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Aulas sobre Governo de Igreja

Tive a alegria de ser convidado pela Escola Charles Spurgeon para lecionar em uma Semana Magna sobre Governo de Igreja: “Como se deve andar na Casa de Deus – Um Padrão Bíblico de Governo para a Igreja Local”.

Conheça outras Semanas Magnas

Governo de Igreja é o ramo da eclesiologia (estudo da igreja) que trata da estrutura organizacional e da hierarquia da igreja.

Infelizmente, este é um assunto pouco ensinado e discutido hoje em dia. Vários motivos podem ser dados para essa situação, como: (1) desinteresse pela igreja local ou uma visão consumista de igreja, (2) o extremo dos desigrejados, (3) o outro extremo do institucionalismo morto, (4) autoritarismo e abusos de autoridade eclesiástica, (5) modelos de crescimento de igreja desraigados da Escritura e por aí vai.

Mas por que tal tema é importante? Primeiro, precisamos entender que o evangelho não gera somente indivíduos salvos, mas um povo redimido. Cristo morreu por sua noiva, o Pai possui uma família e o Espírito habita na igreja. Então, o evangelho gera a igreja. Em segundo lugar, precisamos compreender que a igreja gerada pelo evangelho é responsável por ser “coluna e baluarte da verdade” (1 Tm 3.15), ou seja, a igreja gerada pelo evangelho deve ser a proclamadora e protetora desse evangelho. Uma das formas que isso se dá, e podemos ver isso no contexto de 1 Timóteo, é através do “governo de igreja” ou, nas palavras do texto bíblico, de “como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo”.

Tendo isso em vista, espero que estas aulas possam ser de ajuda introdutória sobre o assunto.

Tive a alegria de ser convidado pela Escola Charles Spurgeon para lecionar em uma Semana Magna sobre Governo de Igreja: “Como se deve andar na Casa de Deus – Um Padrão Bíblico de Governo para a Igreja Local”.

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Governo de Igreja é o ramo da eclesiologia (estudo da igreja) que trata da estrutura organizacional e da hierarquia da igreja.

Infelizmente, este é um assunto pouco ensinado e discutido hoje em dia. Vários motivos podem ser dados para essa situação, como: (1) desinteresse pela igreja local ou uma visão consumista de igreja, (2) o extremo dos desigrejados, (3) o outro extremo do institucionalismo morto, (4) autoritarismo e abusos de autoridade eclesiástica, (5) modelos de crescimento de igreja desraigados da Escritura e por aí vai.

Mas por que tal tema é importante? Primeiro, precisamos entender que o evangelho não gera somente indivíduos salvos, mas um povo redimido. Cristo morreu por sua noiva, o Pai possui uma família e o Espírito habita na igreja. Então, o evangelho gera a igreja. Em segundo lugar, precisamos compreender que a igreja gerada pelo evangelho é responsável por ser “coluna e baluarte da verdade” (1 Tm 3.15), ou seja, a igreja gerada pelo evangelho deve ser a proclamadora e protetora desse evangelho. Uma das formas que isso se dá, e podemos ver isso no contexto de 1 Timóteo, é através do “governo de igreja” ou, nas palavras do texto bíblico, de “como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo”.

Tendo isso em vista, espero que estas aulas possam ser de ajuda introdutória sobre o assunto.

Sumário das aulas

Espero que essas aulas possam introduzi-lo no tema e instigá-lo a refletir no assunto. Na primeira aula, discuto a importância da igreja, através de um breve panorama na carta aos Efésios. Na segunda aula, mostro a importância de governo de igreja com exemplos reais. Na terceira e quarta aula dou um rápido panorama nos principais modelos de governo de igreja (episcopal, presbiteriano, congregacionalista/batista e outros). Na quinta e sexta aula aprofundo em modelos de governo de igreja, entrando em textos e conceitos bíblicos, principalmente naqueles em disputa entre presbiterianos e congregacionalistas, e exploro o padrão neotestamentário da liderança plural na igreja local (pluralidade de pastores ou presbíteros). Na sétima e oitava aula, leciono sobre membresia significativa e disciplina eclesiástica, sua base bíblica e importância para manter a pureza da igreja. Por fim, na nona aula e na sessão de perguntas e resposta, abordo a função de presbítero-pastor-epíscopo-bispo-líder, tratando de algumas questões mais práticas sobre pluralidade de presbíteros, da polêmica em torno de ministério pastoral feminino e das qualificações para o ministério, e, brevemente, a função dos diáconos.

Postaremos uma aula por semana, mas se você quiser encarar direto as sete horas e meia de aula, você pode acessar o site da Escola Charles Spurgeon.

  1. A Igreja: família do Pai, corpo do Filho e templo do Espírito
  2. Governo de igreja: importância e possibilidade
  3. Governo de igreja: panorama sobre os diferentes modelos
  4. Governo de Igreja: batistas vs. presbiterianos
  5. Governo de igreja: membresia e disciplina eclesiástica
  6. Governo de igreja: qualificações para o ministério pastoral [03/abr]

BAIXE A APRESENTAÇÃO

Livros Recomendados

Por fim, deixe-me recomendar alguns livros sobre o assunto:

O Que é uma Igreja Saudável?Se você nunca leu nada sobre igreja, recomendo começar baixando gratuitamente o e-book “O Que é uma Igreja Saudável?”. O livro é uma versão curta, introdutória e condensada sobre as nove marcas de uma igreja saudável. Se você está procurando uma boa igreja, recomendo fortemente que leia este livreto e procure pelas marcas citadas. Preste atenção naquilo que Dever coloca como uma marca essencial ou como uma importante e evite a todo custo uma “igreja” que não apresenta as marcas essenciais da pregação expositiva, uma boa teologia bíblica e um correto entendimento do evangelho.

Nove Marcas de uma Igreja Saudável Em geral, todo livro do ministério 9Marks (9Marcas) dará uma boa e importante contribuição para uma eclesiologia saudável. Nove Marcas de uma Igreja Saudável, de Mark Dever (Editora Fiel), apresenta uma boa introdução sobre temas muitas vezes esquecidos hoje em dia. Esse foi o primeiro livro que começou a transformar meu entendimento de igreja, principalmente quando o observei sendo vivido na Capitol Hill Baptist Church. Lá percebi que as marcas trabalham junto e que, se alguém quer uma igreja saudável, não pode simplesmente focar em pregação expositiva, mas ignorar membresia e disciplina.

A Igreja e a Surpreendente Ofensa do Amor de Deus

 O que me leva ao segundo livro do ministério 9Marks: A Igreja e a Surpreendente Ofensa do Amor de Deus (Editora Fiel). Jonathan Leeman escreve de forma brilhante sobre membresia e disciplina eclesiástica e o relacionamento dessas duas doutrinas esquecidas com o amor de Deus. Os primeiros capítulos no qual ele discute a natureza do amor valem ouro. Leeman mostra que o amor não é contra “cercas”. No final do livro, ele ainda aplica o ensino a diferentes contextos.

Outros bons livros da série 9Marcas são Deliberadamente Igreja (uma livro prático de como a igreja de Mark Dever aplicou as nove marcas), Refletindo a Glória de Deus (um livro sobre congregacionalismo, membresia, pastores e diáconos) e O que é um Membro de Igreja Saudável? (as nove marcas na visão do membro de igreja – um livro que seria bom todo membro ler).

A Igreja de Cristo - James Bannerman

Se você quer conhecer mais o governo de igreja presbiteriano,a obra máxima sobre o assunto disponível em português é “A Igreja de Cristo” de James Bannerman. É uma obra extensa e abrangente, na qual o autor irá analisar desde os fundamentos da eclesiologia presbiteriana até contra-argumentar contra episcopais e congregacionais. Mesmo para quem não é presbiteriano de grande valia. Os capítulos sobre os limites do poder da igreja se faz muito necessário nos atuais dias de super-pastores e super-apóstolos. Você pode ler gratuitamente o capítulo no qual ele fala sobre os limites do poder da igreja quanto ao culto (princípio regulador) aqui.

Teologia Sistemática de Wayne Grudem Teologia Sistemática de Louis BerkhofQuase toda Teologia Sistemática terá um trecho sobre Eclesiologia, mas o grau de abordagem de Governo de Igreja irá variar. Para um panorama geral dos modelos de igreja com defesa do congregacionalismo recomendo a TS do Wayne Grudem e com defesa do presbiterianismo, do Louis Berkhof. Ferreira e Myatt abordam mais a eclesiologia de forma geral e McGrath, de forma histórica-polêmica.

Pastoreando a Igreja de DeusPastoreando a Igreja de Deus, do batista Phil Newton, é um excelente livro sobre pluralidade de presbíteros e ministério pastoral. O autor provê a base bíblica para ter uma liderança plural na igreja e conselhos para a transição de uma igreja liderada só por um pastor para uma igreja liderada por presbíteros. Newton afirma que “três elementos primários moveram-[no] em direção à pluralidade de presbíteros: as Escrituras, a história dos batistas e as questões práticas da vida eclesiástica.” A pluralidade de presbíteros é um antídoto importantíssimo à síndrome de pastor monarca em muitas igrejas.

Boa leitura!

Por: Vinícius Musselman Pimentel. © 2015 Vinícius Musselman Pimentel. Original: Uma Perspectiva Bíblica de Governo Para Uma Igreja Local. Aulas ministradas de 2 a 6 de Fevereiro na Semana Magna da Escola Charles Spurgeon.

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

3 Comentários
  1. mario Diz

    igreja somos nos “não sabeis que sois templo do espirito santo”o sistema religioso tenta mudar isso quando prega que o lugar fisico(igreja) é que é a casa de Deus, sendo que nas escrituras não encontramos base para isso, a palavra fala” Deus não habita em templos construidos por mãos humanas”foi por isso que Estevão foi apredejado!

    1. Edson Diz

      E por que será que a igreja primitiva cultivava o hábito de ir ao templo, conforme inúmeras referências no livro de Atos?? Por que será que o autor da epístola aos Hebreus no cap. 10 v. 25 orienta a não deixarmos de nos congregar como igreja??

    2. Victor Diz

      Os “judeus” cristãos de jerusalém cultivavam o hábito de ir ao templo porque eram judeus e continuaram a ir ao templo até o mesmo ser destruído. Paulo ia às sinagogas para pregar o evangelho aos judeus,mas como os judeus não ouviam, não se vê ele voltando a sinagoga, depois de assumir plenamente seu ministério gentio. O texto de hebreus fala para não deixarmos de reunirmos. A reunião de crentes em QUALQUER LUGAR para edificação mútua e glorificação de Deus é a igreja do lugar. Não se mencionam templos. Mas isso já é doutrina conhecida, irmão. Não há muita conversa. A igreja é a reunião dos crentes. E isso nem tem a ver com o assunto do post.

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