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Eu tenho capacidade para fazer o que Deus manda?

O poder do “livre-arbítrio” resume-se nisto — Satanás domina-o inteiramente, de tal maneira que o “livre-arbítrio” rejeita a graça de Deus. E também rejeita o Espírito Santo, o qual cumpre em nós a lei, visto que o “livre-arbítrio” imagina que é capaz de obedecer à lei mediante os seus próprios esforços.

– Martinho Lutero

Como dissemos anteriormente, começamos um novo tipo de postagem no Voltemos ao Evangelho: Voltemos aos Clássicos, onde iremos ler e discutir juntos um livro que seja um clássico da literatura cristã. Para esta discussão era preciso ler até a página 41 do livro Nascido Escravo.

Próxima Semana:

Nascido Escravo, capítulo 3

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O “livre-arbítrio” é meu e eu defino como eu quero!

Como falamos na postagem anterior, definir “livre-arbítrio” é o passo número um e essencial para qualquer boa discussão sobre o assunto.

Segundo Lutero, Erasmo falou pelos dois lados da boca quando tentou dar tal definição. Por um lado, ele afirmava: “Compreendo o ‘livre-arbítrio’ como o poder da vontade humana, mediante o qual uma pessoa pode aplicar ou afastar-se das coisas que conduzem à eterna salvação” (45). E por outro: “O homem não pode querer fazer o bem; ele não pode tomar tal iniciativa, progredir nessa direção ou consumar o bem, sem a graça especial.”

A questão se torna óbvia: o homem pode ou não se aplicar ou se afastar das coisas que conduzem à eterna salvação só pelo poder de sua vontade, ou ele precisa de uma graça especial? (É justamente isso o infográfico de sexta-feira)

Para Lutero, se você precisa da graça de Deus, já não é mais livre-arbítrio, pois, por definição, você não tem a capacidade em si mesmo. Você precisa de algo externo. Ele argumenta que:

  • precisamos da lei para sabermos o que é o pecado (Rm 3.20),
  • “sem o Espírito Santo jamais tomaríamos conhecimento dessa salvação e, assim sendo, não poderíamos nos “dedicar” a buscá-la” (1 Co 2.9-10); (46)
  • “a fé é um dom especial conferido por Deus” (Ef 2.8). (51)

Resumindo: “nossas fraquezas pertencem a nós mesmos, e a nossa capacidade nos é dada através da graça de Deus” (61); “o ‘livre-arbítrio’ é completamente impotente” (52).

Destaque do capítulo: Mandamento não pressupõe capacidade

Mas o destaque do capítulo está na distinção que Lutero faz entre Deus mandar algo e sermos capazes de cumprir. Este é um argumento comum até os dias de hoje. Muitos pensam da seguinte forma: “Se Deus mandou, então eu devo ser capaz de cumprir”. Erasmo assim argumentou, usando alguns textos bíblicos:

  • Gênesis 4.7: o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo”
  • Deuteronômio 30.19: “Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam.”
  • Etc.

Agora, vamos ser sinceros. O texto diz: “O homem tem capacidade natural de obedecer o que Deus manda”? Como Lutero mostrou, “Ao homem é mostrado o que ele deve fazer, e não o que ele pode fazer” (52).

Por fim, Lutero vai argumentar que esses textos mostram, na verdade, pela experiência, justamente o contrário. Pense no seguinte: Deus ordena que o amemos com tudo o que temos e somos? Você já o amou de tal maneira? Mas se Deus mandou, não significa que você pode? Sim, significa que você é responsável por fazer; mostra o que deve fazer. Mas daí vem a realidade de nossa condição caída: nós não conseguimos, na força de nossa vontade.

E é justamente esse um dos motivos pelo qual Deus deu sua lei: nos tornar plenamente conscientes do pecado (Rm 3.20). Isso inverte totalmente o jogo! Esses textos, então, deixam de ser argumentos, para mostrar nossa capacidade, porém, argumentos para mostrar nossa incapacidade!

Um exemplo final (meu, não de Lutero). No mesmo texto de Deuteronômio que Deus coloca vida e morte diante do povo para eles escolherem, no próximo capítulo Deus fala que sabe que eles se desviarão. E o Senhor disse a Moisés: “Você vai descansar com os seus antepassados, e este povo logo irá prostituir-se, seguindo aos deuses estrangeiros da terra em que vão entrar. Eles se esquecerão de mim e quebrarão a aliança que fiz com eles” (Dt 31.16). O qual seja o motivo: eles são rebeldes e obstinados (31.26-27).

E não éramos nós todos assim? Como Paulo diz:

“Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando-nos uns aos outros. Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” (Tito 3:3-6)

Nós éramos escravos. Deus nos salvou.

Obs.: uma coisa que ajuda neste debate é a diferença entre capacidade natural ou moral. Veja este vídeo do Sproul para entender mais.

Adendo: Livre-arbítrio e Predestinação – só para variar!

Uma observação final. Toda vez que falamos que o homem não tem livre-arbítrio, logo surge a discussão sobre predestinação (e não foi exatamente assim nas postagens do VE?). Então, era de se esperar que Erasmo levantasse tal acusação. Segundo ele:

Agora chegamos aos seus textos “comprobatórios” do Novo Testamento. Você destaca o texto de Mateus 23.37: “Jerusalém! Jerusalém!… quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” Você argumenta que, se tudo acontece precisamente conforme Deus deseja, então Jerusalém poderia replicar com justa causa: “Por que desperdiças as tuas lágrimas? Se não tinhas a intenção que déssemos ouvidos aos profetas, então por que os enviaste? Por que nos consideras responsáveis, quando Tu decidiste aquilo que deveríamos fazer?”

Lutero passa então a falar sobre “as duas vontades de Deus”: a vontade revelada e a vontade secreta. Ele diz:

Porém, conforme eu já disse, não nos compete intrometermo-nos na vontade secreta de Deus, pois as coisas secretas de Deus estão inteiramente fora do nosso alcance (l Tm 6.16). Devemos dedicar o nosso tempo considerando o Deus encarnado, o Senhor Jesus Cristo, em quem Deus tornou claro para nós o que deveríamos e o que não deveríamos saber (Cl 2.3).

É verdade que o Deus que se tornou carne exclamou: “Quantas vezes quis eu… e vós não o quisestes!” Cristo veio a este mundo a fim de realizar, sofrer e oferecer a todos os homens tudo quanto é necessário à sua salvação. Mas alguns homens, endurecidos por causa da vontade secreta do Senhor, rejeitam-nO (Jo 1.5,11). O mesmo Deus encarnado, entretanto, chora e lamenta-se em face da destruição eterna dos ímpios, ainda que, em sua divina vontade, propositalmente, Ele os tenha deixado perecer. Não nos cabe perguntar “por quê”, mas, antes, nos prostrarmos admirados diante de Deus.

Neste instante ,alguns dirão que logo que sou empurrado para um canto, evito enfrentar frontalmente a questão, dizendo que não devemos nos intrometer na vontade secreta de Deus. Entretanto, isso não é invenção minha. Foi dessa maneira que Paulo argumentou em Romanos 9.19,21; e Isaías, antes de Paulo (Is 58.2). É evidente que não devemos procurar sondar a vontade secreta de Deus, sobretudo quando observamos que são justamente os ímpios que são fortemente tentados a fazê-lo. Nós devemos adverti-los a ficar calados e reverentes. Se alguém quiser levar avante essa forma de inquirição, é bem-vindo a fazê-lo; porém, descobrir-se-á lutando contra Deus. Quanto a nós — ficaremos observando para ver quem vencerá!

Antes de você pensar que Lutero era louco e esse Deus, esquizofrênico, reflita no seguinte caso:

  1. O assassinato não é a vontade de Deus (Ex 23.7);
  2. O assassinato na cruz do Filho de Deus era a vontade de Deus (At 4.27-28).

E, então, a morte de Cristo era ou não a vontade de Deus?

Não temos espaço aqui para abordar esse assunto, mas se você quer estudar mais recomendo estes textos:

Sua vez!

1) Você acha que se Deus mandou algo, isso significa que nós temos a capacidade para cumprir em nós mesmos?

2) O que chamou mais sua atenção no capítulo? Algo que você concordou ou discordou?

23 Comentários
  1. Rafael Ravazzi Diz

    Muito bom. Realmente, é meio “intuitivo” pensar que por Deus ter mandado algo, somos capazes de fazer. Mas ao ler os argumentos e reler os textos bíblicos, realmente, não há nada sobre essa tal capacidade implícito nos textos. A lei veio mesmo para que o pecado nos fosse revelado, pra que nossa incapacidade e necessidade de um Salvador fossem trazidas à tona.

    A parte que mais me chamou a atenção foi justamente quando Lutero fala que são os ímpios que mais se preocupam com a vontade secreta de Deus. Tantas vezes nos vemos preocupados com isso, aí vem uma patada dessas rsrs. Muito bom!!!!!!

  2. Silwalter Hagner Diz

    Jesus disse: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5) – NÃO É POSSÍVEL obedecer todo o mandamento de Deus, a menos que Ele nos impulsione a isso, pelo Seu Espírito. “Não há ninguém que busque a Deus”- PRIMEIRO, POR DEFINIÇÃO, LIVRE ARBÍTRIO é o ato de poder agir desprendido de qualquer circunstância, sem qualquer inclinação. O homem está afetado pelo pecado, logo, não pode escolher qualquer coisa sem a influencia do mesmo. Deus, nesse sentido, é o único que está livre de qualquer influencia para decidir. Portanto, Se temos um livre arbítrio, ele está comprometido até os dentes com o pecado… A menos que o Deus que é livre de influencia venha e nos ajude a decidir sem sermos influenciados pelo pecado, nunca faremos isso sozinho…

  3. Clelia Bernardino Diz

    Creio que quando Deus nos manda fazer algo, Ele quer ver o que temos em nosso coração. Ao reconhecer-mos verdadeiramente diante de Deus a nossa incapacidade de fazer o bem, pois Deus em todas as Suas leis só visa o bem, e a nossa "inclinação" para o mal, e tendo um coração pré disposto a obedecer, certamente o Senhor nos concederá a graça para realizar!

  4. Vinícius E Bia Corrêa Diz

    Ótimo texto Vinícius Musselman, gostei do "Agora é sua vez", ficou bem pedagógico.

  5. Ramon Prietos Diz

    Concordo com Lutero mostra que o “Se queres…” é diferente do “tu podes”, ou seja, receber um mandamento não significa que teremos a capacidade de obedece-lo e sim como Paulo diz os mandamentos, a lei, nos aponta o pecado (Romanos 3.20) e nossa incapacidade de vencê-lo sem Jesus Cristo (João 15:5).
    Discordo de Lutero quando ele diz que “Satanás domina-o [o “Livre-arbítrio”] inteiramente, de tal maneira que o “Livre-arbítrio” rejeita a graça de Deus.” ao meu entender independente mente se Satanás domina o homem ou não o homem por estar na posição de dominado pelo pecado é incapaz de se voltar para Deus.

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Ramon, sim a depravação do homem é suficiente, mas você não acha que também existe essa verdade? Considere o versículo abaixo:

      Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. (2 Coríntios 4:4)

    2. Ramon Prietos Diz

      agora compreendo

  6. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Cleia, mas como um coração disposto ao mal irá se voltar para se arrepender diante de Deus?

  7. Giselda M. Urman Diz

    ."…pois sem Mim nada podeis fazer." Mt. 15:5

  8. Clelia Bernardino Diz

    Olá Vinícius, quando reconheço, movida pela graça de Deus, a minha condição de que eu sou por natureza uma pecadora, que nada posso fazer para mudar essa minha condição e aceito pelo coração a Palavra do Senhor que nos diz que não há nenhum justo sequer, arrrependo-me não do que eu faço, pois amanhã farei de novo, mas sim da minha pessoa. Então vou diante de Deus a cada dia dizendo: Senhor,eu sou uma pessoa má com um coração mau e somente sou digna de ser destruida, mas….pela Tua Misericórdia…abra um caminho para mim dentro da Tua graça.

  9. Clelia Bernardino Diz

    Vinícius Musselman Pimentel

  10. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Clelia Bernardino, mas até você ir até o Senhor e se arrepender vem dele: E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida. Atos 11:18

  11. Vanderlei Souza Diz

    Graças a Deus que nós não somos salvos pela a nossa vontade (capacidade), mas segundo a vontade do nosso criador, o qual seja a glória eternamente amém.

  12. Victor Badaró Diz

    Olá, tentei colocar esse post no primeiro comentário (capítulo 1) e da primeira vez não deu certo, coloquei de novo mas como o post ja se tornou antigo ninguém respondeu.
    Não entendo muito bem….
    Por favor, não sou calvinista, arminianista, não defendo o livro e também não sou contra. Estou apenas tentando entender mais sobre o assunto… Já tentei publicar esse mesmo comentário anteriormente mas o plugin do facebook foi tirado daqui.
    O que eu não entendo é: sei que o homem jamais será merecedor de salvação, senão teria sido inútil o sacrifício de Jesus, como diz o livro e também a Bíblia! Mas por exemplo: se eu sou um incrédulo e alguém chega para me evangelizar, eu naturalmente vou poder julgar se aquilo é viável para mim ou não certo? Ok? Errado? Nesse momento que estou sendo evangelizado, a graça de Deus já está sobre mim? É isso?
    Não estou sendo irônico, é sério! Estou com muitas dúvidas sobre o assunto!
    Me explique por favor!
    Obrigado!

  13. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Victor, calvinistas e arminianos clássicos entendem que o homem natural (o incrédulo deixado em si mesmo) não consegue compreender as coisas de Deus (1 Co 2.9), então ele certamente julgará como loucura o que você está dizendo. A diferença vem no processo de conversão.

    Calvinistas acreditam que o Espírito Santo regenera tal pessoa (novo nascimento) e então ela crê, pois uma pessoa age conforme seu coração e ela recebeu um novo coração.
    Arminianos acreditam que o Espírito Santo concede graça para a pessoa para libertar a vontade dela da escravidão o pecado, a fim de que ela possa então decidir se segue o ou não a Cristo.

    Como eu não vejo na Bíblia o que os arminianos defendem e vejo que fé e arrependimento são dados por Deus, então eu fecho com a posição calvinista.

  14. Victor Badaró Diz

    Ok, muito obrigado! Está sendo muito útil para mim esses posts. Estou começando a entender algumas coisas! Deus o abençoe!

  15. Marcos Filipe Diz

    Olá pessoal, primeiro discordo de Lutero no que diz respeito ao “Deus mandou, não significa que eu possa fazer”, não me entendam mal eu sei das minha limitações, sei das falhas, do pecado e etc, não estou dizendo que posso fazer o que Deus quer de mim mesmo, com a minhas próprias forças não é isso que quero dizer. Acredito que, se não fosse por ele nem me levantaria da minha cama pela manhã, e quando me rendo a sua vontade eu posso sim cumprir o que ele deseja………………………. Jesus veio como homem e cumpriu em si a lei………………… logo um homem pode sim cumpri-lá…………. Talvez vc pode dizer, que Jesus mesmo como homem era ligado ao “Pai”, bom é através do sangue dele que agora também somos não é(como eu disse não é de mim mesmo)????? E por que não cumprimos essa vontade, por que mesmo rendidos aos pés de Cristo ainda não fazemos tudo o que o Pai deseja???? Por que pecamos e pecamos???? Simples……porque gostamos e gostamos muito mesmo de pecar!!!!!!! Acredito que ainda alimentamos demais a nossa carne e por isso tendemos a ela, quando alimentarmos o nosso espírito andaremos mais “perto” de Deus…….. aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo………Filipenses 1:6……..Abraços……….

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Marcos, você precisa diferenciar o homem espiritual do natural (1 Co 2). Cristãos possuem o Espírito que trabalha na vida deles para que eles possam obedecer. Quem não possui o Espírito não pode se sujeitar a lei de Deus, nem agradar a Deus (Romanos 8).

    2. Marcos Filipe Diz

      Vinícius não entendo onde o homem natural entra dessa discussão, o que questionei foi a afirmação de Lutero quando a Deus da um mandamento que não podemos cumpri-lo, mesmo que para cumpri-lo deveríamos ter total consciência da dependência de Deus(como descrito na minha postagem acima). E se temos consciência de nossa total dependência de Deus logo possuímos o espirito que vem de Deus citado em 1 co 2,12.

    3. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Marcos, é justamente por não entender essa distinção que você não entendeu o que Lutero disse. Paulo classifica a humanidade em homens naturais e homens espirituais. O homem natural ou carnal não possui o Espírito. O homem espiritual sim.

      O homem natural não consegue entender as coisas de Deus. Como ele vai buscar cumprir os mandamentos de Deus se nem os entende? Além disso Paulo fala em Romanos 8.5-8:

      Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.

      Repare: o homem carnal não pode se submeter à lei de Deus, nem agradar a Deus.

      Mas o homem espiritual é capacidade pelo Espírito, “a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:4).

      Neste texto, Lutero está falando do homem natural. Entendeu a distinção?

    4. Marcos Filipe Diz

      Vinícius, não se preocupe, eu entendo bem a distinção do homem natural para o homem espiritual feita por Paulo. Como eu disse na resposta me referia a um homem espiritual. Mas cometi um grande equívoco que se deu pelo fato de não ter levado em conta o “em nos mesmos” na sua pergunta. E se o questionamento é só esse, se podemos cumprir os mandamentos de Deus “por nos mesmos” a resposta é simples. NÃO. “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.Rm 8,5.” Agora se a pergunta fosse: “Deus deixou algum mandamento sabendo que mesmo com o seu Espírito não conseguiríamos cumpri-lo?” deixaria como resposta o que eu disse na primeira postagem……

  16. aasdasdas Diz

    Gostaria que falassem mais sobre a graça preveniente e porque os
    calvinistas nao acreditam nela. posso achar de tudo facilmente na
    internet mas quando o assunto é graça preveniente raramente acho algo
    pra lerçç

  17. Daniel de Souza da Silva Diz

    Muito enriquecedor; Resposta 1. Não acredito que o homem seja capaz de realizar a vontade de Deus; mesmo este sendo regenerado, pois ainda assim ele continua a pecar e lutar contra o pecado; somente através do pleno conhecimento do que é pecado e da obra do Santo Espírito que o homem estará condicionado a obedecer a Deus.
    Resposta 2. Gostei de praticamente tudo. O que mais me atraiu foi sobre as duas vontades de Deus; Ótimo trabalho Vinicius Musselman

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