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[Teologia Visual] Heresias a respeito de Jesus (0-500 d.C.) – Infográfico

Jesus é Deus? Jesus é Homem? Jesus é Deus e Homem? Como? 

Essas foram várias perguntas feitas no começo do Cristianismo. Nos primeiros cinco séculos, os pais da igreja (presbíteros que combateram pela fé ortodoxa) lutaram para entender quem é Jesus Cristo, como revelado nas Escrituras. Através de vários concílios, a igreja chegou a conclusões que se tornaram padrão para fé cristã. Mas nesse processo houve muitas heresias.

Hoje, trazemos um infográfico listando as seguintes heresias daquela época:

  • Ebionismo
  • Docetismo
  • Adocionismo
  • Modalismo
  • Apolinarianismo
  • Arianismo
  • Monofisismo
  • Nestorianismo

Esse arquivo é extremamente útil para o ensino em EBD, grupos pequenos, etc. É triste como as pessoas não sabem mais defender as doutrinas essenciais da fé cristã, como Trindade e União Hipostática, doutrinas que se alguém não crê, não crê no cristianismo histórico, mas em heresias de seitas. Sinta-se a vontade para imprimir e distribuir (baixe o pdf abaixo). Só não venda e não republique.

Louvemos a Cristo, plenamente Deus e plenamente Homem!

Baixe o PDF

Por Mark Barry © 2010 AFES www.afes.org.au

Tradução: www.oltemosaoevangelho.com

Permissões: Por favor, não republique sem permissão, mas sinta-se livre para copiar para uso pessoal.

48 Comentários
  1. Marcos Antonio Quintanilha Diz

    Meus parabens, excelente trabalho.

  2. Héber Lima Diz

    Realmente, material de qualidade superior. Parabéns!

  3. daniel pc Diz

    Excelente.

  4. Anderson Leony Diz

    Vlw, muito bom o material, bem didático!!!

    Deus abençoe a vocês!!!!

  5. hevertonmesquita Diz

    OK, mas faltou os textos Bíblicos e os pontos corretos e aceitos hoje pela teologia, como as posições aceitas e validas.

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Heverton,

      A proposta do infográfico, como o título diz, é “Heresias sobre Jesus”.

      A posição ortodoxa será defendida em outras postagens.

      Paz

  6. rita maia Diz

    Amados:

    No momento não creio na Trindade Católica: três deuses (Deus Pai, Deus filho, Deus Espírito) formando um Deus.

    Creio em Deus, o Pai, em Jesus, o filho de Deus, e no Espírito de Deus.

    Acho que esses “hereges” tiveram boas intenções, só estavam parcialmente certos e parcialmente errados. Talvez os papas não tivessem tão boas intenções assim, já que impuseram suas verdades matando quem não cresse. E esse é um dos motivos que me levam a duvidar da trindade católica, do domingo (entre outras crenças católicas), o fato de que os que não criam eram mortos.

    Jesus não poderia ser 100% Deus, pois seu corpo é humano (hoje glorificado).

    Jesus não poderia ser 100% humano, pois seu espírito é divino.

    Para mim Jesus (o verbo que estava com Deus e era Deus, mas se fez carne para habitar entre nós) é Inexplicável, e não precisamos explicá-lo para entregar nossas vidas a Ele.

    Não creio que mereço a fogueira inquisitória, ou o Inferno por isso

    Em amor,

    rita maia

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Rita,

      A trindade não fala sobre 3 deuses, mas 1 só Deus e 3 pessoas. Como você diz: inexplicável para homem, mas abraço por aqueles que creem no que a Bíblia ensina.

      Quanto a pessoa de Jesus, ele não só assumiu um corpo humano, isso é a heresia do apolinarianismo.

      Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. (Hebreus 2:17)

    2. rita maia Diz

      Oi Vinicius, e outros que escreveram para me ajudar, em especial o Gleidson e Sandyelle. Agradeço muito.

      Acho difícil entender alma/espírito, isso gera muitas questões que não cabem agora aqui. Pensar ou discutir essas coisas talvez não seja edificante para todos. Se fosse não teria trazido tanta dor e divisão à Igreja.

      O problema está em impor conclusões ou excluir aqueles que tem pensamentos diferentes acerca das coisas que não estão claras na Palavra.

      Um exemplo que me chocou: muitos que estavam orando pelo pastor Youssef Nadarkhani, após ouvirem falar que ele não acreditava na trindade começaram a maldize-lo e apoiar sua prisão e sentença de morte.

      Novamente grata, seus argumentos ajudam na construção de minha fé.

    3. Gleidson Diz

      Por ai mesmo rita, o termo trindade não está na biblia e isso por si só já deve ser questionado. Se o nosso desejo é evitar ir além da biblia, então pq não usar só os termos da biblia?

      E se Deus na sua infinita sabedoria, não quis explicar pormenorizadamente esse mistério, pq nós seres humanos somos petulantes em achar que podemos devendar por “lógica” inventando termos como “da mesma substância”?

      A biblia afirma que só há um Deus, e vai além não há outro… Mas Jesus é Deus e o Espirito Santo também claramente tem atributos divinos. Como explicar isso? Expliquei só o que a palavra diz e conforme-se em saber que Deus tem seus mistérios por ora.

      Se Jesus nao falou nada sobre os termos de trindade e nem paulo claramente abordou este tema. Eu que não vou falar tb.

    4. Sandyelle Diz

      A Bíblia nos ensina que existe somente um Deus, veja: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” 1 Timóteo 2:5. Contudo, vemos ao longo das Escrituras que três pessoas aparecem como sendo Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Observe as seguintes passagens:

      “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” Atos 20:28 – Lemos que Deus comprou a
      igreja com seu próprio sangue, enquanto que Jesus foi quem derramou seu sangue
      para a redenção dos pecadores, logo concluímos que Jesus é chamado de Deus.

      “Então perguntou Pedro: ‘Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus.’” Atos 5:3,4 – Inicialmente o apóstolo Pedro diz que Ananias mentiu ao Espírito Santo, no versículo seguinte ele afirma que Ananias havia mentido a Deus, ou seja, o Espírito Santo é chamado de Deus.

      “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande
      misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” 1 Pedro 1:3 – Nessa passagem o Pai é chamado de “Pai” e de “Deus”.

      Portanto, a partir de passagens bíblicas como estas que revelam que o Espírito Santo, o Pai e o Filho são Deus, juntamente com outras que mostram que há somente um Deus nos céus e na terra, concluímos que três pessoas formam o nosso único e verdadeiro Deus (João 17:3).

      Esta é apenas a resposta de um Estudo Dirigido do meu curso de teologia fundamental para uma questão que pedia para provarmos biblicamente a trindade. Estou compartilhando mesmo só por conveniência, haja vista que esse é o assunto aqui.

      : )

    5. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Gleidson,

      Quando você vai ao supermercado você não compra:
      “Alquil benzeno sulfonado sódio linear, alquil bezeno sulfonato de trietanolamina, lauril éster sulfato de sódio, sulfato de magnésio, EDTA, formol, corante, perfume e água, Contém tensoativo biodegradável.” (sem contar a quantidade dos componentes e o modo de preparação).

      Você compra “detergente”.

      Da mesma forma, o rótulo trindade serve para mostrar um conteúdo: a bíblia afirma que existe 1 só Deus e que o Pai é Deus, mas não é o Filho, nem o Espírito; que o Filho é Deus, mas não é nem o Pai, nem o Espírito; e que o Espírito é Deus, mas não é nem o Pai, nem o Filho. Ou seja, um só Deus, três pessoas.

      Agora, de vez de falar isso toda vez, é um pouco mais fácil falar “trindade”, não?

    6. Isaac Vitor Diz

      Mais tem um detalhe… se separarmos cada elemento desses não teremos mais o detergente… diferente do Pai, Filho e o Espírito…

  7. Sergio Mayrinck Diz

    Eu que vi tudo isso no seminário…
    Excelente publicação!

  8. Miquéias Vitorino Diz

    Excelente. Muito didático.

  9. Eliezer Diz

    Alguem pode me responder essas 4 perguntas?

    Quando Cristo foi crucificado o Espirito Santo saiu de jesus quando ele foi desamparado pelo o Pai? by benny hinn

    O bode azazel de levitico 16 que simboliza jesus tambem simboliza a satanaz? li em um site adventista

    Em joao 3 diz que a serpente levantada no deserto tipificava Cristo, porem ela tambem se referia a satanás porque em genesis 3 o diabo é uma serpente? vi no youtube de um pregador espanhol.

    Ja que o diabo foi uma serpente, porque o primeiro milagre que Deus concedeu a moises foi o cajado se transformar em uma serpente que comeu a outra? indagação minha mesmo

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      1) A Bíblia nada afirma. Então, pura especulação.

      2) Não. Ambos os sacrifícios representam a obra de Cristo. O azazel mostra que Cristo levou nossos pecados para longe (Hb 13:11-13). Afirmar que o diabo tem participação na nossa salvação é heresia.

      3 e 4) A serpente representa o diabo em muitos lugares, mas afirmar que toda vez que aparece a palavra serpente na bíblia está se referindo ao diabo é exagero.

    2. Silas Diz

      Eliezer você foi buscar estas informações em sites, não muito recomendados por um cristão que segue as escrituras, estas coisas que você quer respostas são coisas que a Bíblia não da respostas. A sim conjecturas humanas que não leva a nada a não ser confusão, procure um site comprometido com a verdade.

  10. Hebert Cristiano Diz

    No livro de C.S. Lewis – Cristianismo Puro e Simples, eu concordo cokma explicação dele sobre a trindade…

    Quem quiser ler leia. =)

    Livro IV

    ALÉM DA
    PERSONALIDADE OU

    OS PRIMEIROS PASSOS NA DOUTRINA

    DA TRINDADE

    1.
    CRIAR E GERAR

    Todos me aconselharam a não lhes dizer o que vou dizer neste último livro.
    Afirmam: “O leitor comum não quer saber de Teologia; dê-lhe somente a
    religião sim­ples e prática.” Rejeitei o conselho. Não acho que o lei­tor
    comum seja um tolo. Teologia significa “a Ciência de Deus”, e creio
    que todo homem que pensa sobre Deus gostaria de ter sobre ele a noção mais
    clara e mais pre­cisa possível. Vocês não são crianças: por que, então, lhes
    tratar como tal?

    Em certo sentido, até compreendo por que algumas pessoas se sentem
    desconcertadas ou até incomodadas pela Teologia. Lembro-me de certa ocasião em
    que dava uma palestra para os pilotos da R.A.F. e um oficial velho e rijo
    levantou-se e disse: “Nada disso tem serventia para mim. Mas saiba que também sou um
    homem re­ligioso. Sei que existe um Deus. Sozinho no deserto, à noite, já senti
    a presença dele: o tremendo mistério. E é exatamente por isso que não acredito
    em todas essas fórmulas e esses dogmas a respeito dele. Para qualquer um que
    tenha conhecido a realidade, todos eles pare­cem mesquinhos, pedantes e
    irreais.”

    Ora, num sentido, até concordo com esse homem. Creio que ele provavelmente
    teve uma experiência real de Deus no deserto. Quando se voltou da experiência
    para o credo cristão, acho que realmente passou de algo real para algo menos
    real. Da mesma maneira, um ho­mem que já viu o Atlântico da praia e depois olha
    um mapa do Atlântico também está trocando a coisa real pela menos real:
    troca as ondas de verdade por um peda­ço de papel colorido. Mas é exatamente
    essa a questão. Admito que o mapa não passa de uma folha de papel colorido, mas
    há duas coisas que devemos lembrar a seu respeito. Em primeiro lugar, ele se
    baseia nas experiên­cias de centenas ou milhares de pessoas que navegaram pelas
    águas do verdadeiro oceano Atlântico. Dessa for­ma, tem por trás de si uma
    massa de informações tão reais quanto a que se pode ter da beira da praia; com
    a diferença que, enquanto a sua é um único relance, o ma­pa abarca e colige
    todas as experiências de diversas pes­soas. Em segundo lugar, se você quer ir
    para algum lugar, o mapa é absolutamente necessário. Enquanto você se contentar
    com caminhadas à beira da praia, seus vis­lumbres serão mais divertidos que o
    exame do mapa; mas o mapa será de mais valia que uma caminhada pela praia se
    você quiser ir para os Estados Unidos.

    A Teologia é como o mapa. O simples ato de apren­der e pensar sobre as
    doutrinas cristãs, considerado em si mesmo, é sem dúvida menos real e menos
    instigante do que o tipo de experiência que meu amigo teve no de­serto. As
    doutrinas não são Deus, são como um mapa. Esse mapa, porém, é baseado nas
    experiências de cen­tenas de pessoas que realmente tiveram contato com Deus —
    experiências diante das quais os pequenos frêmi­tos e sentimentos piedosos que
    você e eu podemos ter não passam de coisas elementares e bastante confusas.
    Além disso, se você quiser progredir, precisará desse mapa. Note que o que
    aconteceu com aquele homem no de­serto pode ter sido real e certamente foi
    emocionante, mas não deu em nada. Não levou a lugar nenhum. Não há nada que
    possamos fazer. Na verdade, é justamente por isso que uma religiosidade vaga —
    sentir Deus na natureza e assim por diante — é tão atraente. Ela é toda baseada
    em sensações e não dá trabalho algum: é como mirar as ondas da praia. Você
    jamais alcançará o Novo Mundo simplesmente estudando o Atlântico dessa ma­neira,
    e jamais alcançará a vida eterna sentindo a presença de Deus nas
    flores ou na música. Também não che­gará a lugar algum se ficar examinando os
    mapas sem fazer-se ao mar. E, se fizer-se ao mar sem um mapa, não estará
    seguro.

    Em outras palavras, a Teologia é uma questão prá­tica, especialmente hoje
    em dia. No passado, quando havia menos instrução formal e menos discussões,
    talvez fosse possível passar com algumas poucas idéias sim­ples sobre Deus.
    Hoje não é mais assim. Todo mundo lê, todo mundo presta atenção a discussões.
    Conseqüen­temente, se você não der atenção à Teologia, isso não significa que
    não terá idéia alguma sobre Deus. Significa que terá, isto sim, uma porção de
    idéias erradas — idéias más, confusas, obsoletas. A imensa maioria das idéias
    que são disseminadas como novidades hoje em dia são as que os verdadeiros
    teólogos testaram vários séculos atrás e rejeitaram. Acreditar na religião
    popular moderna da Inglaterra é a mesma coisa que acreditar que a Terra é plana
    — um retrocesso.

    Pois, na prática, a idéia popular de cristianismo é sim­plesmente esta:
    Jesus Cristo foi um grande mestre da moral e, se seguíssemos seus conselhos,
    conseguiríamos estabelecer uma ordem social melhor e evitar uma nova guerra.
    Saiba que isso tem seu fundo de verdade. Mas é muito menos que a verdade
    integral do cristianismo, e na realidade não tem importância prática alguma.

    E verdade que, se seguíssemos os conselhos de Cris­to, viveríamos em breve
    num mundo mais feliz. Nem precisaríamos ir tão longe: se déssemos ouvidos ao
    que disseram Platão, Aristóteles ou Confúcio, estaríamos muito melhor do que
    estamos. E daí? Nunca seguimos os conselhos dos grandes mestres. Por que
    começaría­mos a segui-los agora? E por que estaríamos mais dis­postos a ouvir a
    Cristo que aos outros? Porque ele é o melhor mestre da moral? Com isso, é ainda
    menos pro­vável que o sigamos. Se não conseguimos aprender nem as lições
    elementares, como passaremos às mais adian­tadas? Se o cristianismo não passa
    de mais um bocado de conselhos, ele não tem importância nenhuma. Não nos
    faltaram bons conselhos nos últimos quatro mil anos. Um pouquinho mais não faz
    diferença.

    No entanto, logo que nos debruçamos sobre os verdadeiros escritos
    cristãos, vemos que eles falam de algo inteiramente diferente dessa religião
    popular. Di­zem que Cristo é o Filho de Deus (o que quer que isso signifique).
    Dizem que os que nele depositam sua con­fiança podem também tornar-se filhos de
    Deus (o que quer que isso signifique). E dizem ainda que sua mor­te nos salvou
    de nossos pecados (o que quer que isso signifique).

    Não adianta reclamar que essas afirmações são difí­ceis. O cristianismo
    pretende falar-nos de um outro mundo, de algo que está por trás do
    mundo que podemos ver, ouvir e tocar. Você pode até pensar que essa preten­são
    é falsa, mas, se for verdadeira, o que o cristianismo nos diz será
    necessariamente difícil — pelo menos tão di­fícil quanto a Física moderna, e
    pela mesma razão.

    O ponto mais chocante do cristianismo é a afirma­ção de que, quando nos
    ligamos a Cristo, podemos nos tornar “filhos de Deus”. Alguém
    pergunta: “Mas já não so­mos filhos de Deus? A paternidade de Deus não é
    uma das idéias principais do cristianismo?” Bem, em certo sen­tido não há
    dúvida de que já somos filhos de Deus. Ou seja, Deus nos trouxe à existência,
    nos ama e cuida de nós, como um pai. Mas, quando a Bíblia fala que podemos
    “nos tornar” filhos de Deus, obviamente quer dar a en­tender algo
    diferente. E isso nos leva para o próprio co­ração da Teologia.

    Um dos credos diz que Cristo é o
    Filho de Deus “ge­rado, não criado”; e acrescenta: “Gerado pelo
    Pai antes de todos os mundos.” Por favor, ponha na sua cabeça que isto não
    tem nada que ver com o fato de que, quan­do Cristo nasceu na terra como homem,
    foi filho de uma virgem. Não estamos falando aqui do nascimento virginal, mas
    de algo que aconteceu antes que a natu­reza fosse criada, antes que o próprio
    tempo existisse. “Antes de todos os mundos” Cristo é gerado, não
    criado. O que isso significa?

    Não usamos mais as palavras begetting e begotten[1]
    no inglês moderno, mas todo o mundo ainda sabe o que elas significam. Gerar
    (to beget) é ser pai de alguém; criar (to create) é fazer,
    construir algo. A diferença é a seguinte: na geração, o que foi gerado é da
    mesma espécie que o gera­dor. Um homem gera bebês humanos, um castor gera
    castorzinhos e um pássaro gera ovos de onde sairão ou­tros passarinhos. Mas,
    quando fazemos algo, esse algo é de uma espécie diferente. Um pássaro faz um
    ninho, um castor constrói uma represa, um homem faz um aparelho de rádio – ou
    talvez algo um pouco mais parecido consi­go mesmo que um rádio: uma estátua,
    por exemplo. Se for um escultor habilidoso, sua estátua se parecerá muito com
    um homem. Mas é claro que não será um homem de verdade; terá somente a
    aparência. Não poderá pensar nem respirar. Não tem vida.

    Esse é o primeiro ponto que devemos deixar claro. O que Deus gera é Deus,
    assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o
    que o homem faz não é homem. É por isso que os ho­mens não são filhos de Deus
    no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspec­tos,
    mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas
    ou quadros de Deus.

    A estátua tem a forma de um homem, mas não tem vida. Da mesma maneira, o
    homem tem (num sentido que ainda vou explicar) a “forma” ou
    semelhança de Deus, mas não o tipo de vida que Deus possui. Vamos examinar o
    primeiro ponto (a semelhança com Deus) em primeiro lugar. Tudo o que Deus criou
    tem alguma semelhança com ele mesmo. O espaço se parece com ele em sua
    vastidão; não que a grandeza do espaço seja do mesmo tipo que a grandeza de
    Deus, mas é uma espé­cie de símbolo dela, ou uma tradução dela em termos
    não-espirituais. A matéria é semelhante a Deus por ter energia: embora a
    energia física seja diferente do poder de Deus. O mundo vegetal é semelhante a
    Deus por ter vida, pois ele é o “Deus vivo”. A vida em seu sentido
    biológico, porém, não é a mesma coisa que a vida em Deus: é como um símbolo ou
    uma sombra. Já nos ani­mais encontramos outras formas de semelhança com Deus
    além da vida vegetativa. A intensa atividade e a fertilidade dos insetos, por
    exemplo, é uma primeira e vaga imagem da atividade incessante e da criatividade
    de Deus. Nos mamíferos superiores, temos um princí­pio de instinto afetivo. Não
    é a mesma coisa que o amor que existe em Deus; mas é semelhante a este – da mes­ma
    maneira que uma figura desenhada numa folha pla­na de papel pode ser
    “semelhante” a uma paisagem. Quando chegamos ao homem, o mais elevado
    dos animais, vemos, entre as coisas que nos são conhecidas, a semelhança mais
    perfeita com Deus. (Pode haver cria­turas em outros mundos que se pareçam ainda
    mais com Deus, mas não as conhecemos.) O homem não apenas vive como também ama
    e raciocina: nele, a vida bioló­gica atinge o nível mais elevado de que temos notícia.
    Mas o que o homem, em sua condição natural, não possui, é a vida espiritual —
    um tipo diferente e supe­rior de vida que existe em Deus. Usamos a mesma pa­lavra
    — vida – para designar a ambas; mas se você pensa que por isso as duas
    são a mesma coisa, é como se pen­sasse que a “grandeza” do espaço e a
    “grandeza” de Deus são o mesmo tipo de grandeza. Na realidade, a
    diferen­ça entre a vida biológica e a vida espiritual é tão impor­tante que vou
    tratá-las por nomes diferentes. A vida bio­lógica, que vem da natureza e que
    (como tudo o mais no mundo natural) tende a se corromper e a decair -de modo
    que só pode se conservar através de contínuos subsídios dados pela natureza na
    forma de ar, água, ali­mentos etc. – é bíos. A vida espiritual, que é em
    Deus desde toda a eternidade e que criou o universo natural inteiro, é zoé. É
    certo que bíos tem uma certa semelhan­ça parcial ou simbólica com zoé:
    mas é apenas a seme­lhança que existe entre uma fotografia e um lugar, ou
    entre uma estátua e um homem. O homem que tinha bíos e passa a ter zoé
    sofre uma mudança tão grande quanto a de uma estátua que deixasse de ser pedra entalhada e se
    transformasse num homem real. E é exatamente disso que trata o cristianismo.
    Este mundo é como o ateliê de um grande escultor. Nós so­mos as estátuas, e
    corre por aí o boato de que alguns de nós, um dia, ganharão a vida.

    2. UM DEUS EM
    TRÊS PESSOAS

    O capítulo anterior tratou da diferença entre gerar e criar. Um homem gera
    uma criança, mas cria uma es­tátua. Deus gerou o Cristo, mas fez o homem.
    Contudo, quando digo isso, estou apenas ilustrando um aspecto de Deus, a saber,
    que o que Deus Pai gera é Deus, alguém da mesma espécie que ele. Nesse sentido,
    esse ato é se­melhante ao de um pai humano que gera um filho hu­mano. Mas não é
    exatamente igual. Por isso, tenho de tentar dar mais algumas explicações.

    Hoje em dia, um bom número de pessoas diz: “Acre­dito em Deus, mas
    não num Deus pessoal.” Elas pres­sentem que o mistério por trás de todas
    as coisas deve ser maior que uma pessoa. Os cristãos concordam com isso. Porém,
    os cristãos são os únicos que oferecem uma idéia de como seria esse ser que está além da persona­lidade. Todas as
    outras pessoas, apesar de dizerem que Deus está além da personalidade, na
    verdade conce­bem-no como um ser impessoal: melhor dizendo, como algo aquém do
    pessoal. Se você está em busca de algo suprapessoal, algo que seja mais que uma
    pessoa, não se verá obrigado a escolher entre a idéia cristã e as outras
    idéias, pois a idéia cristã é a única existente no mercado.

    Além disso, alguns crêem que depois desta vida, ou talvez de várias, as
    almas humanas serão “absorvidas” em Deus. No entanto, quando tentam
    explicar o que isso significa, parecem ter a noção de que a absorção do nosso
    ser em Deus é como a absorção de um material por outro. Dizem que seria como
    uma gota d’água que caísse no oceano. E claro, porém, que esse seria o fim da
    gota. Se é isso que acontece conosco, ser absorvido é o mesmo que deixar de
    existir. Só os cristãos fazem idéia de como as almas humanas podem ser
    assumidas pela vida divina e continuar sendo elas mesmas — aliás, ser mui­to
    mais “elas mesmas” do que antes.

    Avisei que a Teologia é um assunto prático. O obje­tivo único da nossa
    existência é ser assumidos pela vida divina. Quando temos idéias erradas sobre
    o que é essa vida, a realização do objetivo torna-se mais difícil. E ago­ra
    peço que vocês sigam meu raciocínio com a máxima atenção por alguns minutos.

    Todos sabem que, no espaço, podemos nos mover de três maneiras: para a
    esquerda e para a direita, para a frente e para trás, para cima e para baixo.
    Toda direção espacial é uma dessas três ou uma combinação delas. São o que
    chamamos de três dimensões. Agora note o seguinte. Se você usar apenas uma
    dimensão, poderá desenhar somente uma linha reta. Se usar duas, pode­rá
    desenhar uma figura: um quadrado, digamos, que é feito de quatro linhas retas.
    Vamos dar mais um passo. Se usar três dimensões, você poderá construir o que
    cha­mamos de um corpo sólido, como um cubo — um dado, por exemplo, ou um torrão
    de açúcar. O cubo é com­posto de seis quadrados.

    Compreendeu? Um mundo unidimensional seria uma linha reta. Num mundo
    bidimensional, ainda ha­veria linhas retas, mas as linhas poderiam compor
    figuras. Num mundo tridimensional, ainda existem figuras, mas, combinadas, elas
    compõem corpos sólidos. Em outras palavras, à medida que avançamos para níveis
    mais com­plexos e mais reais, não deixamos para trás as coisas encon­tradas nos
    níveis mais simples: elas ainda existem, mas se combinam de maneiras novas —
    maneiras que nem sequer poderiam ser imaginadas por alguém que só conhecesse os
    níveis mais simples.

    Ora, a noção cristã de Deus envolve o mesmíssimo princípio. O nível humano
    é um nível simples e mais ou menos vazio. Nele, uma pessoa é um
    ser e duas pessoas são dois seres separados – da mesma forma que, num plano
    bidimensional como o de uma folha de papel, um quadrado é uma figura e dois
    quadrados são duas figu­ras separadas. No nível divino, ainda existem persona­lidades;
    nele, porém, as encontramos combinadas de ma­neiras novas, maneiras que nós,
    que não vivemos nesse nível, não podemos imaginar. Na dimensão de Deus, por
    assim dizer, encontramos um Ser que são três pes­soas sem deixar de ser um
    único Ser, da mesma forma que um cubo são seis quadrados sem deixar de ser um
    único cubo. E claro que não conseguimos conceber ple­namente um Ser como esse.
    Do mesmo modo, se perce­bêssemos apenas duas dimensões do espaço, não podería­mos
    jamais imaginar um cubo. Mesmo assim podemos ter dele uma noção vaga. Quando
    isso acontece, nós conseguimos ter, pela primeira vez na vida, uma idéia
    positiva, mesmo que tênue, de algo suprapessoal — algo maior que uma pessoa. É
    algo que nos surpreende com­pletamente e que, no entanto, quando ouvimos falar
    dele, quase nos faz sentir que poderíamos tê-lo adivinha­do, uma vez que se
    harmoniza tão bem com as coisas que já conhecemos.

    Você pode perguntar: “Se não conseguimos imagi­nar esse Ser
    tripessoal, de que adianta falar sobre ele?” Bem, de nada adianta falar
    sobre ele. O que interessa é sermos atraídos e conduzidos de fato para dentro dessa vida tripessoal.
    Esse processo pode começar, aliás, a qual­quer momento — hoje à noite, se você
    quiser.

    O que quero dizer é o seguinte: o simples cristão ajoelha-se e faz suas
    orações, tentando entrar em contato com Deus. Porém, se ele é cristão, sabe que
    o que o induz a orar é também Deus: Deus, por assim dizer, dentro dele. E sabe
    também que todo o conhecimento real que possui de Deus veio por meio de Cristo,
    o Homem que foi Deus. Sabe que Cristo está de pé a seu lado, aju­dando-o a
    orar, orando por ele. Você vê o que está acon­tecendo? Deus é aquilo para o
    qual ele ora — o objeti­vo que tenta alcançar. Deus é também aquilo, dentro
    dele, que o impele — a força motriz. Deus, por fim, é a estrada ou a ponte que
    ele percorre para chegar a seu objetivo. Assim, toda a vida tríplice do Ser
    tripessoal en­tra em ação nesse quarto humilde onde um homem co­mum faz suas
    orações. O homem está sendo capturado por um tipo superior de vida — o que
    chamei de zoé ou vida espiritual: está sendo atraído para dentro de Deus
    pelo próprio Deus, sem deixar de ser ele mesmo.

    E foi assim que começou a Teologia. As pessoas já conheciam Deus de forma
    mais ou menos vaga. Então veio um homem que dizia ser Deus; um homem que, no
    entanto, ninguém conseguia rejeitar como um luná­tico. Esse homem fez com que
    as pessoas acreditassem nele. Essas pessoas voltaram a encontrar-se com ele de­pois de tê-lo visto
    ser assassinado. Por fim, tendo-se cons­tituído numa pequena sociedade ou
    comunidade, essas pessoas de alguma forma descobriram a Deus dentro de si
    próprias, dizendo-lhes o que fazer e tornando-as capazes de atos que até então
    eram impossíveis. Quando entenderam tudo isto, elas chegaram à definição crista
    do Deus tripessoal.

    Essa definição não é algo que inventamos. A Teolo­gia, em certo sentido, é
    uma ciência experimental. São as religiões simplistas que foram inventadas.
    Quando digo que ela é uma ciência experimental “em certo sentido”,
    quero dizer que é igual às outras ciências experimentais sob alguns aspectos,
    mas não todos. Se você é um geó­logo que estuda minerais, você tem de ir a
    campo para encontrá-los. Eles não irão até você e, quando você os en­contra,
    eles não podem escapulir. Toda a iniciativa cabe a você. Os minerais não podem
    nem ajudá-lo, nem pre­judicá-lo. Agora suponha que você seja um zoólogo que se
    propôs a tirar fotos de animais em seu hábitat natu­ral. A situação fica um
    pouco diferente. Os animais sel­vagens não irão ao seu encontro, mas podem
    fugir de você, e, se você não ficar bem quieto, certamente o fa­rão. Começa a
    haver aqui um pouquinho de iniciativa por parte deles.

    Passemos a um estágio superior. Suponha que você queira estudar um ser
    humano. Se ele estiver determinado a não se deixar estudar, você não conseguirá
    co­nhecê-lo. Vai ser preciso ganhar-lhe a confiança. Nesse caso, a iniciativa
    se divide igualmente pelos dois lados – para uma amizade, são necessárias duas
    pessoas.

    Quando se trata do conhecimento de Deus, a ini­ciativa cabe inteiramente a
    ele. Se ele não se revelar, nada que você fizer o capacitará a encontrá-lo. E,
    na verda­de, ele se dá a conhecer muito mais a certas pessoas que a outras —
    não porque tenha predileções, mas porque é impossível que ele se revele ao
    homem cuja mente e cujo caráter estejam em más condições. Da mesma forma, os
    raios do sol, apesar de também não terem predile­ções, não se refletem tão bem
    num espelho empoeirado quanto num espelho polido.

    Podemos dizê-lo de outra forma: enquanto nas ou­tras ciências os instrumentos
    são externos a nós (como o microscópio e o telescópio), o instrumento pelo qual
    vemos a Deus é nosso próprio ser, nosso ser inteiro. Se o ser do homem não
    estiver limpo e brilhante, sua vi­são de Deus será turva — como a lua vista por
    um te­lescópio sujo. E por isso que os povos abomináveis têm religiões
    abomináveis: eles vêem a Deus através de uma lente suja.

    Deus só pode se revelar verdadeiramente para ho­mens de verdade. Isso não
    significa apenas homens in­dividualmente bons, mas homens unidos entre si num único corpo, amando-se e
    auxiliando-se mutuamente, revelando Deus uns aos outros. Pois é assim que Deus
    quer que a humanidade seja: como os músicos de uma orquestra, como os órgãos de
    um corpo.

    Em conseqüência, o único instrumento verdadei­ramente adequado para
    conhecer Deus é a comunidade cristã como um todo, a comunidade dos que juntos o
    aguardam. Numa analogia, a fraternidade cristã é o equi­pamento técnico dessa
    ciência — os apetrechos do labo­ratório. Por isso, as pessoas que, ano sim, ano
    não, lançam uma versão flagrantemente simplificada da religião na tentativa de
    substituir a tradição cristã estão perdendo completamente o seu tempo. São como
    o sujeito que, contando apenas com um velho binóculo, resolve cor­rigir toda a
    comunidade dos astrônomos. Pode ser que esse sujeito seja bastante inteligente,
    talvez até mais in­teligente do que alguns astrônomos de verdade, mas ele
    próprio se sabota. Em dois anos estará esquecido, enquanto a verdadeira ciência
    continuará de pé.

    Se o cristianismo fosse algo que inventamos, é cla­ro que seria mais
    fácil. Mas não é. Não podemos com­petir, em matéria de simplicidade, com as
    pessoas que inventam religiões. Como poderíamos? Trabalhamos com a realidade
    como ela é. Só quem não se importa com a realidade pode se dar ao luxo de ser
    simplista.

    [1] Do verbo to beget: gerar,
    originar. (N. doT.)

  11. Hebert Diz

    C. S. Lewis – Cristianismo Puro e Simples

    Livro IV

    ALÉM DA
    PERSONALIDADE OU

    OS PRIMEIROS PASSOS NA DOUTRINA DA TRINDADE

    1. CRIAR E GERAR

    Todos me aconselharam a não lhes dizer o que vou dizer neste último livro.
    Afirmam: “O leitor comum não quer saber de Teologia; dê-lhe somente a
    religião sim­ples e prática.” Rejeitei o conselho. Não acho que o lei­tor
    comum seja um tolo. Teologia significa “a Ciência de Deus”, e creio
    que todo homem que pensa sobre Deus gostaria de ter sobre ele a noção mais
    clara e mais pre­cisa possível. Vocês não são crianças: por que, então, lhes
    tratar como tal?

    Em certo sentido, até compreendo por que algumas pessoas se sentem
    desconcertadas ou até incomodadas pela Teologia. Lembro-me de certa ocasião em
    que dava uma palestra para os pilotos da R.A.F. e um oficial velho e rijo
    levantou-se e disse: “Nada disso tem serventia para mim. Mas saiba que também sou um
    homem re­ligioso. Sei que existe um Deus. Sozinho no deserto, à noite, já senti
    a presença dele: o tremendo mistério. E é exatamente por isso que não acredito
    em todas essas fórmulas e esses dogmas a respeito dele. Para qualquer um que
    tenha conhecido a realidade, todos eles pare­cem mesquinhos, pedantes e
    irreais.”

    Ora, num sentido, até concordo com esse homem. Creio que ele provavelmente
    teve uma experiência real de Deus no deserto. Quando se voltou da experiência
    para o credo cristão, acho que realmente passou de algo real para algo menos
    real. Da mesma maneira, um ho­mem que já viu o Atlântico da praia e depois olha
    um mapa do Atlântico também está trocando a coisa real pela menos real:
    troca as ondas de verdade por um peda­ço de papel colorido. Mas é exatamente
    essa a questão. Admito que o mapa não passa de uma folha de papel colorido, mas
    há duas coisas que devemos lembrar a seu respeito. Em primeiro lugar, ele se
    baseia nas experiên­cias de centenas ou milhares de pessoas que navegaram pelas
    águas do verdadeiro oceano Atlântico. Dessa for­ma, tem por trás de si uma
    massa de informações tão reais quanto a que se pode ter da beira da praia; com
    a diferença que, enquanto a sua é um único relance, o ma­pa abarca e colige
    todas as experiências de diversas pes­soas. Em segundo lugar, se você quer ir
    para algum lugar, o mapa é absolutamente necessário. Enquanto você se contentar
    com caminhadas à beira da praia, seus vis­lumbres serão mais divertidos que o
    exame do mapa; mas o mapa será de mais valia que uma caminhada pela praia se
    você quiser ir para os Estados Unidos.

    A Teologia é como o mapa. O simples ato de apren­der e pensar sobre as
    doutrinas cristãs, considerado em si mesmo, é sem dúvida menos real e menos
    instigante do que o tipo de experiência que meu amigo teve no de­serto. As
    doutrinas não são Deus, são como um mapa. Esse mapa, porém, é baseado nas
    experiências de cen­tenas de pessoas que realmente tiveram contato com Deus —
    experiências diante das quais os pequenos frêmi­tos e sentimentos piedosos que
    você e eu podemos ter não passam de coisas elementares e bastante confusas.
    Além disso, se você quiser progredir, precisará desse mapa. Note que o que
    aconteceu com aquele homem no de­serto pode ter sido real e certamente foi
    emocionante, mas não deu em nada. Não levou a lugar nenhum. Não há nada que
    possamos fazer. Na verdade, é justamente por isso que uma religiosidade vaga —
    sentir Deus na natureza e assim por diante — é tão atraente. Ela é toda baseada
    em sensações e não dá trabalho algum: é como mirar as ondas da praia. Você
    jamais alcançará o Novo Mundo simplesmente estudando o Atlântico dessa ma­neira,
    e jamais alcançará a vida eterna sentindo a presença de Deus nas
    flores ou na música. Também não che­gará a lugar algum se ficar examinando os
    mapas sem fazer-se ao mar. E, se fizer-se ao mar sem um mapa, não estará
    seguro.

    Em outras palavras, a Teologia é uma questão prá­tica, especialmente hoje
    em dia. No passado, quando havia menos instrução formal e menos discussões,
    talvez fosse possível passar com algumas poucas idéias sim­ples sobre Deus.
    Hoje não é mais assim. Todo mundo lê, todo mundo presta atenção a discussões.
    Conseqüen­temente, se você não der atenção à Teologia, isso não significa que
    não terá idéia alguma sobre Deus. Significa que terá, isto sim, uma porção de
    idéias erradas — idéias más, confusas, obsoletas. A imensa maioria das idéias
    que são disseminadas como novidades hoje em dia são as que os verdadeiros
    teólogos testaram vários séculos atrás e rejeitaram. Acreditar na religião
    popular moderna da Inglaterra é a mesma coisa que acreditar que a Terra é plana
    — um retrocesso.

    Pois, na prática, a idéia popular de cristianismo é sim­plesmente esta:
    Jesus Cristo foi um grande mestre da moral e, se seguíssemos seus conselhos,
    conseguiríamos estabelecer uma ordem social melhor e evitar uma nova guerra.
    Saiba que isso tem seu fundo de verdade. Mas é muito menos que a verdade
    integral do cristianismo, e na realidade não tem importância prática alguma.

    E verdade que, se seguíssemos os conselhos de Cris­to, viveríamos em breve
    num mundo mais feliz. Nem precisaríamos ir tão longe: se déssemos ouvidos ao
    que disseram Platão, Aristóteles ou Confúcio, estaríamos muito melhor do que
    estamos. E daí? Nunca seguimos os conselhos dos grandes mestres. Por que
    começaría­mos a segui-los agora? E por que estaríamos mais dis­postos a ouvir a
    Cristo que aos outros? Porque ele é o melhor mestre da moral? Com isso, é ainda
    menos pro­vável que o sigamos. Se não conseguimos aprender nem as lições
    elementares, como passaremos às mais adian­tadas? Se o cristianismo não passa
    de mais um bocado de conselhos, ele não tem importância nenhuma. Não nos
    faltaram bons conselhos nos últimos quatro mil anos. Um pouquinho mais não faz
    diferença.

    No entanto, logo que nos debruçamos sobre os verdadeiros escritos
    cristãos, vemos que eles falam de algo inteiramente diferente dessa religião
    popular. Di­zem que Cristo é o Filho de Deus (o que quer que isso signifique).
    Dizem que os que nele depositam sua con­fiança podem também tornar-se filhos de
    Deus (o que quer que isso signifique). E dizem ainda que sua mor­te nos salvou
    de nossos pecados (o que quer que isso signifique).

    Não adianta reclamar que essas afirmações são difí­ceis. O cristianismo
    pretende falar-nos de um outro mundo, de algo que está por trás do
    mundo que podemos ver, ouvir e tocar. Você pode até pensar que essa preten­são
    é falsa, mas, se for verdadeira, o que o cristianismo nos diz será
    necessariamente difícil — pelo menos tão di­fícil quanto a Física moderna, e
    pela mesma razão.

    O ponto mais chocante do cristianismo é a afirma­ção de que, quando nos
    ligamos a Cristo, podemos nos tornar “filhos de Deus”. Alguém
    pergunta: “Mas já não so­mos filhos de Deus? A paternidade de Deus não é
    uma das idéias principais do cristianismo?” Bem, em certo sen­tido não há
    dúvida de que já somos filhos de Deus. Ou seja, Deus nos trouxe à existência,
    nos ama e cuida de nós, como um pai. Mas, quando a Bíblia fala que podemos
    “nos tornar” filhos de Deus, obviamente quer dar a en­tender algo
    diferente. E isso nos leva para o próprio co­ração da Teologia.

    Um dos credos diz que Cristo é o
    Filho de Deus “ge­rado, não criado”; e acrescenta: “Gerado pelo
    Pai antes de todos os mundos.” Por favor, ponha na sua cabeça que isto não
    tem nada que ver com o fato de que, quan­do Cristo nasceu na terra como homem,
    foi filho de uma virgem. Não estamos falando aqui do nascimento virginal, mas
    de algo que aconteceu antes que a natu­reza fosse criada, antes que o próprio
    tempo existisse. “Antes de todos os mundos” Cristo é gerado, não
    criado. O que isso significa?

    Não usamos mais as palavras begetting e begotten[1]
    no inglês moderno, mas todo o mundo ainda sabe o que elas significam. Gerar
    (to beget) é ser pai de alguém; criar (to create) é fazer,
    construir algo. A diferença é a seguinte: na geração, o que foi gerado é da
    mesma espécie que o gera­dor. Um homem gera bebês humanos, um castor gera
    castorzinhos e um pássaro gera ovos de onde sairão ou­tros passarinhos. Mas,
    quando fazemos algo, esse algo é de uma espécie diferente. Um pássaro faz um
    ninho, um castor constrói uma represa, um homem faz um aparelho de rádio – ou
    talvez algo um pouco mais parecido consi­go mesmo que um rádio: uma estátua,
    por exemplo. Se for um escultor habilidoso, sua estátua se parecerá muito com
    um homem. Mas é claro que não será um homem de verdade; terá somente a
    aparência. Não poderá pensar nem respirar. Não tem vida.

    Esse é o primeiro ponto que devemos deixar claro. O que Deus gera é Deus,
    assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o
    que o homem faz não é homem. É por isso que os ho­mens não são filhos de Deus
    no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspec­tos,
    mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas
    ou quadros de Deus.

    A estátua tem a forma de um homem, mas não tem vida. Da mesma maneira, o
    homem tem (num sentido que ainda vou explicar) a “forma” ou
    semelhança de Deus, mas não o tipo de vida que Deus possui. Vamos examinar o
    primeiro ponto (a semelhança com Deus) em primeiro lugar. Tudo o que Deus criou
    tem alguma semelhança com ele mesmo. O espaço se parece com ele em sua
    vastidão; não que a grandeza do espaço seja do mesmo tipo que a grandeza de
    Deus, mas é uma espé­cie de símbolo dela, ou uma tradução dela em termos
    não-espirituais. A matéria é semelhante a Deus por ter energia: embora a
    energia física seja diferente do poder de Deus. O mundo vegetal é semelhante a
    Deus por ter vida, pois ele é o “Deus vivo”. A vida em seu sentido
    biológico, porém, não é a mesma coisa que a vida em Deus: é como um símbolo ou
    uma sombra. Já nos ani­mais encontramos outras formas de semelhança com Deus
    além da vida vegetativa. A intensa atividade e a fertilidade dos insetos, por
    exemplo, é uma primeira e vaga imagem da atividade incessante e da criatividade
    de Deus. Nos mamíferos superiores, temos um princí­pio de instinto afetivo. Não
    é a mesma coisa que o amor que existe em Deus; mas é semelhante a este – da mes­ma
    maneira que uma figura desenhada numa folha pla­na de papel pode ser
    “semelhante” a uma paisagem. Quando chegamos ao homem, o mais elevado
    dos animais, vemos, entre as coisas que nos são conhecidas, a semelhança mais
    perfeita com Deus. (Pode haver cria­turas em outros mundos que se pareçam ainda
    mais com Deus, mas não as conhecemos.) O homem não apenas vive como também ama
    e raciocina: nele, a vida bioló­gica atinge o nível mais elevado de que temos notícia.
    Mas o que o homem, em sua condição natural, não possui, é a vida espiritual —
    um tipo diferente e supe­rior de vida que existe em Deus. Usamos a mesma pa­lavra
    — vida – para designar a ambas; mas se você pensa que por isso as duas
    são a mesma coisa, é como se pen­sasse que a “grandeza” do espaço e a
    “grandeza” de Deus são o mesmo tipo de grandeza. Na realidade, a
    diferen­ça entre a vida biológica e a vida espiritual é tão impor­tante que vou
    tratá-las por nomes diferentes. A vida bio­lógica, que vem da natureza e que
    (como tudo o mais no mundo natural) tende a se corromper e a decair -de modo
    que só pode se conservar através de contínuos subsídios dados pela natureza na
    forma de ar, água, ali­mentos etc. – é bíos. A vida espiritual, que é em
    Deus desde toda a eternidade e que criou o universo natural inteiro, é zoé. É
    certo que bíos tem uma certa semelhan­ça parcial ou simbólica com zoé:
    mas é apenas a seme­lhança que existe entre uma fotografia e um lugar, ou
    entre uma estátua e um homem. O homem que tinha bíos e passa a ter zoé
    sofre uma mudança tão grande quanto a de uma estátua que deixasse de ser pedra entalhada e se
    transformasse num homem real. E é exatamente disso que trata o cristianismo.
    Este mundo é como o ateliê de um grande escultor. Nós so­mos as estátuas, e
    corre por aí o boato de que alguns de nós, um dia, ganharão a vida.

    2. UM DEUS EM
    TRÊS PESSOAS

    O capítulo anterior tratou da diferença entre gerar e criar. Um homem gera
    uma criança, mas cria uma es­tátua. Deus gerou o Cristo, mas fez o homem.
    Contudo, quando digo isso, estou apenas ilustrando um aspecto de Deus, a saber,
    que o que Deus Pai gera é Deus, alguém da mesma espécie que ele. Nesse sentido,
    esse ato é se­melhante ao de um pai humano que gera um filho hu­mano. Mas não é
    exatamente igual. Por isso, tenho de tentar dar mais algumas explicações.

    Hoje em dia, um bom número de pessoas diz: “Acre­dito em Deus, mas
    não num Deus pessoal.” Elas pres­sentem que o mistério por trás de todas
    as coisas deve ser maior que uma pessoa. Os cristãos concordam com isso. Porém,
    os cristãos são os únicos que oferecem uma idéia de como seria esse ser que está além da persona­lidade. Todas as
    outras pessoas, apesar de dizerem que Deus está além da personalidade, na
    verdade conce­bem-no como um ser impessoal: melhor dizendo, como algo aquém do
    pessoal. Se você está em busca de algo suprapessoal, algo que seja mais que uma
    pessoa, não se verá obrigado a escolher entre a idéia cristã e as outras
    idéias, pois a idéia cristã é a única existente no mercado.

    Além disso, alguns crêem que depois desta vida, ou talvez de várias, as
    almas humanas serão “absorvidas” em Deus. No entanto, quando tentam
    explicar o que isso significa, parecem ter a noção de que a absorção do nosso
    ser em Deus é como a absorção de um material por outro. Dizem que seria como
    uma gota d’água que caísse no oceano. E claro, porém, que esse seria o fim da
    gota. Se é isso que acontece conosco, ser absorvido é o mesmo que deixar de
    existir. Só os cristãos fazem idéia de como as almas humanas podem ser
    assumidas pela vida divina e continuar sendo elas mesmas — aliás, ser mui­to
    mais “elas mesmas” do que antes.

    Avisei que a Teologia é um assunto prático. O obje­tivo único da nossa
    existência é ser assumidos pela vida divina. Quando temos idéias erradas sobre
    o que é essa vida, a realização do objetivo torna-se mais difícil. E ago­ra
    peço que vocês sigam meu raciocínio com a máxima atenção por alguns minutos.

    Todos sabem que, no espaço, podemos nos mover de três maneiras: para a
    esquerda e para a direita, para a frente e para trás, para cima e para baixo.
    Toda direção espacial é uma dessas três ou uma combinação delas. São o que
    chamamos de três dimensões. Agora note o seguinte. Se você usar apenas uma
    dimensão, poderá desenhar somente uma linha reta. Se usar duas, pode­rá
    desenhar uma figura: um quadrado, digamos, que é feito de quatro linhas retas.
    Vamos dar mais um passo. Se usar três dimensões, você poderá construir o que
    cha­mamos de um corpo sólido, como um cubo — um dado, por exemplo, ou um torrão
    de açúcar. O cubo é com­posto de seis quadrados.

    Compreendeu? Um mundo unidimensional seria uma linha reta. Num mundo
    bidimensional, ainda ha­veria linhas retas, mas as linhas poderiam compor
    figuras. Num mundo tridimensional, ainda existem figuras, mas, combinadas, elas
    compõem corpos sólidos. Em outras palavras, à medida que avançamos para níveis
    mais com­plexos e mais reais, não deixamos para trás as coisas encon­tradas nos
    níveis mais simples: elas ainda existem, mas se combinam de maneiras novas —
    maneiras que nem sequer poderiam ser imaginadas por alguém que só conhecesse os
    níveis mais simples.

    Ora, a noção cristã de Deus envolve o mesmíssimo princípio. O nível humano
    é um nível simples e mais ou menos vazio. Nele, uma pessoa é um
    ser e duas pessoas são dois seres separados – da mesma forma que, num plano
    bidimensional como o de uma folha de papel, um quadrado é uma figura e dois
    quadrados são duas figu­ras separadas. No nível divino, ainda existem persona­lidades;
    nele, porém, as encontramos combinadas de ma­neiras novas, maneiras que nós,
    que não vivemos nesse nível, não podemos imaginar. Na dimensão de Deus, por
    assim dizer, encontramos um Ser que são três pes­soas sem deixar de ser um
    único Ser, da mesma forma que um cubo são seis quadrados sem deixar de ser um
    único cubo. E claro que não conseguimos conceber ple­namente um Ser como esse.
    Do mesmo modo, se perce­bêssemos apenas duas dimensões do espaço, não podería­mos
    jamais imaginar um cubo. Mesmo assim podemos ter dele uma noção vaga. Quando
    isso acontece, nós conseguimos ter, pela primeira vez na vida, uma idéia
    positiva, mesmo que tênue, de algo suprapessoal — algo maior que uma pessoa. É
    algo que nos surpreende com­pletamente e que, no entanto, quando ouvimos falar
    dele, quase nos faz sentir que poderíamos tê-lo adivinha­do, uma vez que se
    harmoniza tão bem com as coisas que já conhecemos.

    Você pode perguntar: “Se não conseguimos imagi­nar esse Ser
    tripessoal, de que adianta falar sobre ele?” Bem, de nada adianta falar
    sobre ele. O que interessa é sermos atraídos e conduzidos de fato para dentro dessa vida tripessoal.
    Esse processo pode começar, aliás, a qual­quer momento — hoje à noite, se você
    quiser.

    O que quero dizer é o seguinte: o simples cristão ajoelha-se e faz suas
    orações, tentando entrar em contato com Deus. Porém, se ele é cristão, sabe que
    o que o induz a orar é também Deus: Deus, por assim dizer, dentro dele. E sabe
    também que todo o conhecimento real que possui de Deus veio por meio de Cristo,
    o Homem que foi Deus. Sabe que Cristo está de pé a seu lado, aju­dando-o a
    orar, orando por ele. Você vê o que está acon­tecendo? Deus é aquilo para o
    qual ele ora — o objeti­vo que tenta alcançar. Deus é também aquilo, dentro
    dele, que o impele — a força motriz. Deus, por fim, é a estrada ou a ponte que
    ele percorre para chegar a seu objetivo. Assim, toda a vida tríplice do Ser
    tripessoal en­tra em ação nesse quarto humilde onde um homem co­mum faz suas
    orações. O homem está sendo capturado por um tipo superior de vida — o que
    chamei de zoé ou vida espiritual: está sendo atraído para dentro de Deus
    pelo próprio Deus, sem deixar de ser ele mesmo.

    E foi assim que começou a Teologia. As pessoas já conheciam Deus de forma
    mais ou menos vaga. Então veio um homem que dizia ser Deus; um homem que, no
    entanto, ninguém conseguia rejeitar como um luná­tico. Esse homem fez com que
    as pessoas acreditassem nele. Essas pessoas voltaram a encontrar-se com ele de­pois de tê-lo visto
    ser assassinado. Por fim, tendo-se cons­tituído numa pequena sociedade ou
    comunidade, essas pessoas de alguma forma descobriram a Deus dentro de si
    próprias, dizendo-lhes o que fazer e tornando-as capazes de atos que até então
    eram impossíveis. Quando entenderam tudo isto, elas chegaram à definição crista
    do Deus tripessoal.

    Essa definição não é algo que inventamos. A Teolo­gia, em certo sentido, é
    uma ciência experimental. São as religiões simplistas que foram inventadas.
    Quando digo que ela é uma ciência experimental “em certo sentido”,
    quero dizer que é igual às outras ciências experimentais sob alguns aspectos,
    mas não todos. Se você é um geó­logo que estuda minerais, você tem de ir a
    campo para encontrá-los. Eles não irão até você e, quando você os en­contra,
    eles não podem escapulir. Toda a iniciativa cabe a você. Os minerais não podem
    nem ajudá-lo, nem pre­judicá-lo. Agora suponha que você seja um zoólogo que se
    propôs a tirar fotos de animais em seu hábitat natu­ral. A situação fica um
    pouco diferente. Os animais sel­vagens não irão ao seu encontro, mas podem
    fugir de você, e, se você não ficar bem quieto, certamente o fa­rão. Começa a
    haver aqui um pouquinho de iniciativa por parte deles.

    Passemos a um estágio superior. Suponha que você queira estudar um ser
    humano. Se ele estiver determinado a não se deixar estudar, você não conseguirá
    co­nhecê-lo. Vai ser preciso ganhar-lhe a confiança. Nesse caso, a iniciativa
    se divide igualmente pelos dois lados – para uma amizade, são necessárias duas
    pessoas.

    Quando se trata do conhecimento de Deus, a ini­ciativa cabe inteiramente a
    ele. Se ele não se revelar, nada que você fizer o capacitará a encontrá-lo. E,
    na verda­de, ele se dá a conhecer muito mais a certas pessoas que a outras —
    não porque tenha predileções, mas porque é impossível que ele se revele ao
    homem cuja mente e cujo caráter estejam em más condições. Da mesma forma, os
    raios do sol, apesar de também não terem predile­ções, não se refletem tão bem
    num espelho empoeirado quanto num espelho polido.

    Podemos dizê-lo de outra forma: enquanto nas ou­tras ciências os instrumentos
    são externos a nós (como o microscópio e o telescópio), o instrumento pelo qual
    vemos a Deus é nosso próprio ser, nosso ser inteiro. Se o ser do homem não
    estiver limpo e brilhante, sua vi­são de Deus será turva — como a lua vista por
    um te­lescópio sujo. E por isso que os povos abomináveis têm religiões
    abomináveis: eles vêem a Deus através de uma lente suja.

    Deus só pode se revelar verdadeiramente para ho­mens de verdade. Isso não
    significa apenas homens in­dividualmente bons, mas homens unidos entre si num único corpo, amando-se e
    auxiliando-se mutuamente, revelando Deus uns aos outros. Pois é assim que Deus
    quer que a humanidade seja: como os músicos de uma orquestra, como os órgãos de
    um corpo.

    Em conseqüência, o único instrumento verdadei­ramente adequado para
    conhecer Deus é a comunidade cristã como um todo, a comunidade dos que juntos o
    aguardam. Numa analogia, a fraternidade cristã é o equi­pamento técnico dessa
    ciência — os apetrechos do labo­ratório. Por isso, as pessoas que, ano sim, ano
    não, lançam uma versão flagrantemente simplificada da religião na tentativa de
    substituir a tradição cristã estão perdendo completamente o seu tempo. São como
    o sujeito que, contando apenas com um velho binóculo, resolve cor­rigir toda a
    comunidade dos astrônomos. Pode ser que esse sujeito seja bastante inteligente,
    talvez até mais in­teligente do que alguns astrônomos de verdade, mas ele
    próprio se sabota. Em dois anos estará esquecido, enquanto a verdadeira ciência
    continuará de pé.

    Se o cristianismo fosse algo que inventamos, é cla­ro que seria mais
    fácil. Mas não é. Não podemos com­petir, em matéria de simplicidade, com as
    pessoas que inventam religiões. Como poderíamos? Trabalhamos com a realidade
    como ela é. Só quem não se importa com a realidade pode se dar ao luxo de ser
    simplista.

  12. Hebert Diz

    Favor apagar o outro comentario (é o mesmo só quem teve uns erros) e esse apaga também, deixe somendo o 2 corrigido no começo Obrigado. Apaga esse aqui tbm vlw =)

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Hebert, não sei qual é o comentário para apagar. Por favor, marque-o como spam que eu apago.

    2. Hebert Diz

      Tá marcado, é esse que você respondeu e o que está debaixo desse aqui debaixo (O.o) com o nome de Hebert Cristiano vlw fiquemos na paz do Criador =) (Esse que eu respondi também).

  13. Jakson Diz

    Gostaria de publicar no facebook, como faço? É em um grupo secreto.

  14. Alysson Vieira Lima Diz

    Seria interessante ter as referências bíblicas que refutam essas doutrinas. Ainda que sejam muito antigas ocasionalmente alguém as ressucita!

  15. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Sodré,

    Cristo pagou nossa dívida com Deus, fazendo isso Ele venceu o diabo que nos acusava por causa de nossas dívidas e nos libertou do império da morte.

    Contudo, em nenhum lugar da Bíblia é dito que Satanás leva nosso pecado para longe. E como enxergo somente Cristo no dia da Expiação, vejo que Ele levou o pecado do Seu povo para longe.

    Não é porque há deserto em Apocalipse que isso se refere ao Azazel.

    1. Eliezer Diz

      Vinicius… Jesus ganhou o direito de julgar e condenar o mundo com a sua morte na cruz? Digo, se Jesus nao tivesse vindo Deus entao nao poderia condenar aos impios e a satanas?

      Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. João 12:31

      Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. NVI João 15:22

    2. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Eliezer,

      Infelizmente não tenho tempo para tirar todas as suas dúvidas, tanto que fechei a seção de perguntas do VE, por falta de tempo =/ (gostaria muito de poder ter mais tempo)

      Mas em Romanos 2 Paulo fala que as pessoas são julgadas até mesmo por não reconhecerem o poder e a divindade de Deus na natureza. Então, minha resposta seria não.

      Em João 12, Jesus falou que chegou a hora do julgamento de Satanás, pois Cristo morrendo na cruz venceu o diabo.

      Em João 15, o contexto é a aceitação do Messias. Jesus deixou claro por suas obras que era o Messias (v.24), mas os fariseus negaram a Jesus e, portanto, negaram o Pai. Sendo assim, eles são culpados DESTE pecado que antes não eram.

  16. alves Diz

    dizem que o que defendo se assemelha ao modalismo, mas pelo que está no quadro não combina, pois creio que Jesus é 100% humano e 100% divino

  17. Bryan Monteiro Diz

    E heresias Trinitarianas, não entram, como por exemplo o Subordinacionismo adotado por alguns pais da igreja como Tertuliano e Origenes? Mesmo pq além do Subordinacionismo parece haver uma distinção entre o Trinitarismo Niceno e o de Westminter.

  18. Silas Diz

    São doutrinas antigas, mas, que estão prestes à aparecer de novo porque a cada dia aparece cada aberração teologica, que estas doutrinas vão parecer brinquedo.

  19. Crispeto Diz

    Vocês são demais!

  20. Tirzah Fernandes Pinto Diz

    viu… quando gringo fala "big idea", não é "grande ideia" (até por que essas ideias acima são péssimas), mas sim "ideia geral". As conotações em português para cada uma das duas traduções são completamente diferentes.
    fora isso, esse infográfico ajuda muuuito! muito mesmo – obrigada por postarem.

  21. Tirzah Fernandes Pinto Diz

    viu… quando “gringo” fala “big idea”, não quer dizer “grande ideia” (que aqui tem a conotação de algo positivo, bom), mas sim “ideia geral” (algo que denota o resumo de uma linha de pensamento).
    fora isso, achei o infográfico muuuuito útil, muito proveitoso e muito oportuno. obrigada por postarem.

  22. jeff Diz

    realista
    Perido: atualr
    mestre: pensamento racional
    grande ideia: jesus é humano ou imaginário
    argumento: caso tenha existido, era humano e político, totalmente corruptivel, caso não, e sua imagem tenha sido meramente simbólica, de forma a unificar pessoas contra o regime da época, ele era apenas uma ideia compartilhada, assim como talvez tenha sido Shakespeare. Divino? acho que nao! hahahahahaha

  23. José Benzeval Oliveira Diz

    Muito bom.Utilizarei em minhas aulas. Obrigado.

    1. Vivian Matos Diz

      GOSTEI PASTOR

  24. Ricardo Luis Silva Diz

    Muito bom esse material. Agradeço por permitir a qualquer pessoal, não só fazer estudos pessoais, como também poder trabalhar nas EBD's com esse material. Deus os abençoe!

  25. Hélcio Vitor Diz

    Alguém me explica qual o erro no modalismo? Não compreendi muito bem…

  26. Jeanhderson Martes Diz

    Eles não creem que são 3 pessoas, mas apenas 1 pessoa que em determinado momento se manifesta como Pai, depois Filho e depois Espírito. Como se fosse um ator que interpreta 3 papeis ao invés de 3 pessoas. o certo é que são 3 pessoas e esses 3 formam um só Deus, em Deus existem 3 pessoas distintas.

  27. Robson Nunes Diz

    Muito bom esse material.

  28. Weverton Da Cruz Estevam Diz

    Não creio nesse aspecto de Deus ser três pessoas, ou Seja, Deus é um Dt 6v4, como pode ele ser 3, Yeshua nunca disse ser ele Deus, no dia do batismo de Yeshua a Shekinah de Deus veio em forma de pomba e foi bem clara quando disse… Esse é meu filho em quem tenho prazer. Me expliquem como Deus pode ser 3? Não entendo!

  29. Leandro Almeida Diz

    PAZ BENÇAO!!!DEIXEI UM ESBOÇO SOBRE O ASUNTO……..ESPERO Q AJUDE!!!!!!!

  30. Weverton Da Cruz Estevam Diz

    Leandro Almeida, a paz seja contigo, muito obrigado pelo seu esboço mas eu não consigo compreender como os cristãos conseguiram chegar a essa conclusão. Vou te escrever no que creio hoje:

    A palavra grega pneuma πνεύμα geralmente significa "espírito" e é encontrada por volta de 385 vezes no Novo Testamento e a palavra grega "Agion" Geralmente Significa "Santo", com acadêmicos discordando entre 3 e 9 casos . A utilização varia: em 133 casos, ele se refere ao "espírito" de forma geral, em 153 ao termo "espiritual" e, possivelmente, se refira ao Espirito Santo em 93 casos. Nuns poucos, o termo pode significar também "sopro" ou "vida" em Hebraico "Ruach". A teologia do Espírito Santo é chamada de pneumatologia.
    Άγιος (Agion) significa Santo ou do Santo e equivale a palavra Hebraica do Antigo Testamento רוח הקודש (Ruach HaKodesh) que significa O Espirito Santo, porém a palavra Ruach HaKodesh significa literalmente o Sopro ou vento, Separado, Especial, Santo. É uma palavra hebraica feminina, que em muita das vezes era usada no Antigo testamento para indicar uma inspiração relacionada a Deus. O exemplo desse detalhe está escrito em Salmos 51v11- Não me lances fora da tua face, e não retires de mim a tua Ruach HaKodesh. Ao pé da Letra a palavra Espirito Santo não significa uma pessoa e sim um adjetivo, uma qualidade, um atributo. Por que digo isso? Nos tempos de Yeshua (Jesus) essa palavra era proferida em larga escala assim como HaShem, pois o objetivo dos judeus daquela época era não proferir o nome Santo de Elohim (Deus) que era o tetragrama YHVH que transliterado se aproxima da pronuncia Yahveh ou Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה alguns judeus ultrarradicais evitam falar até Adonai (Senhor) e usam outros adjetivos similares como HaShem e naquela época diziam Ruach HaKodesh que tem vários significados similares, são eles:
    1. Espirito Santo;
    2. O Espirito Santo;
    3. Espirito do Santo;
    4. Vento do Santo.
    5. Etc…
    Os Judeus usavam muitas Metonímias, pois era uma forma de relacionar um atributo ou nome ao ser de Deus. Os Judeus Creem (é possível que seja uma verdade absoluta, digo “é possível”) que se Deus viesse a terra com toda a sua majestade a terra não comportaria o seu poder e explodiria, pois ela é impura, dessa forma Deus se manifesta através da sua “Energia” Divina, ou Vento, ou Espirito, daí vem a Palavra Ruach HaKodesh que quer dizer O Espirito Santo. A palavra que equivale a palavra Hebraica Ruach HaKodesh em grego é άγιο πνεύμα (Agion Pneuma) era essa a palavra grega que é referida no novo testamento. O que eu não consigo entender é por que os Cristãos ocultaram essas informações exegéticas das nossas escolas teológicas, pois esse conceito de Trindade não existe na bíblia, mas foi adotado bem depois da morte dos verdadeiros pais da Igreja do 1° Século por Tertuliano um cristão convertido na África. Creio que esse assunto é irrelevante, pois o maior objetivo do Servo de Deus é levar a sua palavra e o evangelho do seu Messias Yeshua (Jesus), mas algumas vezes as pessoas levam alguns assuntos como se fossem verdades absolutas e dizem que essas verdades são adventos para a salvação, ou dizem que algumas crenças são seitas por não crerem nas que eles dizem ser verdade absoluta e chamas essas informações de heréticas, Se a bíblia é o nosso manual e temos ferramentas para interpretá-las uma delas é a Exegese e a Hermenêutica (Não gosto do título por se referir a Hermes, o deus da sabedoria dos gregos, mas gosto da matéria, pois vai a fundo à interpretação para que seja mais literal possível.) por que não usá-las?
    Creio em Deus e creio no seu Messias Yeshua seu filho, também creio no Espirito Santo, porém não Creio que sejam três pessoas em uma, por muito tempo acreditei nisso, mas agora tudo faz sentido para mim, Creio no Deus único de Israel YHVH e creio no seu Mashiach (Messias) Yeshua (Jesus) e Creio que o Messias age na terra através do Espirito Santo, pois ele próprio disse… É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:18b e em outra passagem o apostolo Paulo diz … I Coríntios 15v24 Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai… Existe na verdade uma hierarquia entre Deus e Jesus; Deus é único e Jesus é o seu Ungindo, escolhido, seu filho. É o que creio não que eu queira saber mais do que o senhor, de maneira nenhuma.

  31. Weverton Da Cruz Estevam Diz

    Não creio que o Modalismo esteja errado, já o três em um é difícil de engolir. leia o meu comentário vou colar abaixo:

    A palavra grega pneuma πνεύμα geralmente significa "espírito" e é encontrada por volta de 385 vezes no Novo Testamento e a palavra grega "Agion" Geralmente Significa "Santo", com acadêmicos discordando entre 3 e 9 casos . A utilização varia: em 133 casos, ele se refere ao "espírito" de forma geral, em 153 ao termo "espiritual" e, possivelmente, se refira ao Espirito Santo em 93 casos. Nuns poucos, o termo pode significar também "sopro" ou "vida" em Hebraico "Ruach". A teologia do Espírito Santo é chamada de pneumatologia.
    Άγιος (Agion) significa Santo ou do Santo e equivale a palavra Hebraica do Antigo Testamento רוח הקודש (Ruach HaKodesh) que significa O Espirito Santo, porém a palavra Ruach HaKodesh significa literalmente o Sopro ou vento, Separado, Especial, Santo. É uma palavra hebraica feminina, que em muita das vezes era usada no Antigo testamento para indicar uma inspiração relacionada a Deus. O exemplo desse detalhe está escrito em Salmos 51v11- Não me lances fora da tua face, e não retires de mim a tua Ruach HaKodesh. Ao pé da Letra a palavra Espirito Santo não significa uma pessoa e sim um adjetivo, uma qualidade, um atributo. Por que digo isso? Nos tempos de Yeshua (Jesus) essa palavra era proferida em larga escala assim como HaShem, pois o objetivo dos judeus daquela época era não proferir o nome Santo de Elohim (Deus) que era o tetragrama YHVH que transliterado se aproxima da pronuncia Yahveh ou Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה alguns judeus ultrarradicais evitam falar até Adonai (Senhor) e usam outros adjetivos similares como HaShem e naquela época diziam Ruach HaKodesh que tem vários significados similares, são eles:
    1. Espirito Santo;
    2. O Espirito Santo;
    3. Espirito do Santo;
    4. Vento do Santo.
    5. Etc…
    Os Judeus usavam muitas Metonímias, pois era uma forma de relacionar um atributo ou nome ao ser de Deus. Os Judeus Creem (é possível que seja uma verdade absoluta, digo “é possível”) que se Deus viesse a terra com toda a sua majestade a terra não comportaria o seu poder e explodiria, pois ela é impura, dessa forma Deus se manifesta através da sua “Energia” Divina, ou Vento, ou Espirito, daí vem a Palavra Ruach HaKodesh que quer dizer O Espirito Santo. A palavra que equivale a palavra Hebraica Ruach HaKodesh em grego é άγιο πνεύμα (Agion Pneuma) era essa a palavra grega que é referida no novo testamento. O que eu não consigo entender é por que os Cristãos ocultaram essas informações exegéticas das nossas escolas teológicas, pois esse conceito de Trindade não existe na bíblia, mas foi adotado bem depois da morte dos verdadeiros pais da Igreja do 1° Século por Tertuliano um cristão convertido na África. Creio que esse assunto é irrelevante, pois o maior objetivo do Servo de Deus é levar a sua palavra e o evangelho do seu Messias Yeshua (Jesus), mas algumas vezes as pessoas levam alguns assuntos como se fossem verdades absolutas e dizem que essas verdades são adventos para a salvação, ou dizem que algumas crenças são seitas por não crerem nas que eles dizem ser verdade absoluta e chamas essas informações de heréticas, Se a bíblia é o nosso manual e temos ferramentas para interpretá-las uma delas é a Exegese e a Hermenêutica (Não gosto do título por se referir a Hermes, o deus da sabedoria dos gregos, mas gosto da matéria, pois vai a fundo à interpretação para que seja mais literal possível.) por que não usá-las?
    Creio em Deus e creio no seu Messias Yeshua seu filho, também creio no Espirito Santo, porém não Creio que sejam três pessoas em uma, por muito tempo acreditei nisso, mas agora tudo faz sentido para mim, Creio no Deus único de Israel YHVH e creio no seu Mashiach (Messias) Yeshua (Jesus) e Creio que o Messias age na terra através do Espirito Santo, pois ele próprio disse… É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:18b e em outra passagem o apostolo Paulo diz … I Coríntios 15v24 Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai… Existe na verdade uma hierarquia entre Deus e Jesus; Deus é único e Jesus é o seu Ungindo, escolhido, seu filho. É o que creio não que eu queira saber mais do que o senhor, de maneira nenhuma.

  32. Silas Correia Diz

    Quando Deus Se manisfesta com seu espirito a atrávez de uma pomba,quando jesus e batizado, e pra nós entendermos que ; jesus,Deus,Espirito santo, são um só,mais e divisão que é encontrada na bíblia, por causa da função de cada um, jesus veio pra morrer por mim e por você,quando ele sobe pra o pai, desce o espirito, que e função era não deixar orfãos os que sequiam jesus, o espirito santo mediador,e Deus a função conhecida e criador de tudo .então quando nós lemos a bíblia temo que observa os contextos que nela se encontra,por que tem coisas que vemos nela e podemos interpreta errado,e ver coisas que não são legais ..!!! esse e meu ver .

  33. José Ricardo Vieira Lemos Diz

    "Creio que esse assunto é irrelevante", pois o maior objetivo do Servo de Deus é levar a sua palavra e o evangelho do seu Messias Yeshua (Jesus), mas algumas vezes as pessoas levam alguns assuntos como se fossem verdades absolutas e dizem que essas verdades são adventos para a salvação"
    Concordo Irmão. Que as duvidas ou conceitos não nós dividam, mas o amor ao Reino nos una cada dia mais.

  34. Brisa Kelly Diz

    Weverton Da Cruz Estevam Olá. Acho a questão da trindade um assunto muito relevante para o cristianismo, e não algo secundário. Não tenho conhecimento teológico suficiente para te rebater, mas posso indicar um podcast muito bom sobre o assunto – http://bibotalk.com.br/site/podcast/btcast-045-trindade espero que escute e goste. Fica na paz.

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