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Uma palavra a mães e donas de casa desvalorizadas (VE Entrevista)

“As coisas que permanecem para a eternidade e as coisas que trazem recompensas eternas são, com frequência, as coisas que o mercado de trabalho não recompensa.” – Carolyn McCulley

Confira abaixo a entrevista com a autora de Feminilidade Radical:

Feminilidade Radical

Fé Feminina em um Mundo Feminista

Como podemos entender o delicado equilíbrio entre a influência cultural, a perspectiva histórica e a autoridade bíblica quando se trata de nosso papel como mulheres no lar, no trabalho, na igreja e na cultura? De que forma as três ondas do feminismo impediram a visão de Deus para as mulheres? E, finalmente, como podemos entender para onde ir a partir daqui? Em meio à confusão radical de nossa cultura acerca da feminilidade, Carolyn ensina a verdade radical do plano sábio e gracioso de Deus para as mulheres.

CONFIRA

Transcrição da entrevista:

Carolyn McCulley: Eu diria que a questão de qual seria o valor da mulher, com base em sua função, é provavelmente a coisa mais difícil de reconciliar em nossa atual cultura. Lá nos Estados Unidos, aqui no Brasil e em outros lugares ao redor do mundo, certamente há verdadeira opressão e discriminação contra a mulher.

Então, ao responder essa pergunta, não estou minimizando isso. Contudo, eu também quero encorajar as mulheres que querem encontrar
sua completa identidade no mercado de trabalho que… Como diz o velho ditado: “Você nunca vai para o túmulo pensando que queria ter passado mais tempo no escritório”.

Eu acho que o que ajuda é quando olhamos sob a perspectiva da eternidade. Refletir sobre as coisas que talvez sejam importantes para contribuir para o bem comum aqui, em nossas vidas, através do que fazemos em nosso trabalho pago pode ser muito útil e muito significativo,
mas se nossos olhos sempre estiverem focados na eternidade ajuda muito. As coisas que permanecem para a eternidade e as coisas que trazem recompensas eternas são, com frequência, as coisas que o mercado de trabalho não recompensa.

Então, o lar é o ambiente onde nós investimos na próxima geração, onde expressamos nossa hospitalidade, tanto para com estranhos quanto para com os amigos, onde cuidamos das pessoas que o mercado de trabalho não é capaz de valorizar: as crianças, os idosos ou deficientes. Quando investimos nessas coisas, sabemos que um dia receberemos recompensas eternas por imitarmos o cuidado que nosso Pai tem por suas criaturas aqui na terra.

Por isso, o equilíbrio de estar no mercado de trabalho, o que é ótimo, significa que nós temos que descobrir, para hoje, quais são os talentos  específicos – o que nós temos: dons, oportunidades, tempo, relacionamentos – e como esse tempo deve ser usado em nossas vidas para sermos administradores desses dons e oportunidades. E isso nos ajuda a refletir: “Esse é o momento certo para eu estar fazendo alguma coisa no mercado de trabalho ou não? Eu tenho prioridades bíblicas que são maiores para estar em casa? Como eu administro isso?” O resultado disso é que a vida de uma mulher nunca vai ser exatamente como a de outra mulher.

Portanto, não podemos entregar uma caixa do mesmo tamanho para todas. O que devemos dizer é: “Como você está administrando essas coisas para a glória de Deus?” E isso costuma nos levar de volta para o lugar em que sua obra secreta é realizada no lar, sem reconhecimento do mercado de trabalho.

Por: Carolyn McCulley. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: Uma palavra a mães e donas de casa desvalorizadas (VE Entrevista).

1 comentário
  1. Juliana Diz

    Glórias a Deus! É isso mesmo!

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