado de bebês até à pessoas de mais idade, deve ser muito bacana, uma hora o pregador usa palavras que só uma pessoa formada em letras com mestrado entende, depois ele começa a falar numa linguagem sem conjugar os verbos, como se fosse um índio, para as crianças muito pequenas entenderem! Deve ser demais! Só acrescentando uma coisa: Hoje as vezes nem eu mesmo me sinto parte do culto.

  13. Ana Lúcia Landim Diz

    Perfeito!!!!!!!!!!!!!!

  14. Carlos Augusto Jr. Diz

    Tá então vamos começar a ler a bíblia em hebraico e grego, pois na bíblia não há qualquer menção acerca da necessidade de traduzi-la. Que argumento sem cabimento, como uma criança vai ser edificada num culto que o pregador fala sobre assuntos mais profundos, cujas palavras não estão no vocabulário ou no cotidiano da criança? Paulo nos ensina que o culto deve ter entendimento, o que não ocorrerá quando a ministração da palavra não for direcionada.

  15. Thiago Diz

    Penso igual ao antônio…
    “Primeiro, é bom que entendamos que não se faz um “culto separado”. O culto a Deus é um momento unificado, onde desde o irmão que vigia os carros fora da igreja, o pastor que prega, o outro irmão que cuida do som, e o outro que fica no porta da igreja, todos estão cultuando a Deus. ”

    Vejo minha prima de 3 anos falando do amor de Cristo igual a “tia celia” ensina. Uma criança aprende muito mais com ensinos dados a idade dela. Nos fizemos o pré, depois o fundamental depois ensino médio e faculdade… Da mesma forma que uma criança de 3 anos não acompanharia o ensino médio uma criança na igreja precisa de algo em sua faixa etária (Não deixando de pregar o genuíno evangelho). Então sim, acho valido após o louvor a crianças irem para sala de aula para aprenderem o evangelho de Cristo.

    Agora uma alfinetada aqui gostaria que alguém me respondesse…

    “Hoje em dia é comum termos um cultos dos jovens, “cultinho” das crianças e assim vai. Mas você já parou para pensar que as Escrituras em nenhum lugar comandam a separação do culto por idade”

    Em nenhum lugar das escrituras se vê batismo infantil nas águas e no entanto é uma pratica (não bíblia e completamente errada) que muitas igrejas praticam…

    E agora jose ?

    1. carlos Diz

      aff, o que uma coisa tem a ver com a outra caro irmão batista? o batismo infantil é bíblico sim, pois os ensinos dela podem ser verificados quando nela estão literalmente ou quando facilmente se pode deduzir. Não vou expor aqui toda a doutrina, mas se tiver interessado e com espirito aberto para aprender vá ao site da IPB e veja lá a defesa dessa doutrina. Paz!

  16. Carol Diz

    Eu não vejo problema algum no culto infantil. Sério mesmo.

  17. Alexandre Rodrigues Diz

    Beatriz, ja existe o momento do culto quando a criança participa com a familia. O que tem que ter cuidado e com a pregaçao. A criança nao vai enterder nada do sermao teologico do pastor e isto lhe sera infrutifero. A pregaçao da palavra para crianças tem que ter uma linguagem que elas vao entender. Por isto, entao, deve existir o trabalho infantil com ambiente e materiais adequados. Portanto o Ascol nao sabe o que esta dizendo.

  18. Alexandre Rodrigues Diz

    Este principio contra o trabalho com crianças e o mais ridiculo que ja vi na igreja, o olha que nos dias de hoje tem muita coisa. Senhor, liberte seu povo do espirito de burrice.

    A criança nao vai entender nada da mensagem teologica do pastor. Portanto, em nada lhe sera util. A pregaçao para crianças deve ter o ambiente e a linguagem adequada, que ela vai aprender. Se nao trabalharmos para as crianças, o mundo trabalhara. E ja trabalha. ´É so a igreja que, como sempre, aparece com estas ignorancias. Felizmente, esta teoria de Ascol nao tem pe nem cabeça e nao influencia em nada.

  19. anônimo Diz

    Acho que a gente devia viajar de barco para pregar o evangelho, ou quem sabe à pé, afinal no novo testamento também não cita avião. :P Pelo amor de Deus…

  20. Alexandre Rodrigues Diz

    "Apenas na escola dominical há separação por idade e, mesmo assim, só até os 12 anos. A partir dessa idade, os filhos já participam da sala com os adultos."
    Felizmente a sua igreja aplica a linguagem adequada para cada faixa etaria. Este e o padrao. Esta teoria do Ascol nao tem pe nem cabeça.

  21. Alexandre Rodrigues Diz

    A igreja precisa estar preparada para atender a todas as faixas etárias. Não é útil para nenhuma criança ouvir a pregação teológica do pastor, porque ela não vai entender nada (as vezes, tem adultos que não entendem). Cada idade tem sua linguagem especifica, e cada uma exige uma pregação e todo um trabalho diferenciado. Se nós não investirmos nas crianças, o mundo investirá. E já esta fazendo. A igreja tem que chegar na frente, fazendo cultos, pregações, atividades etc para ensinar a palavra de Deus para as crianças.
    Portanto, esta teoria de Ascal não tem pé nem cabeça e graças a Deus, não pode mudar o trabalho da igreja atual.

  22. Josyane Muniz De Oliveira Diz

    Irmão Vinicius vc descreveu a minha igreja. que bom pois aqui na minha cidade é dificil encontrar uma igreja igual. Que bom não estamos sós.

  23. Fernanda Ferreira Silva Diz

    Acredito que a criação do culto infantil tenha se dado devido às crianças não permanecerem na igreja após crescerem. Ou seja, uma estratégia para atingir mais as crianças, uma vez que a mensagem do púlpito não estava sendo suficiente.

    Em primeiro lugar dever-se-ia analisar a mensagem pregada. Se era bíblica e evangélica.

    Em segundo lugar, a vida dos pais, suas atitudes, ensinos e exemplo é que deveria ser colocado em foco.

    Um terceiro problema se deve ao fato das crianças atualmente serem indisciplinadas demais para ficarem sentadas respeitosamente durante 2 horas.

    No culto infantil, na minha vivência em igrejas, vejo muito entretenimento e pouco evangelho sendo ensinado às crianças. Histórias bíblicas que mais parecem contos criados apenas para divertir, ou no máximo ensinar alguma lição de moral. Não é realmente ensinado às crianças o quanto seus pequenos corações são depravados e desesperadamente necessitados da obra expiatória de Cristo. Resultado: uma escola de cristãos nominais, não regenerados e fariseus (mas no fim, isso é um problema da maioria das igrejas como um todo).

  24. Fernanda Ferreira Diz

    Acredito que a criação do culto infantil tenha se dado devido às crianças não permanecerem na igreja após crescerem. Ou seja, uma estratégia para atingir mais as crianças, uma vez que a mensagem do púlpito não estava sendo suficiente.

    Em primeiro lugar dever-se-ia analisar a mensagem pregada. Se era bíblica e evangélica.

    Em segundo lugar, a vida dos pais, suas atitudes, ensinos e exemplo é que deveria ser colocado em foco.

    Um terceiro problema se deve ao fato das crianças atualmente serem indisciplinadas demais para ficarem sentadas respeitosamente durante 2 horas.

    No culto infantil, na minha vivência em igrejas, vejo muito entretenimento e pouco evangelho sendo ensinado às crianças. Histórias bíblicas que mais parecem contos criados apenas para divertir, ou no máximo ensinar alguma lição de moral. Não é realmente ensinado às crianças o quanto seus pequenos corações são depravados e desesperadamente necessitados da obra expiatória de Cristo. Resultado: uma escola de cristãos nominais, não regenerados e fariseus (mas no fim, isso é um problema da maioria das igrejas como um todo).

  25. Luiz Ricardo Silva Diz

    Alexandre Rodrigues , do que você está falando? O Vinícius descreveu exatamente o que o Ascol comentou. Acho que você não leu bem o texto ou não consegue entender. Ninguém falou que não pode haver divisão de classes para ensino. O que estamos discutindo é tirar as crianças na hora do CULTO, ou pior, na hora da PREGAÇÃO!

  26. Luiz Ricardo Silva Diz

    Ana Lúcia Landim , não importa que tipo de atividade paralela se possa desempenhar. Retirar as crianças do culto (muitas vezes bem na hora da pregação), é simplesmente um absurdo!
    Ninguém aqui está discutindo o valor da educação para crianças e sim o fato de que as crianças devem aprender a ouvir o evangelho. Por que será que em toda denominação os mais jovens ficam passeando na hora da mensagem? Eles resolvem ir ao banheiro, beber águia, etc. Eles não tem disciplina alguma.
    Você diz que explica para as crianças o evangelho de uma forma que elas possam compreender melhor. Sério? Então você grava o sermão do seu pastor e traduz em linguagem mais simples ou a cada semana prepara uma mensagem completamente diferente? Você prega expositivamente sobre toda a Bíblia? Não omite as partes difíceis?
    Quem tira as crianças na hora da pregação e diz ensinar o evangelho, está tomando o lugar do pastor e se fazendo responsável espiritualmente por elas nesse sentido.
    Aliás, falando em responsabilidade espiritual, por mais que educadores queriam assumir essa responsabilidade nas igrejas, o fato é que a Bíblia ordena aos pais que ensinem a seus filhos. Se você acompanha esse site, deve conhecer o Paul Washer e tantos outros pregadores que rejeitam a EBD como a instituição oficial de ensino da Bíblia para crianças.
    Ana, talvez na sua igreja as crianças estejam bem servidas com sua presença, mas na maioria elas são praticamente "largadas" com pessoas despreparadas e até adolescentes que não tem nada a ensinar a elas. Tudo para não atrapalhar os adultos.

  27. Alexandre Rodrigues Diz

    A pregação teológica do pastor não é para crianças. Para elas é infrutífero, porque elas não entendem.
    Fazem poucos séculos que o mundo descobriu o que é a criança. A igreja esta no mesmo atraso. Tem que ter sim uma linguagem e espaço adequados (um culto a parte) para crianças para que elas possam começar a entender a palavra.
    Então refaço a pergunta do Vinicius (eu o entendi muito bem): “Não seria interessante as crianças terem uma ministração exclusiva para elas em uma linguagem que elas possam entender?”

  28. Alexandre Rodrigues Diz

    Eu entendi muito bem Luiz. Apenas dou meu parecer como estudante da área sem repassar opiniao pronta de outros, principalmente esta argumentação fraca do Ascol.

    A pregação teológica do pastor no culto não é para crianças. Para elas é infrutífero, porque elas não entendem.
    Fazem poucos séculos que o mundo descobriu o que é a criança. A igreja esta no mesmo atraso.

    Tem que ter sim uma linguagem e espaço adequados (um culto a parte) para crianças, para que elas possam começar a entender a palavra no universo delas.

    O que esclarece tudo e nos da a resposta é o questionamento de Julho Palhoto: “Não seria interessante as crianças terem uma ministração exclusiva para elas em uma linguagem que elas possam entender?”

  29. Alexandre Rodrigues Diz

    Ótimo questionamento. Nao estamos mais no século XVII. Criança é criança e precisa de um trabalho exclusivo em uma linguagem que possam entender.

  30. Alexandre Rodrigues Diz

    Esclarecido. Nao preciso dizer mais nada.

  31. Jamile Diz

    Eu sou professora e também trabalho com culto e programação específica para crianças. Nós temos culto infantil até 8 anos, os demais participam junto com os pais. Acho importante cultuar com uma linguagem mais adequada aos pequenos. Todavia, vejo que infelizmente está acontecendo na igreja, o mesmo que acontece nas escolas… os pais estão cruzando os braços, não ensinam os filhos, esperando isso de nós… Dessa forma, a criança n aprende a estudar a palavra, a adorar a Deus, junto com os pais.. mas pq não o fazem em casa! :/

  32. Filipe Diz

    Alguém leu o artigo completo? O ponto do autor é o seguinte: “Quando o ministério se torna tão direcionado que as crianças nunca adoram, oram, servem ou estudam com os jovens, os quais nunca fazem essas coisas com os adultos que, por sua vez, nunca as praticam com as crianças, qualquer que seja o bem a ser realizado através disso custará danos à própria natureza da igreja.”

  33. Jonatas Catarina Diz

    Congrego na Assembléia de Deus, e as crianças participam do culto até a hora da pregação dali em diante elas vão para seu culto infantil, crianças de 4 a 10 anos, sou totalmente a favor, porque a criança não vai entender a mensagem elas tem que ter uma linguagem para elas, e crianças muito agitadas não deixam os pais aproveitar esse momento de meditação, tem pais que vão para igreja e mal conseguem participar do culto, por ter que ficar vigiando seu filho.Sou totalmente a favor do culto infantil, e formas didáticas de trabalhar com crianças, acho que cada igreja tem seu modo de trabalhar, mas eu prefiro assim.

  34. Paulo Lasaro De Carvalho Filho Diz

    Alexandre Rodrigues Concordo Plenamente Alexandre.

  35. Khéscya Lourenço Diz

    Alexandre Rodrigues Se as crianças do século XVII entendiam as do século XXI também podem entender. Basta ouvir a Palavra, pois é daí que vem a fé. Quem convence é o Espírito Santo, não a forma que utilizamos.

  36. Vinícius Silva Pimentel Diz

    Alexandre Rodrigues , talvez a "pregação teológica" do pastor seja difícil de uma criança entender exatamente porque não há a preocupação deliberada de falar para as crianças. É uma obrigação do ministro da Palavra falar de modo que os seus ouvintes possam compreender; isso não significa que ele "desce o nível" da pregação, mas que ele se preocupa em usar uma linguagem compreensível ao público a quem se dirige. Certa vez o pastor Joseph Pipa esteve em nossa igreja e, em todas as pregações, ele inseria no sermão certas ilustrações que lidavam com o universo particular da criança. Isso é condescendência.

    Se a sua argumentação for levada às suas últimas consequências, então deveríamos ter igrejas segregadas segundo a escolaridade dos membros? Não se deveria ler a Bíblia no culto porque há membros analfabetos que não podem acompanhar a leitura?

    Por favor, minha intenção não é polemizar, mas apenas levá-lo a refletir. Falo com todo amor fraterno e respeito pelo irmão.

  37. Matheus Souza Diz

    Acho muito interessante,quando o argumento é que tais práticas não tem embasamento bíblico, mas fico a me perguntar: Onde na bíblia a indicação de Escola Bíblica Dominical existia? Onde Está escrito que pastor tem que usar palitó? Onde está escrito que havia cadeiras, ou ar condicionado, ou até mesmo água para servir ao público ou ao orador?

    Na minha igreja não há culto infantil, o culto é o mesmo, mas na hora da pregação, há uma mensagem específica para eles, ministradada por um professor da EBD, baseada exclusivamente nas escrituras sagradas.

    Às vezes tenho a impressão que estamos caminhando para trás, as crianças precisam compreender a mensagem e sinceramente acho muito difícil ver crianças compreendendo o que às vezes nem nós, adultos, conseguimos compreender.
    Acho que os líderes devem se preocupar com seus professores, ouvi-los, ensiná-los para que eles possam tbm ensinar.
    As crianças precisam ser vistas, notadas e ouvidas.
    Sim, é verdade, não há na Bíblia, qualquer indício que crianças ficavam separadas na hora da mensagem, da mesma forma que eles se quer eram contadas nas reuniões. Aí vem Cristo e diz deixa vim a mim as criancinhas pq das tais é o reino dos céus.
    Resumindo: Precisamos nos adequar. Da mesma forma que instituimos os bancos, a água, o ar condicionado, o palitó, que eu sei que são exemplos bem chulos, diante da importância das crianças, uma mensagem na linguagem mais fácil é de fundamental importância na vida de um pequenino.
    Ass: Matheus Souza, professor do Departamento Infantil, que foi criança e participou de muitas mensagens voltadas para crianças.

    1. Victor Diz

      Excelente!

    2. Mira alves Diz

      Muito bom!Isso de culto infantil não estar na bíblia!Já é procurar chifre em cabeça de piolho!

  38. Matheus Souza Diz

    Acho muito interessante, quando o argumento é que tais práticas não tem embasamento bíblico, mas fico a me perguntar: Onde na bíblia a indicação de Escola Bíblica Dominical existia? Onde Está escrito que pastor tem que usar palitó? Onde está escrito que havia cadeiras, ou ar condicionado, ou até mesmo água para servir ao público ou ao orador?

    Na minha igreja não há culto infantil, o culto é o mesmo, mas na hora da pregação, há uma mensagem específica para eles, ministradada por um professor da EBD, baseada exclusivamente nas escrituras sagradas.

    Às vezes tenho a impressão que estamos caminhando para trás, as crianças precisam compreender a mensagem e sinceramente acho muito difícil ver crianças compreendendo o que às vezes nem nós, adultos, conseguimos compreender.
    Acho que os líderes devem se preocupar com seus professores, ouvi-los, ensiná-los para que eles possam tbm ensinar.
    As crianças precisam ser vistas, notadas e ouvidas.
    Sim, é verdade, não há na Bíblia, qualquer indício que crianças ficavam separadas na hora da mensagem, da mesma forma que eles se quer eram contadas nas reuniões. Aí vem Cristo e diz deixa vim a mim as criancinhas pq das tais é o reino dos céus.
    Resumindo: Precisamos nos adequar. Da mesma forma que instituimos os bancos, a água, o ar condicionado, o palitó, que eu sei que são exemplos bem chulos, diante da importância das crianças, uma mensagem na linguagem mais fácil é de fundamental importância na vida de um pequenino.
    Ass: Matheus Souza, professor do Departamento Infantil, que foi criança e participou de muitas mensagens voltadas para crianças.

  39. Joseane Andrade Diz

    Gosti :)

  40. Solange Diz

    A mensagem do Evangelho deve ser pura e simples que até as crianças entendam. O culto é prestado a Deus, onde cremos que Ele se faz presente. Então, por que as crianças devem sair de sua gloriosa presença? Experimentei igrejas que faziam esta separação e quando as crianças completavam 12 anos se sentiam perdidas no templo. Não participavam, queriam voltar à sala do cultinho. Não aprenderam a ter reverência, a acompanhar a liturgia. Devemos lembrar que a criança aprende com o exemplo, e não somente com a razão.

  41. Romario Livramento Diz

    é porque no séc XVII eram os pais que explicavam aos seus filhos o que foi pregado na igreja em casa e a família inteira discutia e meditava o que foi pregado no culto. Eu na minha igreja o culto infantil é até ás crianças de 6 anos pois a partir do 6 anos penso que a criança já tem capacidade de entender o está sendo pregado.

  42. Victor Diz

    Pra não falar muito, isso é uma discussão boba! Penso que devemos ter culto para crianças, sim. Sei de testemunhos de crianças que frequentavam “cultinho” que foram usadas pelo Espírito para trazer seus pais para Cristo. Não dá pra tratar adultos e crianças de 3, 8 anos do mesmo jeito, né!

  43. Davi Quaresma Diz

    Irmão, esse "Domingo Kids" é quebra do quarto mandamento, assim como o cultinho das crianças. vá ao blog inconformados.blog.br e leia os textos sobre o quarto mandamento – apesar do texto ter sido esclarecedor é sempre bom estudar mais sobre o assunto, principalmente quando se discorda de algo tão claro.

  44. Davi Quaresma Diz

    Queridos, o culto Dominical, público, foi algo estabelecido por Deus, é algo essencial de seu mandamento. Lembremos-nos que Ele é um ser perfeito, sendo Ele um ser perfeito suas ordenanças são perfeitas. Por favor, se preocupem, apenas em deixar que seus filhos ouçam pregadores fieis no momento do culto público, pois foi assim que nosso Pai estabeleceu.

  45. Ivone Boechat Diz

    Ambientes barulhentos agridem

    Na
    22ª. segunda semana de gravidez, a cóclea, órgão que abriga todos os
    componentes da audição dentro da orelha interna, já está completamente formada.
    Isso quer dizer que o bebê ouve a mesma coisa que você.

    Estudos
    já demonstraram que o líquido amniótico pode amplificar alguns tipos de som,
    como os muito graves. A voz da mãe também é amplificada em cerca de 5 decibéis.

    Um
    estudo chegou a mostrar que mulheres que trabalhavam oito horas por dia num
    ambiente de muito barulho (em volumes que exigiam proteção auricular) corriam
    mais risco de ter bebês com problemas auditivos.

    Além disso, é preciso considerar que um barulho
    muito forte faz com que o organismo da mãe produza hormônios ligados ao
    estresse, fazendo o coração acelerar, o que não é bom para a saúde cardíaca do
    bebê.

    Os bebês, desde o útero materno, ouvem e reconhecem vozes. Sabe-se
    também que são capazes de sentir emoções da mãe, de se assustar e que após o
    nascimento terão memórias da vida intra uterina.

    O psiquiatra canadense Thomas Verny explica no livro “Bebês do Amanhã:
    Arte e Ciência de Ser Pais”, que desde os primeiros meses de gestação, a
    criança é capaz de identificar certos acontecimentos.

    “Com 4 meses e meio, se você
    acender uma luz forte na barriga de uma gestante, o bebê vai reagir. Se fizer
    um barulho alto, ele tenta colocar as mãos nas orelhas. Se colocar açúcar no
    liquido amniótico, ele vai dobrar a ingestão. Bebês gostam de açúcar! Quando se
    coloca algo amargo, o bebê para de tomar o líquido e faz cara feia. Eles sentem
    a diferença entre doce e amargo, reagem à luz, ao toque e ao barulho.”

    Vídeo-game e todos os brinquedos sonoros devem ser avaliados pelo som
    que emitem. “O sistema auditivo é um órgão sensorial extremamente
    delicado e passível de lesões se for muito carregado, principalmente em bebês,
    que têm uma sensibilidade auditiva muito apurada. A célula ciliada do ouvido
    interno do bebê sofre com o ruído excessivo e esse abuso pode acabar levando à
    sua destruição”, alerta o otorrinolaringologista Jamal Azzam.

    A indicação é sempre manter os pequenos longe de
    ambientes muito barulhentos, seja um local fechado ou na rua, onde o som do
    trânsito também causa incômodo. Se for inevitável fugir desses locais, o ideal
    é proteger os ouvidos da maneira certa. “Muitos pais usam algodão para tapar o
    canal auditivo, mas isso não garante a vedação necessária do som. Uma opção é
    usar fones de ouvido de boa qualidade que preservem a audição”, finaliza Azzam.

    “Há uma região no cérebro chamada “tálamo”. Esta é a
    parte do cérebro na qual a música é percebida. No tálamo as emoções, sensações
    e sentimentos são percebidos antes destes estímulos serem submetidos às partes
    do cérebro responsáveis pela razão. A música, portanto, não depende do sistema
    nervoso central para ser assimilada imediatamente pelo cérebro. Ela passa pelo
    aparelho auditivo, pelo tálamo e depois vai ao lobo central.

    A “batida” que substitui o ritmo provoca um estado de
    emoção que a mente não discerne. Desorganiza a química. As batidas graves da
    percussão afetam o líquido cerebrospinal.

    O volume (amplificado) das músicas acima de 50 decibéis
    prejudica a audição e a saúde cerebral”.

    Ivone Boechat

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