Um blog do Ministério Fiel
A pornografia desqualifica um pastor para o ministério?
Episódio do Podcast John Piper Responde
Transcrição do vídeo
O episódio de hoje é um trecho adaptado e retirado com permissão do livro, que leva o mesmo nome deste podcast — John Piper Responde, que em breve será lançado pela Editora Fiel. O livro é escrito por Tony Reinke, que é quem entrevista o Pr John em seu podcast. Tony compilou e adaptou diversas respostas de John Piper sobre dezenas de assuntos durante os muitos anos do podcast Ask Pastor John, fazendo um excelente livro. O trecho que será narrado hoje é um compilado a respeito de pastores que tem problema com pornografia.
Pr John, a pornografia desqualifica um pastor para o ministério?
Qualquer episódio envolvendo um pastor usando pornografia deve levar uma equipe de liderança da igreja a iniciar o processo de disciplina prescrito em Mateus 18. Aborde o pastor com a pessoa que relatou e fale em particular, um a um. A desqualificação dependerá das circunstâncias: trata-se de um lapso único ou de um comportamento recorrente? Se o problema se resume a um tropeço não repetido — uma exceção à sua pureza consistente de coração, de olhos e de relacionamentos —, eu procuraria resolver o problema em particular, em companhia de sua esposa e outros presbíteros. Se, porém, o incidente for parte de um hábito contínuo, eu o consideraria desqualificado para o ministério pastoral, o presbitério. Aqui estão nove princípios do porquê: (1) O pastor não se conforma com os altos padrões morais prescritos para líderes nas Cartas Pastorais. (2) O pastor desonrou sua esposa e possivelmente demonstrou infidelidade para com ela. (3) O coração do pastor está impuro, e ele não consegue enxergar Deus com clareza (Mt 5.8). “Como alguém pode liderar o povo de Deus se não consegue ver o Senhor como ele realmente é e está sempre comprometendo sua capacidade de enxergá-lo?” (4) O pastor não tem a pureza sexual exigida ao lidar com mulheres em sua congregação. (5) O pastor não tem autocontrole, uma qualificação explícita para o presbítero e o líder eclesiástico. (6) O pastor perderia o respeito de pessoas de fora se elas soubessem desse comportamento. (7) O pastor é análogo a um líder da igreja com um amor pecaminoso por álcool ou dinheiro, ambos proibidos (1Tm 3.3). Afinal, se o dinheiro e o vinho o tiram do ministério, quanto mais a incapacidade de vencer a tentação da pornografia! (8) O pastor desonra seres eternos. Mulheres nuas na tela são pessoas reais, com almas destinadas ao céu ou ao inferno. De todas as pessoas, ele é quem mais deveria compreender o impacto de suas decisões sobre a alma dessas mulheres e seus futuros casamentos. (9) O pastor minou a credibilidade da qual precisa para chamar sua igreja à santidade e pureza. Portanto, o fato de o Novo Testamento elevar as qualificações para a liderança na igreja acima do que é esperado de todos os cristãos — e essas já são elevadas — torna difícil imaginar como um pastor que mantém um padrão de consumo de pornografia poderia estar apto para guiar o rebanho de Deus em uma jornada de santidade e pureza com o Senhor, o que é, em essência, a sua missão.
Obviamente, há perdão comprado com sangue para todos os pecados, até mesmo o pecado de um pastor. A graça é poderosa para todos nós. Mas a mesma graça que é graça perdoadora também é graça protetora, guardando a igreja para que ela possa manter exemplos piedosos na liderança. Concluindo, eu encorajaria pastores que se encontram em um padrão de pornografia a se afastarem.
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