Como servir “os solteiros”: Ministrando a adultos solteiros em sua igreja (Parte 3/3)

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Os homens solteiros confiam em Deus por arriscarem a rejeição e as mulheres solteiras confiam em Deus esperando nele.

Tudo é a respeito de confiar na boa provisão de Deus para nossas vidas. Incentive os homens e mulheres solteiros a lerem o livro de Rute. Não porque é um livro sobre a união de um casal (realmente não), mas porque todos nós costumamos ser como Noemi. Examinamos nossas circunstâncias e pensamos que sabemos exatamente o que Deus está fazendo… ou não fazendo. Porém, nós simplesmente não temos ideia do que ele está fazendo — que é mais do que podemos pedir ou imaginar (Ef 3.20). Sua providência calma está em toda parte, e um desejo por esperar nisso e louvá-lo por isso nutre a gratidão.

Não tenha medo de desafiar a amargura.

A solteirice prolongada é uma forma de sofrimento. Há um momento apropriado para chorar com aqueles que choram. Isso é especialmente verdadeiro para as mulheres que veem a janela da fertilidade se fechando sem a esperança de ter filhos. Não minimize os anos acumulados de esperanças frustradas por adultos solteiros.

Tendo considerado isso, nós, adultos solteiros, precisamos de desafios amorosos quando permitimos que uma raiz de amargura surja e impeça as nossas orações a Deus, a nossa comunhão com outras pessoas e nosso serviço à igreja. As esperanças adiadas não podem destruir a nossa gratidão pelo dom da salvação.

Não se trata de auto aperfeiçoamento, trata-se do aperfeiçoamento de outros.

Muitas vezes o nosso conselho para adultos solteiros se ​​deriva do pensamento mundano que contamina a todos nós. Damos conselhos para melhorar e capacitar o adulto solteiro para que atraia melhores relacionamentos, ao invés de lembrá-los de que são mordomos de quaisquer relacionamentos que tenham recebido.

Embora seja verdade que há coisas que todo adulto pode fazer (casado ou não) para ser mais atraente em milhares de maneiras, não há garantia de que uma aparência mais arrumada, um estilo de conversa mais confiante ou um emprego melhor sejam dignos de uma recompensa eterna. No entanto, se pensarmos em cada indivíduo que cruza nossos caminhos como uma amada irmã ou irmão no Senhor, sobre cujo cuidado e tratamento prestaremos contas a Jesus um dia, isso muda tudo radicalmente.

Isso significa que o namoro não é mais um “jogo de soma zero” [1] que resulta em uma série de relacionamentos rompidos e fim da comunicação. Não se trata se um rapaz conquistar uma moça. Trata-se de podermos olhar para a face de Jesus e dizer: “Eu te agradeço pelo tempo que me deste com essa pessoa. Fiz o meu melhor para encorajar e orar por essa pessoa enquanto a conhecia. Eu a amei sem medo de perdê-la porque eu queria ser semelhante a ti. Então, por tua graça, eu fiz o meu melhor para edificar este homem e entregá-lo de volta a ti com gratidão pelo dom desse relacionamento”. Porque mesmo se nos casarmos, isso é também o que temos que fazer em relação aos nossos cônjuges.

Como John Piper escreveu em Casamento Temporário: “O significado do casamento é a demonstração do amor pactual entre Cristo e o seu povo”. Embora não seja demonstrado exatamente do mesmo modo na vida de adultos solteiros, somos parte da noiva de Cristo e os receptores do seu amor fiel e pactual. Portanto, a forma como cuidamos de outras pessoas que também são amadas por Cristo expressa muito a um mundo observador, para o louvor de sua glória.

 

#1: Um jogo de soma zero se refere a jogos em que o ganho de um jogador representa necessariamente a perda para o outro jogador — N.T.

Por: Carolyn McCulley. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: How to Serve ‘The Singles’: Ministry to Unmarried Adults in Your Church.

Original: Como servir ‘os solteiros’: Ministrando a adultos solteiros em sua igreja (Parte 3/3). © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: Renata Machado Gandolfo.

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