Orando o Pai Nosso: “Pai nosso, que estás nos céus”

Introdução

Sendo a Oração do Senhor designada não somente para ser uma forma de oração em si mesma, mas também uma regra de direção, um plano ou um modelo breve, pelo qual podemos estruturar nossas orações; e sendo as expressões notavelmente concisas e, ainda assim, abrangentes, será de bom uso algumas vezes colocar essa oração diante de nós e, observando o método e a ordem dela, expandir as suas várias passagens e petições, para que nós possamos usá-la ainda mais inteligentemente; disso nós daremos aqui somente uma amostra com a assistência que nós podemos ter de algumas outras Escrituras.

  1. Pai nosso, que estás nos céus

Ó Senhor, nosso Deus, sem dúvida tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade (Is 63.16), e nós a partir de agora te invocaremos: Pai nosso, tu és o amigo da nossa mocidade (Jr 3.4).

Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus (Ml 2.10)? Tu és o Pai espiritual, ao qual devemos estar em muito maior submissão e, então, viveremos (Hb 12.9).

Tu és o Pai das luzes (Tg 1.17), o Pai de misericórdias e o Deus de toda consolação (2Co 1.3), o Pai da Eternidade (Is 9.6), de quem, por meio de quem e para quem são todas as coisas (Rm 11.36).

Tu és o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.3), cuja glória era como do unigênito do Pai (Jo 1.14), o qual está no teu seio (Jo 1.18), o qual estava contigo e era teu arquiteto, dia após dia, as tuas delícias, folgando perante ti em todo o tempo (Pv 8.30).

Tu és, em Cristo, nosso Pai e o Pai de todos os crentes, os quais tu predestinaste para a adoção de filhos (Ef 1.5), e a cujos corações tu enviaste o Espírito de teu Filho, ensinando-os a clamar: “Aba, Pai” (Gl 4.6). Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus (1Jo 3.1)! Que o Senhor Deus Todo-Poderoso seja nosso Pai e que nós sejamos filhos e filhas para ele (2Co 6.18) e que a todos quantos recebem a Cristo, a saber, aos que creem no seu nome, tu possas dar o poder de serem feitos filhos de Deus, os quais nasceram, não da vontade do homem, mas de Deus e de sua graça (Jo 1.12,13).

Ó! Que nós possamos receber a adoção de filhos (Gl 4.5) e que como genuínos filhos da obediência possamos ser conformados ao exemplo daquele que nos chamou, que é santo (1Pe 1.14,15), e que possamos ser imitadores de Deus, como filhos amados (Ef 5.1), e conformados à imagem de seu Filho, o qual é o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29).

Habilita-nos a virmos a ti com humilde ousadia e confiança (Ef 3.12), como a um Pai, um generoso Pai, que nos poupa como um homem poupa a seu filho que o serve (Ml 3.17), e como tendo um Advogado junto ao Pai (1Jo 2.1), que também nos disse que o próprio Pai nos ama (Jo 16.27).

Tu és um Pai, mas onde está a tua honra (Ml 1.6)? Senhor, dá-nos graça para servirmos a ti como devem os filhos, com reverência e santo temor (Hb 12.28).

Tu és um Pai, e se os pais terrenos, que são maus, sabem dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem (Lc 11.13)? Senhor, dá-nos o Espírito da graça e de súplicas (Zc 12.10).

Nós vimos a ti como filhos pródigos que partiram da casa do Pai para uma terra distante (Lc 15.13); mas nós nos levantaremos e iremos ter com o nosso Pai, pois em sua casa há fartura de pão, e se continuarmos distantes dele, morreremos de fome. Pai, pecamos contra o céu e diante de ti; já não somos dignos de sermos chamados teus filhos; trata-nos como teus trabalhadores (Lc 15.17-19).

Tu és o Pai nosso, que está nos céus (Mt 6.9) e, portanto, a ti, Senhor, elevamos as nossas almas (Sl 86.4). A ti, que habitas nos céus, elevamos os olhos! Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no SENHOR, nosso Deus (Ps 123.1-2); um Deus ao qual os céus e até o céu dos céus não podem conter (1Rs 8.27) e, ainda assim, ao qual podemos ter acesso, tendo um Sumo Sacerdote que penetrou os céus como nosso precursor (Hb 4.14).

Tu, ó Deus, habita no alto e santo lugar (Is 57.15) e santo e tremendo é o teu nome (Sl 111.9)! Deus está nos céus e nós na terra (Ec 5.2); portanto, devemos escolher cuidadosamente nossas palavras, para argumentar com ele (Jó 9.14). E, ainda assim, através de um Mediador, temos intrepidez para entrar no Santo dos Santos (Hb 10.19).

Atenta do céu, nós oramos, e olha da tua santa e gloriosa habitação (Is 63.15); tem compaixão de nós e ajuda-nos (Mc 9.22).

O céu é obra do teu poder (Ps 150.1): ó, responde-nos do teu santo céu com a vitoriosa força de tua destra (Sl 20.6); do teu santuário envia-nos socorro e desde Sião nos sustém (Sl 20.2).

E, uma vez que o céu é a casa do nosso Pai (Jo 14.2), que possamos ter nossa pátria lá (Fp 3.20) e buscar as coisas lá do alto (Cl 3.1).

Por: Matthew Henry. © 2001 Matthew Henry. Original: Pray the Bible

Tradução: André Aloísio Oliveira da Silva. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Orando o Pai Nosso: “Pai nosso, que estás nos céus”

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