Como servir “os solteiros”: Ministrando a adultos solteiros em sua igreja (Parte 1/3)

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Quando eu era uma mulher solteira por volta dos trinta anos, convidei os presbíteros da minha igreja e suas esposas para um jantar formal em um feriado, como forma de expressar minha gratidão a eles por seu cuidado e ministério. Enquanto eu servia a costela assada em uma mesa adornada com porcelana e cristal, um homem comentou: “Uau. Eu nunca teria feito isso quando eu era solteiro. Serviria pizza para todos!”.

O pastor fez esse comentário como uma expressão de agradecimento e eu o recebi assim. Mas eu refleti sobre isso depois, percebendo que para muitas pessoas a conexão entre a inexperiência juvenil e a solteirice está inextricavelmente ligada. Aos 20 e poucos anos, eu também serviria pizza em pratos de papel, se eu pensasse em oferecer hospitalidade.

Esse é um dos possíveis desafios pastorais para ministrar a adultos solteiros. Somos muitas vezes os solteiros: um bloco monolítico de pessoas não-casadas. Mas há tantos estágios e fases na vida adulta de solteiros quanto para os adultos casados. Uma mulher solteira por volta dos 50 anos, com uma carreira exigente, cuidando de pais idosos não é equivalente a um recém-graduado que ainda vive em casa. Ambos são solteiros, sim, porém as chances são de que a mulher solteira mais velha e os pais do recém-formado tenham mais coisas em comum.

Ao longo dos anos, tenho observado que os solteiros podem ser muito difíceis de ser pastoreados. Seja o que for que os líderes digam no púlpito sobre a solteirice é certo que encorajará alguns e ofenderá alguns outros. Eu sei porque já estive em ambos os grupos, dependendo de onde eu estou no ciclo de esperança ou desespero e como estou lidando com isso em minha alma diante de Deus.

Assim, tenho algumas considerações sobre adultos solteiros que gostaria de oferecer aos líderes da igreja. A esperança aqui é que essas considerações favoreçam uma conexão mais forte entre pessoas solteiras e suas congregações locais:

Você não deve pastorear tendo em vista relacionamentos — espere um momento… sim você deve.

As igrejas devem ter uma visão elevada sobre o casamento e sustentá-la sem pedir desculpas. Mas os líderes da igreja também precisam reconhecer que quando o casamento é desvalorizado em nossa cultura, essa desconsideração adentra à igreja também. Houve um tempo em que membros mais velhos de qualquer comunidade se esforçavam para garantir que a próxima geração se casasse bem. Em nossa abordagem atual, muitos adultos solteiros estão à deriva e precisam de ajuda para se encontrarem e se casarem com sabedoria, porque essa não é uma prioridade em nossa cultura.

Diante dessa negligência, a igreja deve ser proativa sobre facilitar o que Deus valoriza nas Escrituras. Dito isso, há uma enorme diferença entre inconvenientes intrometidos e facilitadores de relacionamentos entre adultos solteiros. Em minha observação, o melhor recurso que a igreja local tem é homens casados ​​sendo amigos e mentores de homens solteiros — não visando “consertá-los”, mas investir neles como irmãos.

Portanto, para ajudar os adultos solteiros ​​a se encontrarem e se casarem bem, a igreja precisa ser proativa sobre a criação de contextos para que os solteiros se encontrem e vivam relacionamentos amorosos no contexto da comunidade. Como isso acontecerá irá depender de muitos fatores específicos das comunidades locais, e é por isso que os presbíteros da igreja precisam liderar e moldar esse processo.

Por: Carolyn McCulley. © Desiring God Foundation.Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: How to Serve ‘The Singles’:
Ministry to Unmarried Adults in Your Church.

Original: Como servir “os solteiros”: Ministrando a adultos solteiros em sua igreja (Parte 1/3). © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: Renata Machado Gandolfo.

1 comentário
  1. Marcilio Lopes Silva Diz

    A igreja tem de levar a sério essa questão. No que tange namorados, solteiros adultos, casados, descasados e os que estao sozinhos. É um ministério muito promissor e desafiante. Toda igreja deverá ter uma atenção muito especial.

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